segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EROS E TÁNATOS, AMOR E MORTE: FRANCESCA WOODMAN







Nasceu em Denver, em 1958, e morreu em 1981, em Nova Iorque. Em sua breve vida, deixou um legado importante para a arte da fotografia, principalmente da fotografia que busca, através do corpo, revelar camadas profundas do ser humano. Suas fotos mexem com nossa imaginação, com nossa libido e com nossos sentimentos. Apresento a vocês Francesca Woodman, na crônica de Valéria Scavone, ilustrada com fotos da nossa personagem.



FRANCESCA WOODMAN, A JOVEM FOTÓGRAFA SUICIDA

Valéria Scavone





Um ego frágil e uma personalidade obsessiva coexistiam em Francesca Woodman, a fotógrafa americana que se suicidou em 1981, aos 22 anos, deixando para trás muito mais do que a promessa de um misterioso talento.







Nus fantasmagóricos, jogos surrealistas e um prenúncio de suicídio. Woodman foi fruto de um forte casamento boêmio - ela ceramista e escultora, ele pintor e fotógrafo - que viram  o retrato de família linda de se ver, ser destruído pela morte violenta de sua filha.








Francesca teve sua 'morte marcada' 5 dias antes de seu pai, George Woodman, inaugurar sua exposição em Guggenheim, em Nova Iorque. Para adicionar mais drama à cena, ela dá um salto no breu de sua casa, no Lower East Side - Manhattan, e desfigura seu rosto bonito.



Como um 'borro' surrealista.








Francesca cresceu nos EUA e se formou na Itália, onde era rodeada de artistas, amigos de seus pais. Talvez o cenário Toscano não fosse o bucolismo preto e branco de seus cliques aos 13 anos, mas a expiração de sua beleza decadente.








No 'mundo de cá', ela nunca foi totalmente presente: uma moçoila não contemporânea que amava literatura vitoriana e gótica e usava roupas vintage. Foi chamada de feminista por seu trabalho arquitetar, muitas vezes, seu autorretrato (provisório e incerto, que perde-se no momento em que está sendo definido)  onde focava seios, pernas e imagens que alternavam entre o erótico e o menina-moça com um resultado visceral.








Mas na verdade, Francesca não era política e nem se interessava por isso.








A causa de um suicídio é sempre uma polêmica. Todos podem abordar a causa que imaginarem juntando fatos e conhecimentos sobre a decisão de determinada pessoa. Mas o mais provável, é que Francesca Woodman tenha vivenciado ao pé da letra a persona que criou. Uma resistência contra a cultura da conformidade e do puritanismo.







Fonte:

http://www.ideafixa.com/francesca-woodman-a-jovem-fotografa-suicida/



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