segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ANTES E DEPOIS... COMO VOCÊ AINDA NÃO TINHA PENSADO






A brincadeira vem rolando há vários posts, nesta Lua: antes e depois – com roupa e sem roupa - com pessoas comuns, com pessoas fora do padrão, com pessoas magras, com homens etc.



Desta vez o antes e depois é, realmente, um pouco diferente. E nem vamos falar muito, já que as fotos falam por si mesmas, em duas sequências para deixar você, assim... meio que... muito... sei lá... você – leitor e leitora – fique como o diabo gosta, com muito tesão.




1. HOMENS E SEUS... PAUS: 


ANTES, DESCANSADOS 

E DEPOIS, PRONTOS PARA A BATALHA!



















2. MULHERES E SUAS ETERNAS DÚVIDAS... 

DEPILO OU NÃO DEPILO!













(Fotos da internet, sem indicação de autoria)

sábado, 24 de dezembro de 2016

"NOITE DE PAZ"




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

QUEM TEM MEDO DE FANTASIAS SEXUAIS?




(Foto de Auguste Bellocq, 1855)

Fantasias sexuais. Quase todos têm. Poucos realizam, integralmente. Vão das mais simples às mais complicadas. De um mero tapa na bunda à mais dolorida experiência sadomasoquista. Não importa. Fantasias não são desvios sexuais. Nem deviam permanecer inconfessadas e irrealizadas. Para falar desse assunto, convocamos uma conhecida blogueira, Lasciva, que faz performances nua, participa de saraus e festas mais ou menos orgiásticas. Leia e divirta-se (fontes no final): 



FANTASIAS SEXUAIS: 

A FODA COMEÇA NA SUA MENTE

Lasciva

(Erotismo retrô, século XIX)

Afinal, de onde surge o tesão? A visão de garotas seminuas trocando carícias, o odor de fluidos corporais repletos de hormônios, sons de gemidos ou palavras sujas sendo sussurradas, sabores afrodisíacos, toques em zonas erógenas – estímulos sensoriais despertam desejo sexual, na medida em que provocam o imaginário erótico. São as fantasias.

(Erotismo retrô, c. 1970)

Todo mundo se imagina em alguma situação excitante no momento de se dar prazer. Isso é a fantasia: um trabalho mental que naturalmente incita a atividade sexual. Enquanto a fantasia existe apenas no plano ideal – é uma projeção mental –, o fetiche permite sua materialização no mundo real. Aquele detalhe específico que as faz tão excitantes. Uma parte do corpo, uma situação, uma veste, um lugar.

(Erotismo retrô, Veneza; s/d)

Detesto reprimir minha imaginação ou frear minhas vontades. Por isso, às vezes, um gesto tão banal quanto me deitar na praia, ao lado de uma gata – o calor na superfície da minha pele, o toque dos raios de sol aquecendo o biquíni – basta para despertar minhas volições e provocar meus instintos. E levar meus desejos às últimas consequências não é apenas uma forma de solucionar o tesão, mas um exercício de autodescoberta – minha própria investigação da sexualidade.

(Erotismo retrô, s/d)

Era outubro. Aquela praia de Florianópolis estava meio vazia. Sozinha, tomando sol, sinto meu ventre esquentar. Pelos arrepiam, músculos se contraem. Discretamente, sentada sobre a canga, passo a mão por baixo do quadril, afasto o biquíni e começo a me tocar. Sempre que passava alguém, eu fechava as pernas e interrompia os movimentos.

(Erotismo retrô, s/d)

Tenho fetiche em me masturbar em lugares públicos. Excita-me a ideia de atiçar estranhos observadores no meio da rua – apesar de geralmente esconder o gesto, com medo de ofender os outros.

(Erotismo retrô. s/d)

Um vendedor de cangas qualquer para em minha frente, sem notar o que estou fazendo. Decido deixá-lo participar da travessura. Abro as pernas em sua direção, encaro-o brevemente. Boca entreaberta, lascividade no olhar. Volto a me bolinar enquanto aquele homem me fita, compenetrado. Mantinha uma cara de dissimulada, mascando chicletes, fingindo que nada estava acontecendo. Fazia que ia ajeitar o biquíni, para tocar meus seios. Deixo um mamilo aparecer, de relance. Ele não parava de observar.

(Foto de Vincenzo Galdi, 1900)

O prazer está em provocá-lo com minha libido, exibir meu corpo, sem que o cara pudesse me pegar. Disfarço, finjo ler um livro e continuo a me insinuar. Detenho o que estou fazendo toda a vez que vejo alguma pessoa se aproximar. O homem me encara, mostra-me o volume do seu pau sob a bermuda. O tempo passa. Continuo a me estimular, de leve, ainda ali, na areia da praia. De tantas interrupções, é quase impossível atingir o clímax naquela situação. Decido entrar no mar, pegar umas ondas e nadar para longe, onde ele não pudesse mais me ver. Vou para o meio do mato, alcanço um orgasmo sozinha e volto para buscar minha canga e meu livro, torcendo para que aquele vendedor não estivesse mais ali.

