segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO PARA O EROTISMO 2: - IDEIAS QUE MUITAS MULHERES OUVEM POR AÍ E QUE PRECISAM SER EVITADAS




Quando se fala em educação para o erotismo, está-se procurando desenvolver na cabeça das pessoas que o ser humano é um ser erótico. Nós fazemos sexo não apenas para nos reproduzir – como querem nos fazer acreditar algumas religiões – mas, principalmente porque o sexo é uma das fontes de prazer da vida.


Não acredito em felicidade, no sentido pleno. Ou seja, não é possível ser feliz, porque as vicissitudes da vida não nos permitem viver num estado de prazer, de alegria e de bem-estar permanentes. A felicidade é feita de momentos. E um dos momentos de felicidade do ser humano é o sexo, o prazer sexual, principalmente quando o sexo é feito com o parceiro ou a parceira de quem gostamos, com quem temos mais afinidade ou amor ou paixão. 


Nesses momentos, o orgasmo, a chamada “petite morte”, o gozo supremo, pode e deve ser muito bem-vindo, mas não é necessariamente a parte mais importante do ato sexual. O sexo tem mil formas de se realizar e, entre dois pareceiros que se gostam e se respeitam, tudo é permitido, se consensual, se prazeroso. 


O texto abaixo é mais voltado às mulheres, que acabam sendo a parte mais prejudicada na educação para o erotismo. A maioria cresce ouvindo informações erradas ou imaginando e sonhando ficções sexuais. Livrar-se de alguns tabus e partilhar com prazer o seu corpo, bem como saber tirar do corpo do parceiro todo o seu prazer, sem inibições pode ajudar até mesmo a longevidade de uma relação:



MITOS SOBRE SEXO 

QUE PODEM ESTAR ATRAPALHANDO SEU PRAZER

Helena Bertho


Um levantamento do Projeto Sexualidade, da USP, mostrou que mais da metade das mulheres têm dificuldade em chegar ao orgasmo. Além das questões físicas, existem vários tabus sobre sexo que colaboram para essa dificuldade. Confira alguns dos tabus que podem estar atrapalhando seu prazer (e desapegue!).


1. Preliminar não é sexo


É, sim. Na verdade, toda forma de estímulo genital é sexo, com as mãos, com brinquedos, com a boca. Não só a penetração. Não trate a preliminar como algo menor que vem antes da transa, elas são parte do sexo e devem ser muito bem feitas e curtidas!


2. Prazer só acontece com a penetração


Assim como sexo é todo tipo de estímulo sensual, qualquer um deles pode ser fonte de prazer. Você pode chegar ao orgasmo das mais diferentes formas: com sexo oral ou carinhos em outras partes do corpo, como o pescoço e os seios.


3. O sexo depende da ereção


Os itens anteriores já quebram esse mito, né? Se o prazer pode estar em todo tipo de estímulo, sem ereção ele pode acontecer também. Lésbicas estão nos mostrando há muito tempo que existe, sim, sexo, e do bom, sem nem sequer ter um pênis na jogada.


4. Homem gosta mais de sexo do que mulher


Bobagem. A libido varia de pessoa para pessoa e, também, de acordo com vários fatores externos, como estresse. O que acontece é que socialmente é mais aceito que o homem goste de sexo, enquanto as mulheres são educadas para não admitir isso.


5. É comum a mulher não gozar


Mulheres têm mais dificuldade para chegar ao orgasmo e, segundo especialistas, acontece por uma série de motivos externos, e não porque naturalmente gozam menos. Achar que é comum que a mulher não goze já faz com que o sexo seja bem mais focado no prazer do homem. 


6. Mas você precisa gozar


É importante saber que você pode gozar, mas não necessariamente precisa. Sentir prazer sem chegar ao orgasmo é muito bom. E ficar com a ideia fixa de que é preciso ter um orgasmo pode atrapalhar o sexo.


7. Mulher seduz, homem é seduzido


Isso é mais um mito fruto do machismo da sociedade. Enquanto a mulher se ocupa das lingeries, danças sensuais e toda a sedução, homens apenas precisam estar lá. As mulheres também precisam ser provocadas para ficar excitadas.


8. A mulher precisa se manter bonita durante a transa


Ficar preocupada com a aparência durante o sexo faz com que a mulher se desconcentre e acabe deixando de curtir. Na hora H, não importa como a bunda está aparecendo ou se você ficou descabelada. Suar e perder a pose fazem parte.


9. Homens adoram anal, mas as mulheres odeiam


Muitas mulheres adoram anal, assim como tem homem que não gosta. Como qualquer outra prática sexual, o gosto varia de pessoa para pessoa. O fetiche está mais concentrado na ideia de que o sexo anal é algo proibido (e não é).


10. Masturbação é coisa errada


Ainda é tabu para muitas mulheres que, ou consideram a masturbação fonte de culpa, ou coisa de quem não faz sexo. Mas os especialistas são unânimes: tocar-se é muito importante, pois só assim você pode conhecer melhor seu corpo e entender o que dá ou não prazer. E também o homem não precisa ficar inibido com sua própria masturbação ou com a masturbação da parceira, durante a transa. 


11. Sexo se faz, não se fala


Muitos casais simplesmente não conseguem falar sobre sexo. Mas conversar sobre isso é muito importante. Se vocês falam sobre o que acontece na cama, podem compartilhar do que gostam ou não, melhorando o desempenho. Além disso, falar faz com que o assunto deixe de ser tabu e tudo fica mais leve e gostoso.


12. A vagina cheira mal


A vagina tem cheiro de vagina e isso é natural. A mulher não deve ficar paranoica com o odor lá embaixo. Muitas mulheres fogem do sexo oral por causa disso ou ficam tensas, com medo de que o parceiro sinta o aroma. Pode relaxar, porque toda vagina tem cheiro. 


13. Sentir dor é normal 


Não, não é. Se você está sentindo dor durante o sexo, algo está errado. Pode ser falta de lubrificação, uma questão psicológica, vaginismo ou até sinal de endometriose. Se dói, marque uma consulta ginecológica para investigar a razão.



Fonte:








segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO PARA O EROTISMO – 1: INFLUÊNCIAS DO FILME PORNÔ



Todos concordam que é necessária a educação sexual de adolescentes e jovens. O que, no entanto, não se discute seriamente é o que ensinar. Tudo bem, que é preciso que conheçam os mecanismos de reprodução sexual, que conheçam o próprio corpo, que tenham regras de higiene, que saibam como prevenir gravidez indesejada etc. etc. etc. 


Tudo isso é apenas conhecimento científico; até certo ponto, conhecimento livresco. E, dependendo, de quem o ministra, pode vir eivado de moralismos e interdições. Saber como funciona o sexo é relativamente fácil. Qualquer manual tem descrições e explicações. E tudo o mais.


No entanto, quando dois jovens se encontram, finalmente, para o sexo, o que eles fazem? Seguem o manual e o sexo que o manual ensina é o sexo mecânico. Está lá escrito que para o outro, o parceiro, ficar excitado é necessário fazer assim ou assado. E a recíproca é verdeira. O prazer acontece, claro, mas... é um prazer mecânico, quase frustrante.


Falta uma boa dose de erotismo. O prazer do jogo, da verdadeira descoberta da própria sexualidade e da sexualidade do outro. Imaginação. Busca e encontro. Carinho e sensualidade. Observação. O “do que você gosta, meu amor”. O gosto um do outro, gosto que, às vezes, nem a própria pessoa ainda conhece bem. E, claro, respeito. 


