terça-feira, 30 de novembro de 2010

POEMA ERÓTICO

VIDA


(Michael Zichy)






Sopro de leve os pelos
de teu púbis
e abro teus segredos.
Os lábios retêm teu grelo
e tu gemes baixinho.
De novo o sopro, de novo teus pelos
se arrepiam na breve aragem:
é só a vida gozando em minha boca.




(Isaias Edson Sidney)




sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BREVE HISTÓRIA DE UM QUADRO POLÊMICO




(Gustave Courbet - a origem do mundo)


De acordo com a História, esse quadro, pintado por Gustave Courbet em 1866, provocou uma gritaria geral. Courbet, nascido em Ornans em 31 de dezembro de 1819, cria rapidamente uma sólida reputação demoníaca: ele bebe muito, fala outro tanto com aquela espécie de franqueza com que se ganham tanto amigos quanto inimigos em poucos segundos, exageradamente vaidoso tanto quanto engajado em política (ele foi ligado à Comuna de Paris em 1871 e defende os ideais republicanos e socialistas em oposição a Napoleão III). É necessário “ler” Courbet para perceber que esse espírito belicoso e vaidoso faz aparecer uma pessoa mais sutil e mais fina.


(Gustave Courbet)


Muito ligado à sua região, Courbet a pintou por muitas vezes em cenas de vida surpreendentemente rudes que constituem, ao cabo, sua delicadeza.



O “pintor” Courbet aparece também na imagem do Courbet “comum”: sem laços, livre, subversivo, não tendo mestre assim como não terá discípulo. E essas telas darão o que falar dele no sentido próprio e figurado. Entre elas, justamente A Origem do Mundo.



(Gustave Courbet)


O quadro foi pintado em 1866. Representa as coxas abertas mostrando um púbis peludo, com lábios inchados que, ligados à visão de um seio túrgido, permite imaginar que uma relação sexual acabou de acontecer. Estaríamos, então, logo após o orgasmo.



Vamos agora à breve história. O quadro foi encomendado por Khalil-Bey, um diplomata turco estabelecido em Paris, e proprietário de numerosos quadros com conotação erótica, como o Banho Turco de Dominique Ingres, ou O Sono, outro quadro de Courbet.




(Ingres – o banho turco)



Courbet pintou quatro quadros durante o ano de 1866 recorrendo ao mesmo modelo feminino: Joanna Hiffernan, apelidada de Jô. Essa Joana Hiffernan vai desencadear uma tempestade não só no mundo das artes, mas também na vida doméstica de Courbet. Com efeito, Joanna era então amante do pintor James Whistler. Este conhece muito bem Courbet, mas as representação do sexo de Joanna, aliado à relação extra-conjugal entre a modelo e o pintor francês, provoca uma séria disputa entre os dois artistas e a separação entre os dois amantes. Whistler volta para os Estados Unidos, deixando, contudo, um testamento em favor de Joanna.


(James Whistler – simphony in white nº 1: the white girl, tendo Joanna Hiffernan como modelo)


Em sua apresentação, o quadro desencadeia paixões. A crítica conservadora acusa Coubert de pintor sujo, de cultivar a torpeza, de achincalhar a tradição. Com efeito, estávamos longe, muito longe mesmo, das representações de nus até então realizados, às vezes eróticos na intenção, mas com os atributos geralmente ocultos pela presença oportuna de uma coxa ou de um mão passando por ali... Os detalhes pintados (seios túrgidos, o rosa do interior dos lábios, púbis entreaberto pelo afastamento das coxas) introduzem a obra no realismo mais completo, que não tinha ido tão longe até então! Não é somente toda uma moral de época que é colocada em cheque, mas também os cânones da pintura narrativa... Quanto à Courbet, surdo aos protestos provocados, declara: “a pintura é uma arte essencialmente concreta e não pode consistir em representar senão as coisas reais e existentes” .



(Pierre Bonnard – Model in Backlight)



Courbet se une então a artistas como Lautrec, Manet, Degas ou ainda Bonnard, para que a vida parisiense do dia a dia seja fonte de obras. Bem longe das obras mitológicas ou bíblicas, representa-se a intimidade das pessoas, entra-se no “micro” com tudo aquilo que ele tem de desconcertante: depois disso, o sexo da mulher poderia ser o seu (se o leitor é uma leitora), ou o de sua irmã, de sua mãe. Ele é ao mesmo tempo pessoal e de todo mundo: pode-se vê-lo tal como é, descoberto, nu, aberto, oferecendo-se à vista de todos. Há qualquer coisa de atrativo e de insuportável, há muito de voyeurismo e um tantinho de repugnância.

(Gustave Courbet)


Uma análise proposta por Bertrand Naivin (www.art11.com, 27 de janeiro de 2007) defende sobretudo a ideia da ligação da visão desse sexo ao lado animal do homem: A nudez segundo Courbet não tem mais a leveza diáfana da alegoria ou do mito, mas ao contrário o peso da terra, da carne, dos corpos. Também essa obra assinala uma reviravolta na história do nu artístico. Desde as primeiras representações primitivas de seios e falos hiperbólicos, tornando-se obra de arte, elas foram sempre recobertas pelo véu do símbolo. Imagem da fertilidade, alegoria de todas as virtudes, representação do Belo ideal antigo, a nudez nunca deixou de ser vestida de conceitos.






(Gustave Courbet)

Por isso, quando o pintor francês vende seu quadro a Khalil-Bey, um diplomata turco, nós compreendemos que ele não poderá ser visto senão sob um lençol. Com efeito, como não ficar chocado pela vista desse sexo tão presente e, sobretudo, tão animal. Porque é exatamente isso que está em jogo. Courbet dá as costas, com esse corpo sem rosto, com esse sexo verdadeiro, a todo um pensamento ocidental que desde Antiguidade grega até o Século das Luzes via na humanidade a história de uma separação total de nossas origens animais. O homem seria um ser ilhado, único, voltado à perfeição. O artista realista, quanto a ele, nos obriga a assumir nossa animalidade ao aceitar esse pelos que Ingres se teria apressado em banir. O corpo se oferece, então, em toda a sua brutalidade ao observador impressionado por tanta materialidade. Assim como a fotografia, a realidade começa a bater à porta da arte. Coincidência?...





(Gustave Courbet - la belle irlandese – portrait of Jo)


A tela, ainda em nossos dias, continua a inflamar os espíritos: a tese oficial acredita que a representação pubiana seria a de Joanna Hiffernan, apesar da diferença de cor entre os pelos do púbis do quadro e os cabelos representado no quadro A Bela Irlandese. Apesar de tudo, Courbet pode ter querido “maquiar” o púbis demoníaco para não “ligá-lo” a sua proprietária? Outros sustentam que Courbet teria pintado esse púbis a partir de uma fotografia e que eles não seriam o de Joanna Hiffernan...



(Autor não identificado: pintura claramente inspirada na origem do mundo)



Fonte: A Naked World

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MANUELA AMARAL, POETA DO AMOR LÉSBICO







Pouco se sabe de Manuela Amaral: nasceu em Lisboa em 7 de junho de 1934 e morreu na mesma cidade, em 1995, de câncer de mama.

Fez Filosofia, na Faculdade de Letras de Lisboa.

Viveu muitos anos em Paris, fazendo de um tudo, desde empregada de balcão a professora de português e correspondente de jornais portugueses.

Sua poesia canta o amor lésbico. Sem meias verdades. Com versos fortes e apaixonadas.

Uma pequena antologia de Manuela Amaral, para ler, degustar e não esquecer, jamais.



SER TUDO NÃO BASTA



(Foto: x. maya)








Não sou homem
nem mulher
nem lésbica
ou pederasta
Sou tudo
Mas ser tudo
não me basta





SEXO/CAMA






(Foto: ana oliver)








Fui ordinária
requintada
timida
Misturei poesia com vários palavrões
Gritei
Uivei
Gemi
Rasguei almofadas e lençóis
Fui carnaval de amor
no circo de uma cama






O ESPÍRITO DO SEXO








(Foto: david freire)




Hoje acordei debaixo de mim
e senti o orgasmo do mundo
no corpo dos outros







RECADO SEXUAL






(Foto: andré luiz pires)








Não gosto das mulheres
- Só gosto da Mulher
Não gosto do homem
- Só gosto dos Homens
E que cada um pense de mim o que quiser.




SAGRADO IMPROFANO




(Foto: jorge casais)






Nas ilhas mais remotas do teu corpo
fui encontrar o santo graal perdido






MOMENTO



(Foto: antónio stª clara)




Mulher tão deitada
de mim tão despida
Mulher resumida
em cama de noite




MULHER MAIS



(Foto: joão paulo redondo)


Mulher imensa
Vagina secular
Orgia
Bacanal
Gargalhada solta
em carnaval
Mulher sem direcção
direita ao espanto.




sexta-feira, 19 de novembro de 2010

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA







Conceito de raça: o que existe é a RAÇA HUMANA. Com todos os seus matizes de cor, formas e culturas.


Porque assim é a natureza.

