segunda-feira, 25 de maio de 2015

UMA FOTÓGRAFA NUA PELAS RUAS DE NOVA IORQUE





Erika Simone, profissão: fotógrafa.

Como diz em seu blog, trabalha para editorias de jornais e revistas de todo o mundo. Seu território está demarcado pelas cidades de Los Angeles e Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Paris, na França.




O que a faz aparecer aqui, nesta LUA QUEBRADA, é seu atual projeto, em Nova Iorque. E esse projeto implica algo que temos defendido: a nudez como forma de arte, de saúde, de vida. E, no caso específico, de protesto contra a ditadura da moda, do consumo exagerado do corpo da mulher pela indústria fashion. Por isso, em vez de buscar a matéria em várias publicações por aí, preferimos dar a palavra à editoria do site OS NATURISTAS, com fotos recolhidas do site da própria fotógrafa (endereços no final).


ESSA MULHER EXPLORA A CIDADE DE NOVA YORK
COMPLETAMENTE NUA
PARA PROVAR QUE A MODA É BULLSHIT




Erica Simone, uma fotógrafa francesa que vive em Nova York há 12 anos, espera arrecadar US $ 10.000 para publicar um livro de fotos onde ela anda pela cidade de Nova York  literalmente nua.




As fotos são tiradas em todos os lugares: no metrô, nas bodegas, em uma biblioteca, em um avião. E, ao que parece, ela não está tendo qualquer problema legal com as imagens. Ela explica o raciocínio por trás de suas fotos em cada local:



"…Enquanto eu vejo uma sociedade absorvida pelo consumo, se preocupando mais em vender e comprar do que com as pessoas sem-teto, comecei a refletir: o que seria do mundo se todos pudessem se sentir nus? , e se nós não tivéssemos roupas para vivermos? Ou se pudéssemos não mostrar o nosso status social? E se tudo o que tivéssemos fossem apenas nossos corpos para expressar nossas personalidades?



… A partir daí, o meu projeto fotográfico nasceu. Com um tripé e minha câmera, eu levei para as movimentadas ruas da cidade de Nova York  um sabor de nudez. Não estou tentando chocar ninguém. É apenas arte."




E também protesto, poderíamos acrescentar. Em  sua página de angariação de fundos, ela garante que quem comprar o livro vai desfrutar de bons momentos!

















Fontes:
Os naturistas

Erika Simone:




segunda-feira, 18 de maio de 2015

AS TELAS QUENTES DO EROTISMO EXPLÍCITO 2 - CECILY BROWN







Cecily Brown é uma pintora britânica, nascida em 1969. Seu estilo tem a influência de vários pintores, de Francisco de Goya, Willem de Kooning, Francis Bacon e Joan Mitchell, e de velhos mestres como Rubens e Poussin, porém com um ponto de vista extremamente feminino.






Filha da romancista Shena Mackay e do crítico de arte David Sylvester, diplomou-se em arte e design pela Escola de Arte de Epsom, Surrey, Inglaterra (1985-1987), teve aulas de desenho e gravura no Colégio Morley, Londres (1987-1989), licenciou-se em belas artes pela Slade School of Art, em Londres (1989-1993 ).






Mudou-se para Nova Iorque, em 1995 e, desde 2011, vem trabalhando num estúdio de um antigo escritório perto de Union Square . Ela é casada com o crítico de arquitetura Nicolai Ouroussoff, com quem tem uma filha, Ella.






As pinturas de Cecily Brown combinam figuração e abstração, expandindo a tradição do expressionismo abstrato, tendo a sexualidade e o erotismo como temas importantes de seu trabalho, em cores ricas e quentes, num processo que ela define como "orgânico".







segunda-feira, 11 de maio de 2015

MULHERES LIVRES E... POLÊMICAS - 3: JOSEPHINE BAKER






"Certas poses de Miss Baker, os rins encurvados, a bunda empinada, os braços entrelaçados e elevados num simulcro fálico evocam toda a sedução da grandeza negra. O senso plástico de uma raça de escultores e toda a paixão do Eros africano nos envolvem. Não é mais a daçarina cômica, é a Vênus negra que obsedou Baudelaire."(*)


(André Levinson, crítico conhecido por sua aversão à arte negra, 
sobre a estreia de Josèphine Baker, em Paris, na "Revista Negra", 
no dia 2 de outubro de 1925, no Teatro dos Campos Elísios).


Josephine Baker (Saint Louis, 3 de junho de 1906 — Paris, 12 de abril de 1975) iniciava nesse ano uma carreira de sucesso internacional. A negra pobre, que dançava nas ruas de Saint Louis, Estados Unidos, que trabalhara como lavadeira para ganhar algumas moedas, um dia arrumou o emprego de camareira da diva negra Clara Smith, e conseguiu a oportunidade de substituir uma corista.






Aos 15 anos, casou-se com William Howard Baker e ganhou seu sobrenome, mas deixou-o dois anos depois, quando saiu de St. Louis, devido à grande discriminação racial que havia na cidade. Aos 19, arrumou uma vaga num show da Broadway. Achavam que ela fazia muitas caretas e que tinha olhos vesgos. Por sorte, foi selecionada para participar de "Revue Nègre" em Paris.





Desembarcou na cidade luz no ano de 1925 e, na noite de estreia, no Teatro Champs Ellysées, tinha os artistas Léger e Jean Cocteau na plateia. As atrações do show eram os bailados exóticos e os negros zulus. Josephine fazia uma dança selvagem, com as plantas do pé no chão e as pernas arqueadas, com os seios de fora e uma tanga de penas.






Desbocada e sexy, sempre se apresentando em trajes ousados, tornou-se estrela no ano seguinte, no Folies Bergères e no Cassino de Paris, conquistou a fama e deixou muitos homens e mulheres apaixonados. Sua primeira performance foi a famosa dança da banana, em que se apresentava vestida somente com uma tanga feita com as frutas (primeira foto deste post).






Recebeu os apelidos de "Vênus negra" e "Deusa de ébano" e arrancou elogios de grandes personalidades. Por isso, não lhe faltaram na vida maridos e amantes. Além de Baker e Abatino (seu primeiro marido parisiense), casou-se com Jean Lion, Joe Bouillon e Robert Brady. A lista de admiradores incluía Georges Simenon, Pablo Picasso, Alexander Calder, E. E. Cummings e outros.






A participação de Josephine na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial e sua luta contra o racismo lhe valeram as duas mais altas condecorações da França, a Cruz de Guerra e a Legião de Honra.








A partir de 1950, começou a adotar crianças órfãs durante suas turnês pelo mundo, passando a criá-las em seu castelo, Les Milandes, nas vizinhanças de Paris(**). Também adotava animais, de todas as raças. Chegou a passear por Paris com um leopardo (Chiquita) que, de vez em quando, escapava da coleira dentro de um teatro, quando ela insistia em levá-lo para assistir a uma peça.






No final dos anos 1960, passou por dificuldades financeiras e parou de se apresentar em 1968. A princesa Grace de Mônaco ofereceu a ela uma casa no Principado, quando soube dos seus problemas. Baker apresentou-se então em Mônaco, com grande sucesso, em 1974. No mesmo ano fez apresentações em Nova York. Estava se preparando para comemorar, em Paris, os 50 anos de palco, quando entrou em coma e morreu aos 68 anos, em 12 de abril de 1975. Seu funeral foi em Paris e ela foi enterrada em Mônaco.







(*) Referência à haitiana Jeanne Duval, musa e companheira do poeta.


(**) Adotou 12 órfãos de várias etnias, aos quais chamava "tribo arco-íris" :  Janot, coreano; Akio, japonês; Luís, colombiano; Jari, finlandês; Jean-Claude, canadense; Moïse, judeu francês; Brahim, argelino; Marianne, francesa; Koffi, costa-marfinense; Mara, venezuelana; Noël, francês, e Stellina, marroquina.


domingo, 10 de maio de 2015

DIAS DAS MÃES












segunda-feira, 4 de maio de 2015

AS TELAS QUENTES DO EROTISMO EXPLÍCITO 1 - ANTHONY CHRISTIAN






"Eu pinto por muitas razões, uma delas é o de educar, e espero que, com a beleza e a integridade do meu trabalho, eu possa ensinar às pessoas a diferença entre pornografia e a grande arte, e quebrar os últimos grilhões dos moralistas presos na ignorância ou na hipocrisia".






Essas palavras do pintor inglês Anthony Christian, nascido em 1945, abrem a série de pintores que ultrapassaram o simples erótico, para pitarem o sexo de forma mais ousada e explícita.






Iniciado muito cedo na arte - aos 10 anos já estudava na National Gallery, em Londres -, Anthony Christian começou a carreira como retratista e só em 1968 é que criou sua primeira série erótica, uma coleção de 24 desenhos, originalmente destinados à sua coleção particular.






No entanto, por obra de vários colecionadores, ganhou popularidade e, nos anos 1990, abriu sua coleção ao público, com uma série de pinturas dos velhos mestres repintadas com um tema erótico,  destinada a ajudar o mundo a perceber a beleza da arte erótica, e também uma homenagem aos grandes mestres que o inspiraram.