segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CATAMITA




(Taça romana: homem mais velho e catamita)


Catamita era o companheiro jovem, pré-adolescente ou adolescente, em uma relação de pederastia entre dois homens no mundo antigo, especialmente na antiga Roma. Geralmente refere-se a amantes homossexuais jovens e passivos. A palavra deriva do latim catamitus, que por sua vez, vem do etrusco "catmite".


(Zeus e Ganimedes - Atenas c. 375-425 aC)

A mitologia grega conta a história do jovem Ganímedes, nome do jovem que foi seduzido por Zeus e que se transformou em seu amante.


(A. não identificado)


As muitas referências a catamitas na literatura erótica do apogeu muçulmano indicam que, por volta dos séculos X e XI, eles constituíam uma forma de requinte sexual nas classes altas do Islã. O livro Jardim dos Perfumes, de Shaykh Nefzawi, dedica um capítulo aos catamitas. Apresentamos, a seguir, a história de dois catamitas históricos (com fotos ilustrativas de relacionamentos entre jovens e homens mais velhos, nos tempos atuais, quando os “catamitas”, ou jovens gays, não assumem apenas a função passiva, como na antiguidade):


ESPORO




Esporo (em latim: Sporus) foi um jovem catamita, favorito do imperador Nero, castrado por ordem do imperador e com quem posteriormente se casou publicamente. Não se sabe se era um transexual ou se apenas foi castrado para servir aos caprichos do imperador.




Ele era um Puer delicatus, que geralmente eram crianças-escravas escolhidas pelo seu mestre como um "garoto-brinquedo" e que eram algumas vezes castradas na tentativa de preservar suas qualidades juvenis. Apesar disso, Dião Cássio o chamou de liberto.




O caso com Esporo ocorreu após a morte da segunda esposa de Nero, Popeia Sabina, em 65. No começo de 66 Nero casou-se com sua terceira esposa Estatília Messalina e somente depois naquele ano ou em 67 ele casou-se com o jovem Esporo.




Nero fez Esporo aparecer em público como sua esposa usando a vestimenta que era de uso costumeiro para uma imperatriz romana, e então levou Esporo para a Grécia e, depois, de volta a Roma, fazendo de Cálvia Crispinila "Senhora do Guarda-roupa" de Esporo.




Pouco depois da morte de Nero, Esporo ficou sob cuidados do prefeito pretoriano Ninfídio Sabino, que tomou parte na conspiração contra Nero. Ninfídio tratou Esporo como se fossem casados, e chamava-o "Poppaea". Depois da morte de Ninfídio, ela então se envolveria em 69 com Otão, que também foi morto por seus inimigos. Esporo morreu naquele mesmo ano quando Vitélio planejou que Esporo interpretasse o papel título do Rapto de Perséfone (o mesmo tema do anel que Esporo deu a Nero nas Calendas), para a diversão das multidões durante combates de gladiadores. Esporo cometeu suicídio para evitar a humilhação pública. Ele, provavelmente, tinha menos de 20 anos quando morreu. 



ANTÍNOO

(Antinoo - Braschi)

Antínoo foi favorito e, provavelmente, um catamita do imperador romano Adriano. Era natural da Bitínia (norte da Ásia Menor, hoje na Turquia), onde é provável que Adriano o tenha conhecido e o tenha levado consigo.




As fontes são pouco claras a respeito da espécie de relacionamento que existiria entre ambos. O que é certo é que Antínoo era membro do círculo mais próximo do imperador, uma espécie de pajem ou "garoto de estimação", em razão de sua grande beleza. Segundo Clemente de Alexandria, o relacionamento entre ambos era sexual, comparado ao relacionamento de Zeus com Ganímedes.




Adriano era trinta e quatro anos mais velho que Antínoo (um adolescente), enquadrando-se a relação no modelo pederástico dos catamitas da Grécia Clássica, quatro séculos antes, da qual Adriano era admirador, embora tal prática não fizesse parte dos costumes romanos. Aparentemente a relação não gerou qualquer tipo de escândalo.




Em outubro de 130, durante uma visita ao Egipto, Antínoo morreu afogado no rio Nilo, e sua morte tem uma bela descrição por Marguerite Yourcenar, no livro MEMÓRIAS DE ADRIANO (se quiser ler o texto, está no blog TRAPICHE DOS OUTROS – endereço ao lado). 




Na época o imperador passava por um mau período, marcado por problemas de saúde, revoltas em partes do Império Romano, seca e fome no Egito. Adriano e Antínoo tinham sido iniciados nos mistérios de Elêusis, sendo provável que as suas vidas tenham tomado um carácter mais místico.




Poucas semanas após a morte de Antínoo, Adriano decretou a sua deificação. O imperador ordenou a construção de uma nova cidade perto do local da sua morte, Antinoópolis, no Alto Egito, perto de Hermópolis (atualmente o local é denominado Sheikh Ibada). A divindade tutelar da cidade era um deus sincrético, resultado da fusão de Antínoo com Osíris.




Por todo o Império Romano foram erguidas numerosas estátuas de Antínoo e na parte oriental do Império levantaram-se templos dedicados ao jovem. Foi dado o nome Antínoo a uma estrela e o imperador escreveu um epitáfio dedicado ao jovem, que mandou gravar no chamado obelisco de Antínoo, que se encontra hoje nos Jardins do Pincio em Roma.




Adriano viveu ainda mais oito anos. Após a sua morte a sua relação com Antínoo foi utilizada contra si pelos seus detratores. Os primeiros autores cristãos também criticaram esta relação, que para eles era um exemplo da amoralidade patente do paganismo.




Ao longo dos séculos a figura de Antínoo serviu de inspiração à arte e à literatura, como mostra o poema homoerótico Antinous escrito em inglês por Fernando Pessoa (também está publicado no blog TRAPICHE DOS OUTROS, no original em inglês e em português).


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PARA QUEM GOSTA DE PAU, ESTA POSTAGEM É PARA LEVAR SEU PARCEIRO À LUA...



Preliminares: o sexo antes do sexo. O prazer da excitação, antes da penetração. Quando os dois parceiros exploram todas as possibilidades eróticas do corpo um do outro. Abrindo as fronteiras do tesão. E são dezenas os jogos a que se podem dedicar os amantes, nas preliminares. Mas, nesta postagem, vamos falar apenas do que se pode fazer com o pau do parceiro, nas preliminares, um jogo que se propõe a quem aprecia o pênis e deseja extrair de seu parceiro todo o prazer que ele pode lhe dar e ao mesmo tempo dar a ele todo o prazer que ele possa desejar. Assim, o que se pode fazer com o pau, aguçando todos os seus sentidos para o sexo que virá depois:


Você pode, para começar, apenas olhar, apreciar, admirar o pau:






 Você deve pegar o pau, acaricia-lo, até masturbá-lo um pouco, só um pouco:





Em seguida, que tal sentir a textura, a quentura e maciez do pau junto ao seu rosto?




Agora, que você já sentiu na pele – nas mãos e no rosto – a textura e o calor do pau, que tal sentir o seu cheiro?




Você quer colocá-lo em sua boca e chupá-lo? Ainda não. Refreie sua vontade e apenas beije o pau, beije-o muito, em toda a sua superfície, e em especial na glande, a parte mais sensível:



Depois de beijá-lo, num ato de amor e de entrega, é chegada a hora da língua entrar em ação: lamber o pau, a glande, toda a sua extensão, devagar, sentindo e dando prazer, antecipando o que virá:




Uma brincadeirinha quase perigosa: morder o pau. Não, não precisa se assustar, é só uma brincadeira: os dentes, os seus dentes, no pau de seu amante, poderão causar arrepios de preocupação e medo, mas é só o que devem causar, arrepios: o receio associado ao prazer incrementa a libido e antecipa o que vem depois:




Agora, sim: é o momento mais esperado. Abocanhe o pau de seu parceiro, num boquete que o leve às nuvens, ao delírio e, claro, um boquete que vai deixar você também num alto grau de excitação:






Mas a boca ainda pode oferecer um prazer ainda mais interessante, um prazer quase supremo, que é difícil, mas se você quer realmente dar a seu parceiro e a si a experiência de uma garganta profunda (deeptroath), não desperdice a oportunidade. Os dois poderão pisar as crateras da Lua e voltar:





Finalmente, se tem confiança na recuperação do seu parceiro, para aquela trepada depois, deixe-o gozar na sua língua, sinta o cheiro, o gosto, a textura de seu sêmen e ambos estarão definitivamente na Lua, à espera de outros prazeres que só o sexo consensual, entre parceiros que se curtem, se amam, se gostam, podem proporcionar um ao outro: