segunda-feira, 24 de setembro de 2018

SEXO NA REDE





Na rede de computadores, chamada internet, o sexo é mais do que banal. Então, quando falamos em sexo na rede, queremos dizer “fazer sexo numa rede de dormir” ou “rede de descanso” (hammock, em inglês; file de couchage, em francês). 


Muitos povos têm o costume de dormir em redes, desde tempos imemoriais. E essa deliciosa forma de descanso pode também se transformar numa deliciosa e diferente experiência sexual. As dicas estão neste artigo: 


O MAYA-SUTRA, 

O KAMASUTRA DOS MAIAS 




Fazer “amor” em uma rede pode ser uma experiência que vai muito além do sexo. Para os casais que ainda não tiveram a ideia dessa diversão, na varanda de suas casas, fica a inspiração. 


Vale a pena experimentar a brincadeira, no balanço, do vai-e-vem da hamaca, ou rede, para nós brasileiros! 

A ideia de se fazer “amor” em uma rede, não é novidade nenhuma, por aqui, nas Américas. Tanto os nossos índios brasileiros, quanto toda a civilização maia era “PHD” na habilidade de se equilibrar, movimentar, parar, movimentar de novo, e fazer milagre ou miséria em uma “hamaca” (rede). 



Quem nunca ouviu falar no Kamasutra, o livro ilustrado das posições sexuais? Pois bem, conheci recentemente e apresento para vocês o Maya-Sutra (Hamacasutra). 


Similar ao Kamasutra, o Mayasutra – livro das posições sexuais dos maias -, explica com 60 imagens como fazer amor em uma rede, artefato tão comum para o descanso de nossos ancestrais, ilustrado pelo politólogo venezuelano Carlos Torrealba. 

♦Não utiliza a cama para o apoio, mas sim a rede, própria da cultura maia. 

 

♦As posturas são mais que sexuais, mas sim, uma forma de se conectar com a parceira, espiritualmente, intelectual e sentimentalmente. 

 

♦Os nomes das posições são relacionados aos quatro elementos da natureza e aos animais, reforçando a ideia de um sexo sagrado e necessário para o crescimento espiritual. 


Não se sabe se de fato, o sexo acontecia exatamente da maneira ilustrada, mas ficou a homenagem a uma das civilizações mais desenvolvidas da história. 


As posições sexuais em uma rede garantem um alto nível de prazer, e penetrações mais profundas. 

 

Que tal dar uma lavadinha naquela rede que está guardada na casa da sogra, e mandar bala?! 




NA VIDA REAL 

Talvez algumas posições sejam meio complicadas, por isso recomendamos cuidado àqueles que não estão acostumados a dormir ou descansar numa rede. No entanto, é perfeitamente possível aproveitar o “doce balanço” de uma rede, para fazer aquele amor bem gostoso, conforme se pode ver pelas fotos a seguir. Use a imaginação e... divirta-se: 

















Fonte: 






segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O COQUEIRO INCLINADO



Era uma vez... (assim começam os contos de fada). Era uma vez uma praia deserta, em algum lugar do mundo, talvez um país tropical. Nessa praia - paradisíaca, como deve ser uma praia de um conto de fadas – havia um coqueiro. Ora, praias, em geral, têm coqueiros, principalmente em países tropicais. Mas esse era um coqueiro especial. Enquanto o vento direcionava as folhas de todos os demais coqueiros para uma só direção, e os grandes coqueiros continuavam orgulhosamente eretos (sem, claro, qualquer conotação erótica), esse nosso coqueiro especial resistiu à força dos ventos de uma maneira diferente, ou melhor, não resistiu, ou melhor ainda, resistiu numa posição realmente diversa do que normalmente resistem os coqueiros, como se, em sua natureza mais íntima, quisesse prestar uma espécie de vassalagem aos ventos constantes que sopram em praias paradisíacas de países tropicais. O velho coqueiro simplesmente inclinou, numa reverência, e ali ficou, nem de pé, nem deitado, a deixar que passem por ele todos os ventos de todas as estações. E assim permaneceria – anônimo – até que uma borrasca ou mesmo a velhice jogasse por terra essa sua teimosia e ele desparecesse para sempre, sem deixar memória. Mas... (e aí entra o conto de fadas e, mais do que um conto, vem mesmo uma fada para dar novo rumo à vida do coqueiro) um fotógrafo encantou-se com ele e fez uma série de fotos para imortalizá-lo. E são essas fotos – do coqueiro inclinado – que hoje alimentam a libido de meus leitores e minhas leitoras, com algumas fotos bônus da fada que possibilitou a imortalidade desse coqueiro, porque são das fotos de um coqueiro que trata essa postagem, sem dúvida alguma. Divirtam-se: 














Como nossos leitores e leitoras só devem ter prestado atenção ao coqueiro, como um agradecimento à nossa bela fada, aí estão algumas fotos dela, o bônus prometido, para que se encantem também – pelo menos um pouco – com sua beleza e seu charme (além de sua modéstia, claro, por haver servido de “escada” a um simples, embora também belo, coqueiro de uma praia paradisíaca de um país tropical): 







segunda-feira, 10 de setembro de 2018

LIVROS QUE DESAFIARAM O MORALISMO





Não apenas a boa e velha literatura erótica, com suas histórias picantes e deliciosas, construíram o imaginário sexual da humanidade. Também autores ditos “sérios” pesquisaram a sexualidade humana e produziram obras que ajudaram homens e mulheres a entender não apenas como funcionam seus corpos, mas também suas mentes e sua libido. Trazemos, portanto, ao leitor deste blog, algumas sugestões de leituras: 


11 livros que mudaram a história do sexo 

Alexandre Adoni 


Nem sempre as informações sobre sexo foram tão acessíveis. Ainda hoje, o assunto é cercado de mitos e tabus, mas a situação já foi bem pior. A forma como entendemos a sexualidade hoje em dia começou a se desenvolver há pouco mais de um século, a partir dos estudos do médico e psicanalista austríaco Sigmund Freud. 


Ao lado dele, vários outros especialistas publicaram obras que ajudaram a desmistificar e entender a sexualidade humana. Conheça alguns dos principais livros já publicados sobre o assunto: 

1. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade 

Autor: Sigmund Freud 

Ano de publicação: 1905 (edição mais recente no Brasil pela Imago, em 1997) 


A obra revolucionou o entendimento do que é sexo. Até o final do século 19, o sexo era visto como estritamente fisiológico e com fins reprodutivos. Freud diz que a sexualidade não se resume apenas aos órgãos genitais, mas envolve aspectos psicológicos e comportamentais. O psicanalista escandalizou a sociedade da época ao defender que a sexualidade existe desde a infância e vai sendo desenvolvida ao longo da vida através das experiências pessoais de cada indivíduo. No livro, o autor também apresenta conceitos como perversão, a inveja do pênis e o complexo de Édipo, não menos polêmicas em seu tempo. 

2. O Relatório Kinsey (O Comportamento Sexual do Homem + O Comportamento Sexual da Mulher) 

Autor: Alfred Kinsey 

Ano de publicação: 1948 


Resultado de uma pesquisa do biólogo norte-americano, o relatório revelou que 92% da população masculina dos Estados Unidos se masturbava e 37% já haviam tido alguma experiência homossexual (para 10% destes, estes tipos de relações eram usuais). O livro caiu como uma bomba entre a conservadora América dos anos 50. 


Apesar de ter sido tachado de imoral e pedófilo, Kinsey lançou o segundo volume de sua obra, convencionalmente chamada de “O Relatório Kinsey”: “O Comportamento Sexual da Mulher” saiu em 1954 e foi publicada no Brasil pela Atheneu em 1954, com reedição em 1967. Entre elas, 62% admitiram se masturbar e 13% já haviam tido experiência homossexual. O cientista perdeu o patrocínio, mas sua obra é considerada como o princípio da Revolução Sexual dos anos 60 e, graças a suas pesquisas, a homossexualidade passou a ser lentamente observada por outro ângulo, deixando de ser considerada doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 1990. 

3. A Nova Terapia do Sexo 

Autora: Helen Kaplan 

Ano de publicação: 1974 (lançado no Brasil pela editora Nova Fronteira em 1977) 


A obra introduziu uma nova abordagem psicoterapêutica no tratamento das disfunções sexuais, levando em conta os aspectos biológicos, psicológicos e sociais de cada indivíduo. Psiquiatra e neurologista, Kaplan descreve casos clínicos de disfunção erétil, falta de desejo, entre outros, e explica a aplicação de seus métodos. Foi a primeira a falar sobre a importância do desejo no sexo. Saiba quando e por que fazer terapia sexual. 

4. O Jardim Perfumado 

Autor: Xeque Nefzaui 

Ano de publicação: escrito entre os séculos 15 e 16, foi traduzido para o português e uma de suas últimas edições foi publicada no Brasil em 2002, pela Editora Record. 


Clássico manual erótico árabe, foi escrito pelo Xeque Omar Ibn Muhammad Nefzaui no século 16. Entrou para a história por sua linguagem direta e descrições detalhadas da intimidade sexual. Entre os escritos do xeque, dicas para estimular e agradar a parceira, exercícios para aumentar o pênis e a descrição de nove posições para um coito satisfatório para o casal. 

5. Os Prazeres do Sexo 

Autor: Alex Comfort 

Ano de publicação: 1972 (no Brasil, a sexta edição já atualizada foi lançada em 1998 pela editora Martins Fontes) 


O livro é considerado o mais completo guia da prática sexual no Ocidente. Escrito pelo médico norte-americano Alex Comfort, foi lançado em 1972, período pós-invenção da pílula anticoncepcional e no curso da Revolução Sexual. Ricamente ilustrado, foi o manual de toda uma geração, chegando à marca de 10 milhões de cópias vendidas. Nos anos 90, passou por uma atualização para incluir noções de sexo seguro, a importância dos hormônios na sexualidade e informações sobre o orgasmo feminino. 

6. Sexologia – Diagnóstico e tratamento 

Autor: Dennis J. Munjack 

Ano de Publicação: 1980 (publicado no Brasil pela Editora Atheneu em em 1984) 


O autor foi um dos primeiros a falar sobre hormônios. No livro, Munjack relaciona disfunções hormonais que causam distúrbios sexuais. Abordou também a prescrição de certos tipos de medicamentos que, se usados indiscriminadamente, poderiam inibir a sexualidade. 

7. O Vínculo do Prazer 

Autores: Masters e Johnson 

Ano de Publicação: década de 70 (no Brasil, uma das edições mais recentes é de 1997, da Bertrand Brasil) 
 

William H. Masters e Virginia E. Johnson são um casal de médicos norte-americanos – ele ginecologista, ela psicóloga. Especializaram-se em sexualidade humana e foram pioneiros na terapia sexual. No livro, descrevem as primeiras experiências que tiveram com terapia de casais. A importância do sexo no casamento, o segundo casamento, a satisfação sexual: eles descrevem casos de terapia individual e em grupo e os benefícios trazidos quando um casal escuta o outro falar de suas dificuldades. Até então, esse tipo de grupo tão comum nos dias de hoje não existia. Introduz a noção de sexo de qualidade está ligada com comprometimento amoroso. 

8. Descobrindo o Prazer 

Autores: Joseph Lopicollo e Julia Heiman 

Ano de publicação: 1977 (publicado no Brasil pela Summus em 1981) 


O livro é um guia prático que ensina a mulher a se masturbar. Lopicollo, médico e especialista na resposta sexual feminina, propõe uma série de exercícios e práticas para que a mulher descubra o próprio corpo e atinja o orgasmo. A ideia de escrever sobre masturbação feminina veio depois de filmar um grupo de mulheres com dificuldade em atingir o clímax. Foi o primeiro a fazer um vídeo sobre manipulação erótica com embasamento científico. 

9. Heterossexualidade 

Autores: Masters e Johnson 

Ano de publicação: 1994 (publicado no Brasil pela Bertrand em 1997) 


Heterossexualidade foi o último livro do casal pioneiro na terapia sexual, o ginecologista William H. Masters e sua mulher, a psicóloga Virginia E. Johnson. A obra, já atualizada para os tempos pós-HIV, se destaca por tratar sobre sexo e comprometimento amoroso, o que une os casais, sexo na terceira idade e a importância da prática do sexo seguro. 

10. Nome: Masculinidade e Feminilidade – Apresentações do Gênero 

Autor: Robert Stoller 

Ano de publicação: foi publicado no Brasil em 1993, pela Editora Artes Médicas 


Psiquiatra e pesquisador norte-americano, Stoller se dedicou ao estudo da identidade de gênero. Referência em transexualidade, seu livro merece destaque por questionar a teoria de que todos nascem bissexuais, proposta por Freud, e defender o feminino como sexualidade primária. Para ele, um garoto só se identificaria com seu sexo depois que uma força masculina quebrasse sua relação simbiótica com a mãe. 

11. Kama Sutra 

Autor: Vatsyayana 

Ano de publicação: aproximadamente no século 4 (no Brasil, uma das edições mais recentes é de 2001, da Zahar) 


O Kama Sutra enfoca o erotismo entre casais, as formas de se alcançar prazer além do orgasmo e trabalha o autocontrole e a ansiedade na hora do sexo. Apesar disso, não é considerado exatamente revolucionário na área sexual. Seu choque principal é mostrar em detalhes uma variedade de posições sexuais consideradas diferentes do sexo tradicional. 


Fontes consultadas

Carmita Abdo, psiquiatra, professora do Departamento de Psiquiatria da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), fundadora e coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e autora do livro “Descobrimento Sexual do Brasil” 

Amaury Mendes Júnior, médico ginecologista e sexólogo, pós-graduado em terapia de casais e terapia sexual; médico e professor do ambulatório de sexologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Delegado da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana) e autor colaborador do livro “Sexualidade Humana” 

Maria Helena Vilela: Enfermeira obstetra, terapeuta psicodramatista com especialização em Saúde Pública e Sexualidade Humana e diretora do Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana 

Carla Cecarello, sexóloga e fundadora da ABS (Associação Brasileira de Sexualidade), além de ter planejado o projeto AmbSex, que presta serviços a população geral no que diz respeito ao sexo. 

Livro: “O Livro de Ouro do Sexo”, de Regina Navarro Lins e Flávio Braga