segunda-feira, 30 de maio de 2016

O QUE AS MULHERES FALAM A RESPEITO DO PÊNIS... - I




Os homens se preocupam com o seu pênis, o tamanho, a forma etc. Já nos cansamos de falar sobre isso. Vamos, agora, dar a palavra às mulheres. O que elas pensam sobre aquilo que os homens têm entre as pernas e que é a fonte, para elas, de prazer?

Tenho encontrado alguns depoimentos por aí, e posso dizer que elas também se preocupam com quase tudo o que preocupa os homens. Obviamente, sob um ponto de vista bastante próprio e, às vezes, surpreendente. É claro, também, que não há unanimidade: algumas gostam de pau grande, outras nem tanto, e outras até chegam a reclamar. Isso só para dar um exemplo.
Então, de vez em quando, vamos voltar a falar do pênis, mas dando voz às clientes, ou aos clientes, se ampliarmos o espectro dos apreciadores da vara, do pau, do bilau, do nome que se queira lhe dar. O texto abaixo encontrei no site “Bolsa de mulher” e não tem assinatura. De qualquer modo, é um depoimento de interesse de ambos os sexos. Aprendam e... divirtam-se!


NÓS E O PÊNIS


Não é só quando somos crianças que nos surpreendemos com a anatomia íntima do sexo oposto. Nem a mais experiente das mulheres deixa de se surpreender com a variedade de estilos que aquilo que está sob as cuecas pode apresentar.
Quando somos crianças e passamos a perceber que as diferenças entre meninos e meninas não se restringem apenas ao uso de roupas azuis ou rosas, a curiosidade sobre o corpo do sexo oposto começa a dar seus primeiros passos. E quem acredita que, com a puberdade, o início e o amadurecimento da vida sexual, o poder de surpresa da anatomia íntima se esgota está redondamente enganado. Afinal de contas, parafraseando o ditado, quem vê cara, não vê aquilo que está guardado sobre calças e cuecas. E esse tal "aquilo" não se cansa de intrigar as mulheres com suas tão variadas formas, modelos, cores, texturas e tamanhos.
Sigmund Freud teorizou sobre a formação de setores da personalidade feminina a partir de uma suposta inveja do pênis. O pai da psicanálise pode até ter lá as suas razões, como exemplifica a vendedora Camile Santana. “Até que eu queria ter um pra poder fazer xixi de pé. Mas já vi tanto pau esquisito por aí, que eu não queria pra mim, não”, brinca. Ela, por exemplo, não se esquece do instrumento de um namorado que muito a impressionou pela forma. “Já vi alguns meio virados para o lado, mas esse era inclinado pra baixo, parecia um gancho. Ficava duro, subia, mas sempre apontando pra o chão. Um dia, não me aguentei de curiosidade e perguntei como era aquilo. Ele alegou que, quando era garoto e tinha ereções, colocava o bicho pra baixo na cueca, para ninguém perceber. E, por isso, ganhou aquela forma”, conta ela, lembrando, como é de se supor, que em função disso a performance do Capitão Gancho não era das melhores. “Imagina você fazer sexo oral com um cabo de guarda-chuva. Era isso”, revela.
Tradição em algumas culturas ou simples opção higiênica, a circuncisão é outra intervenção que altera a forma de apresentação do pênis. Aliás, não só ela, como também a sensibilidade e, digamos, o aroma. “Eu não gosto muito de homem circuncidado. Primeiro porque complica a masturbação, não tem aquela pelinha que é fundamental. Segundo porque eles perdem a sensibilidade da glande e não tem delicadeza no uso da coisa”, opina a secretária Beth Tolentino. Já a estudante Eliana Proença defende os “descabeçados”. “São mais limpinhos. Os que têm prepúcio, às vezes você puxa aquilo e sai um cheiro ruim, de fechado. Fora aquela ricotazinha branca meio nojenta que dá também”, reclama ela, referindo-se ao esmegma, substância de aspecto e odor desagradáveis produzida por glândulas do pênis para lubrificar o prepúcio.
Mas nenhuma das variações desse assunto é tão intrigante e polêmica quanto o próprio tamanho da peça. Quesito que atinge em cheio a autoestima e as noções masculinas de virilidade, para que se faça justiça é preciso dizer que há gosto para tudo, como comprova a programadora visual Cristiana Espírito Santo. “Eu gosto de pau pequeno, não me importo com isso. Claro que para tudo tem um limite, não estou falando daqueles que parecem botão de campainha. Mas basta caber na mão que estou satisfeita. É muito mais fácil você encontrar um cara menos favorecido que saiba usar o pouco que tem do que um homem bem-dotado que faça direito. A maioria desses não tem noção do que tem entre as pernas”, diz ela. Também do mesmo time, a estudante Maria de Holanda enumera outra desvantagem dos avantajados. “Quando passa de um certo tamanho, não fica duro direito. E aí, não tem tamanho: pequeno ou grande, pau frapê é a morte”, acrescenta.
Entretanto, é claro que as armas de grande calibre também têm as suas admiradoras. E elas também surpreendem. “Meu primeiro namorado praticamente não tinha pênis, era só a glande. A base era pequena e em cima, bem grande, o famoso curto e grosso. Eu achava que aquilo era o normal e, quando terminei com ele e comecei a sair com outros caras, todos me impressionavam muito porque achava tudo muito comprido. Acho que hoje em dia, se o reencontrasse, não ia conseguir me adaptar àquele estilo”, relembra a advogada Adriana Soares.
(Foto: Robert Mapplethorpe)
Como conclusão, tentamos traçar com nossas “fontes” um modelo ideal de pênis. O primeiro item reivindicado foi a assepsia. Em seguida, tamanho e forma. “Nem menos de quinze, nem mais que dezenove. E, de preferência reto, levemente inclinado para cima”, projeta Cristiana Espírito Santo. Para finalizar, sem intervenção cirúrgica. “Com pele, que é mais gostoso de manusear”, acrescenta Beth Tolentino. No entanto, como boa idealização, o órgão sexual do príncipe encantado vive mesmo é na imaginação. “Na hora H, se souber usar, faz-se um concerto de câmara com uma mera flauta doce”, encerra Maria de Holanda.
(Foto: Larry Clark - Prostitute gives Teenager his first Blow Job-1974)



Fonte:



(Fotos da internet, sem indicação de autoria)


segunda-feira, 23 de maio de 2016

MACHÕES POLITICAMENTE CORRETOS: ISSO EXISTE?


(Tara Jacoby - príncipes da Disney nus - Gaston de A bela e a fera)

Num post publicado em 25 de janeiro deste ano – “Porque me comeu no primeiro encontro, não sou para casar?” – dei voz à queixa das mulheres quanto ao fato de muitos homens discriminarem as que “dão no primeiro encontro”. Não há desculpa para esse tipo de machismo, mas, em todo caso, chegou-me ao computador um texto de machão que, mais ou menos, faz um “mea culpa” em relação ao tema.

(Tara Jacoby - príncipes da Disney nus - John Simith de Pocahontas)

Já que o texto não contém grosserias, como muitas vezes encontramos em desabafos e confissões machistas, e está razoavelmente bem escrito, resolvi encará-lo, com algumas reservas, como um tipo de resposta dos machões às mulheres.

(Tara Jacoby - príncipes da Disney nus - príncipe Adam de A bela e a fera)

Não encontrei nada que possa dizer sobre o autor, já que sua única referência é um blog (indicado no final da matéria) onde ele publica textos literários ou pretensamente literários devidamente ilustrados com imagens eróticas. E por falar em imagens eróticas, escolhi como ilustrador Jeff Faeber, que faz uma interessante recriação da arte shunga japonesa. Eis o texto:

MACHÃO HÉTERO PROCURA...



Sou macho e hétero. E daí? Não quer isso dizer que seja machista.


Quando digo que sou macho, apenas confirmo e reafirmo a minha condição sexual de indivíduo do gênero masculino, ou seja, um cara que tem um pau entre as pernas e que esse pau (ainda) funciona. Nada demais, portanto. E nenhum motivo de orgulho por isso, já que sou apenas um dentre milhões de outros seres de igual condição. Se algum orgulho há, é pelo fato de ser considerado bom de cama por parceiras eventuais ou fixas. Aliás, nem isso é motivo de orgulho, já que é condição normal do gênero masculino satisfazer as fêmeas que apreciam uma boa trepada, pelo menos, as fêmeas humanas.


Quando digo que sou heterossexual, isso apenas confirma e reafirma um fato: se não tenho nenhum preconceito contra humanos que gostam sexualmente de outros humanos do mesmo gênero, o que eu quero dizer é que eu, um indivíduo do gênero masculino, não tenho nenhum tesão por outros indivíduos que também tenham um pau entre as pernas. Ou seja, só gosto de sexo com indivíduos do sexo oposto ao meu. E isso não é nenhum motivo de orgulho, já que considero a heterossexualidade, a minha pelo menos, uma condição absolutamente normal. Como vejo como normal, também, qualquer outra possibilidade de prazer. O que cada um faz com seu corpo entre quatro paredes e consensualmente com qualquer tipo de parceria é problema que não me diz respeito. E a palavra respeito, aqui, ganha o seu significado normal: de aceitar isso e não ficar condenando por aí outras formas de sexualidade, de que a humanidade é pródiga.


Dito isso, quero fazer, aqui, algumas considerações sobre o gênero oposto ao meu, ou seja, algumas considerações sobre as relações entre mim e as mulheres. Porque elas, muitas vezes, queixam-se de nosso machismo, principalmente quando se trata do famoso primeiro encontro. E acho o foco preciso de minhas atenções: o primeiro encontro.


As mulheres têm um dilema sexual que eu acho meio idiota, mas que, para elas, acaba se tornando importante. Por isso, até já me arrependo de ter usado a palavra “idiota”. Talvez o termo certo seja “desnecessário”. Mas, também essa talvez não seja a melhor definição para este dilema: ir para a cama ou não, no primeiro encontro. Dar ou não dar, no primeiro encontro.


Só posso falar do que vivi, do que experimentei. Já saí com inúmeras mulheres. Não sei e não quero saber quantas. Esse negócio de número não faz muito a minha cabeça, e acho, isso sim, uma coisa idiota ficar contando com quantas mulheres saí, quantas mulheres comi. Se nem a mim interessa, acho que não interessa aos outros. Saí com muitas, muitas mulheres. Algumas, comi no primeiro encontro. Outras, só fui comer depois de vários encontros. E outras, ainda, não comi nem depois de muitos encontros.


Para mim, nunca fez diferença o fato de ter ido para a cama no primeiro encontro ou depois de muita conversa, muito cinema e jantares. Era importante, sim, o prazer que isso resultava para elas e, claro, para mim. Muitas mulheres que deram na primeira noite se tornaram casos para muito tempo e só terminamos porque não tenho, mesmo, vocação para casamento e relações duradouras. E acho que elas também não. E tenho amigas queridas até hoje que “deram no primeiro encontro” e depois viraram só isso mesmo, amigas. Nada mais.


Nunca, em tempo algum, saí por aí dizendo que comi fulana ou beltrana. Nunca saí por aí dizendo que fulana era fácil ou difícil. Porque não existe esse negócio de mulher fácil e mulher difícil. Existem apenas mulheres que gostam de trepar e outras que não gostam muito de trepar. Respeitei e respeito o momento, o gosto, as intenções, as vontades de todas elas. E também elas me respeitaram, porque, devo confessar, por mais incrível que isso possa parecer, houve momentos e situações em que a mulher queria ir para a cama e eu é que não estava disposto, não podia, não estava a fim, por motivos variados, que eram desde um mal-estar passageiro até mesmo o fato de que, por mais bonita, gostosa ou agradável que fosse a mulher, eu não estava com tesão nela, não tinha tesão por ela. E não era para cumprir o “destino do macho”, de comer todas em qualquer situação, que eu iria me violentar.


Então, entendeu agora o que é ser macho e heterossexual? Ou o que eu acho que deva ser o verdadeiro macho heterossexual? Portanto, amigas que tiveram a experiência negativa de topar com um pretenso “macho alfa” e que foram para a cama no primeiro encontro e depois esse infeliz saiu dizendo por aí que vocês são fáceis, são galinhas e não servem para casar: eu digo que vocês toparam com o pior de nossa espécie, com o tipo de indivíduo que macula nossa “categoria”, com verdadeiros cafajestes que não constituem aquilo que de melhor o verdadeiro “macho alfa”, como eu, pode dar a vocês, que é carinho, muito carinho; sexo, muito sexo; mas, acima de tudo, respeito, muito respeito.


Augusto Pinto Gomes

Fonte:

Sexo em prosa e verso






segunda-feira, 16 de maio de 2016

LE JARDIN PARFUMÉ / O JARDIM PERFUMADO


A civilização árabe já deu grandes contribuições para a história e o desenvolvimento social, científico e artístico da humanidade. Não tem essa civilização nada a ver com os fanáticos que hoje tentam explodir o mundo, como novos profetas enlouquecidos de uma causa absurda. Como não é nossa intenção criar polêmicas em outros campos que não seja o erótico, fiquemos com a notícia de um livro curioso e sua história de sacanagens, com um final irônico e já dentro da atual onda conservadora que varre o oriente. Divirtam-se com as ilustrações (atribuídas a um nosso velho conhecido, Martin Van Maele) e com o texto de alguém que se assina, na França, como Le Vicomte Kouyakov (fontes indicadas no final):


EROTISMO QUE FARIA CORAR O PROFETA MAOMÉ





Uma das obras mais raras dos colecionadores de antiguidades é, sem nenhuma dúvida, a tradução de um manuscrito árabe do século XVI, intitulado O Jardim Perfumado, que um capitão do estado maior na Argélia, o barão R..., redigiu em 1850. Foi a primeira obra erótica que me mostrou um colecionador parisiense, que me convidou há alguns anos, a visitar sua biblioteca de obras eróticas. Muito tempo passou, antes que eu pudesse ser seu feliz proprietário, depois que ela reapareceu, como por encanto, no Norte da França. Antes disso, só uma vez eu encontrara essa obra num velho catálogo, acompanhada de uma carta manuscrita de seu feliz dono, Guy de Maupassant!


O Jardim perfumado, dividido em vinte um capítulos, encerra todo tipo de conselhos técnicos e de histórias como aquela do palhaço Bahloul que trepa várias vezes com a mulher de um vizir. Ela diz alegremente, a cada vez: “Toda boceta tem escrito na sua abertura o nome daquele que deve aí entrar”, parafraseando Maomé que dizia que todo homem leva inscrito seu destino em sua fronte! O xeique Nedzaoui ensina os seis movimentos do coito, as onze posições próprias dos árabes e as vinte e nove usadas pelos povos da Índia. Ele conta anedotas sobre as artimanhas e as traições das mulheres, receita remédios contra a impotência e a esterilidade. E ensina ao homem que tem um membro muito pequeno a aumentar a dimensão do pênis e por qual alimento medicinal se tornar um amante infatigável.

Um dos capítulos mais engraçados refere-se ao coito entre duas pessoas de tamanhos diferentes, como o homem obeso com a mulher magra, ou o coito entre a mulher e o homem gordos. As relações entre o homem excessivamente pequeno com a mulher muito alta, e o contrário, e o coito entre corcundas são descritos saborosamente, encarando todos os casos particulares (corcundas  por cima, no peito, ou pela frente e por trás, às vezes!)


Foi Guy de Maupassant, ao passar alguns dias no oásis de Bou Saada, na Argélia, que descobriu a tradução francesa do Jardim Perfumado. Maupassant encontrou o tradutor oficial, que lhe disse:”Infelizmente, eu não ousei traduzir um dos capítulos concernente a um vício muito comum neste país: a pederastia,  mas em suma, o livro é, em seu gênero, um dos mais curiosos que pude encontrar!”


A edição autografada foi reproduzida em 1885, depois o editor Isidore Liseus publicou, em 1886, uma tradução revista e corrigida do Jardim Perfumado. A observar que Martin Van Maele criou uma soberba série de 12 aquarelas para ilustrar esta obra e que, enfim, pertence à coleção Gerard Nordmann o manuscrito original, mas não a obra que eu descrevi brevemente.





Fontes:
Le Vicomte Kouyakov
http://picasaweb.google.com/111453150870945126273/JARDINPARFUME?gsessionid=wkLWmR5fEKPl-BN9WrsaKQ#

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ROSA PÚRPURA, UMA BLOGUEIRA PORTUGUESA SEM PUDOR




(Alain Aslan)

Ela se apresenta assim: “Conheces-me. Ou melhor, vais-me conhecendo através dos textos que publico. Esta sou eu. Rosa de nome, púrpura de estado de alma. O que mais há a saber sobre mim, aqui não tem lugar. Dou-me a quem quero, como quero. De verdade dou-me apenas nos beijos que dou noutras bocas. Esses beijos proibidos às putas, mas que são, como diz uma grande mulher que conheço, o melhor do mundo.”



(Fameni Leporini)


Será uma prostituta? Será apenas uma mulher que gosta de sexo e tem vários parceiros? Ou será apenas a invenção de alguma mente fértil, homem ou mulher? Não sei e não o saberemos nunca. Ela se apresentou,  publicou vários posts, há pouco mais de dez anos, despediu-se e... desapareceu. Fiquemos, portanto, com alguns de seus textos, que são eróticos, são divertidos e estão escritos num delicioso sotaque de Portugal, com seus termos diferentes, sua sintaxe elaborada, suas vogais rápidas.



(Denis)


E mais: são um pouco dos sentimentos e da vida (real? Fictícia?) de alguém que dividiu conosco seus sonhos, desejos, observações e práticas sexuais. Os títulos são meus e também editei um pouco alguns textos mais longos. Divirtam-se:


1.     UNHAS VERMELHAS



(Garv)


Gosto de pintar as unhas. De vermelho. Gosto do contraste. Do choque da cor vermelha na cor morena. Gosto de ver as minhas unhas vermelhas quando seguro numa pila bem firme. Gosto de entreabrir os olhos quando a chupo e movimento a minha mão e, a uma tão curta distância, apenas vejo as unhas vermelhas sobre a pele. Gosto de apertar as minhas mamas enquanto cavalgo o macho que crê que me possui, e as unhas vermelhas se confundem com as marcas que deixo na minha própria pele. Gosto de coisas simples. Unhas vermelhas e sexo. Sem fantasias nem fetiches. De vez em quando apenas a simplicidade de umas unhas vermelhas e pele nua.

2.     CONA RAPADINHA



(Mark Blanton)



O pior é a comichão. A cona rapadinha fica engraçada. Para eles poderá ser a ilusão de cona virgem em dona imberbe. Para mim é muito mais do que isso. É sentir-me completamente nua, é por um espelho entre as pernas e ver a pele lisa, é acariciar-me e sentir-me em pleno. Claro que, com a cona rapada, e quando me comem pela frente, o que raramente acontece, presumo que por disso estarem já fartos em casa, é do melhor que há sentir na minha pele nuinha os pintelhos deles, algo rígidos a esfregarem-se em mim. Tê-los a eles rapadinhos também não me desagrada de todo. Alguns, claro. Há os que mais vale não terem essas ideias que têm uma pila feia, acogumelada e uns colhões disformes e escuríssimos. Há os que ficam favorecidos, evidenciando a pila, os colhões redondinhos que posso lamber, chupar e mordiscar até me vir. Sim, que eu venho-me de qualquer forma, felizmente. De falta de orgasmos nunca eu hei-de morrer.


3.     BIGODES


(Rodzo)



Bigodes são uma triste redundância, ainda ninguém lhes disse? Eles pensam que lhes conferem um certo tom másculo, ou lá o que é. Mas bigodes, só aqueles emprestados pelos meus pintelhos quando me lambem a cona com afinco e dedicação. Quando levantam os olhos para mim e os vejo com a língua enfiada em mim, de ar destrambelhado, os meus pintelhos a entrarem-lhes pelas narinas. Esses bigodes, sim. Tudo o resto são paneleirices de quem quer vincar um tom másculo que vai falhando em atitudes.


4.     MASTURBAÇÃO


(Erich von Gotha)


Isto da masturbação não é necessariamente um prazer solitário. A gente aprende sozinha (com eles é difícil sem esta aprendizagem) mas depois pode e deve ser um prazer partilhado. Já estive com tipos que levavam a mal eu masturbar-me enquanto me fodiam, quase interpretando-o como um desafio ao seu desempenho. Mas não é nada disso. É conhecermo-nos e darmos um jeito às coordenadas para não nos perdermos da rota que queremos seguir.


5.     MULHERES FÁCEIS


(Dubigeon)



Gosto de foder. Sempre gostei. Sou uma mulher de sorte. No liceu fodia com quem queria, indiferente aos comentários. Fodia com quantos queria. Quando é assim, os homens pensam que nos usam, que somos de todos. Que ingénuos são. Quando é assim, não somos de ninguém a não ser do nosso próprio prazer. Nem sequer os usamos. Partilhamos prazer. Tão triste é o preconceito que rotula as mulheres de fáceis quando se dão ao prazer tanto quanto os seus companheiros. Gosto de foder e fodo. E grito e gemo e rio-me e venho-me. E é assim que deve ser. Sou livre, afinal.


6.     CU É PARA FORNICAR



(Druuna)


E fala-se de cus, uns bem torneados, outros lisos como certos dias de verão. Mas, digo eu, se o cu não receber valentes fodas de que lhe servem as bonitas formas? Tenho a certeza de que se perguntasse aos que me fodem, ou que fodo, por vezes não sei bem o que acontece, como é isso dos cus, todos, sem excepção, me responderiam que desde que aceitem acção todos são magníficos. E percebe-se, quer dizer, de que me serviria um gajo dotado de portentosa pila se não a pusesse em pé? Então um cu é só bom para ver e apalpar? Então mas fode-se a valer só com mãos e olhos? Quer dizer, os olhos também comem, não é? Afinal isto resume-se ou não à história de antes ainda de andarmos direitos os narizes andarem enfiados nos sexos alheios? Tenham lá paciência, o corpinho que temos, mais ou menos voluptuoso, é ou não feito para estas coisas da fornicação?


7.     PRECONCEITOS


(A. não identificado)


A mim, o que me deixa mesmo fodida, é encontrar no meu caminho, o mesmo será dizer entre as minhas pernas, que aí se fazem todos os meus caminhos, fulanos que, dizendo-se muito liberais e abertos e dispostos a tudo e com a mania de que as mulheres é que se recusam a certas práticas, na hora da verdade se acobardam, se enojam, se retraem. Parece estar tudo muito bem até ao momento em que certas (novas) ideias me surgem. Parece que, para esses fulanos, variar é uma vez um por cima, outra vez outro. Ora, puta que os pariu, que quando me aparecem à frente a vontade que tenho é picá-los ainda mais e propor-lhes que comam a minha merda (é que esses, normalmente, pertencem ao grupo dos que gostam de me foder o cu e ver-me fazer-lhes um broche logo de seguida, mas são incapazes de me beijar a boca a seguir). É remédio santo para os pôr logo noutro caminho, o que leva para longe da minha porta. 



(Tomer Hanuka)



O preconceito, mesmo nos que se vangloriam de ser muito abertos a experimentações, leva-os a recusar à partida um acto que desconhecem. Nem toda a gente tem de gostar de tudo, obviamente. Eu própria, enfim, deve haver coisas de que não gosto (só não me lembro agora). E isso não quer dizer que sejamos preconceituosos. Mas, por exemplo, recusar um minete porque se está com o período, não me parece muito inteligente. Não tem de se enfiar o queixo numa poça de sangue, basta que a língua se passeie pelo clitóris e aí não há sangue. Enfim, foi só um exemplo (e um desabafo) de preconceitos que me parece não terem razão de existir. Até boa justificação.


8.     EXCESSOS



(M. Powell)


Ai, tesão! E depois, é isto. Mas quem me mandou querer dois caralhos, que mais parecem de preto (não que a minha experiência o comprove, forçosamente), a esfregarem-se um no outro dentro do meu cu? Agora aqui estou, de quarentena, que ainda por cima não me apeteceu mandá-los parar. Soube-me bem, que hei-de fazer? As dores, durante o sexo, até se confundem com o gozo. O pior é depois. E logo hoje que danço no clube do Freddy e estas noites já sei como acabam. Enfim, lá ficarei a perder esta noite, que eu gosto de levar no cu (por falar nisso, não percebo os pseudo-especialistas que dizem que os homens gostam de ir ao cu às mulheres, mas as mulheres não gostam de lá levar). Tenho para mim que esses fulanos e fulanas que assim falam ganhavam mais em praticar mais e teorizar menos. Enfim, vou tratar de mim que só a ideia já me está a fazer lamentar não a concretizar. E daqui até que isso aconteça, ainda tenho umas boas horas para recuperar, que hoje durante o dia não haverá cabrão nem puta que me veja fora de casa.



(Felicien Rops) 



Fontes:





domingo, 8 de maio de 2016

DIA DAS MÃES










segunda-feira, 2 de maio de 2016

ANDROFILIA: ELES TRANSAM COM HOMENS... E NÃO SE CONSIDERAM GAYS




(Berthommé Saint-André)



Abro esta postagem com o Dr. Dráuzio Varela: “Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.




(Claude Bornet - 1733-1804)


Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.


(Claude Bornet - 1733-1804)



Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.


(Claude Bornet - 1733-1804)


Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.



(Claude Bornet - 1733-1804)

Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?


(Claude Bornet - 1733-1804)



Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista. ”




(A. não identificado)


Para colocar um pouco mais de molho na discussão, apresento-lhes a reportagem abaixo. Acrescentando um comentário: trata-se de homens, seres do sexo masculino. No entanto, se fossem mulheres a dizer que gostam de transar com outras mulheres, mas não são gays, a aceitação seria outra. Muitos homens apreciam que suas companheiras, num ménage à trois, se relacionem com outra mulher, numa boa. Bem, vamos ao texto. Que cada um/a pense (e transe) como achar melhor, que no sexo, o que acontece entre quatro paredes, desde que haja respeito e consentimento, tudo é permitido:



PARA ALGUNS HOMENS, O DESEJO POR OUTRO HOMEM NÃO MUDA A ORIENTAÇÃO SEXUAL


(David Livingston)



O arco-íris da sexualidade humana tem muito mais do que sete cores. Entre a heterossexualidade e a homossexualidade, existem tantas nuances quanto desejos. No meio desse caminho, estão os HSH (homens que fazem sexo com homens). São homens que gostam de transar com outros, porém não se consideram gays.



(David Livingston)



"Nunca consegui me imaginar de mãos dadas ou trocando carinhos. Sexo com homem é grosseiro, por isso é só sexo", diz Antônio* (nome fictício), 40, corretor de seguros, que se identifica como hétero. Pai de um menino de cinco anos, ele já foi casado e namora apenas mulheres. "Nunca conseguiria me relacionar afetivamente com um homem, tenho 101% de certeza, curto apenas a putaria na cama", fala, negando qualquer hipótese de que poderia ser um homossexual enrustido.






A ideia de negação da verdadeira orientação sexual sempre surge quando alguém coloca em prática uma fantasia que não corresponde à sexualidade assumida. Porém, para o sociólogo Felipe Padilha, membro do grupo Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), não há essa relação. "O contato erótico entre homens não leva necessariamente a uma identidade."





Para Flávio (nome fictício), 25, analista de sistemas, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estão mais ligadas aos sentimentos por alguém do mesmo sexo. Por essa razão, ele se considera hétero, apesar de transar com homens desde os 15 anos. Flávio tem prazer em ser penetrado, mas, assim como Antônio, não se imagina namorando outro homem. "Meu desejo é apenas para sexo. É só tesão, talvez uma fantasia ou um prazer que a mulher não pode me dar."







Nem todos os HSH desfrutam do sexo anal. "Não gosto de ser penetrado, apesar de já ter sido, fico desconfortável, mas curto uma lambida, o que é mais fácil ter entre homens", conta Márcio* (nome fictício), 27, professor de história, que fez sexo com um amigo pela primeira vez há três anos por curiosidade.






Márcio tem uma parceira sexual há quase dois anos e prefere fugir dos rótulos. "Poderia dizer que sou bissexual, mas acho tais nomenclaturas desinteressantes. Minha orientação sexual é a de permitir entrar em contato e experimentar o mundo como aventura."







Muitas vezes, as relações sexuais entre os HSH são mantidas em segredo por causa do preconceito em relação a esse tipo de comportamento. "Diferentemente dos homens, que adoram quando duas mulheres ficam, muitas mulheres não ficariam com um homem que já transou com outro. Acham que o cara é gay e não serve para elas", afirma Flávio, que prefere não contar sobre esse aspecto da sua vida para as namoradas até sentir abertura para isso.






Márcio fala que já revelou para algumas parceiras que sente atração por homens e até participou de uma transa a três com uma namorada. Apesar dos preconceitos, tabus e do machismo, o professor diz acreditar que cada vez mais pessoas estão dispostas a viver os relacionamentos e a sexualidade de outras formas, além dos modelos tradicionais. "Hoje em dia é mais fácil encontrar quem lide bem com essas questões, ainda mais em grupos de poliamor."







Antônio diz que, quando começou a ter experiências com outros homens, chegou a se questionar se era gay. Contudo, percebeu que seu desejo não estava relacionado à sua orientação. Hoje, ele não se preocupa tanto com julgamentos morais. "Sou muito homem no dia a dia, mas se quiser sentir outro pau serei bicha por minutos, horas e depois minha vida volta ao normal, o que importa é o meu prazer."








Fontes:

Yannik D´Elboux
Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro
08/01/2016



P.S.: Neste blog, vê-se apenas o lato erótico dos fatos, sem entrar em profundas discussões científicas ou nas consequências de atos libidinosos. No entanto, quero deixar registrado um pequeno alerta de um amigo, Luiz Cláudio Lins, publicado numa rede social, a respeito desse texto:

"Em que pese a citação de uma "fonte acadêmica" (supostamente para dar consistência ao artigo) acho um artigo desnecessário, perigoso e indutor de uma distorção grave. HSH é um termo técnico usado para aferir estatísticas relativas às DSTs. Ou seja, ele permite abranger indivíduos do sexo masculino que se contaminam (inclusive com HIV) e não se alinham com a identidade homossexual.

O que essa "face secreta" revela é que, em grande sua maioria, os episódios sexuais ocorrem de maneira anônima (os parceiros não se conhecem), em locais de oportunidade ( motéis, saunas, parques públicos, banheiros, veículos etc.) e com uma frequência de troca de parceiros e desproteção bem maior, haja vista que estão associados ao "aqui e agora" e à mera satisfação da libido.

Desses encontros, que podem ser caracterizados como promíscuos, surge um "ecossistema" que os possíveis contatos sexuais atinjam as parceiras desses homens que assim são infectadas."


(Ilustrações hentai: fotos da internet, sem indicação de autoria)