segunda-feira, 23 de julho de 2018

POR QUE USAR PRESERVATIVO – 1: HISTÓRIA DA CAMISINHA




O preservativo masculino, a popular camisinha, tem o seu uso recomendado por médicos, especialistas e organismos internacionais para prevenir a gravidez e para evitar o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST). Ganhou grande destaque a partir do final do século XX no combate à transmissão da AIDS/SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), uma doença que ainda não tem cura e é mortal. 



Só ainda resistem à recomendação do uso da camisinha certas organizações religiosas (as feministas resistiram até o começo do século passado, sob o argumento de que o controle da gravidez era de responsabilidade exclusiva da mulher). Mas podemos dizer que você pode professar qualquer fé, seguir qualquer religião, mas seu pau não é e nunca será religioso: quando pinta a necessidade e a ocasião, ele cumpre a sua finalidade, que é lhe dar prazer (além, claro, de garantir a preservação da espécie humana). 


Portanto, não se arrisque: use camisinha. Sempre que houver situação de risco. Para a preservação da saúde de ambos os parceiros. Ao contrário do que dizem, o preservativo não elimina o tesão ou o prazer; é fácil de usar; é barato; não tem contraindicações e é fácil de encontrar e carregar. O artigo de hoje traz um breve histórico da camisinha, para que você – se ainda não a usa – comece a se familiarizar com a ideia de ter sempre em mão (e no pau) uma camisinha. As fontes para maiores informações estão ao final. 


Uma observação final: em fotos aqui mesmo publicadas e na maioria dos filmes a que você assiste, os atores quase sempre não usam camisinha. Esclareçamos: estão sim, essas pessoas, em situação de risco, mas geralmente um risco calculado, já que fazem constantes exames médicos. Pelo menos é o que dizem e é o que deviam fazer. No entanto, o risco existe sempre. Esses atores e atrizes assumem o risco em nome de uma série de fatores, como oferecer ao espectadores e apreciadores um sexo mais “natural”. Assim, podem – as fotos e os filmes – ser estimulantes, mas não são um bom exemplo. Vamos ao texto de hoje: 


Origem e breve história da camisinha 


(Nicolas_Tassaert - Die_vorsichtige_Geliebte )

Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, a camisinha é uma invenção bastante antiga. Pesquisas controversas sugerem que já em 1300 a.C. os egípcios utilizavam um envoltório sobre o pênis feito de linho, pele e materiais vegetais. 


No século II a.C., os romanos começaram a utilizar esses envoltórios produzidos a partir de intestinos de cordeiro e bexigas de cabra para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis. Os romanos acreditavam que tais doenças eram castigos lançados por Vênus, a deusa do amor, que posteriormente teve seu nome dado a essas doenças e é por isso que, hoje, as conhecemos por “doenças venéreas”, doenças de Vênus. 


No século XVI, o italiano Gabriel Fallopius inventou um saco de linho para ser colocado sobre o pênis de seus pacientes para protegê-los de doenças. Suas pesquisas partiram do estudo da sífilis que, então, matava seres humanos como moscas. O anatomista obteve grande êxito com a invenção, pois além de proteger contra as doenças, o saco de linho impedia a gravidez. Este fato o tornou conhecido e sua produção tornou-se popular e bastante usada. 



Em torno de 1685, o envoltório recebeu o nome de condom na Inglaterra. O condom era feito de intestino de cordeiro e lubrificado com óleo de amêndoas. Em 1700, começaram a produzir esse envoltório com intestino de peixe, carneiro e outros animais com o intuito de deixá-lo mais fino e menos incômodo. 



No início do século XVIII, Londres funda a primeira loja de preservativos, feitos de intestino de carneiro ou cordeiro, com aromatizantes florais e sob encomenda. Eram bastante caros e só pessoas com alto poder aquisitivo podiam comprá-los. 



Mas foi em 1843, quando o revolucionário processo de vulcanização da borracha, inventado por Hancock e Goodyear, possibilitou a produção em massa de preservativos, que eles se tornaram realmente mais populares, mas pouco aderentes, irregulares e ainda muito caros, o que fazia com que fossem usados várias vezes. 


Até o legendário amante Casanova foi adepto dessas camisinhas. Em 1930, o látex líquido substitui a borracha, e ainda é o material mais usado na fabricação de camisinhas. 


A partir da década de 1960, a impopularidade da camisinha se ampliou com a comercialização das pílulas anticoncepcionais. Com isso, as doenças sexualmente transmissíveis galoparam até os finais da década de 1970. 


 O triunfo do preservativo só aconteceu na década seguinte, quando a ação do vírus HIV obrigou milhares de pessoas a se curvarem a um novo processo de educação sexual. Nesse meio tempo, várias teorias fantasiosas visavam dispensar o uso da camisinha, posta ainda por alguns como um limitador da qualidade do ato sexual. Entretanto, sabemos que a preservação da vida e da saúde depende dessa "antiga novidade". 


Atualmente, os preservativos são vendidos em diversos tamanhos e com diversos tipos de superfície com o intuito de estimular o parceiro sexual. Normalmente são vendidos com uma camada de lubrificante de modo a tornar mais fácil a penetração. Os preservativos com sabor são usados principalmente para sexo oral. A maior parte é fabricada com látex, embora estejam também à venda preservativos em poliuretano. 



Fontes: 



DANTAS, Gabriela Cabral da Silva. "Origem da Camisinha"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 06 de abril de 2018. 












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