segunda-feira, 26 de março de 2018

HOMENS QUE TRANSAM COM OUTROS HOMENS... E DIZEM QUE NÃO SÃO GAYS – 4: “BRO-JOB”, OU QUANDO UM HÉTERO PAGA BOQUETE PARA OUTRO PARA QUEBRAR UM GALHO



Nos EUA, os bróder criaram a expressão bro-job: quando um cara faz um boquete no outro, em geral quando os dois já estão bem bêbados, para quebrar um galho, dar fim a uma época de vacas magras. Tudo na maior amizade, firmeza, sem viadagem. Meu negócio é mina, cara. 


Quando entrei na faculdade, presenciei uma vez um nada singelo ritual que os alunos de Medicina realizavam com seus bixos: três ou quatro veteranos agarravam um pobre aluno do primeiro ano e o viravam de ponta-cabeça, para que outro veterano viesse e lhe desse uma dolorosa mordida nas nádegas – ato batizado (sem qualquer originalidade) de “morde-bunda”. Outro amigo, que havia ingressado na Esalq, relatava como os trotes de sua nova faculdade incluíam cabos-de-guerra de pau: uma ponta de barbante amarrado em volta do pinto de um aluno, a outra em volta do pinto do outro, que vença o mais forte. 


Not GayAtos como esse, na verdade, são as maneiras que o homem heterossexual em nossa cultura encontrou para explorar a fluidez de seus desejos sexuais. Essa é a afirmação que a professora Jane Ward, da Universidade da Califórnia em Riverside, faz em seu recém-lançado livro Not Gay: Sex Between White Straight Men (“Não-gays: Sexo entre homens brancos héteros”, em tradução livre). Nele, a autora analisa as diversas manifestações do desejo de experimentar o ato sexual com outro homem praticadas por homens heterossexuais no mundo ocidental. 


 A fluidez do desejo sexual não chega a ser um fenômeno desconhecido pelo público em geral. As meninas, hetero ou homossexuais, têm bastante liberdade para expressá-lo: dando-se as mãos quando crianças, tomando banho juntas, trocando beijos e carinhos. As jovens adultas, nos últimos anos, ganharam a liberdade de irem mais longe: beijam-se em festas, chegam até a irem para a cama com outras mulheres. Nada disso implica, necessariamente, em uma identidade homossexual: a grande maioria das mulheres que experimentam o contato íntimo com outra mulher continuam identificando-se como heterossexuais pelo resto da vida. Esse mesmo tipo de fluidez é permitido aos homossexuais: se um gay transa com uma mulher, isso não afeta sua identidade sexual, assim como uma lésbica não necessariamente deixa de ser considerada lésbica se transar ocasionalmente com um homem. 


Já os homens heterossexuais não dispõem desse mesmo tipo de liberdade. “Eles não são convidados a sentirem curiosidade bissexual da mesma maneira que as mulheres”, Ward disse para a revista Next. A solução encontrada: esconder esse tipo de experimentação em rituais como os trotes, ou tentar apagar o contexto sexual de suas ações. “Não dá para sair e perguntar para os héteros: ‘você já transou com um homem?’ e conseguir a resposta adequada. Muitos desses comportamentos não são vistos como sexuais por seus participantes. 


Quando se pergunta ‘você já pegou num pênis?’ ou ‘já enfiou um dedo na bunda de outro homem?’, consegue-se um retrato mais complexo da sexualidade do homem heterossexual.” A autora cita como exemplos desse tipo de experimentação atos muito comuns entre héteros: assistirem filmes pornôs em grupo, competições de punheta, bater na bunda do outro, trotes de faculdade, troca-trocas, e todas tantas das atividades criativas das séries Jackass. 


“Os homens envolvidos encaram isso como zoeira: ‘a gente tá bêbado, a gente tá de zoação, a gente tá fazendo trote. Não é nada sexual”, aponta a autora. Trotes de faculdade têm como intenção, sim, humilhar parte dos participantes, mas isso de certa maneira serve como disfarce para a experimentação dos héteros. Qualquer relato desse tipo de trote é capaz de confirmar que ao longo do ritual há euforia e gargalhadas, entre humilhados e humilhadores. “Há pressão envolvida? Claro. Mas eles mesmos fabricam o ritual e embarcam nele. A maioria dos homens lá sabem que podem sair daquela situação na hora que quiserem.” 


Esse contexto que protege a sexualidade dos homens héteros é produto da nossa cultura. Em um artigo para a revista Newsweek, Ward aponta como esse tipo de dessexualização do contato íntimo acontece apenas com homens héteros: “se mulheres jovens tocarem as vaginas umas das outras durante algum tipo de ritual de iniciação, os observadores sem dúvida imaginariam uma intenção sexual no ato.” Se gays decidissem morder as bundas uns dos outros como forma de aceitarem novatos em seus grupos, isso seria causa de escândalo na sociedade brasileira; isso no entanto é uma “zoeira” razoavelmente bem aceita entre os futuros médicos da nação. 


Outra expressão desse tipo de vivência é o sexo homossexual entre um homem “macho” e uma “bichinha”. Nesse contexto, afirma a autora, toda a homossexualidade é concentrada naquele que se identifica como homossexual no par, o que permite que o machão não veja o ato como uma ameaça a sua heterossexualidade. “Até o meio do século 20, devido à segregação dos sexos na vida social, era comum que houvesse encontros sexuais entre héteros e bichas em lugares como salões, parques e outros lugares clandestinos. Bichas eram vistas como uma alternativa razoável para prostitutas. Elas serviam para afirmar, não ameaçar, a heteromasculinidade dos héteros, ao incorporarem seu oposto.” Esse tipo de visão ainda prevalece, e bastante, em culturas como a brasileira. 


A prática sexual entre homens héteros com outros homens (héteros ou gays) não cessa com o fim da pueril juventude. Ward aponta para outras atividades comumente realizadas por homens como válvula de escape para desejos sexuais por outros homens, em contextos que não os forçam a questionar sua identidade sexual hétero: pegação em banheiros, encontros clandestinos marcados pela internet, sexo “por necessidade” (em prisões ou depois de períodos longos de abstinência sexual – o famoso “tracei o que tinha na frente”). 


“Quando enquadram sua prática sexual homossexual como algo sem importância, acidental, ou mesmo necessário, os homens heterossexuais são capazes de praticar o contato homossexual de forma heterossexual. Esses atos sexuais não são escorregões na vida queer, ou expressões de uma identidade gay desejada mas reprimida. Eles apenas revelam a fluidez e complexidade que caracteriza o desejo sexual de todos os humanos.” Ou seja, todas as atividades descritas acima não são indícios de uma homossexualidade enrustida na imensa maioria dos casos. Apenas são maneiras de os héteros extravasarem a vontade de experimentar a atividade sexual com outros homens. Quando esse tipo de curiosidade se tornar comum e aceitável entre homens HT, os homens hétero poderão relaxar e curtir sua sexualidade de maneira menos destrutiva. 





Fonte: 


por Marcio Caparica (@marciocaparica)


segunda-feira, 19 de março de 2018

SEIOS, SEMPRE UMA FONTE DE PRAZERES: EXPLORE-OS!



Os seios não apenas atraem pela beleza, mas são fontes de prazer tanto para as próprias mulheres – que podem até chegar ao orgasmo, só com a sua manipulação (ver matéria neste blog: orgasmo mamário) –, como para o homem, que pode explorá-los com a boca ou com o... pênis! 


Estamos falando da famosa “espanhola”, ou mammary intercourse, uma técnica sexual em que a relação ocorre sem que haja penetração. Nesse ato, o homem introduz o pênis entre os seios da mulher, estimulando-o por movimentos de fricção, que podem e devem ser ajudados pela companheira, apertando os seios contra o pau. 


Quando o homem ejacula, o sêmen pode cair nos seios, no rosto, no pescoço ou na boca da mulher. No cabelo, algumas mulheres odeiam, portanto evite! A forma como o sêmen cai no pescoço ou nos ombros da mulher inspirou o outro nome dado a esse tipo de prática sexual - colar de pérolas. 


Em alguns casos, este ato pode ser combinado com o sexo oral, em que a mulher inclina o rosto para frente e chupa ou lambe a cabeça do pênis. Trata-se de manobra mais facilmente executável com um pênis mais longo, seios maiores ou com uma parceira com um corpo mais flexível. Nesse caso, quando o sexo oral é executado, a base do corpo do pênis e os testículos que recebem estímulos pela fricção com os seios, sendo a glande estimulada pela boca. 


Não se sabe por que essa prática é conhecida em vários países, como Itália e Brasil, como “espanhola”, já que na própria Espanha, é denominada, curiosamente, de “cubana”. Como prática sexual não penetrativa, traz muito prazer tanto ao homem quanto à mulher, servindo também como uma deliciosa preliminar do sexo propriamente dito. Divirta-se com mais algumas fotos, que selecionamos para vocês: 












 

segunda-feira, 12 de março de 2018

HOMENS QUE TRANSAM COM OUTROS HOMENS... E DIZEM QUE NÃO SÃO GAYS – 3: HOMENS HÉTEROS CONTAM COMO FOI FICAR COM OUTRO HOMEM




1. "Ele veio falar de sexo e pulei fora, não queria chegar tão longe assim." 


"Eu tinha 18 anos e estava terminando o ensino médio, conheci um garoto no Facebook e depois descobri que estudávamos na mesma escola, mas nunca tinha notado ele. Conversávamos frequentemente até que um dia eu perguntei se ele era gay, ele disse que era bi. Um tempo depois ele me contou que estava a fim de mim e eu disse que não curtia isso. Convidei ele para ir na formatura da minha turma e durante a festa ele me chamou em um local reservado e me deu um beijo. Continuei ficando com ele por umas duas semanas, até que ele veio falar de sexo e pulei fora, achava tudo meio excitante, mas não queria chegar tão longe assim. A experiência foi legal, mas eu ficava com a consciência pesada. Creio que hoje eu não ficaria com outro homem." (– 20 anos/homem/hétero) 



2. "Não coloco a culpa na bebida porque eu realmente estava ciente do que estava fazendo." 

"Eu estava passando por um momento difícil da vida, um término de relacionamento e um problema grave de saúde. Numa festa, eu bebi muito e acabei ficando com um menino. Não coloco a culpa na bebida porque eu realmente estava ciente do que estava fazendo e já tinha tido curiosidade antes. Acontece que eu não gostei da experiência e não voltei a repetir. Hoje tenho um relacionamento hétero e nenhum desejo por pessoas do mesmo sexo. Foi interessante matar a curiosidade, mas foi o suficiente para ter certeza que eu prefiro o sexo oposto." (– 22 anos/homem/hétero) 



3. "Eu não achei ruim, mas não curti tanto." 


"Fui a uma festa da faculdade com uma amiga e ela sugeriu que nesse dia só ficássemos com pessoas do mesmo sexo. Eu aceitei, fiquei com uns quatro garotos, foi a primeira vez que fiquei com garotos. Eu não achei ruim, mas não curti tanto. Depois disso não senti vontade de ficar com outros caras por isso ainda me defino hétero." (– 20 anos/homem/hétero) 



4. "Mesmo preferindo mulheres, perdi o preconceito com sexo gay." 


"Faz uns dois anos que isso aconteceu e na época não ficava com muitas mulheres, só que nunca tinha pensado em transar com outro homem. Conheci uma mulher no Tinder e depois de conversar bastante ela disse que namorava e que eles curtiam sexo a três. Topei, mas na minha cabeça, seria eu e ela, ele e ela, nada entre eu e ele. No meio da bagunça ele me beijou, eu gostei, e aí rolou tudo, masturbação, oral, penetração. Nunca tive vontade de transar só com homem, mas depois disso já fiquei com alguns casais e sempre foi muito bom. Mesmo preferindo mulheres, perdi o preconceito com sexo gay. Acho que o mais importante é o prazer, sem julgamentos ou rótulos." (– 22 anos/homem/99% hétero) 



5. "Não tenho vontade de repetir, mas que foi bom, foi." 


"Tenho (ou tinha) um grande amigo gay. Ele vivia brincando comigo, dizendo que eu nunca tinha recebido um boquete de verdade de mulher nenhuma no mundo. Eu sempre achei engraçado, uma piada boa de roda de amigos. Um dia uma festa foi acabando e ele foi ficando no meu apê... Sobraramos só nós dois, eu com muito álcool na cabeça, e ele me abordou: 'e aí, ainda tá na expectativa de receber o melhor boquete do mundo?' Eu respondi sim e ele não hesitou. Se ajoelhou, desabotoou minha calça e mandou ver. Eu estava meio embriagado, mas me lembro bem. Realmente ele mandou muito bem! Nunca mais tive nenhum tipo de relação com outro homem. Não tenho vontade. Mas que foi bem feito, isso foi..." (– 38 anos/homem/hétero) 



6. "Fiquei excitado no momento, mas não senti atração por mais nenhum homem." 


"Eu tinha 15 anos e estava em casa com esse amigo, jogando alguma coisa no computador. Em determinado momento a internet parou e ficamos sem saber o que fazer. Resolvemos tirar umas fotos e depois eu deitei. Certamente rolou algum clima, não me lembro, e começamos a nos beijar, nos tocar. Fiquei excitado no momento, mas não senti atração por mais nenhum homem. Hoje em dia ele se assumiu gay e eu estou noivo de uma mulher. A experiência me ajudou a crescer sem preconceitos e entender melhor. Não me arrependo." (– 20 anos/homem/hétero) 



7. "Depois dele minha visão de mundo mudou, parei de me importar com o que os outros pensavam de mim." 


"Sabe aquela época em que se você não fosse o cara que pegava todas você era considerado gay? Pois é, foi nessa época. Quando saí do ensino médio achei que isso acabaria, mas na faculdade parece que era a mesma coisa. Isso dá um nó na nossa cabeça! Confuso com isso e sozinho fazia algum tempo, instalei o Tinder e deixei liberado pra todo mundo, sem especificação de gênero. Foi aí que conheci um cara mais velho muito legal. Conversamos por um tempo e como trabalhávamos perto um do outro combinamos de almoçar um dia. Almoçamos e ele me chamou pra tomar um café em outro lugar mais reservado. Lá nós ficamos, trocamos uns beijos e uns amassos. Depois não nos vimos mais. 


Foi uma experiência muito diferente pois nunca tinha ficado com nenhum homem, mas com ele tinha sido muito bom, com tesão e com carinho mútuo. Depois daquele rapaz nunca mais fiquei com nenhum homem e estou completamente resolvido sobre a minha orientação sexual. Continuo a gostar e me atrair por mulheres, estando hoje casado com a mulher da minha vida. Depois dele minha visão de mundo mudou, parei de me importar com o que os outros pensavam de mim, se achavam que eu era/sou gay ou não, isso não me importava. Rótulos não me definiriam mais. Naquele momento ele me atraiu e tivemos um momento junto que não esquecerei. No momento mulheres me atraem e estou satisfeito quanto a isso." (– 24 anos/homem cis/hétero) 



8. "Gostar de ter minha próstata estimulada me faz gostar de homens?" 


"Minha ex-namorada me apresentou o fio-terra. Como gostava muito, pensei 'hm, será que eu gosto de homens?'. Mandei mensagem para um amigo gay explicando que queria experimentar pelo fato de sentir muito prazer com dedos. Ele topou. No dia, ele veio pra casa e quis entender melhor, tentei explicar um pouco, mas quando vi já estávamos nos beijando. Não gostei nada da sensação da minha barba roçando na dele, mas continuamos. Beijo aqui, mão ali, comecei a fazer oral. Devo admitir que gostei. 


Fomos pro quarto, tiramos a roupa, nos preparamos e tinha um pênis dentro de mim. O que eu estava fazendo? Por que era bom, exceto quando ia muito fundo? Isso me tornava homossexual? Me tornava bi? Gostar de ter minha próstata estimulada me faz gostar de homens? Demorei um tempo pra entender o que aconteceu naquele dia. Nunca mais tive vontade de pegar homens, mas tinha vontade de ser penetrado, logo percebi que é mais algo físico do que emocional, então me considero hétero que gosta de estímulos na próstata. Recentemente comprei pra usar com a minha namorada um strap-on. Satisfaz minha vontade e ela gosta de fazer." (– 25/homem/hétero) 



9. "Ele era tão interessante que acabei esquecendo dessa coisa doida de gênero que aprendemos na nossa cultura." 


"Ocorreu durante um jantar na casa de um amigo de um amigo. Comecei a conversar com o dono da casa e acabamos nos identificando em vários aspectos. Não estávamos alcoolizados, apenas aconteceu. De uma hora para outra acabamos ficando a sós. Ele tinha uma namorada, mas pela conversa que tivemos o relacionamento ja estava no fim. Ele era tão interessante que acabei esquecendo dessa coisa doida de gênero que aprendemos na nossa cultura... Acabei beijando ele e conforme o tempo passava o clima foi esquentando e transamos no quarto dele. Faz três anos que vivo com minha esposa e essa história foi uma experiência muito interessante... Não me arrependo e com certeza não apagaria esse momento na minha vida!" (– 26 anos/homem/hétero) 



10. "Acho que o que define a sexualidade é o sentimento" 


"Foi num bar, estávamos em quatro e nos beijamos entre si. Foi normal, não pensei muito a respeito. Na verdade acho que o que define a sexualidade é o sentimento e neste caso nunca tive nada neste sentido com homem, apenas mulheres. Não descarto, mas não rolou." (– 20 anos/homem/hétero) 



11. "Confesso que na época me sentia culpado, já que minha família é muito religiosa e homofóbica." 


"Eu tinha uns 17 anos e um dos meus melhores amigos era gay, assumido para a família e tudo mais. Depois da nossa formatura de ensino médio ele me chamou pra ir a uma boate gay e fomos nós dois com duas amigas. Algumas horas e drinks depois, um menino mais velho chegou em mim. Quis experimentar, fomos para o apartamento dele e transamos. Continuamos conversando e marcando de se pegar casualmente, mas depois de um tempo percebi que não sentia mais atração por ele. Confesso que na época me sentia culpado, já que minha família é muito religiosa e homofóbica. Gostaria que alguém tivesse me dito antes que eu não estava fazendo nada de errado, eu tava só me descobrindo melhor e tendo novas experiências. Depois disso nunca mais me envolvi com outro homem, mesmo frequentando a mesma boate gay uma vez ou outra." (– 24 anos/homem cis/hétero) 



12. "Isso não deveria definir ninguém como gay ou não." 


"Foi apenas um beijo, sempre fomos amigos, ele namora e eu também. Ambos heteros. E foi interessante! Gostaria de falar que isso não deveria definir ninguém como gay ou não. Mas para as pessoas, a partir do momento que beija outro homem você é gay." (– Idade não identificada/homem/hétero) 



13. "Foi a pior experiência da minha vida" 


"Aconteceu nos meus 15 anos. Eu estava me sentindo muito só na época e desde moleque escutava meus primos me zoando, dizendo que eu não pegava ninguém então eu era 'com certeza' viado. Tive a oportunidade, agarrei e me arrependi amargamente. Foi a pior experiência da minha vida, por mais que só um beijo. Me senti muito confuso na época, mesmo, e me deixei levar, mas no final das contas eu não gostei nem um pouco. Não sou gay, nunca fui, nem nunca serei e odeio quando querem me rotular com base numa experiência do passado." (–21 anos/homem/hétero) 



14. "Era tudo uma brincadeira." 


"Foi gostoso, admito. Faz uns três anos, em uma chácara no interior e lá pelas tantas da madrugada eu e um amigo resolvemos assistir um pornô no celular dele. Ele começou a se masturbar, eu também e não demorou muito pra que a gente estivesse um pegando no do outro. Na hora não me senti gay, eu tinha uma namorada na época. Não teve amor, beijo, não teve sentimento, era tudo uma brincadeira. Quando penso nisso hoje encaro da mesma forma, como uma brincadeira, porque não me considero gay só por causa disso. Não tenho vontade de fazer sexo com homem, mas acho que somente o sexo não basta pra definir a sexualidade de alguém." (– 30 anos/homem/hétero) 



15. "Sempre foram só beijos, mais que isso eu não me sinto a vontade." 


"Todas as setes vezes foram em festas, com muitas bebidas e pessoas LGBT. De início o que me fazia sentir um certo medo de tal experiência era a opinião dos amigos. Todas as vezes os caras é que me abordaram. Sempre foram só beijos, mais que isso eu não me sinto a vontade. Tenho uma opinião muito aberta sobre isso. Os amigos não me julgaram em nenhum momento e eu me sinto normal por ter ficado." (– 22 anos/homem/hétero) 



16. "Foi interessante, se tiver com vontade ou curiosidade, vai pra cima." 


"Eu fiquei com alguns meninos, três pra ser exato. Eu tinha uns 16 anos e na hora não pensei que seria gay a partir disso, sei lá, eu simplesmente quis ver como era. Todos foram em público, com os amigos perto, mas foram bem estranhos, foi tipo chupar laranja, zero sentimentos. Não deu aquele frio no estômago, acho que isso me fez ver que eu era hétero mesmo, porque parecia que eu tava numa situação normal, tipo trabalhando, só que com um cara colado no meu rosto. Foi interessante, se tiver com vontade ou curiosidade, vai pra cima. Quem sabe você se encontra. Ou não, né. Aí da pra continuar a vida sem dúvidas." (– 23 anos/homem/hétero) 




Fonte: 


As respostas foram editadas por questões de tamanho e clareza. 

Todos os relatos foram enviados de forma anônima 

e o participante declarava sua idade, gênero e orientação sexual.

segunda-feira, 5 de março de 2018

ORGASMO: UM ASSUNTO QUE NÃO SE ESGOTA. AINDA BEM!




Todo mundo quer gozar. Nem todo mundo consegue. Por isso, o orgasmo é um tema recorrente em sites, livros, revistas, artigos etc. que tratam de sexo ou, como é no nosso caso, de erotismo. Mais, muito mais do que entre os homens, as mulheres são as que mais se queixam da falta de orgasmo ou de um bom orgasmo. Sexólogos que se debruçam no estudo da vida sexual feminina não sabem com certeza a causa da frigidez. E continuam proliferando teorias a respeito. De qualquer modo, se o artigo abaixo não lhe trouxer novas ideias ou soluções, que pelo menos as fotos tenham o poder de incendiar sua imaginação. Boa leitura e bons orgasmos! 



ORGASMO EM 23 NOVAS LIÇÕES 



O clímax feminino vem em ondas; o masculino, em picos. Quanto mais rico o parceiro, maior a excitação da mulher. É possível ter 222 orgasmos múltiplos — e sem fingir! A seguir, descobertas incríveis sobre o seu prazer. 


1. Sincronia imperfeita 


Um homem leva, em média, dez minutos para chegar lá. Já a mulher precisa do dobro de tempo... No entanto, o clímax masculino tende a ser mais curto do que o feminino, que pode durar de três a 15 segundos. 



2. Sentido profundo 


A palavra orgasmo vem do grego orgasmós, que significa "inchar devido à umidade, ficar excitado ou ansioso". 



3. Baba de moça 


Pouquíssimas mulheres conseguem ejacular. Quando isso acontece, liberam menos de 5 mililitros (ou seja, 1 colher de chá) de fluido claro e doce. 



4. Tiro orgástico 


Num um torneio de masturbação na Dinamarca, a maior distância alcançada por uma ejaculação feminina foi de 3 metros. 



5. Estatística da cama 


Setenta por cento das mulheres só conseguem ir aos finalmentes com estimulação clitoriana. 



6. Sortudas 


Apenas uma em cada dez mulheres tem o privilégio de experimentar orgasmos múltiplos. E quem tem não economiza. O recorde nessa arte foi registrado em 2009, de novo, na Dinamarca: 222 orgasmos seguidos! 



7. Tsunami de prazer 


Pesquisas indicam que a excitação máxima dos bonitões é parecida com a feminina. A diferença é que a dele consiste em um único pico, enquanto a nossa vem em ondas que vão em direção ao abdômen. Especialistas acreditam que esse movimento ajuda a levar os espermatozoides aos óvulos. Na menstruação, as contrações viajam na direção oposta. 



8. Tempo inimigo 


Quanto mais velha, mais curtos são seus orgasmos. 



9. Desejo na cabeça 


A cantora Lady Gaga garante ter orgasmos com o poder da mente. Verdade ou não, em uma coisa ela está certa: o prazer não ocorre no clitóris, mas no cérebro. Em teoria, seria possível até estimular as áreas cerebrais responsáveis pelo prazer como uma música, imagem, pílula ou até chip. Pena que ainda não inventaram esse brinquedo maravilhoso. Mas, mesmo que a ciência não tenha ido tão longe, a natureza nos deu a capacidade de chegar lá em sonhos. Eles criam uma ilusão de estimulação física tão poderosa que você atinge o ápice sem nem precisar ser tocada. 



10. Caras e bocas 


Já notou que é impossível controlar suas expressões faciais no momento do nirvana? Isso acontece porque as partes do cérebro responsáveis pelo prazer e pela dor são estimuladas ao mesmo tempo nessa situação. 


11. Não dói nada! 


A propósito, quando está absorta no clímax, você fica bem menos sensível à dor. É por isso que só percebe o estrago que o tapete fez na sua pele bem depois de ter rolado horas a fio nele... 



12. Terapia relaxante 


O orgasmo também faz a mulher desligar a área do cérebro responsável pelo medo e pela ansiedade. Por isso, uma sessão de sexo é a melhor resolução para uma briga daquelas. 


13. Doce remédio 


É oficial: chegar ao clímax faz bem à saúde. Os benefícios incluem aumento da longevidade, melhora no sistema imunológico, diminuição das chances de ter um câncer ou um ataque cardíaco. 


14. Ginástica sexual 


Um orgasmo queima apenas 2 ou 3 calorias. A boa notícia é que, durante uma "rapidinha", você gasta cerca de 50. 



15. Prevenção sexy 


Quanto mais um homem faz sexo, menores as chances de ter câncer de próstata. O que vocês dois estão esperando?! 



16. Mon amour 


Em francês, a expressão la petite mort, a pequena morte, é metáfora para o clímax. Ela também pode significar libertação espiritual ou transcendência. 



17. Efeito duradouro 


O corpo feminino demora de 15 a 30 minutos para voltar ao ritmo normal depois de uma sessão de sexo. Já para os homens, a excitação acaba no minuto em que eles ganham a corrida... Isso explica muita coisa, certo? 



18. Estraga-prazeres 


Cerca de 5% das pessoas no mundo são fisicamente incapazes de chegar ao orgasmo. Entretanto, o número de mulheres que não conseguem obtê-lo na relação sexual pode chegar a 20%. 



19. Atriz perfeita 


Felizmente, o número de mulheres que fingem na cama vem caindo: agora são 15%. Será que você faz parte desse time? Pode parar! Seu amor vai ficar crente que está arrasando e nunca saber o que você curte de verdade. 



20. Volta ao mundo em 80 orgasmos 


O que você diz quando está prestas a chegar lá? Para as portuguesas, a expressão mais usada é "Ai, que me vem!" As americanas gritam "I’m coming! I’m coming!" As francesas, "Je viens". As alemãs, "Ich kamme". As italianas, "Arriva, arriva". As espanholas, "Estoy corriendo". No Japão e em Israel, o mais normal é anunciar o fato depois que já aconteceu. Se diz "I tchatta yo" e "Ani gomeret", respectivamente. 


21. Satisfação interesseira 


Quanto maior o saldo bancário dele, mais frequentes e intensos são os arroubos de prazer feminino. Isso quer dizer que o dinheiro automaticamente transforma qualquer macho em expert na cama? Na-na-ni-na-não. Pesquisadores ingleses explicam que um mecanismo evolutivo inconsciente faz com que as mulheres gostem mais de transar com homens capazes de sustentá-las e proteger os filhos. 


22. Diga-me como anda... 


E direi como você é na cama! Algumas características anatômicas que tornam o sexo mais gostoso podem ser identificadas por meio do seu caminhar. Passos largos e ligeiro rebolado, por exemplo, indicam que você tem mais flexibilidade para chegar lá. 


23. Músculo do sexo 


Um estudo italiano indicou que andar de salto ajuda a relaxar e fortalecer os músculos da região pélvica. De acordo com a pesquisa, é preciso que o salto seja confortável e não ultrapasse 7 centímetros. Seu amor nunca mais vai reclamar quando você aparecer com um novo par... 





Fonte: