sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ANO NOVO, DESEJOS NOVOS


Um ano novinho em folha vem aí...







...cheio de desejos novos.

FELIZ

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FOTOS POLÊMICAS: BROOKE SHIELDS NUA AOS DEZ ANOS DE IDADE



BROOKE SHIELDS: 

ARTE OU EXPLORAÇÃO?






Exposta em lugar de destaque durante a exposição “Polêmicas, fotografias em histórias” (Biblioteca Nacional da França, em Paris, março-abril de 2009), a foto de Gary Gross representando Brooke Shields na idade de 10 anos e inteiramente nua, tem razões para chocar profundamente nossos dias, na era da pedofilia, da proteção da infância, do turismo sexual etc...




Uma volta ao passado é necessária...




Estamos em 1975 e Gay Gross, fotógrafo americano, realiza uma série de fotos de uma criança de 10 anos, a futura atriz Brooke Shields, inteiramente nua num banheiro cheio de vapores de água quente. Em suas poses lascivas, as fotos não escondem absolutamente nada da nudez da garotinha. Para Gross, esta série de fotos, muito provocante, deve ilustrar seu pensamento segundo o qual uma garotinha não se transforma em mulher de uma dia para o outro. 





Assim, as fotos não encontram nenhuma espécie de rejeição. É preciso dizer que os problemas de pedofilia ou de exploração sexual das crianças não estão “em voga” nas mídias, como hoje. Nos anos 70, a tolerância é que está na moda. Então, os trabalhos de Gross são comparáveis àqueles de Irina Ionesco ou ainda ao francês Jacques Bourboulon, sem que isso provoque alarme ou recriminação.








Em conclusão, assinalemos que três anos depois dessas fotos, onde ela aparece nua, Brooke Shields interpretará seu primeiro papel no cinema, no filme de Louis Malle, La Petite ou Pretty Baby (1978), onde ela fará o papel de uma protituta de 12 anos (curiosamente, os 3 minutos em que ela aparece nua no filme serão cortados na primeira versão, mas reintroduzidos na versão em DVD!), sem esquecer sua interpretação inesquecível no filme A Lagoa Azul (1980), quando ela aparece ainda (parcialmente) desnuda e dublada em algumas cenas de nudez total...








Então, se a liberdade de expressão, sob todas as suas formas, é sagrada em si mesma, onde termina a arte e começa a “perversão”? As crianças devem ser sistematicamente excluídas de toda forma de arte? A nudez de uma criança é ainda inocente? Deve-se, em nome da proteção da infância (no fim das contas, legítima) cobrir toda escultura ou toda pintura representando crianças nuas nos museus?






Deve-se proibir a visita das crianças aos museus onde nus estão em evidência? O debate está aberto...

Segue-se uma parte da série de fotos de Gross. Ainda chocam? Ainda provocam?  Não sei. Só que posso afirma é que atraem não pela sensualidade mas principalmente pela beleza: a arte de um bom fotógrafo e a inocência de uma garota que se oferece ao mundo sem malícia e sem pudores.














Artigo publicado em A NAKED WORLD:


http://anakedworld.canalblog.com/

Tradução: Isaias Edson Sidney


Observação: Garry Gross morreu no dia 7 de dezembro de 2010, aos 73 anos, em Mahattan, EE.UU.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FOTOS POLÊMICAS: AS NINFETAS DE JACQUES BOURBOULON


O FOTÓGRAFO JACQUES BOURBOULON 

E SUAS NINFETAS






Jacques Bourboulon (nascido em 08 de dezembro de 1946) é um fotógrafo francês, especializado em fotografia de nus de adolescentes. Ele começou como fotógrafo de moda, mas ligou-se à fotografia de nus em meados dos anos setenta. O ápice de sua carreira foi nos anos setenta e início dos anos oitenta.







O foco das fotos de Bourboulon são imagens em luz brilhante e contrastes. Suas fotos mais típicas foram tiradas na ilha espanhola de Ibiza, jogando com a justaposição de céu azul, paredes brancas e a pele bronzeada das modelos. Também incluem detalhes fetichistas, como meias brancas ou roupas íntimas, corpos brilhantes de óleo, com modelos em poses bastante semelhantes.











O modelo mais famoso de Jacques Bourboulon foi a atriz francesa Eva Ionesco. Bourboulon também é conhecido por sempre trabalhar com uma Pentax.







Jacques Bourboulon é um fotógrafo que representa um momento em que imagens de garotas muito novas, nuas, eram muito mais aceitáveis do que hoje. Não era, pois, de forma alguma, um fotógrafo underground e suas fotos eram amplamente distribuídas em livros ou exibidas em revistas populares. 


Com as preocupações crescentes com esse tipo de fotografia, por causa da pornografia infantil e do abuso de menores, no início do século XXI, a distribuição de sua obra tornou-se restrita, ficando sua circulação apenas entre apreciadores especiais.









sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FOTOS POLÊMICAS: A MÃE IRINA IONESCO E SUA FILHA, EVA




IRINA IONESCO E SUA FILHA, EVA



Como o assunto e as fotos são extremamente polêmicos, nem vou entrar no mérito da questão que pode assustar olhares mais conservadores – se isto pode ou não incentivar a pedofilia. A finalidade é exatamente esta: discutir os limites da arte. Então, vamos lá:



EVA SOB O OLHAR DE IRINA IONESCO: 



DOS 5 AOS 10 ANOS






As imparidades de sua trajetória se refletem num olhar apurado sobre o que de insondável há na alma feminina por uma tangente de sensualidade. Mesmo antes de sua primeira exposição, em 1975, a fotógrafa francesa Irina Ionesco já havia despertado o interesse de um grupo particular de artistas; mas seu êxito – paradoxal - e aclamação viriam de seu maior escândalo; a exposição Eloge de Ma Fille entraria na galeria Nikon de Paris e era esse mesmo olhar fetichista agora voltado para ela, Eva Ionesco... dos 5 aos 10 anos, em ensaios eróticos.




Segundo Irina, a proposta que originou a série de fotografias surgiu da própria Eva; eram sem dúvida anos muito diferentes dos nossos, de uma busca e aceitação da liberdade sexual, ou ainda, da liberdade dos corpos. Como mulher e artista, fruto de sua época, não pareceu estranho à francesa que Eva também pudesse ser alvo de fotografias simbolistas e que fosse focada exatamente como as outras mulheres, adultas, alvos das lentes de Irina.




As datas divergem - uns falam em 4 a 11 anos, outros de 5 a 10 anos de idade; ficamos aqui com a segunda possibilidade por ser a mais encontrada nas fontes – mas, sistematicamente, ano após ano, a fotógrafa utilizou sua filha como modelo em fotografias branco & preto de extremo apuro e ousadia. Ousadia até maior que a encontrada nas demais imagens obsessivas produzidas por Ionesco, muito maior. Eva aparece em nus, mas o efeito aterrador é o mesmo se ela é capturada vestida, como isso? É intrigante.





Assim a menina Eva surge como criança-mulher nos mesmos ares sombrios, ornada com dezenas de jóias ou bijuterias ordinárias, artefatos que falam deste mundo particular onde convivem delírio, morte, sensualidade e paixão. Seria quase uma entidade, um totem, um mito... Mas Eva era e é real: o choque é inevitável. Comunidade artística e opinião pública se puseram maciçamente contra Irina; a primeira – que já classificava seu trabalho como um desfile de maus gostos – considerou a coleção como o ápice dos absurdos, aquilo simplesmente não era arte. Já o público, numa oposição já esperada e recorrente, a execrou alegando uma falta explícita de moralidade.




Nada disso, logicamente, impediria Eloge de ma fille de entrar para a história da fotografia e do erotismo. Mesmo hoje, em que vivemos tempos de tão intenso tráfego de material de pedofilia, tempos que talvez nos turvem a visão para certos aspectos fascinantes do bizarro ou do cruel, as fotografias que Irina Ionesco fez de sua filha permanecem inadvertidamente cheias do mesmo conceito, da mesma busca pela natureza do ser mulher vista através dos anos que passam para Eva e a revelam tão ou mais terrível (e uso terrível no sentido de espantoso) que a Lolita de Nobokov.





Fiquem aos leitores suas próprias interpretações, choques, achaques, absolvições ou engrandecimentos à obra prima de Irina Ionesco.



Há muito mais o que ser dito, refletido e debatido sobre a obra de Ionesco – que ainda produz. Um ou dois artigos é certamente pouco, fora que limitados pelo meu conhecimento pouco frente a trabalhos tão místicos. Mas, aos que se interessam, Eloge de ma Fille é hoje também um coffee table publicado pela Alice Press, com primeira edição em 2004.






O texto é de Priscilla Santos, publicado em novembro de 2007 no site:










terça-feira, 14 de dezembro de 2010

FOTOS POLÊMICAS: A NUDEZ DE SIMONE DE BEAUVOIR



SIMONE DE BEAUVOIR NUA




Simone de Beauvoir, mentora da causa feminina, advogada do belo sexo e de sua liberdade, tornou-se famosa por seus escritos e tomadas de posição, mas também pelo viés de uma foto muito conhecida e igualmente polêmica em seu tempo e mesmo, aliás, nos dias de hoje.



Essa foto, tirada em 1952, pelo fotógrafo Art Shay, tem sido objeto de intensa polêmica, desde janeiro de 2008, quando o Nouvel Observatoire foi acusado de tê-la retocado. Para tirar a história a limpo, até mesmo o artista foi entrevistado. É o momento de saber um pouco mais sobre uma das fotos mais famosas de seu tempo...


Art Shay lembra. Foi Nelson Algren, amante de Simone de Beauvoir, que lhe pediu para providenciar um chuveiro para Madame (era assim que a chamava Algren). Uma amiga do fotógrafo cedeu amigavelmente um banheiro para o escritor. Shay esclarece: “Você deve compreender que para mim, Madame não era uma ‘instituição’ nesta época, mas a amante estrangeira de um amigo... Então, eu me encontrava ali, estagiário na Life Magazine, quando eu vi Beauvoir sair do banho e se pentear diante do espelho. Eu rapidamente tirei duas ou três fotos e ela ouviu o clique da máquina. “Você é um mau garoto”, ela me disse, sem no entanto fechar a porta nem me mandar parar de tirar as fotos”.




Art Shay conta, ainda, ter esquecido de tirar cópias das fotos de Simone de Beauvoir. Quanto a Algren, ele parecia não estar ciente da existência dessas fotos. Mas, Shay conclui sua história, dizendo que aquilo não tinha nenhuma importância, visto que ele não desejava vendê-las. No anos 50, esse tipo de foto não tinha então “nenhum valor de mercado”.



O fotógrafo joga com as palavras quando lhe dizemos que as feministas o censuram por haver “roubado” essas fotos. “No sentido estrito, sim”, reconhece sem titubear Art Shay. Mas o ícone das feministas igualmente não tirou partido de seu corpo quando foram tomadas essas fotos? 

Pelas palavras de Shay, Beauvoir não se deixou levar pela ideia de provocação? Ou mais simplesmente pela aceitação pura e simples de sua nudez de mulher livre? Recolocada em seu contexto, a história destas fotos não nos mostra (à evidência?) que as feministas se enfurecem às vezes (muitas vezes) um pouco rápido demais?...



Fontes:

Texto retirado do site: A Naked World - http://anakedworld.canalblog.com/ 







Tradução de Isaias Edson Sidney



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EROTISMO JOCOSO EM LIMERICKS







Limericks?



Sim, isto mesmo: limericks!



São poemas populares, de uma só estrofe, com cinco versos e rimas no esquema aabba, escritos no gênero burlesco, geralmente satírico e muitas vezes erótico.



Seu sucesso é garantido quando uma boa risada é ouvida ao final da declamação. No entanto, há Limericks de toda espécie. Via de regra, é uma estrofe isolada, mas pode ser apresentado como uma sequência, formando uma só ideia.



Na literatura britânica, foi lançado por Edward Lear em 1846, em "The Book of Nonsense" (O Livro de Bobagens), não obstante já surgissem os primeiros versos deste tipo em 1820, cuja origem é desconhecida. Acabou se tornando um estilo de poema muito apreciado. No começo do séc. XX, ficou tão popular nos países de língua inglesa, que muitas revistas e até lojas do comércio faziam concursos de Limericks. Associa-se erroneamente o Limerick com a Irlanda, porque lá existe uma cidade homônima, na província de Munser, com 60.000 habitantes.







Cabe ressaltar, no entanto, que o Limerick é, na sua origem, altamente jocoso e transgressor, até mesmo obsceno, em termos de conteúdo.

Do site “Contos e Encontros” descobrimos a história do Limerick e do blog Ponto Rouge reproduzimos os poemas abaixo, de conteúdo erótico ou safado, é claro (não há informação de autoria).





Certa moça de Moçambique
Não trepava: tinha chilique.
Até que um negrão
C'um pau de garanhão,
Curou de vez seu tremelique.







Um romano chamado Brutus
Fodia uma puta, abruptus.
Mas antes do jato,
Sofreu um infarto.
Morreu num coitus interruptus.








Sempre virgem: Aparecida
Jurou ser casta toda a vida.
Mas quando o capeta
Lhe assanha a buceta,
C'uma vela está bem servida.







El Presidente, ofegante,
tentava meter na amante,
jovem jornalista,
boa de entrevista:
"Querido, o poder é broxante?"







Uma mulher chamada Duda
Tem a chavasca tão peluda,
Que um mau fodedor,
Enroscou o picador -
Perdeu seus colhões na barbuda.



(Tradução: Luiz Roberto Guedes)






Era um rapaz desastrado,
não tinha nenhum cuidado.
Quis pintar o sete,
pintou canivete.
A moça tinha namorado.

(Tradução: Paulo Camelo)






Uma linda nativa do Nilo
Foi fodida por um crocodilo.
Ficou-se sem saber
Se ela teve prazer
Pois ele a engoliu depois daquilo.







Uma raça notável, os lapões
Eles cultivam raras diversões
Fodem o dia inteiro
Do modo costumeiro
E a noite guardam para perversões.




(Tradução: José Paulo Paes)




Fontes:

Contos e Encontros: http://msalun.sites.uol.com.br/







Ilustrações: Rowlandson, Thomas (1756-1827)