sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

NUDEZ: "GENTE COMUM" VESTIDA E PELADA - 2


GENTE COMUM

- ANTES E DEPOIS -





O fetiche da nudez – diante de tanta gente que fica pelada na internet – é ver gente comum totalmente nua. Sem pose erótica. Foto, assim, como direi, mais ou menos natural. Porque, totalmente natural niguém fica,quando pelado. O peso da chamada “civilização”, que nos obriga a andar vestidos. O clima, também, às vezes, claro.


Mas, não é só ver gente comum pelada. O fetiche está no “antes” (com roupa) e no “depois” (sem roupa). De preferência, na mesma pose.


Parece que quem começou essa brincadeira foi o Goya, com suas duas majas.







E a brincadeira, entre os pintores, não pegou. Não consegui localizar nenhum outro que tenha feito o mesmo com suas modelos, pintando-as na mesma pose “antes” e “depois”. Mas, a internet está dando um jeito nisso.


Da foto abaixo, de Helmut Newton, já publicamos sua parte “depois”. Comparemos, agora, as modelos nuas e vestidas:







Já a moça abaixo está completamente à vontade nas duas poses:






Não há dúvida de que se deve respeitar quem não está preocupado com os modelos impostos:






Requer-se, muitas vezes, um olhar desafiador:







Às vezes, a timidez desaparece no segundo momento:







Enfim, por serem pessoas “comuns” a se deixarem fotografar na mesma pose – vestidas e despidas – parecem satisfazer aquele velho desejo adolescente de possuir algum tipo de óculos que permitissem ver todas as pessoas que desejássemos completamente nuas. 







O engraçado é que, possivelmente, descobriríamos que não é a nudez que é erótica, como pensávamos. Mas, nossos olhos e, principalmente, nossa imaginação.





(Fotos da internet, sem indicação da autoria)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OUTRA CRÔNICA PORTUGUESA, COM CERTEZA




(Ilustração: Ballivet)




Num site luso, encontrei a preciosidade abaixo. Não sei se pela queixa, engraçada, ou pelo linguajar, pitoresco. Mas, engraçada ou pitoresca a reclamação, o fato é que a Playboy portuguesa parece estar vivendo uma crise de moralismo. Que, aliás, anda por toda parte. Não sou totalmente contra o tal “politicamente correto”, mas há limites. Andam exagerando, e o mundo pode ficar muito chato, sem uma sacanagenzinha.


Antes, porém, que isso aconteça, podemos botar a boca no trombone (ou em coisas melhores), como fez o “João” da crônica a seguir.



Ah, sim, uma pequena observação linguística, se me permitem meus cultos leitores e leitoras: vulva, lá na terrinha, é a nossa boceta, já que, em terras lusas, boceta é boceta mesmo, ou seja, caixa, caixa de rapé, e é uma palavra que pode ser dita tranquilamente até na frente dos putos, digo, das crianças. Por aqui, nestas terras incultas, é que tudo se torna motivo de maldade e já estamos adotando a corruptela “buceta”, para diferenciar da “caixinha de rapé” portuguesa, com certeza (ai, que saco, isso de ter de dizer sempre “portuguesa com certeza”!).



Vamos ao texto:






Portugueses queixam-se de falta de vulvas





(Ilustração de Fendi)



Parece existir alguma consternação, nos espaços de discussão da especialidade, sobre a ausência de fotografias vulvares na edição portuguesa da Playboy. Os portugueses, esses grandes malucos, queriam ver vulvas. Melhor: queriam ver as vulvas, de perto, das mulheres que estão habituados a ver na televisão, nas revistas, etc. Como se a qualidade de ser boazona ficasse dependente da fotogenia da sua vulva.


(A. não identificado)



Lamentavelmente, e até ver, a Playboy portuguesa não brinda ninguém com vulvas. As mulheres que até ao momento apresentam a sua nudez, fazem-no de forma razoavelmente discreta, sempre com uma pernoca de ladecos, escondendo a origem do Homem (anatomicamente falando, e mesmo assim, poder-se-ia argumentar que a origem fosse outra).




(Ilustração de Fredillo – un instant de repos)




Eu não sei quem é a Claudia Jacques que aparece no segundo número da Playboy. Só soube da existência dessa senhora, com os seus aparentemente bem conservados 44 anos (ou photoshop, não sei), depois de ver as fotos na internet. Não creio que a conhecesse mais, ou melhor, se lhe visse a vulva. Suponho que a tenha, como todas as do seu género, e que seja em tudo similar.


(A. não identificado)



Deve ter dois pares de lábios, um orifício uretral (há-de ter um nome mais clínico o raio da coisa) e um clitóris, para além de dar acesso a uma vagina. Com todo este elencar de peças da vulva, só me resta pensar que os portugueses descontentes só acreditam que as mulheres são mulheres se comprovarem, tipo checklist, que tudo quanto atrás descrevi está presente e operacional.







