segunda-feira, 25 de setembro de 2017

QUE FLORESÇAM NA PRIMAVERA!


(Leonardo Digenio - the venus flytrap flower)

Boceta é flor. E como flor, precisa do calor e da chuva para florescer. Deixemos que a primavera encontre por aí todas as bocetas a nos encantar. Se as amamos, e amamos suas donas, respeitemos seu vicejar e adoremos seu florescimento pelas ruas, pelas praias, por todos os lados. Que venha a primavera e o calor das pernas de fora, dos vestidos curtos, das bocetas sem muros e sem cercas ao nosso olhar, só ao nosso olhar, que o tocar só a elas compete decidir – quando, onde e por quem.


(Hermann Foesterling; flor-vagina)

Este post tem apenas um objetivo: encantar a quem gosta de bocetas e incentivar o respeito à mulher, ao seu corpo. E à liberdade. A rua, as praias, as praças, os becos, os caminhos, as estradas, as veredas, tudo isso pode ser público, mas não o corpo da mulher, seja ela freira ou prostituta. Salve a primavera e salve a liberdade. E bocetas ao sol, ao vento, à chuva...





















segunda-feira, 18 de setembro de 2017

VOCÊ TEM CIÚMES DE PARCEIRO OU PARCEIRA? ACHA ISSO NORMAL?





Românticos dizem que o ciúme é o tempero do amor. Esse é só mais um paradigma que precisa ser desmontado. Quando se busca a igualdade entre os sexos, quando se discute – séria e profundamente – o respeito ao gênero, isto é, o respeito a que as pessoas escolham o que é melhor para sua vida, o ciúme – principalmente o ciúme doentio – vai na contramão de tudo o que é moderno e das últimas conquistas da sociedade.


Responsável por crimes hediondos – principalmente de homens machistas, pretensamente torturados por ciúmes, contra suas mulheres, noivas, namoradas, companheiras – o ciúme precisa entrar na discussão do que seja domínio sobre a vida sexual da outra pessoa, do seu parceiro ou parceira.


Segundo a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, acreditar que é possível controlar o desejo de alguém é apenas uma das mentiras do amor romântico: "É comum alimentar a fantasia de que só controlando o outro há a garantia de não ser abandonado", afirma ela, que lançou recentemente "O Livro do amor" (Ed. Best Seller). Dividida em dois volumes ("Da Pré-História à Renascença" e "Do Iluminismo à Atualidade"), a obra traz a trajetória do amor e do sexo no Ocidente da Pré-História ao século 21 e exigiu cinco anos de pesquisas.


Regina, que é consultora do programa "Amor & Sexo", apresentado por Fernanda Lima na Rede Globo, acredita que, na segunda metade deste século, muita coisa ainda vai mudar: "Ter vários parceiros será visto como natural. Penso que não haverá modelos para as pessoas se enquadrarem", diz ela. Leia mais do que ela tem dito e pregado, tanto no livro quanto em entrevistas, para conscientizar-se de que os ciúmes podem e devem, sim, ser abolidos da convivência sexual humana:


NINGUÉM DEVERIA SE PREOCUPAR 

SE O PARCEIRO TRANSA COM OUTRA PESSOA




Embora "O Livro do Amor" não trate do amor pela humanidade, e sim do amor que pode existir entre um homem e uma mulher, ou entre dois homens ou duas mulheres, a primeira manifestação de amor humano é muito interessante. Ela ocorreu há aproximadamente 50 mil anos, quando passaram a enterrar os mortos – coisa que não ocorria até então – e a ornamentar os túmulos com flores. O que encontrei de mais feio no amor foi a opressão da mulher e a repressão da sexualidade. 


Os modelos tradicionais de amor e sexo não estão dando mais respostas satisfatórias e isso abre um espaço para cada um escolher sua forma de viver. Quem quiser ficar 40 anos com uma única pessoa, fazendo sexo só com ela, tudo bem. Mas ter vários parceiros também será visto como natural. Penso que não haverá modelos para as pessoas se enquadrarem. Na segunda metade do século 21, provavelmente, as pessoas viverão o amor e o sexo bem melhor do que vivem hoje.


O amor é uma construção social; em cada época se apresenta de uma forma. O amor romântico, que só entrou no casamento a partir do século 20, e pelo qual a maioria de homens e mulheres do Ocidente tanto anseia, não é construído na relação com a pessoa real, que está ao lado, e sim com a que se inventa de acordo com as próprias necessidades.


Esse tipo de amor é calcado na idealização do outro e prega a fusão total entre os amantes, com a ideia de que os dois se transformarão num só. Contém a ideia de que os amados se completam, nada mais lhes faltando; que o amado é a única fonte de interesse do outro (é por isso que muitos abandonam os amigos quando começam a namorar); que cada um terá todas as suas necessidades satisfeitas pelo amado, que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, que quem ama não sente desejo sexual por mais ninguém.


A questão é que ele não se sustenta na convivência cotidiana, porque você é obrigado a enxergar o outro com aspectos que lhe desagradam. Não dá mais para manter a idealização. Aí surge o desencanto, o ressentimento e a mágoa.


A busca da individualidade caracteriza a época em que vivemos; nunca homens e mulheres se aventuraram com tanta coragem em busca de novas descobertas, só que, desta vez, para dentro de si mesmos. Cada um quer saber quais são suas possibilidades, desenvolver seu potencial.


O amor romântico propõe o oposto disso, pois prega a fusão de duas pessoas. Ele então começa a deixar de ser atraente. Ao sair de cena está levando sua principal característica: a exigência de exclusividade. Sem a ideia de encontrar alguém que te complete, abre-se um espaço para outros tipos de relacionamento, com a possibilidade de amar mais de uma pessoa de cada vez. 


É provável que o modelo de casamento que conhecemos seja radicalmente modificado. A cobrança de exclusividade sexual deve deixar de existir. Acredito que, daqui a algumas décadas, menos pessoas estarão dispostas a se fechar numa relação a dois e se tornará comum ter relações estáveis com várias pessoas ao mesmo tempo, escolhendo-as pelas afinidades. A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida pode vir a se tornar coisa do passado. 


Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los. W.Reich [psicanalista austríaco] afirma que todos deveriam saber que o desejo sexual por outras pessoas constitui parte natural da pulsão sexual. 


Pesquisando o que estudiosos do tema pensam sobre as motivações que levam a uma relação extraconjugal na nossa cultura, fiquei bastante surpresa. As mais diversas justificativas apontam sempre para problemas emocionais, insatisfação ou infelicidade na vida a dois. Não li em quase nenhum lugar o que me parece mais óbvio: embora haja insatisfação na maioria dos casamentos, as relações extraconjugais ocorrem principalmente porque as pessoas gostam de variar. As pessoas podem ter relações extraconjugais e, mesmo assim, ter um casamento satisfatório do ponto de vista afetivo e sexual.


A exclusividade sexual é a grande preocupação de homens e mulheres. Mas ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: Sinto-me amado(a)? Sinto-me desejado(a)? Se a resposta for "sim" para as duas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Sem dúvida as pessoas viveriam bem mais satisfeitas. 


Acredito que para uma relação a dois valer a pena, alguns fatores são primordiais: total respeito ao outro e ao seu jeito de ser, suas ideias e suas escolhas; nenhuma possessividade ou manifestação de ciúme que possa limitar a vida do parceiro; poder ter amigos e programas em separado; nenhum controle da vida sexual do parceiro, mesmo porque é um assunto que só diz respeito à própria pessoa. 


Poucos concordam com essas ideias, pois é comum se alimentar a fantasia de que só controlando o outro há a garantia de não ser abandonado. A questão é que não é tão simples. Para viver bem é preciso ter coragem.


E como estamos falando de segunda metade do século XXI, os jovens de hoje devem estar mais ou menos como as personagens – bastante livres - do pintor/ilustrador francês Georges Delfau, cujas imagens ilustram esse artigo.



Fonte:





segunda-feira, 11 de setembro de 2017

AINDA O TAMANHO DO PÊNIS: MAIOR NÃO QUER DIZER MELHOR




A maioria das pessoas acredita que o tamanho do pênis faz os homens sofrerem.


Não adianta médicos, revistas femininas, e mesmo algumas mulheres afirmarem que é o desempenho, e não o tamanho do pênis, que importa. Nada convencerá o homem de que o maior não é necessariamente o melhor.


Na realidade, quase todos os homens gostariam de ter um pênis maior — embora provavelmente não tão grande como o que bateu o recorde mundial: 34 cm e impossível de ficar ereto. 


Ao contrário do que se pensa, não existe relação entre a altura do homem, o tamanho das suas mãos, pés ou nariz com o seu pênis, e também entre as medidas de seu pênis flácido e ereto. Mas apesar de qualquer avaliação e de todas as especulações, a esmagadora maioria tem pênis de tamanho médio.


Por que, então, se preocupar tanto? Não só no Ocidente, mas em quase todas as sociedades patriarcais, o tamanho do pênis é associado à força e à potência. Acredita-se ser prova de masculinidade, e desde pequenos os meninos são condicionados por esse mito. 


Nas antigas estátuas egípcias, com pênis imensos, já fica clara a importância que davam a esse órgão. E entre os Hausa, da África, os homens se gabam em suas canções de que são “quebradores de vagina”, tanto por seu poder pessoal quanto pelo tamanho do seu pênis. 


Nos Estados Unidos, um estudo mostrou que o medo de ter pênis pequeno é uma das fontes mais frequentes da ansiedade sexual masculina. Mesmo sem motivo real, o homem pode se sentir inseguro, acreditando-se incapaz de satisfazer a parceira. Isso sem falar na competição com os outros homens e no medo de que as mulheres comentem o fato entre si. 


Com a autoestima tão abalada, muitos se retraem, chegando a evitar qualquer contato sexual. Entretanto, um pênis grande é sempre admirado e fonte de orgulho para o homem. Tanto que existe um clube em Los Angeles, ‘The Hung Jury’, em que os frequentadores se consideram privilegiados. Para ser sócio é obrigatório ter pênis de mais de 20 cm, quando ereto, e para serem admitidos tiveram que provar isso a uma mulher encarregada da medição, que os visitou em suas casas munida de fita métrica.


Esse clube foi fundado por um tal de Sam Frank, um sujeito estranho, que tinha obsessão por pênis grandes. E mais: queria saber a medida dos paus das celebridades de Hollywood, o que o levou a assediar várias mulheres e atrizes conhecidas ou tidas por saírem com muitos atores. Também assediou o casal Howard Hughes, ligando insistentemente para eles, para saber quantos centímetros de pênis ela aguentaria e qual a intensidade de seus orgasmos. Só parou quando Hughes ameaçou-o com processo e cadeia. 


Suas estatísticas sobre o tamanho do pau de várias celebridades e atores de Hollywood parecem fruto de sua imaginação, não tendo obtido nenhuma comprovação. Enfim, o cara era mesmo obcecado por pênis grandes. 


E as mulheres, o que preferem, realmente? No mundo inteiro pesquisas demonstram que o tamanho do pênis é por certo significativo. Mas há uma interessante diferença na maneira com que homens e mulheres o consideram. Quando se pergunta a um homem qual ele escolheria entre um pênis comprido e um grosso, ele usualmente opta pelo comprimento. 


Se a mesma pergunta é feita às mulheres, as que tiveram apenas um ou dois parceiros dizem que tamanho não faz diferença. Mas as que tiveram vários parceiros, invariavelmente optam pela grossura. Muitas declararam que o pênis ideal é o que for grosso o bastante para forçar a entrada da vagina e friccioná-la, para a mulher senti-lo dentro dela ao fazer sexo, provocando uma sensação de preenchimento. 


Afinal, o orgasmo feminino não depende da penetração profunda, não sendo necessário um pênis longo. Quando o homem não se conforma com o comprimento ou a grossura do seu pênis e deseja mudar isso pode procurar um médico especializado.


Mas segundo especialistas, somente 2% dos homens têm indicação de cirurgia para aumentar o órgão sexual: os que têm pênis com menos de 7 cm de comprimento e 8,8 cm de circunferência durante a ereção. Em geral, pênis de até 12 cm é classificado como pequeno, de 13 a 16, médio e de 17 a 24, grande. Alguns médicos não aceitam essas recomendações e acreditam que o efeito psicológico de uma operação pode ser positivo.


Além de exercícios para aumentar o tamanho do pênis, a maior parte das mulheres, mesmo preferindo pênis maiores, concorda que a habilidade do parceiro para usar seu pênis é tão importante quanto o tamanho. Assim como o toque, o jeito de olhar, a tranquilidade — ao contrário da pressa em ejacular. É que as maiores queixas das mulheres no sexo não são em relação ao tamanho do pênis, e sim quanto à sintonia que o homem estabelece com a parceira.


Fontes: