segunda-feira, 19 de outubro de 2015

UMA ARTE EFÊMERA E ALTAMENTE ERÓTICA: A PINTURA CORPORAL



(Valéria Valenssa)


Quem já não se encantou com os requebros carnavalescos da Globeleza e, principalmente, com as reportagens que mostram o trabalho feito no corpo das moças que se revezam na tela da televisão, a cada reinado de Momo?




Pintar o corpo - e mostrá-lo como uma tela que se move, ou não - é, sim, uma forma de arte, embora uma arte que ficará registrada apenas pela lentes dos fotógrafos, pois se esvanece ao primeiro banho. E é uma arte que não tem nada de moderna, nem é ícone de nossa civilização, muito menos do carnaval.




Aí está um artigo que desvenda um pouco dessa arte. Com a ilustração de belas fotos, para seu deleite. Espero que se divirta, como eu me diverti pesquisando e, agora, publicando este post.



PINTURA CORPORAL

 Gabriella Porto




A pintura corporal  é uma manifestação cultural presente em várias sociedades, como os indígenas, hindus, africanos e na sociedade ocidental por meio da maquiagem e da tatuagem.


(Etnia Tapirapé)

Os índios utilizam a pintura corporal como meio de expressão ligado aos diversos manifestos culturais de sua sociedade. Para cada evento há uma pintura específica: luta, caça, casamento, morte. Todo ritual indígena é retratado nos corpos dos mesmos na forma de pintura, é a expressão artística mais intensa dos índios. A tinta é feito de urucum, jenipapo ou babaçu na maioria das vezes.




A cultura hindu também utiliza a pintura corporal, nos casamentos, em que as noivas são pintadas por todo o corpo com desenhos decorativos que representam sorte para a noiva e um rompimento com a antiga vida em família e para exibir a condição da mulher casada, um sinal vermelho no centro das sobrancelhas. Quando uma mulher hindu se casa, ela passa a fazer parte da família de seu marido, e deixa de ser integrante de sua família biológica, e as pinturas são como uma representação desse ritual de passagem para ela.




Assim como os indígenas, muitas tribos africanas também usam a pintura corporal com significados particulares a cada evento, e para embelezar-se. A natureza também é muito retratada nesse tipo de pintura corporal. As pinturas africanas são feitas com vegetais, barro, ocre vermelho e amarelo extraídos de rochas vulcânicas, cal branca e seiva de algumas plantas que possuem pigmentos fortes.




Analisando estes tipos tradicionais de pintura corporal é possível notar o choque cultural existente entre as sociedades, e observar também como é mutável o conceito de beleza. No entanto, a pintura corporal na sociedade contemporânea ocidental baseia-se nos mesmos princípios de embelezar-se e expressar algo.




A maquiagem sempre foi um artifício feminino de beleza. As técnicas de maquiagem crescem ininterruptamente e seguem tendências e padrões. Entretanto, não apenas as mulheres utilizam a maquiagem, o teatro, o cinema e a fotografia também a utilizam para fins artísticos, para expressar idéias, enfatizar o desejado nas imagens e fazer referências sócio-culturais a depender da manifestação.




A tatuagem não é uma manifestação pertencente exclusivamente à sociedade contemporânea como pode se pensar. Estima-se que ela tenha surgido por volta do ano 3000 a.C. no Egito, em rituais ligados à religião. Todavia, a popularização da tatuagem, característica da sociedade contemporânea ocidental, também está ligada ao desejo de expressar algo, um estilo, uma opinião, etc., muitas tribos urbanas têm a tatuagem como marca de seu estilo, como uma patente.




A pintura corporal esteve inserida em diversos momentos por toda a história da humanidade, sendo utilizada de diferentes formas e com diferentes intuitos. Mas com intenções básicas comuns a todos os tipos de manifestação da mesma. A pintura corporal é mais que uma mera característica de manifestação cultural da humanidade, é parte integrante da formação da maioria das sociedades.





Fontes:




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