Desculpe o leitor ou leitora eventuais ou não desse espaço de liberdade, mas acho que nossos instintos são, muitas vezes, mais sábios que nós mesmos.

Nossos pênis e nossas vaginas ou nossas vaginas e nossos pênis não distinguem se uns ou outros são pretos, brancos, amarelos, azuis, vermelhos... apenas gozam.

Neste mês da CONSCIÊNCIA NEGRA, pensemos nisso. E mais:

Que pode estar um preto dentro de uma branca ou uma branca recebendo um preto:







... ou um branco dentro de uma preta ou uma preta recebendo um branco:




... que estão todos – pênis e vaginas; vaginas e pênis - muito bem servidos e muito satisfeitos.


Porque somos todos absolutamente iguais, diante da natureza.




Sem essa de preconceito!






(Fotos da internet, sim indicação de autoria)


terça-feira, 16 de novembro de 2010

BOLINHAS DE BEN-WA: FUNCIONAM? - 2








Bem, a ideia é tentadora: parte do princípio de que “todo músculo pode ser fortalecido por exercícios.”



Então, fortalecer a musculatura do assoalho pélvico (MAP, na sigla dos especialistas) aumenta a força muscular da vagina, sua coordenação motora e sua sensibilidade. Logo, a mulher terá ou sentirá mais prazer no ato sexual.







Há várias formas de fortalecer a MAP, sendo que os mais famosos são o pompoarismo, os exercícios Kegel (falaremos de ambos, em algum outro momento desse blog) e o uso de bolinhas tailandesas, as ben-wa.

Quem leu o texto anterior, em que uma portuguesa descreve sua experiência de tentar usar as bolinhas tailandesas deve ter ficado se perguntando: será que elas realmente funcionam?





Bem, há controvérsias.



As ben-wa surgiram na Índia e são constituídas de duas ou mais esferas (normalmtente com cerca de 5 cm de diâmetro), ligadas uma-a-outra por um cordão flexível.



Primeiro, as recomendações de uso das ben-wa sugerem duas etapas:





1. introdução: a primeira bolinha deve ser introduzida na vagina com um mínimo possível de ajuda dos dedos, ou seja, através da contração da MAP e depois fazer o mesmo com todas as demais;



2. expulsão: realizar uma suave contração abdominal, para empurrar as bolinhas para fora da vagina, uma a uma, em movimentos rítmicos.Dito assim, parece fácil, mas duvido que uma mulher que já não tenha feito de forma bastante sistemática muitos outros exercícios, consiga “aspirar” para dentro de sua vagina, sem ajuda das mãos e dos dedos, tais bolinhas. Haja vista a dificuldade da portuguesinha da crônica anterior: por mais esforços que fizesse, as tais bolinhas não seguiram o caminho que deviam e só conseguiram alojar-se com a ajuda dos dedos.



Bem, há vários sites na internet sobre como usar essas bolinhas. Um dos que consultei, e recomendo, por ser bastante detalhista é este: 




Mas, a pergunta que não quer calar é: elas funcionam? Ou seja, ajudam realmente a fortalecer a musculatura do assoalho pélvico e, assim, contribuir para um melhor desempenho sexual?










Na verdade, não se sabe com certeza se as tais bolinhas dão realmente uma nova dimensão ao prazer da mulher. Porque, afinal, se você pensar que umas simples bolinhas colocadas na vagina, por sucção ou pelos dedos, podem fazer a diferença, também os homens vão começar a acreditar no aumento de seus pênis através de vários aparelhos como extensores e outras bobagens.

No entanto, exercícios de pompoarismo, com ou sem bolinhas, orientados por especialistas – médicos, sexólogos etc. – que têm por finalidade impedir que os músculos vaginais se enfraqueçam, podem, sim, contribuir para o desempenho sexual da mulher. Mas isto, repito, com orientação e depois de muito, mas muito exercício mesmo, que nada do que é bom cai assim do céu como uma graça dos deuses.



Quer gozar melhor? Esforce-se. Parece ser esta a lei da natureza. Ou seja, como tudo na vida, aprende-se a fazer fazendo e aperfeiçoa-se, fazendo mais.







(Fotos da internet, sem indicação de autoria)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

BOLINHAS DE BEN-WA: FUNCIONAM? - 1





São chamadas de ben-wa.

Introduzidas na vagina, têm a pretensão ou finalidade de estimular a libido feminina e, ao mesmo tempo, fortalecer os músculos vaginais.

Mas, será que funcionam realmente?

Antes de entrarmos nos aspectos polêmicos desse brinquedinho erótico, transcrevo o depoimento de uma portuguesinha sobre ele. Além de divertido, pode ser esclarecedor:



Eu e as ben-wa novas







Aviso: desculpem a linguagem mas há certos temas que só se conseguem abordar com expressões menos corretas.

Pensava eu que ia passar uma tarde do melhor a experimentar as minhas ben-wa.


Saí do computador e fui-me deitar num dos sofás da sala com um ar científico a tentar “sugar” o fio das ditas para “sugar” a segunda bola. Nada.

Entretanto, a coitada da Mana, que por motivos que agora não vêm ao caso, está realojada na minha casa desde o fim do Rock in Rio (em Lisboa), dizia: “Mas eu e os bichos temos de gramar com isso?”, “Vê lá se algum cão te come as bolas!”.

Estava eu decidida a explorar o brinquedo quando a porcaria do lexotan fez mesmo efeito e adormeci. Por sorte, tinha já sacado a bola e guardado no bolso.

Acordei péssima: fui comer chocolate e deitei-lhe por cima um café! Por pouco não morri. Fomos passear os bichanos e eu sempre enjoada, prestes a desmaiar. Cheguei a casa e após uns tratamentos de desintoxicação, lá recuperei o ânimo e pensei: “Agora é que me vou às ben-wa!”.



(Olivia de Bernardinis)





Como tinha lido num site que se devia utilizar lubrificante, não tendo nenhum em casa, pensei: “Ah, azeite Galo deve servir!”. Esperta como só eu, lembrei-me que num banho de imersão, talvez fosse mais fácil.

Enchi a banheira, deitei azeite na água (truque para ficar com a pele suave), espalhei também azeite nas ben-wa e munida de um cigarro, aí fui eu!!!!!!! Dentro de água tentei “sugar” a primeira bola. Grupo... nada, só conseguia expulsá-la. Sentia-me no ginecologista. Empurrei a com jeito para dentro e aquilo insistia em sair mas lá se aguentou.




Apertei, apertei e apertei os músculos no interior da dita e nada do fio entrar. “Bem, terei que enterrar com o dedo a segunda bola também!”, pensei com os meus botões.


Entrou, claro! Mas não percebi bem o que é suposto fazer. Face a isto, retirei as duas bolas.

Então, decidi experimentar com as pernas noutra posição – uma por cima da lateral da banheira e cá vai disto.


Nada! Repetiu-se o ritual: empurrar gentilmente uma, tentar sem sucesso “sugar” o fio, enterrar com jeito a segunda bola.




Terminei a banhoca, limpei-me, vesti uma roupa confortável, fui colocar feijão a cozer para uma sopa e cá estou eu: com as ben-wa enterradas (e um fio de fora que ajuda a retirá-las) a escrever mais um post.

Confesso que ao longo destas manobras, tenho tido algum receio que o fio entre e tenha que me dirigir ao hospital para as retirar. A Mana diz que é tipo o.b. e não entra mas eu não uso o.b. nem tampax e fico nervosa com o raio do fio. Pior não sei se dá para usar a Multicare numa ida às urgências para retirar as benditas ben-wa.

Sou teimosa e já decidi que vou perceber o objectivo destas bolas.



Talvez o problema resida no facto de eu já conhecer os exercícios Kegel há muitos anos pois na minha tenra idade (12 ou 13 anos, ainda mais do que virgem) li numa revista brasileira que a Mãe comprava – a Nova – um artigo sobre o tema e decidi que aquilo seria imprescindível para o meu futuro, tendo naquele dia iniciado a prática dos exercícios.

Ao longo dos anos tenho lido outros artigos sobre a mesma temática e lá volto a treinar.

Por ter sido uma autodidacta, se calhar desenvolvi uma má técnica e agora não percebo bem a dinâmica da coisa. Resta-me a pesquisa mais aprofundada na net.





Infelizmente as ben-wa não me dão tesão nenhuma, desta forma encaro a sua utilização como um exercício a executar como os do ginásio, com o objectivo de melhorar a minha performance no acto sexual.

No entanto, desconfio que para ajudar devia ter comprado também um estimulador de clitóris. Lá na loja estavam uns mini muito jeitosos!

Na segunda-feira lá vou eu com as ben-wa para o escritório.

E ainda dizem que a malta da função pública é cinzenta!

E eu nas reuniões a rir-me sozinha a pensar: “Se vocês soubessem...”









http://se_eu_soubesse.blogs.sapo.pt/6759.html



terça-feira, 9 de novembro de 2010

UM ORGASMO FEMININO RARO E, COM CERTEZA, FANTÁSTICO!








Seios!



Sem dúvida um dos mais belos adornos do corpo feminino. Cantados em prosa e verso, atraem a atenção como fonte de estimulação erótica e de contemplação estética.






Sabe-se que são sensíveis.



Sabe-se que acariciá-los pode levar uma mulher a ter uma grande sensação de prazer.






Mas pode uma mulher chegar ao orgasmo apenas com a manipulação de seus seios?



Sim, isso é possível. Achei e adaptei o testemunho abaixo, encontrado no site “Woman about sex: a woman’s perspective on things sensual and sexual...”, cujo link se encontra no final da matéria:





ORGASMO DE MAMA: 
NÃO É COMUM, MAS É POSSÍVEL



(Foto de Gian Paolo Barbieri)




"É verdade que há mulheres que podem atingir o orgasmo apenas através da estimulação da mama?"





Apesar do mito de que os homens não se preocupam com o prazer da mulher, tenho, sim, recebido muitas perguntas sobre nossas necessidades sexuais por parte deles. E uma das perguntas que me têm chegado é se a mulher pode atingir o orgasmo somente com a manipulação dos seus seios.





Então, para o benefício de todos, e como uma mulher feliz, que consegue atingir o orgasmo através de carícias no peito, eu decidi-me a abrir o jogo sobre o que é o orgasmo de mama e que é preciso para a sua mulher tê-lo.


Qual é a sensação?




(Foto de Karsten Skabal)




O orgasmo de mama induzido é totalmente diferente de um orgasmo clitoriano ou vaginal. Se o estímulo for correto, o sentimento mais forte de energia e excitação sexual fica concentrado nas mamas e na área dos mamilos. Mas a construção do prazer começa nos seios e, em seguida, uma corrente se move para baixo em linha reta até a boceta, e então você consegue sentir a excitação no clitóris. É extremamente poderoso, o corpo treme num sentimento agudo e delicioso, de tirar o fôlego. Que faz você querer mais e mais e ao mesmo tempo, contraditoriamente, você quer que pare.





Claro que há fatores psicológicos envolvidos. Acariciar os seios de uma mulher pode levá-la ou não ao orgasmo e isso é uma coisa diferente para cada uma. Vai depender da situação e do envolvimento do parceiro e de sua habilidade, durante a relação.


O que é o orgasmo mamário?



O orgasmo mamário é um orgasmo feminino que acontece no pico da estimulação dos seios e dos mamilos de uma mulher. Os seios femininos têm grande potencial erótico e são muito sensíveis. Mas não são todas as mulheres que conseguem chegar ao orgasmo apenas com carícias nos seios. Um estudo com 213 mulheres indicou que 29% delas experimentaram uma vez ou outra o orgasmo de mama. Portanto, se não é comum, ele é possível.





O que acontece durante as carícias dos seios?




Estruturalmente, os seios são formados por tecido conjuntivo fibroso e uma camada de tecido de gordura, rica em vasos sanguíneos e linfáticos. Os mamilos, em particular, são compostos por fibras de músculo liso e composto de numerosas terminações nervosas e receptores tácteis subjacentes à superfície da pele, tornando-a especialmente sensível ao toque. A região do mamilo, a auréola e a parte inferior da mama são geralmente as áreas mais sensíveis do peito de uma mulher.







Sendo órgãos glandulares, os seios são altamente sensíveis às mudanças hormonais do corpo feminino e, por isso, directamente ligados ao sistema genital da mulher. A estimulação do mamilo aumenta os níveis de prolactina e ocitocina (também chamada de "hormônio do abraço"), fazendo com que o músculos lisos do útero se contraiam. As contrações são geralmente leves no começo, mas ficam mais fortes à medida que se chupa o bico e aumentam as carícias, dando origem à excitação sexual e à emoção!




A sensibidade dos seios e dos mamilos depende, muitas vezes, do ciclo menstrual. Nas duas semanas anteriores e durante a menstruação, ficam mais sensíveis ao toque, devido ao aumento dos hormônios.


O que fazer para levar a mulher a “chegar lá?




Para fazer sua mulher atingir o prazer máximo que é um orgasmo através da estimulação mamária, faça o seguinte:






Prepare um ambiente sensual e relaxante, preste muita atenção aos seus belos seios e dê-lhes uma massagem incrível, com muita paciência – carícias, beijos, lambidas, mordiscadelas, chupadas, elogios – enfim, toda a dedicação do mundo que lhe permita apreciar a suavidade e a feminilidade dessa maravilha que são os seios femininos.





http://womanaboutsex.com/2009/04/10/the-breast-orgasm-not-common-but-certainly-possible/