sexta-feira, 6 de maio de 2011

NUDEZ: COROAS, SIM; INIBIDAS, NÃO - E BELAS, CLARO!




A VEZ DAS COROAS




Não pretendo fazer um tratado sobre a nudez, mas apenas me divertir e, quem sabe? – divertir uma ou outra leitora, um ou outro leitor. Também não quero entrar em elucubrações sobre a beleza. Apenas lembrar que: primeiro, nudez não é pecado, nem algo que se possa condenar como crime ou atentado ao pudor. Somente nossos preconceitos e nossos “grilos” nos põem de orelha em pé (e, felizmente também outras coisas) diante da nudez, seja ela de quem for.


Se existe a nudez maliciosa, aquela que provoca (o que também não é nenhum crime), também há a nudez pela nudez, ou seja: pessoas existem que gostam de ficar nuas ou pessoas existem que gostam de contemplar nus. E daí? E daí, nada, cara pálida. Cada um na sua.


Segundo, o conceito de beleza. Esse negócio de que há um padrão de beleza é conversa mole para nos vender alguma coisa, ou querer nos impingir determinadas ideias, eivadas quase sempre de ideologias.


Os gregos tinham por beleza coisas que a gente não tem a mínima noção de que realmente eram ou não belas. Cultivaram, algumas escolas gregas, a harmonia como o tal “padrão de beleza”. Se você acha belo algo que tenha linhas harmoniosas, é porque você gosta disso, e pronto. Porque seu olho aprecia tal coisa. Como pode apreciar coisas completamente opostas. 


Uma árvore pode ou não ter harmonia e, geralmente, não tem: nós é que buscamos algum tipo de harmonização de suas linhas, para contentar nossos olhos. E podemos, ou não, gostar de árvores e de florestas, que são, em última análise, uma profusão desarmônica de troncos, galhos, folhas, flores, frutos etc.

No fundo, achamos belo aquilo que achamos belo. Se você é dos tais que aplaude ou já aplaudiu um pôr do sol, saiba que, na minha modesta opinião, você está apenas aplaudindo o sentimento que tal pôr do sol desperta em você, ou seja, você está aplaudindo a si mesmo. A conversa já foi longe demais, nesse assunto de beleza e de nudez. E de beleza e nudez todo mundo fala e ninguém tem ou deixa de ter razão. O motivo disso tudo, afinal, foi para que apreciassem a nudez – talvez bela, talvez não: que cada um as julgue por si – de várias coroas.


O mínimo que se pode dizer delas é que são despojadas, corajosas e têm uma autoestima enorme – o que já é suficiente para que as aplaudamos. E as desfrutemos, por que não?




(Fotos da internet, sem indicação de autoria)




3 comentários:

Anônimo disse...

Lindas adoro ver mulheres mais velhas nuas

Anônimo disse...

Perfeitas em todos os sentidos!

Ailton Ferreira de Santana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.