segunda-feira, 20 de abril de 2015

MULHERES LIVRES E... POLÊMICAS - 2: CICCIOLINA



ILLONA STALLER, A CICCIOLINA





Começo esta breve crônica sobre a atriz e, por que não?, política italiana com uma citação de um sítio português: "Em Novembro de 1987, a actriz porno e deputada italiana Cicciolina esteve em Lisboa, a convite do jornal "Tal & Qual", tendo causado grande sensação. Logo à chegada à capital portuguesa, Cicciolina brindou os fotógrafos com a sua famosa pose: sorriso nos lábios, peluche ao colo e maminha de fora".






Maminha de fora. Essa a marca da carreira política de Cicciolina: "Meus seios nunca fizeram mal a ninguém, enquanto a guerra contra o Bin Laden causou milhares de vítimas" - uma de suas afirmações.






Cicciolina é o nome artístico de Ilona Staller, nascida Elena Anna Staller em Budapeste, em 26 de novembro de 1951. Ativista política, ex-atriz pornográfica, cantora e escritora naturalizada italiana.



(Cicciolina em escultura de Jeff Koons)


No final da década de 60, conheceu um italiano em Budapest, tornou-se sua amante e, em troca de dinheiro e muito sexo, casou-se com ele, obteve cidadania italiana, pegou um trem e desembarcou em Milão, onde fez filmes pornográficos produzidos  pela recém-nascida indústria pornô da época.






Na década de 70, lançou-se ao estrelato, começando por um programa de rádio de temática sexual, desenvolvido por ela e Riccardo Sccicchi na rádio Luna, em Roma, sob o pseudônimo de Cicciolina. Aproveitando o sucesso de sua sexy personagem, Ilona passou a apresentar-se em shows eróticos por toda a Itália e países da Europa. Seduzida pelo sucesso de Cicciolina e seus shows, a gravadora musical RCA a contratou e assim Ilona Staller tornou-se também cantora.

(Cicciolina em escultura de Jef Koons - escultura e fotografia em exposição)


No inicio da década de 80, iniciou sua carreira política, filiando-se ao Partido do Sol (o primeiro partido ambientalista da Itália) e, em seguida, ao Partido Radical. Para divulgar suas propostas no campo político, abriu a produtora italiana de filmes pornográficos e a primeira agencia de casting pornô, em parceria com Riccardo Schicchi, chamada Diva Futura, e tornou-se atriz de sua própria empresa, misturando sexo e ideias politicas nos enredos de seus filmes.



(Cicciolina em foto de Jeff Koons em exposição)



Cicciolina foi eleita em 1987 para o parlamento italiano sendo a segunda deputada mais votada, lutando contra a OTAN, a energia nuclear, a fome e a censura. Lutou pelos impostos ambientalistas sob a emissão de CO2 dos automóveis, pela liberdade sexual, legalização da prostituição, direitos humanos e dos animais, e educação sexual nas escolas.







Casou-se em 1991 com o escultor americano Jeff Koons. Dessa união bastante conturbada, que terminou em divórcio, resultou um filho e uma exposição multimídia que causou furor, por seu alto teor sexual, exibida pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1990.




(Cicciolina em foto com Jeff Koons)

Atualmente, Cicciolina, bela aos 64 anos, diz não se arrepender de nada do que fez, já lançou um livro de memórias  e ainda milita na política, mas abandonou completamente o mundo pornô. Vive em Roma com o companheiro, o advogado Luca Di Carlo, e o filho.

(Cicciolina em foto recente, 2014)




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