(Foto de René le Begue; Paris; 1896)

Os instintos se aquietam quando o prazer se vai. Imediatamente, o cérebro aciona o mecanismo da culpa, que rejeita a perversão. Consigo perceber que a fantasia vai muito além da realidade – de tão inviável, chega a ser indesejável. Tenho tantos fetiches, que não consigo enumerar. Tara por negros fortes, exibicionismo em lugares públicos, um tipo de submissão e masoquismo. Penso que isso tudo de alguma forma se relaciona a uma fantasia de infância: ser estuprada.

(Erotismo retrô; s/d)

É, criança também se masturba. Algumas conseguem até gozar. Para os pequenos, explorar o próprio corpo é tão natural quanto desbravar o mundo. Parâmetros da moralidade não estão bem definidos na sua cabecinha – um dos motivos pelo qual preservar a ingenuidade deles é tão fundamental. Crianças também têm fantasias, mesmo sem saber o que é sexo. Muitas de nossas idealizações e traumas decorrem de experiências infantis. Podemos encontrar nas brincadeiras sexuais e perversões pueris a origem de alguns de nossos fetiches.

(Foto de Vicenzo Galdi, c. 1890)

Na minha infância, o seriado A Vida Como Ela É... passava no horário nobre da TV Globo. Bem cedo, o erotismo de Nelson Rodrigues veio habitar meu imaginário. Enquanto me masturbava, comecei a fantasiar que, assim como as personagens rodriguianas, eu era molestada por homens mais velhos. Mais tarde, quando aprendi o que era sexo e dei conta da minha depravação, o trauma foi tal que precisei reaprender a ter orgasmos – tão fáceis quando era menina; inalcançáveis em parte da minha adolescência.

(Erotismo retrô, s/d)

Aos 16 anos, um namorado dedicado encontrou a fórmula para me fazer gozar durante o sexo. Superei o trauma, resolvi dentro de mim os conflitos morais. Era a época da popularização da internet, quando tive acesso irrestrito à pornografia – principal fonte de fantasias da sociedade contemporânea. A indústria de conteúdo adulto e a volumosa produção amadora fornecem recursos audiovisuais que materializam o imaginário sexual. Assistir àquelas cenas hardcore se desenrolarem diante dos nossos olhos causava a impressão de que tudo é possível. Passei a querer protagonizar meu próprio pornô.

(Erotismo retrô, s/d)

Prefiro acreditar que posso realizar todas as minhas volições. Aquelas boazudas siliconadas, tomadas de sensualidade e volúpia, frequentemente servem de inspiração para minha performance sexual. Não tenho o corpo da Sylvia Saint, mas sou capaz de foder como ela, se eu quiser. Ou participar de uma experiência tão improvável quanto um gangbang com dez homens (na verdade, acho que meia dúzia seria mais do que suficiente, mas na minha fantasia há sempre tantos caras ao meu redor que nem consigo contar). Neste caso, não teria graça se fosse um evento armado, com inscrição e distribuição de senhas. Em minha criação fantasiosa, vejo-me encurralada por rapazes que me provocam enorme tesão. Sufocada de tanta testosterona ao meu redor. Sem saída, permito que me usem como quiserem, por horas a fio.

(Erotismo retrô, s/d)

A materialização da fantasia nunca é a fiel reprodução da sua projeção ideal. Pode ser até melhor, ou pode ser um verdadeiro fiasco.

(Foto La trapeziste, de Antoine Leroux-Dhuys; s/d)

Sonhava em ser açoitada, e por isso participei da minha primeira sessão sadomasoquista. Um belo dominador me pôs aos seus pés e me obrigou a andar de joelhos, puxando-me pelos cabelos. Fez minha pele arder de tanto que me bateu com o açoite e a chibata. Prendeu-me com shibari – técnica de amarração japonesa. Pingou cera quente pelo meu corpo. Foram situações pitorescas e até excitantes. Porém, em momento algum senti prazer de fato. Pensava: “Quando isso vai ficar bom? E quando eu gozo?”. Constatei, definitivamente, que sou baunilha – como os praticantes de BDSM chamam quem é de fora do meio, sugerindo ser algo insosso.

(Erotismo retrô, c. 1920)

A descoberta e realização dos meus próprios fetiches é, para mim, tão excitante quanto a satisfação das vontades do meu parceiro. Gosto de me fazer de gueixa, ao bel-prazer de quem atendo. Ser sua puta particular, sua empregadinha – desempenhar qualquer papel de sua preferência. Servir. Atiçar a imaginação e elevar o tesão ao máximo, diante da consumação de seus desejos. Sempre na expectativa de ser recompensada com gratidão e admiração.

(Erotismo retrô, c. 1890)

A realização de uma fantasia não exige sua prática literal. Da mesma forma que transferi a ideia de estupro para outros fetiches correlacionados, posso ser puta sem precisar vender meu corpo, escravizada sem espancamento. É possível consumar desejos com o que esteja ao nosso alcance. A indústria fetichista fornece um enorme arsenal de produtos e serviços para toda e qualquer perversão sexual. O homem aficionado por meninas novas pode, então, encontrar uma adulta infantilista – que vai se vestir e se comportar como uma menina. O fetichismo o permite, portanto, pôr em prática suas fantasias sem cometer crimes.


(Erotismo retrô, s/d)

Em busca de conhecer e compreender os fetiches que mexem comigo, fiz meu sexmap – mapa da sexualidade humana. Uma plataforma on-line desenvolvida pelo escritor Franklin Veaux, que consiste em um grande mapa, com diversas práticas sexuais. Ali você pode delimitar tudo aquilo que gosta, tem vontade experimentar ou fez e não curtiu. Um exercício instigante. Mesmo sabendo que possivelmente alguns deles nunca se concretizem, é estimulante arquitetar cada um dos meus desejos sexuais.

(Erotismo retrô. s/d)



Fonte:




Fotos:

Erotismo vintage 

– fotos do século XIX e início do século XX, 

da internet, sem indicação de autoria.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

NUDEZ DE PESSOAS COMUNS: ANTES E DEPOIS


As fotos sempre me intrigaram e excitaram. Não se sabe nada a respeito delas: época, motivação, quem são as modelos, nada. Mas, encontrei a crônica abaixo, copiei e traduzi, o que me dá a desculpa de publicar mais uma série delas, para deleite de leitores e leitoras desse blog:

A RESPEITO DE UMA SÉRIE DE FOTOS 

DE MOÇAS COMUNS NUAS 

E NUMA MESMA POSIÇÃO

(Autoria desconhecida)


Não acho que elas sejam excitantes, mas... provocantes.


Muito longe do imaginário publicitário que nos atordoa com imagens totalmente retocadas que, ao fim, elas não se parecem com nada, muito longe da encenação erótica ou pornográfica que fica longe da coisa real...


Mais ainda muito além de toda significação claramente estabelecida, e que é sem duvida provocante.


Eu  olho essas mulheres, vestidas e depois nuas, a mesma mulher, o mesmo olhar indefinível, e eu pergunto: mas o que existe por trás desse olhar? Que vida, que história, que motivações? O que a levou a isso, a essa fotografia objetiva?


Eu  olho esses rostos e esses corpos imperfeitos, ou seja, portadores de sua história e de sua identidade, eu me pergunto: em que língua ela pensa? E em que ela pensa nesse exato momento? Que fazia ela uma hora antes? Por que ela está aqui?  Que significa para ela o fato de se colocar nua diante do fotógrafo?


Porque esse significado, e é isso o que é provocante, nos é totalmente recusado. Não se sabe nada dessas mulheres, nem quem elas são, nem de onde elas vieram, nem porque estão aí, nem em qual momento exatamente. Há vinte anos? Ontem? Elas estão vivas, já são velhas, são elas mesmas? O que faziam elas ali? Por quê?


Há  como uma contradição entre essa distância intransponível que nos separa delas e a familiaridade de seus corpos, tão parecidos ao nosso em sua timidez mesma.


Sua nudez é muito mais provocante que a de qualquer modelo publicitário ou pornográfico, que nunca se encontra sob a imagem enquanto pessoa, mas somente enquanto sentido, enquanto ícone. Ao passo que, aqui, é belo e bem uma pessoa que está aqui, entregue a nosso olhar, uma pessoa detentora de toda a sua vida, de toda a sua história, que não se conhece, mas que se imagina, através daquilo que nos deixa imaginar seu corpo.


Esse corpo entregue sem desejo e sem paixão, talvez com somente um pouco de constrangimento às vezes, esse corpo infinitamente mais nu naquilo que ele mostra de humanidade que aquele que nos apresentam os modelos que se julgam belos ou excitantes.


De minha parte, toca-me muito mais. Com, entretanto, uma ponta de maldade, devido à impressão de contemplar a nudez de uma pessoa como por arrombamento.


É isso.
Era minha emoção artística do dia...
Ficarei curiosa de saber mais sobre o contexto dessas fotos.




Fonte: