segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O RELATÓRIO HITE, OU: A BUSCA DO ORGASMO PERDIDO? – 5


(Autor desconhecido)

Quarenta anos atrás, embora já se reconhecesse há muito a importância do clitóris, ainda não se sabia isto: que ele, o clitóris, é o órgão do prazer. E não apenas isso, mas que a mulher é o único animal na natureza que possui um órgão voltado exclusivamente ao prazer. Não tem outra função o clitóris, senão o de levar a mulher ao orgasmo.

(Jean-Pierre Ceytaire)
Há quarenta anos, as mulheres – muitas mulheres – já reclamavam não alcançar o orgasmo. E parece que, nesses quarenta anos, não mudou muita coisa, nessa área. Ainda há muitas, muitas mulheres que têm dificuldade para gozar. E sofrem por isso. O “Relatório Hite” desvenda um pouco do mistério, ao investigar o gozo feminino durante a relação sexual. E as respostas são tão variadas, quantas são as mulheres, porque a sexualidade feminina é deliciosamente múltipla e – ainda – misteriosa, até mesmo para as próprias mulheres. Vamos a algumas das muitas respostas que há no livro sobre os métodos e as formas de aprendizado (sim, aprendizado!) de como as mulheres obtêm o gozo, no capítulo...

COMO É QUE A MULHERES GOZAM DURANTE O COITO?


 “Uma das coisas mais gostosas que conheço, física e mentalmente, é a penetração. Leva praticamente sempre ao orgasmo e não toma mais que vinte a quarenta minutos. Meu amante é capaz de dois e até três orgasmos, de modo que não somos propriamente vagarosos mas nos regalamos quando fazemos amor. Gosto de senti-lo dentro de mim e ouvi-lo gemer, suspirar, senti-lo pulsar. Mentalmente gosto da sensação de segurança que tenho quando ele está em mim e quero que fique tanto quanto possível. Às vezes dormimos assim”.


“Para mim uma sensação muito excitante é me mover para cima e para baixo sentada na pélvis do homem, com seu pênis dentro. Aí tenho o estímulo fisicamente necessário para mim, além do estímulo psicológico da excitação dele”.


“Deitamos lado a lado, com as pernas entrelaçadas, de modo que uma das pernas dele fique entre as minhas e uma das minhas entre as dele, com o pênis enfiado e meu clitóris roçando em seu osso do púbis. Fazemos então movimentos coleantes”.


“Fazemos a posição papai-e-mamãe, com o corpo do homem (a parte logo acima de sua região genital) pressionada contra minha região clitorial. Até vir o orgasmo é preciso que ele permaneça em contato com minha áreal clitorial, esfregando e pressionando, e até que eu goze ele não deve se apoiar nos cotovelos”.


“Muitos homens se mexem demais para meu gosto. Gosto que penetrem profundamente, pressionem de frente e depois fiquem quietos um certo tempo [...]. Para o orgasmo, quero que o homem esteja bem duro, dentro e quieto. Meu gozo sempre diminui de intensidade se o homem na hora fica se mexendo rapidamente. Muitos homens, sentindo que eu vou gozar, imediatamente se apressam para gozar também e isso geralmente estraga o meu orgasmo”.


 “Tenho necessidade dos movimentos rítmicos de dois corpos juntos, que não devem ser interrompidos a cada minuto porque o homem está ‘quase’ ejaculando ou coisa assim. Se sinto o pênis na vagina num movimento de vaivém constante, posso me concentrar em minhas sensações e posso partir com segurança para o orgasmo”.


“Gosto que meu clitóris fique contra a base de seu pênis, e quero que meu parceiro se mexa comigo, suave, levemente, mas no mesmo ritmo. Quando o parceiro sai do meu ritmo, interrompe meu processo para o orgasmo. A única exceção é quando faz muito tempo que não estamos juntos. A primeira relação depois de uma longa separação é uma alegre e explosiva experiência espontânea”.


“Com um amante, um homem mais velho e experimentado, que não conseguia ter ereção, achei muito excitante o pênis mole na boca da vagina. Com ele eu podia ter orgasmos ‘vaginais’. Foi o único”.


“Bem, preciso de muitos beijos e abraços, possivelmente de algum estímulo oral, depois fico por cima com uma penetração limitada e muitas entradas, mexidas, esfregações; quando estou para gozar a penetração aumenta mais ainda não é muito profunda – isso até que goze. Algumas veze ele põe as mãos nas minhas nádegas e os dedos entre os pequenos e grandes lábios, é ótimo”.


“Meus melhores atos de amor são quando as preliminares e o estímulo sexual (sem inserção do pênis) se dão e continuam por muito tempo antes do coito propriamente dito. Meu parceiro me faz carícias e me provoca vários orgasmos durante a tarde e noite. É tanta excitação que quando você finalmente tem relação é uma experiência incrível. É tão melhor do que se preparar toda para o ato que se acaba rapidamente, com pouca antecipação”.


“Gosto de ficar de barriga, sobre um travesseiro, de modo que possa ter o clitóris manualmente estimulado pelo parceiro ao mesmo tempo que me penetra”.


 “Quase nunca tive orgasmos com meu marido nos dez anos em que fui casada. Pensava que era frígida, mas quando um homem, que me seduziu dois anos depois de meu divórcio, me ensinou, fiquei chocada ao descobrir que não era nada frígida. Num certo sentido tive que aprender – posições etc. – o que era melhor e mais adequado para produzir meu orgasmo. Gostaria de ter aprendido isso mais cedo”.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DEPILAÇÃO ÍNTIMA: ESSA MODA JÁ PEGOU NOS ESTADOS UNIDOS



(Fabiane Langone)

É controversa a moda da depilação total dos órgãos genitais, principalmente pelas mulheres. Há opiniões contra e a favor. Também alguns homens têm adotado esse procedimento, mas neste post, falaremos apenas das mulheres e suas bocetas depiladas. Independente da controvérsia, parece, a crer na reportagem abaixo, que essa moda “pegou” nos States. E pegou como (atenção patriotas de plantão! Orgulhem-se!) uma moda importada do Brasil! Vamos à reportagem?

(Foto: Igor Amelkovich)

DEPILAÇÃO ÍNTIMA NOS EUA 

SEGUE OS PASSOS DO BRASIL 

E VIRA NORMA




A moda-exportação brasileira de depilação íntima, conhecida lá fora como "Brazilian wax", está oficialmente encravada na cultura americana, aponta um estudo.


E não se trata de um estudo qualquer: publicado na prestigiosa revista científica "Jama Dermatology", da Associação Médica Americana, é o retrato mais completo e extenso já feito sobre depilação das partes baixas.


A pesquisa confirma a tendência de aparar, raspar e depilar os pelos pubianos nos EUA, mas vai além. Mostra situações em que as mulheres mais recorrem à depilação, qual o perfil de quem mais adere à prática e até as áreas onde os pelos são menos quistos.


E aponta que as mulheres estão se importando bastante com o que os outros vão pensar de suas vaginas: "Tenho percebido, ao longo dos anos, que as mulheres estão muito preocupadas com a aparência de suas genitálias. É comum elas pedirem desculpas por não estarem depiladas e perguntarem se parecem 'normais'", afirmou à Folha Tami Rowen, ginecologista e obstetra da Universidade da Califórnia em San Francisco e autora principal do estudo.


"Também vejo muitas meninas que ainda não são sexualmente ativas removendo todos seus pelos e outras mulheres com complicações por causa dessa prática. Quis entender os motivos e saber quantas pessoas estão adotando o hábito", disse.


Muita gente, segundo os números da pesquisa. Das mais de 3.300 mulheres entrevistadas, em uma amostra representativa do país, 2.778 (84%) já apararam os pelos na vida. Destas, 1.710 (62%) já aderiram à depilação total. A prática, porém, é mais comum entre mulheres mais jovens, brancas e com mais anos de escolaridade.


Segundo os autores, trata-se de uma tendência cultural bastante motivada pela representação do sexo na mídia. A moda, dizem eles, começou mesmo no Brasil, mas o número crescente de vídeos pornográficos, revistas e programas de TV que mostram os genitais pelados também ajuda a impulsionar a prática.


"É uma via de mão dupla. Essa tendência que começou por aqui, com os biquínis cada vez menores, influenciou os filmes, e os filmes depois divulgam a tendência. A imagem que acaba ficando é: quer fazer sexo, quer ser bem-sucedida na cama? Então depile-se", avalia Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP. "Depois vira uma coisa de grupo, que exerce uma pressãozinha, mesmo que passiva, como toda tendência de grupo. Não quero ser a única peluda quando todas as outras se depilam."


A preocupação com a aparência da vagina fica clara quando qualquer exposição parece ser motivo para se depilar, incluindo visitas a um profissional de saúde, de acordo com o estudo. Muitas também se depilam porque os parceiros assim preferem.


"A mulher quer mostrar que tem uma vagina bem cuidada, está preocupada com o que o outro vai pensar, até mesmo o médico", afirma César Fernandes, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).


"Mas quando a preocupação com o que o outro vai achar é grande demais, é preciso trazer à tona a percepção que ela tem dela mesma. Não pode deixar de namorar por pensar que não se cuidou. Esse é um bom limite."


No Brasil, não há nenhum estudo desse tamanho sobre o assunto. Uma pesquisa da Unicamp, com 364 alunas, mostrou que 93% se depilam e 61,8% acham que esse é um hábito necessário. No entanto, 80,1% acham que a depilação pode ser prejudicial à saúde genital dependendo da maneira como é feita. Os resultados foram publicados em 2013 na "Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia".


O principal motivo citado pelas mulheres, porém, é a higiene. Beleza e querer agradar o parceiro vêm depois. O resultado chamou a atenção da autora do estudo. "Imaginava que as mulheres se depilavam para tipos específicos de atividade sexual. Fiquei surpresa quando elas citaram higiene, quando não há base real para isso", diz.



Fernandes toca no mesmo ponto. "A mulher pode se sentir com um aspecto mais saudável, mas os pelos não prejudicam nada, desde que o asseio seja feito corretamente."


É preciso, porém, ter cuidado com os métodos. Fernandes diz que a raspagem com lâmina é a mais problemática por causar foliculite (infecção dos folículos pilosos). Já Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que salões de depilação com cera têm que usar instrumentos descartáveis.


Fonte:
MARIANA VERSOLATO
(editora-adjunta de "Cotidiano")
12/07/2016 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

NU, ANTES E DEPOIS: NOIVAS



A cerimônia de casamento é uma instituição cuja origem se perde na história. Não é nosso interesse, aqui, neste momento, contar como surgiu e evoluiu essa festa que serve, apenas, para dizer que fulano e fulana agora passam a dormir juntos e a fazer sexo, com o consentimento de todos. E constituir, claro, uma família. As cerimônias de casamento variam de cultura para cultura. Na civilização branca e ocidental, a noiva comparece diante de uma autoridade civil ou eclesiástica sempre vestida de branco, vestido este quase sempre “especial”, com modelos exclusivos. Muitos “tarados de plantão” devem ficar imaginando, claro, o que a noiva vai mostrar ao marido na lua de mel, ao tirar aquele vestido. As fotos abaixo servem apenas como aperitivo para essa fantasia, mas também é a velha brincadeira de mostrar uma pessoa totalmente vestida e, depois, despida, para satisfazer a nossa libido e a nossa imaginação. Vamos lá?