No entanto, quase todos os jovens – principalmente os do sexo masculino – acabam tendo sua formação erótica através de vias nem sempre muito corretas, como os filmes de sexo explícito que, em sua maioria, não explora exatamente o erotismo, mas apenas os aspectos mais mecânicos do sexo. É disso que se trata o texto de hoje, mais voltado aos homens, mas que as mulheres também devem conhecer, e o da próxima semana, mais voltado às mulheres:


ALGUNS ENGANOS QUE A PORNOGRAFIA 

METE NA CABEÇA DOS HOMENS


Marcio Caparica


O colunista norte-americano Dan Savage preconiza que o filme pornô é o “kabuki do sexo”: uma interpretação exagerada da realidade com a intenção de amplificar o efeito dramático das ações para o público. Aqui vão algumas ideias erradas que os clichês dos filmes pornôs inculcam na mente do telespectador:

1. Só existe uma zona erógena:


No pornô convencional, e principalmente no mais hardcore, os homens são reduzidos a pouco mais que pintos ambulantes, incapazes de obter prazer de qualquer maneira que não dependa de seu mastro. Meio que um RoboCop, mas com propósitos estritamente sexuais. A maioria dos filmes mostra pouco mais que o pau do ator, dando toda ênfase à atriz, então é difícil que os filmes mostrem a existência de outras áreas erógenas, já que mal mostram outras áreas. 

2. Os paus (dos outros) são gigantes


Não há informações concretas sobre as comparações do tamanho padrão do pênis versus o pinto do ator pornô padrão, mas a liturgia do pau-gigante-dos-atores-pornôs com certeza prevalece e é usada para vender uma variedade de bombas, pílulas, e outras parafernálias que pretendem aumentar o tamanho do membro, investindo na insegurança dos homens e abusando do Photoshop. Mas assim como a tecnologia é capaz de fazer Smurfs tridimensionais, a cinematografia dos pornôs é capaz de fazer um pênis parecer maior do que ele realmente é ao fazer uso esperto da iluminação, ângulos de câmera, maquiagem, e até mesmo colocar um pênis de um cara ao lado de uma atriz pornô, digamos, mignon. Tudo parece maior quando você está se exibindo ao lado de uma garota que pesa 40 quilos.

3. Ereções duram uma eternidade


Nas cenas mais comuns dos filmes pornôs, exige-se que o homem fique metendo por um período de 30 a 60 minutos ou mais. Apesar de tudo que você ouve nos românticos funks cariocas, a penetração numa relação fora dos filmes pornôs costuma durar de 3 a 7 minutos. Como admitiu o ator pornô Seymor Butts à revista Forbes, “a parte mais difícil de ser um ator pornô é a ereção. Os atores têm que ficar eretos basicamente sempre que o diretor manda, e manter a ereção por duas a três horas. Isso tem que ser feito sob as circunstâncias mais difíceis, incluindo não estar atraído pela atriz com quem se atua, fazer sexo nos cenários mais desconfortáveis (como, por exemplo, superfícies duras, clima frio ou quente demais etc.) e/ou ter que parar o tempo todo para receber instruções do diretor ou acertos de câmera.” Os atores pornôs também usam Caverject – uma droga injetada diretamente no pênis para manter essas ereções impossíveis, trazendo um novo significado à expressão “pau pra toda obra”. Ninguém gosta de levar pica por 30 minutos ou mais – depois de um tempo DÓI, simples assim. Aliás, fica a dica, a não ser que o parceiro peça para você se demorar, não tem porque ficar segurando muito tempo. Ejaculação precoce é uó, mas meteção sem fim também não dá.

4. Que cara gozada você tem


Se as transas na pornografia fossem uma reflexão da realidade, nós todos estaríamos dando e levando muito mais gozadas na cara. De acordo com o estudo de Millward sobre a pornografia, 87% das atrizes pornôs levam gozadas na cara pelo menos uma vez ao longo de suas carreiras. Em termos de comparação, 62% fazem sexo anal, 31% engolem, e apenas 6% são fistadas. A gozada na cara é o jeito mais comum de encerrar uma cena pornô. Como tudo na vida, claro que há homens e mulheres que gostam de encerrar sua noite com uma dose de esperma no olho, mas é bem razoável afirmar que a maioria das pessoas não são assim.

5. Trepada pra valer é a que parece uma britadeira


Segundo os filmes pornôs, a única maneira de se foder uma mulher direito é socar nela com tanta força que o impacto cervical é capaz de fazê-la perder um dente. Sim, meter fundo pode ser agradável (e até mesmo o ato preferido!) de vez em quando, mas o tempo todo? E por uma hora inteira? Sem nem uma pausa para tomar aquele Gatorade misturado com anfetamina pra manter o ritmo supersônico da trepada? Reparem, aliás, que também ninguém fica suado. Talvez seja resultado de todo aquele gelo seco. A graça toda da transa está em ser suave em alguns momentos e pegar de jeito em outros, até para o contraste aumentar a qualidade do ato.

6. Tá tudo depilado


Assim como as mulheres, o padrão dos atores pornôs é aparar os pelos pubianos sem dó nem piedade (assim como os do escroto, os do peito, e os do reto). Esse tipo de paisagismo corporal, e outros tipos de depilação, acontece por razões estéticas: para fazer o pênis do ator parecer maior, mais liso e mais limpo. Apesar da devastação capilar entre os homens fora dos filmes de sacanagem ter aumentado muito nos últimos tempos (há uma tonelada de artigos sobre o assunto, a maioria das marcas de barbeador lançou lâminas para o corpo todo, e salões de beleza oferecem mais serviços para os homens), não há muita pesquisa que aponte que isso é um comportamento da maioria. Um estudo realizado em 2006 na Austrália apontou que 82% dos gays e 66% dos héteros já haviam removido os pelos pubianos uma vez na vida, mas a maioria dos dois grupos afirmavam fazê-lo “raramente”.


7. Os homens são sarados – e têm mais piercings


O ator pornô em média pesa 76 kg, 12 kg a menos que a média de peso nos EUA. Faz sentido que os atores pornôs estejam mais em forma que a maioria dos homens, principalmente quando se leva em conta o esforço físico que requerem posições como o 69 de pé ou o cortador de grama (posição da canzana, em que o homem segura as pernas da parceira e a penetra por trás, enquanto ela anda sobre as mãos). Mas, além do peso, a beleza dos atores pornôs em geral se baseia na aparência, vamos ser sinceros, do membro. Uma vez eu vi um filme de um homem de terceira idade que mais parecia um pênis com olhos, comendo a secretária gostosona, e a visão foi tão horrenda que quase que desisti do pornô para sempre. E já que o tópico é aparência, os atores pornôs têm maior chance de ter tatuagens (9,5% mais que a média) e piercings (13% mais que a média).




Fonte:





segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

EROTISMO E LICENCIOSIDADE NAS CANTINAS DE HOSPITAIS DA FRANÇA




Salle de garde ou, simplesmente, em português, cantina. Ou uma espécie de refeitório e sala de estar, de descanso. Nos hospitais da França, em especial, em Paris, tais lugares – frequentados apenas médicos e residentes – têm tradições bastante estranhas e complexas, nas relações dos médicos com a doença e morte.


Em primeiro lugar, chama a atenção, em muitas cantinas, a existência de afrescos eróticos a cobrir as paredes. Uma tradição que remonta ao século XIX, segundo vários historiadores, a partir de uma pintura de Gustave Doré, para o um famoso hospital parisiense, cerca de 1860.


Antes disso, as pinturas das cantinas dos hospitais seguiam a estética da época, com afrescos que exaltavam a medicina e os valores humanos. Doré satirizou tudo isso, com um afresco de Esculápio e, partir de então, rapidamente a estética dos murais passou a ganhar aspectos cada vez mais eróticos e licenciosos.


Mas, não é só isso. Já havia uma tradição licenciosa dos frequentadores dessas cantinas, desde a idade média, ligada diretamente à história da corporação dos barbeiros-cirurgiões que dirigiam os hospitais, os hospícios e as santas-casas do século doze até a revolução francesa (1789).


