segunda-feira, 21 de novembro de 2016

AMOR, SEXO E POESIA... AOS PEDAÇOS




Não, não é o amor despedaçado, sofrido, enrolado em panos negros. É o amor aos poucos, nos versos de vários poetas, e no detalhe, nas fotos (anônimas) de muitos que ousaram ver o quase invisível. Divirtam-se:


“Magníficos são o cálice e a vara que ele contém,
peludo ou não.” 


(Adélia Prado)


“Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.” 


(Hilda Hilst)


“Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
da greta
da gruta
e se espraiar além da grade
do sol nascido quadrado?” 


(Waly Salomão)


“Meia-lua escura
na unha é anel
de musa, ao céu
é ranhura de luz
no sexo marca difusa
vala ventosa que suga
com ar rarefeito” 


(Janice Caiafa)


 “Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua...” 


(Eugénio de Andrade)


 “Numa atitude elegante,
Misterioso, gentil,
Deu-me o seu corpo doirado
Que eu beijei quase febril.” 


(António Botto)


“Os deuses que nos deram este rumo
Também deram a flor pra que a colhêssemos
com melhor amor talvez colhamos
O que pra usar buscamos.” 


(Fernando Pessoa)


 “De tocaia fico a espreitar a fera
Logo dou-lhe o bote certeiro
Já conheço seu dorso de gazela
Cavalo brabo montado em pelo” 


(Chico Buarque)


“Ai, eu quero um teu pedaço
Entorna o teu melaço
Sobre a minha terra” 


(Francis Hime)


“Penso num homem chamado Herberto.
Me deito a fumar debaixo da janela.
Respiro com vertigem. Rolo no colchão.
E sem bravata, coração, aumenta o preço.” 


(Ana Cristina César)


 “Meu calor não te assusta. Nem minha luz.
Sou uma camélia imensa
Que oscila e jorra e brilha, gozo a gozo.” 


(Sylvia Plath)


“Gosto de tirar a roupa
E sentir o teu caralho duro
Enchendo de prazer a minha boca
Deixando-me louca de tesão” 


(Ana C. Pozza)



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