segunda-feira, 21 de março de 2016

KUNYAZA – A TÉCNICA AFRICANA VOLTADA PARA O PRAZER DELAS



(Alain Aslan - mandragore)



Talvez seja apenas uma técnica de masturbação feminina, no caso, executada pelo homem, ou mais especificamente, pelo pênis do homem. De qualquer forma, dizem que garante prazeres indizíveis para quem recebe. Ou seja, pode ser a melhor siririca que uma mulher pode receber na vida. A técnica é descrita para casais heterossexuais, porque é algo que vem de longa tradição, como você vai ler abaixo. Mas nada impede que a imaginação de casais homossexuais tirem proveito dela. De qualquer modo, leiam e divirtam-se. As fontes do artigo - que está editado - estão no final.


DÊ À SUA PARCEIRA UM ORGASMO DIFERENTE







Kunyaza é uma técnica sexual desenvolvida e praticada principalmente na África Central (em algumas províncias da Ruanda, Congo, no Leste da Uganda e no Leste da Tanzânia) para promover poderosos orgasmos femininos em relações heterosexuais. A palavra Kunyaza, originária dos povos Rundi da Ruanda, é derivada do verbo kunyaàra que significa tanto fazer xixi,  quanto o ato da ejaculação feminina decorrente da prática. No Kunyaza, a mulher costuma expelir um litro ou mais de líquidos vaginais, motivo pelo qual o termo pode significar também “sexo molhado”. Enquanto em Ruanda e Burundi, a técnica é chamada de Kunyaza; na Uganda ganha o nome de Kachabali.








A técnica é considerada uma prática tradicional da Ruanda, e o folclore popular sugere que ela remonte à Terceira Dinastia, quando uma rainha escolheu um guarda real para ter relações com ela, e este ficando muito nervoso com a “responsabilidade” acabou brochando, mas desenvolveu um método de satisfazê-la: friccionando a glande de seu pênis contra os grandes e pequenos lábios e também no clitóris da rainha. As informações apresentadas neste artigo são baseadas em dados coletados a partir de entrevistas com 58 mulheres da África Central realizadas pelo professor N. Bizimana (PHD) além de informações coletadas em seu livro “Le Secret de l’amour à l’Africaine” (Bizimana, 2008). Pessoas acima de 70 anos entrevistadas em 1986 pelo professor confirmam que seus avós já usavam a técnica, o que significa que a prática tem no mínimo 150 anos.








No kunyaza, a mulher é a rainha. Ela participa cooperando com seu parceiro escolhendo os estímulos que deseja receber e a intensidade do ritmo que será usado, assim como comunicando ao parceiro quais são as partes de sua vagina que respondem melhor aos estímulos. O Kunyaza pode ser praticado em diferente posições. Os autores indicam a existência de posições tradicionais e modernas, essas últimas destinadas à pessoas das sociedades contemporâneas que são menos atléticas que seus ancestrais. O kunyaza possui pelo menos dois tipos de estimulação: a externa e a interna. Em ambas, o homem se esforça em estimular simultaneamente diferentes zonas erógenas femininas localizadas na região genital. Lembrando que todo nosso corpo é erógeno e carinhos em outras partes do corpo são mais do que bem vindos.



Estimulação externa







Durante a prática mais simples do Kunyaza (a externa), o homem fricciona em ritmo contínuo o clitóris com a cabeça do seu membro ereto, o qual ele pode segurar com sua mão ou entre o dedo indicador e médio, movendo na mesma velocidade debaixo para cima ou de um lado para o outro, passando por toda a extensão da vulva. Eventualmente, ele pode fazer movimentos circulares, tanto no sentido horário quanto anti-horário. O clitóris e os grandes e pequenos lábios também podem ser estimulados a partir de movimentos de zigzag.








Na estimulação externa, o homem passa (sem penetrar) seu membro por toda a extensão da vulva de sua parceira. Inicialmente a fricção pode causar um pouco de desconforto caso a área não esteja devidamente lubrificada. Nesse caso, deve-se usar saliva. Naturalmente, tudo deve ser feito com cuidado e delicadeza para que os parceiros não saiam machucados da prática.

Recomenda-se seguir os seguintes passos:








1. depois da lubrificação vaginal realizada com as preliminares, o homem introduz seu pênis em movimentos vai-e-volta;

2. depois que o pênis do parceiro tiver ficado lubrificado pela vagina molhada da parceira, ele o toma novamente entre as mãos (pode ser entre o dedo indicador e o médio) e mais uma vez retorna à forma simples do Kunyaza, a estimulação externa;

3. não precisa de força, é jeito… Às vezes uma carícia bem de levinho, em que se encosta pouco, pode despertar terremotos e outros tremores de terra; enquanto carinhos muito fortes podem acabar machucando;








4. à medida em que a vagina fica mais molhada, o homem repete os mesmos movimentos circulares na abertura dos lábios menores. O próximo passo é estimular, com o mesmo movimento, o clitóris, os pequenos lábios e abertura vaginal;

5. nessa hora, o homem continua roçando seu membro do começo do corpo do clitóris (não só na parte externa do clitóris, sabe?) até a margem inferior da abertura da vagina;

6. depois de estimular esses três pontos, um novo ponto passa a ser estimulado: o períneo! As carícias com a glande do pênis então vão do corpo do clitóris até a região anterior ao ânus.



Estimulação interna








Na estimulação interna, o homem segura seu pênis com as mãos e faz movimentos intravaginais horizontais, verticais e circulares, preocupando-se em estimular diretamente as paredes do canal vaginal, o que geralmente ocasiona mais prazer do que a penetração tradicional. O homem pode tornar o coito ainda mais estimulante alternando penetrações superficiais e profundas, ações que são chamadas respectivamente de gucuga e gucumita em Ruanda. Tanto durante a estimulação interna quanto externa, o ritmo e a força dos movimentos é lenta e delicada, e aumentam de acordo com o aumento da excitação e da lubrificação das áreas envolvidas.


Líquidos, fluidos e secreções







Durante a prática do kunyaza, geralmente a mulher produz e expele uma grande quantia de líquidos, que acaba também lubrificando o pênis do parceiro. Em Ruanda, o termo usado para urina é inkari, enquanto o líquido secretado durante o kunyaza recebe o nome de amavangigo ou ibinyare. Enquanto o inkari (urina) é descrito como um líquido amarelo, o líquido expelido durante o kunyaza é descrito como uma secreção transparente ou levemente branca. A consistência e o cheiro também divergem: enquanto a urina é sempre aquosa, com forte cheiro de amônia, o amavangigo pode ser mais espesso e levemente grudento, e geralmente não apresenta odor.








Por causa da grande quantidade de líquido expelido durante o kunyaza, esse tipo de sexo é frequentemente caracterizado pelo evocativo som de alguém batendo na água com as mãos. Esse é o motivo pelo qual o povo de Ruanda usa a expressão “o cão que bebe água” para insinuar esse barulho específico.


Fontes:

Um comentário:

Gabriel disse...

Muito interessante. É estimulante e excitante dar prazer à uma mulher,retribuindo tudo que elas fazem por nós..gostei,posso publicar no meu blog ? com os créditos,claro.