(Ilustração de Garv)



Ora, sendo certo que não viro a cara a uma boa vulva – que as há bonitas, e mesmo as mais esfrangalhadas podem ter a sua magia -, não me parece essencial para uma boa sessão fotográfica. Coisa que, aliás, a playboy portuguesa parece não ter conseguido, porque do que vi até à data, as sessões são medianas. Tenho visto coisas com muito mais classe por outros fotógrafos, com muito menos pretensões. Efectivamente, se o objectivo é vender sexo, a revista está a falhar porque não tem vulvas. Se é vender arte, está a atirar ao lado e há quem a faça melhor. Se é só para vender erotismo, não faz grande falta porque outras publicações já o andam a fazer há bom tempo.






(Ilustração de Giovanna Casotto)



Consequentemente, e embora durma igualmente bem qualquer que seja a decisão, ou é para ter vulvas que satisfaçam o voyeurismo nacional, ou então dediquem-se a outra coisa qualquer porque estão a falhar o alvo: é provável que nem mesmo os masturbadores compulsivos estejam a ter sucesso ao folhear a revista. E uma revista destas, já se sabe, mede o seu sucesso em número de páginas coladas.







(Foto: Cláudia Jaques, Playboy)








sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

NUDEZ: QUEM TEM MEDO DE HOMEM PELADO?









Na verdade, ninguém, claro. Mas, os homens têm medo de si mesmos, pelados. Pelam-se de tirar fotos nus.






Porque o problema de tirar foto de homem nu é o pau. Acontece que poucos homens têm o pênis murcho mais ou menos do mesmo tamanho de quando está ereto. E na maioria dos casos, o frio e o desconforto da nudez fazem que o danado fique ainda menor.








Uma historinha ilustrativa: ouvi, há alguns anos, uma entrevista do ator Carlos Evelyn, que fez o filme HANS STADEN (1999, direção de Luiz Alberto Pereira). Ele contou achar estranho que, assim que o diretor se preparava para um take, os índios que faziam extras corriam para detrás de uns arbustos. Foi muito engraçado descobrir que eles iam “esticar os pênis” que, com a chuva – constante em Bertioga, local das filmagens – e o frio, encolhiam. Então, para não passar vergonha, faziam um “aquecimento peniano”.



(Filme: Hans Staden)




Então, é mais ou menos isto: homem não gosta de ser surpreendido nu, porque o pau encolhe. E pau pequeno fere sua famosa masculinidade. O que explica encontrarmos tão poucas fotos “naturais” de homens nus.








Existem estudos que dizem que não há relação entre o tamanho de um pênis flácido e o tamanho de um pênis em ereção. Ou seja, quando murcho, um pau pequeno pode surpreender e, ao contrário, um pênis murcho grande pode não aumentar quase nada.




Uma foto com homens de paus murchos e grandes é quase sempre uma foto com “pênis esticados” ou “aquecidos”. E esses pênis não ficarão, quando eretos, muito maiores do que já estão. Portanto, não se iludam as mais assanhadinhas.







Assim, fotos de nudez - posadas, artísticas ou “naturais” – ficam bem mais restritas às mulheres. As dos homens são quase sempre com paus duros ou “esticados”. O que, definitivamente, não se constituem no escopo desses artigos sobre nudez, no quais privilegiamos as pessoas comuns.





Mas, só para não decepcionar principalmente algumas leitoras mais afoitas, um belo espécime do gênero masculino, para encerrar o post de hoje.







(Daniel Radcliffe)





(Fotos da internet, sem indicação de autoria)



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

NUDEZ: "GENTE COMUM" VESTIDA E PELADA - 1



VESTIDA EU SOU ASSIM, PELADA EU SOU ASSIM: QUE TAL?




(Ailan Aslan)




Não tenho a pretensão de fazer um estudo sociológico da nudez. Mas, apenas levantar algumas questões de moral. Por que nos excitamos com a nudez? Que tipo de nudez nos excita?



Difícl responder, numa época tão permissiva quanto a nossa. Permissiva? Será mesmo? Na visão dos moralistas, toda época é permissiva e está à beira dos mais tenebrosos abismos do inferno.


Podíamos começar falando dos gregos. Lembro que “ginásio” tem por origem “gymnós”, que significa “nu”. Os ginásios gregos eram locais de exercícios físicos, nos quais se ficava... nu! Mas, deixemos os gregos – eruditos e safados – pra lá, e fiquemos no século XX e XXI, com, talvez, uma visitinha ao XIX!


Os modernos meios de reprodução e difusão de conteúdo – a chamada “grande mídia”, inventada no século XIX e expandida a limites impensáveis no século XX – vulgarizou a nudez. A nudez da mulher, principalmente. E mais: vulgarizou a nudez da mulher que é estrela, que é artista – de cinema ou de qualquer outra coisa – a mulher que está na mídia. Ou seja, ficou famosa, tira a roupa para uma revista qualquer.


(Brigitte Bardot)


Mas, há um outro fetiche. O fetiche da nudez de pessoas comuns, de gente como a gente (!) – sem gozação, por favor. De gente que se deixa fotografar ou é surpreendida nua, sem nenhum apelo sexual. Apenas está nua, pelada, como veio ao mundo.



Não, não estou falando da nudez meio engraçada, meio “naturalista” demais dos que praticam nudismo. Os nudistas, ou naturalistas, são um povo à parte: eles gostam de estar nus, vivem nus e, por isso, só tinham alguma graça quando apareceram as primeiras revistinhas com nudistas, para deleite dos punheteiros de plantão, em meados do século passado.


Eu quero falar, primeiramente, de um tipo de nudez de gente mais ou menos comum que posa nua. E mais: posa nua depois de posar vestida. Estou falando do “antes” e do “depois”, ou seja, “vestido eu sou assim”, “pelado ou pelada eu sou assim”.



Aliás, melhor do que falar é mostrar. Então, para melhor me entenderem, deliciem-se com a nudez das garotas abaixo, em poses que nada têm de sensuais ou eróticas. Ou não?


Talvez, exatamente por não serem eróticas é que provocam a libido. Não sei. Tirem suas conclusões. O site de onde tirei essas poucas tem muito mais: se quiser conferir, o endereço está abaixo. Aliás, nem é propriamente um site, mas um fórum de discussões, em francês, onde se pode conferir opiniões muito engraçadas ou ridículas sobre as fotos.



Duas breves observações antes do seu desfrute total:

1. nesta série de artigos sobre nudez, prevalece a nudez feminina. Por quê? Vou tentar explicar por que em outro post. Ok?

2. sobre a série de fotos abaixo, não se sabe exatamente sua origem, nem quando foram tiradas nem por quê. São, apenas, intrigantes.
































Fonte:






terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OUSADIA




                                                                       SEDE







quero beber de meu próprio sêmen,
não o que sai de minha pica,
mas o que escorre de tua vulva





Isaias Edson Sidney




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A CALCINHA DE SUA AMADA: ESTÁ NA GAVETA OU?...




(Aubrey Beardsley)



Encontra-se de tudo na rede. Algumas coisas são absurdas, outras são hilárias.



Não sei em qual categoria enquadrar a que acabo de encontrar. Pode ser apenas a obra de um gozador ou será sério?


Pois, julgue você.

Que a informática já invadiu nossas vidas ninguém duvida. E que, nesse assunto, o infinito ainda é pouco é coisa com que todos concordam. Não há limites. Principalmente para a imaginação humana.

Por exemplo: roupas.





(Felicien Rops)



Já ouvi falar que existem tecidos “inteligentes”, dotados de chips de computador que registram a temperatura do corpo e promovem, de acordo com essa temperatura, ajustes de conforto para o usuário. Já ouvi falar em colocar chips em roupas com a finalidade de coletar dados importantes da saúde do usuário e enviar esses dados aos médicos, aos hospitais.



Quem não se lembra dos polêmicos maiôs dos nadadores?






Tudo muito bem, tudo muito bom.



No entanto, pense no seguinte: você vai à loja de lingeries e compra algumas calcinhas para sua mulher, sua namorada ou sua amante. Calcinhas de vários modelos e cores. Um mimo que muitas mulheres adoram receber. Como esta, com pingente metrônomo (que não sei para que serve, mas é sensual):










Você, meu amigo que me lê de vez em quando, aqui nessa velha LUA QUEBRADA, por algum motivo, gostaria de saber a todo instante onde anda o seu amor. Ou, pelo menos, sua calcinha. Então, você escolhe um modelo com... 


chip localizador, um GPS!








Isso mesmo: você, através desse chip e com a ajuda da internet, pode saber exatamente onde a pessoa que está usando essa calcinha está: se em casa, no trabalho ou... no motel!








E você, minha amiga de eventuais passeios por essas páginas às vezes meio escandalosas, o que você sentiria se descobrisse que seu amado confia tanto em você que lhe dá calcinhas com localizador, para monitorar seus passos ou o movimento de seus quadris? Talvez você quisesse, antes de "rodar a baiana", enviar um recado: 






Mas, pode bem usar o velho truque: no panties, no danger!





Bem, como disse, esse mundo está ficando meio estranho... e há invenções por aí que eu não sei se são para rir ou para chorar...