segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

BEIJO NA BOCA








Difícil definir o beijo na boca. Preâmbulo do amor. O próprio amor. Momento de magia. Prova de amor.






O beijo na boca, diz o ditado popular, "liga em cima, esquenta embaixo". Provoca arrepio, paixão, tesão.




Se Augusto dos Anjos a ele teceu tenebrosa diatribe - "o beijo, amigo, é a véspera do escarro" - outros poetas a ele dedicaram toda a sua verve, toda a sua inspiração.





Vinícius de Moraes


Um minuto o nosso beijo
Um só minuto; no entanto
Nesse minuto de beijo
Quantos segundos de espanto!




Paul Verlaine 

(em tradução de Fernando Pinto do Amaral)

Divino e gracioso Beijo, tão sonoro!
Volúpia singular, álcool inenarrável!
O homem, debruçado na taça adorável,
Deleita-se em venturas que nunca se esgotam.





Define-o Alexandre O'Neill:


E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...






  Florbela Espanca


Entontece-se e enlouquece-nos, com o beijo, 
Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!





(Fotos da internet, sem indicação de autoria)


Um comentário:

Anônimo disse...

Muito lindo