segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AS "NOVAS" SEXUALIDADES - A FAMÍLIA HUMANA







Estereótipo social: as mãos que se entrelaçam, na união civil ou religiosa, para formar uma família - a que recebe, forte, máscula (do homem) e a que busca o aconchego, suave, feminina (da mulher).






E agora? De quem são as mãos que se buscam, que se completam, que se apoiam mutuamente e se unem, com ou sem união civil ou religiosa?





Despudor ou amor?






Amor ou despudor?


A FAMÍLIA HUMANA ESTÁ MUDANDO?



(Família naturista)


O subtítulo desta matéria deveria ser uma afirmação. Mas, é uma pergunta. Por quê? Porque acho que a família humana não está realmente mudando. Ela está mostrando publicamente - e discutindo publicamente - outras formas de constituição desse núcleo social básico, que denominamos família.



(Mothers Catriona Cathy)


A família humana sempre foi múltipla, complexa, com nuances impensáveis. Apenas, no entanto, a família tradicional, constituída de homem (macho), mulher (fêmea) e filhos era a que predominava de forma absoluta não só no imaginário, mas impunha seus valores através da força da tradição, principalmente a tradição religiosa - e fundamentalista.



(Britains first gay dads- Barrie and Tony Drewitt-Barlow pictured with their twins Saffron and Aspen)



Não posso provar a afirmação acima, somente intuí-la. Por um motivo simples e lógico: costumes não surgem, assim, de repente, num estalar de dedos. As "novas sexualidades", constituídas por gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e tantos outros gêneros que se possam arrolar, não são assim tão novas: sempre existiram, desde que o ser humano surgiu na Terra. Reprimidas, tiveram raros momentos para se manifestar.



(Pederastia en la antigua grecia)


Portanto, a gritaria fanática dos conservadores pela definição de família como o agrupamento constituído apenas por homem, mulher e filhos, refugando todas as demais possibilidades humanas, é só isto e nada mais: gritaria de conservadores, que não querem aceitar a humanidade como ela sempre foi, é, e será: de múltiplos gêneros, de múltiplas sexualidades.



(Milo Manara - história da humanidade)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A ARTE HOMOERÓTICA DE TOM OF FINLAND




Nasceu Touko Laaksonen, em maio de 1920, na costa sul da Finlândia. Uma terra de homens rústicos, fazendeiros e lenhadores, mas ele não era parte deles. Seus pais eram professores e o educaram numa atmosfera de arte, literatura e música. Aos cinco, tocava piano e desenhava.







Urho (em finlandês, herói) era um garoto vizinho, lavrador musculoso, que primeiro chamou a atenção do menino culto e acabou influenciando, mais tarde, sua arte.





Em 1939, Touko foi para a escola de arte em Helsinki, para estudar propaganda. Sua fascinação se expandiu ao incluir os tipos sensuais da cidade, encontrados no porto cosmopolita: trabalhadores das construções, marinheiros, policiais.... Mas ele nunca se atreveu a fazer nenhuma proposta a eles. Sua vida começou a mudar quando Stalin invadiu a Finlândia e Tom, usando um uniforme de tenente, encontrou o paraíso nos blackouts da Segunda Guerra Mundial.






Nas ruas escuras da cidade, começou a se relacionar sexualmente, da maneira que havia sonhado: com homens uniformizados cuja luxúria ele veio a desenhar mais tarde, especialmente soldados alemães, que chegavam com suas jaquetas e botas. Depois da guerra, Touko voltou a estudar arte e a ter aulas de piano no afamado Instituto Sibelius.




Durante o dia, ele trabalhava como freelancer com desenho para propaganda e moda. À noite, ele tocava piano em festas e cafés, tornando-se, assim, um membro popular da boêmia do pós-guerra de Helsinki. Evitava frequentar a cena gay que despontava na cidade porque aquilo que eles chamavam de bares artísticos era dominado pela homossexualidade extravagante, típico daquela época. Como viajava freqüentemente, podia frequentar os locais gays das grandes cidades.




Em 1953 ele conheceu Veli, com quem viveria os próximos 28 anos, numa esquina a alguns quarteirões da sua casa. No final de 1956, Touko mandou seus desenhos secretos para uma popular revista americana de homens musculosos, tendo o cuidado de usar o pseudônimo Tom. O editor se interessou e a capa da edição de primavera de 1957 trouxe um lenhador sorrindo, desenhado por "Tom of Finland". Foi uma sensação. Touko se tornou Tom e, a partir de então, o resto se tornou história.




Tom combinou detalhes foto-realísticos com suas fantasias sexuais mais selvagens, a fim de produzir um trabalho repleto de homoerotismo, provavelmente nunca antes mostrado. A representação de detalhes, como as botas e as roupas de couro, chamava a atenção pela sua perfeição. O brilho que esses objetos de fetiche transmitem via papel, desenhados com um simples lápis preto, e a força de seus desenhos, costuma aguçar a imaginação dos observadores.





Em 1973, fez sua primeira exibição de arte em Hamburgo, na Alemanha, mas essa experiência foi muito negativa (só um de seus trabalhos não foi roubado). Somente em 1978 ele concordou em participar de outra exposição, em Los Angeles. Foi a primeira vez que viajou para a América. Nos próximos anos, houve uma série de exibições em Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque. As viagens para os Estados Unidos transformaram o tímido artista de Helsinki numa celebridade gay internacional, com amigos como Etienne e Robert Mapplethorpe.






O grande salto na sua carreira deu-se quando o canadense-americano, Durk Dehner, se tornou seu empresário. Em 1981 o amante de Tom, Veli, morreu de câncer na garganta, ao mesmo tempo em que a epidemia de AIDS se espalhava por várias cidades. Tom começou a ter mais amigos na América e passava seis meses em Los Angeles, com Durk Dehner, e seis meses em Helsinki. Depois de ter diagnosticado um enfisema em 1978, Tom foi forçado a diminuir suas viagens, mas continuou a desenhar.






Quando a doença e a medicação deixaram sua mão trêmula para executar o detalhado trabalho pelo qual se tornou famoso, Tom voltou à técnica que gostava na infância, usando lápis pastel para executar uma série de nus muito coloridos, até morrer em 7 de novembro de 1991.





O trabalho de Tom tem sido considerado muito mais que "desenhos sujos" e é reputado como um crédito importante na mudança da autoimagem do mundo gay. À época da publicação do primeiro trabalho de Tom, os homossexuais eram vistos como simples imitações das mulheres e buscavam viver, não raro, no anonimato.




Quando perguntado se não ficava envergonhado ao desenhar homens praticando relação sexual, Tom afirmava enfaticamente: "Trabalhei arduamente para ter certeza de que os homens que desenho têm orgulho pelo sexo que praticam e estão felizes por fazê-lo!"





Para Tom, vergonha seria reprimir suas fantasias.






Fonte:




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O TAMANHO DO PÊNIS: UMA PREOCUPAÇÃO INTERNACIONAL... DE TODOS OS "MACHOS"


(Amilkar)


Quando surgem os primeiros ardores sexuais, os moleques se preocupam com duas coisas: administrar o tesão e o tamanho do pênis. Coisas que passam, com os anos. Será?





Pois o tamanho do pau persegue muitos homens pela vida afora. Caso contrário, não veríamos tantas propagandas de meios miraculosos (todos eles, uma falsa panaceia) para aumento do pênis.



(André Collot)


Encontrei esta matéria no site indicado no final. Não sei se tem base científica. Diz que um tal Dr. Eduardo Gómez de Diego, diretor da companhia médica Andromedical da Espanha, passou um ano colhendo dados sobre o tamanho de pênis de diferentes fontes, como o Jornal de Sexologia do Japão, e o Jacobus Survey da Índia, e chegou a conclusões sobre os tamanhos médios do pênis, em estado de ereção, em 15 países.


(Anonimo)


Nós, brasileiros, sempre tiramos um sarro dos japoneses, por acharmos que eles têm pinto pequeno. Se as metragens do Dr. Eduardo estiverem corretas, acho que estamos cometendo uma injustiça, tomando os japoneses por coreanos. Para nossa vergonha, eles, os japoneses, estão bem na nossa frente, nesse quesito. Mas, podemos usar como desculpa que tudo é só uma questão de saber usar.

(Anonimo in french elightment - La Fayette and Mari Antoinette)


Veja, compare e... bem, não se envergonhe do seu pênis - há sempre alguém com um bem menor, com certeza (palavras que consolam, claro). Ah, sim, não aceito piadinhas sobre o fato de ser a França o país mais visitado do mundo, ok? Vamos às medidas:

























Duas observações finais:



1. Na África do Sul, a média é de 15.9; eles só perdem para os franceses.


2. O tamanho do pênis se mede desde a base do abdômen, até a ponta da glande.











Fonte:

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SEM O GRELO, COMO SERIA MONÓTONA A VIDA!







Assim se apresenta a blogueira:
Nome: Helena T. Lopes
Apelidos: Lena Lopez, Leninha, Cygana
Idade: Quase 40.
Altura: 1,59m
Peso: Alguns quilinhos bem distribuídos.





Gaúcha, relações públicas em uma empresa de aviação comercial. Casada. Quase quarenta anos, escreve e gosta; como quase toda mulher, é chocólatra, diz-se não ser espírita, mas concorda com muita coisa do Espiritismo. Talvez seja este o seu único defeito, na minha opinião, claro. Enfim. Se você se interessou, o link do seu blog está no final.



Por que escolhi um texto dessa gaúcha? Bem, primeiro, é divertido; segundo, é sério. Paradoxos.  O importante é que fala com leveza e prazer de um tema que sempre aparece neste blog, para satisfação de suas leitoras e de seus leitores: a sexualidade feminina. No caso, um caso com o clitóris, esse sempre nunca por demais decantado "pininho" com que a natureza dotou a mulher, para seu gozo. Enfim, leia... e divirta-se também com as ilustrações de...


MEU GRELO TEM VIDA PRÓPRIA!


por Lena Lopez



Não existe algo com mais sensibilidade num corpo feminino do que o grelo e com o passar dos anos ela muda. Os anos se encarregam de derrubar a aparência, com o tempo perdemos os rostinhos angelicais, se encarregam também de derrubar a bunda e os peitos e como nada é eterno, inclua-se nesta destruição lenta e gradual, a sensibilidade do grelo. Não, não! De maneira nenhuma quero dizer que o grelo perde o tesão, pelo contrário:
-Ele fica mais seletivo e exigente!


Lembro-me de quando eu era apenas uma garotinha e descobri a felicidade tendo meu primeiro orgasmo, quase de forma casual, fruto da curiosidade infantil com seu próprio corpo e apalpando meu grelinho sob as cobertas numa noite fria, naquela época, um grande desconhecido para mim. Confesso, fiquei em pânico num primeiro momento, tive medo de ter me causado algo terrível, quando o coração quis sair pela boca e meu corpo tremeu por inteiro, depois senti um alivio deliciosos e nunca mais parei. 


Com o tempo os orgasmos se multiplicavam e tive muitos, sonhando com atores famosos, me esfregando na beira do colchão ou com o travesseiro entre as pernas. Naqueles dias era assim, muita imaginação e uma esfregadinha qualquer e pronto, parecia que eu tinha um milhão de orgasmos, prontos para explodir, ali naquele lugarzinho, bem no meio das pernas. Eu me deleitava com a facilidade para tantos orgasmos e até meu calcanhar serviu de estopim para alguns deles.


- Como era bom!
Com o tempo, o amadurecimento fez esquecer as facilidades e aquele grelo sensível, que se arrebitava com qualquer toque, foi desaparecendo. Claro, ele continuou lá, no mesmo lugar de sempre, até cresceu um pouquinho, mas nunca mais foi um grelo ingênuo, com orgasmos tão banais.
- Hoje em dia se não é do jeito que ele gosta, nada feito!


É chato descobrir que aquele grelo pueril não existe mais! Entretanto, ele adquire vícios e torna-se mais substancioso, dizem que até saboroso, experiente e conhecedor dos seus mistérios.


Bem diferente do que ele era, lisinho e rosado, está mais volumoso, mas ainda continua jeitoso, apesar de enrugadinho, coisa e tal, tanto que dependendo do tipo de tecido da calcinha, ele incomoda e reclama, algo que naquela remota época não acontecia, pois ele ficava bem escondido, entre os lábios gordinhos da minha "xexeca" (isso mesmo, meninas possuem xexeca, xereca, perereca!).


Atualmente meu grelo não tem mais faísca instantânea, capaz de incendiar com um simples toque inadvertido. Ele adquiriu regulagem e precisa de um toque adequado do jeito que ele gosta, para colocar fogo, digamos hoje em dia ele tem partida elétrica e também pega no tranco.




Mas de certa forma, ele continua dependente dos olhos, do nariz e dos ouvidos, pois as vezes fica em polvorosa, frente a visões, cheiros e sons. Pelo menos nessas situações ele não se modificou, já pensou não sentir tesão ao ver um corpinho gostoso? Ou ficar indiferente a perfumes sensuais e não se alterar com propostas e palavras "interessantes"?
- Seria um caos!



Sinceramente, eu acho que o grelo tem vida própria, no fundo, eles se sentem importantes e querem ser ouvidos. São teimosos e impacientes. Quando eles querem, eles querem e não adianta lutar contra! De um jeito ou de outro, é preciso dar-lhes alívio, estejamos sozinhas ou acompanhadas.




A propósito... Você já ouviu seu grelo hoje? Aposto que ele despertou, enquanto você lia este texto! Dê atenção para o seu grelo, afinal de contas ele merece! A vida seria monótona sem o grelo!
- Eu amo meu grelo!









(Blog da Helena: 
http://www.lenalopezblog.com/?zx=7abb95b586fab048)