Os médicos só irão efetivamente passar a ter voz ativa e comando dessas instituições a partir de 1791, com o fim das corporações, e a criação das novas escolas de medicina, quando enfim a cirurgia praticada pelos antigos barbeiros incorpora-se ao estudo da medicina. 


As cantinas – lugar de encontro e de descontração – passaram a ser também um ponto de referência da comunidade médica, com regras de convivência que passaram a funcionar como uma muralha contra a presença contínua do sofrimento, da doença e da morte.


Assim, além dos afrescos, canções sacanas e regras de convivência e de liberdade foram incorporadas pelos frequentadores das cantinas, onde a presença cada vez maior de mulheres, na atualidade, não impediu que se vivesse ali um ambiente de festa e de licenciosidade, com tradições que remontam à idade média.


Como na idade média, não se usam guardanapos (limpa-se a boca na toalha) nem saca-rolhas (as garrafas são abertas com um sabre). Saúdam-se uns aos outros com um tapa no ombro, trandição franco-maçon. Há um vocabulário específico, como por exemplo: os ortopedistas são chamados de “marceneiros”; os cardiologistas, de “bombeiros”; os ginecologistas, de “parteiros/as” etc. E é proibido falar de trabalho.


Há um/a “diretor/a de cantina” que preside as reuniões festivas, num trono. Uma de suas obrigações é fazer respeitar as regras e estabelecer punições para os que as desrespeitam. Por exemplo, não se pode levantar do lugar ou usar o celular, sem permissão dessa autoridade.


Quem desobedece a uma regra tem que fazer girar uma “roda de punições” devidamente estipuladas, como, por exemplo, ter que subir na ponta da mesa e mostrar a bunda ou, no caso das mulheres, mostrar os peitos. Ou, ainda, simular um ato sexual ou um orgasmo; fazer sexo oral no vizinho (o que provoca estranhas manobras, no momento de escolher um lugar à mesa).


No meio de uma refeição, de repente, do nada, a sala inteira começa a gritar “pulmões, pulmões, queremos ver pulmões” (outra gíria da cantina: “pulmões”, seios). Muitas vezes, é a “diretora da cantina” que atende ao apelo. Mas o “diretor” também sempre mostra a bunda, a pedido da plateia.


Entoam-se muitas canções sacanas, canções com letras de duplo sentido; algumas, letras adaptadas de canções conhecidas; outras, canções da tradição francesa de canções obscenas, como, por exemplo, “O grande pau de Dudule” (Dudule pode ser o diminutivo de Teodoro, em português), que tem versos mais ou menos assim:“"É o grande pau do Dudule, / eu o pego, eu o chupo, ele me enraba,/ não é um pau comum/ quando ele fode a bunda/ ele fica cheio de porra e merda...”


Os afrescos das cantinas são obras de residentes talentosos ou são confiadas a artistas. Os rostos representados são de membros eminentes: equipe de direção ou alegres companheiros que contribuíram para o bom ambiente da cantina...


Há muitas críticas ao ambiente excessivamente machista das cantinas, mas seus defensores afirmam que a tradição de convivência e o ambiente alegre contribuem para amenizar o trabalho duro e difícil dos médicos, além de propiciar maior integração entre eles.


De qualquer modo, quanto ao acúmulo de testosterona, muitas médicas dizem que não são obrigadas a frequentar as cantinas (embora algumas se sintam um pouco isoladas do grupo se não o fazem) e outras afirmam que não se importam nem de mostrar os seios.


As cantinas ou salles de garde são uma tradição que não existe em nenhum outro país, somente na França. E é uma tradição ameaçada, já que muitas administrações hospitalares procuram fechá-las por motivos financeiros ou alegando falta de espaço nos hospitais, para outros serviços. E a tendência é substituir o serviço de cozinha dedicado às cantinas por refeições prontas. O que, segundo muitos, é uma pena...




Fontes: