segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

PARAFILIAS E FETICHISMOS: CALCINHAS, AGORA EM BUMBUNS DE HOMENS!






Já fiz algumas matérias sobre roupa íntima, principalmente calcinhas, que podem ser estranhas ou divertidas. Já tratei, aqui, de travestismo e crossdressing (é só procurar nos "marcadores"). Mas há um fetiche que me intrigou e que dá título à matéria: homens que têm o fetiche de usar lingerie feminina, especialmente calcinhas. E muitos gostam de usar calcinhas (em Portugal, cuecas, não se esqueçam!) não apenas como um jogo erótico, na hora do sexo, mas no dia a dia.






Nada contra os fetiches, claro. Mas, fiquei pensando em situações constrangedoras: o sizudo executivo que sofre um mal súbito (nem vou falar de infarto!), é internado e obrigado a despir-se para o exame... Bem, cada um é cada um e não vamos ficar agora inventando situações. Apenas se divirtam, como eu me diverti, com a matéria a seguir, cujas fontes são indicadas no final:

HOMENS QUE USAM CALCINHAS





“Quando apareci no quarto, ele estava embaixo das cobertas. Puxei o edredom e surpresa: meu namorado vestia a minha calcinha. Rosa! De renda!  ''Não é igual à minha sunga?'', ele perguntou. ''Mas tem renda, né?'', respondi. Ele virou de costas e disse: ''Ficou grande''. A calcinha não era fio-dental como a sunga dele... Pra mim, aquilo não passava de uma brincadeira. Nós rimos, ele beijou meu pescoço e fizemos amor de uma forma linda...”




Uma das formas mais comuns de cisvestismo (prazer em se fantasiar para o sexo) é o fetichismo transvéstico: homens que gostam de vestir peças do vestuário feminino. A maioria absoluta dos casos trata-se de homens heterossexuais que sentem prazer em usar lingerie feminina, como calcinha, cinta-liga, sutiã, meia calça. A modalidade atrai um número grande de adeptos no mundo todo, mas nos países da América Latina ainda é uma prática mantida dentro de quatro paredes, em consequência da forte mentalidade machista.





Muitas vezes, servindo de antídoto para ansiedade e depressão, homens podem usar essas roupas no seu dia a dia, sem demonstrar nenhuma suspeita. Em outros casos, homens podem usá-las na intimidade e para se masturbar num momento de erotismo, compartilhando, inclusive, desse fetiche com suas parceiras.





Fetichismo transvéstico – é a necessidade da utilização de roupas femininas por homens para o prazer sexual sendo que, em situações não sexuais, se vestem de forma normal. “É importante ressaltar que o fetichismo transvéstico também só é diagnosticado como uma parafilia quando é feito de forma repetitiva e exclusiva para obter prazer sexual”, diz a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho.






Quando não há compartilhamento, muitos homens acabam por assumir o gosto, mas de forma dissimulada: "Engraçado como certas pessoas lidam melhor com essas situações. Minha noiva jamais aceitaria. Acabo por fazer escondido mesmo" - relata um praticante.






O grau de semelhança de um indivíduo vestido desta forma com uma mulher varia, dependendo de maneirismos, postura corporal e habilidades de transvestir-se. Quando não está transvestido, o homem com fetichismo transvéstico em geral é irreparavelmente masculino.






“Primeiro, pensei que minha namorada pudesse achar que eu era gay. Mas somos pessoas de cabeça aberta e não temos dificuldade em conversar sobre nossas fantasias. Eu gosto da sensação da calcinha dela apertada em mim. Sentir o tecido no meu corpo me deixa louco”.







Não há uma regra para esse fetiche em termos de opção sexual. Homens heterossexuais, bissexuais e homossexuais podem aderir ao uso de lingeries por motivos que vão desde o prazer de sentir o tecido em suas peles, até a fantasia de imaginarem-se seres masculinos e femininos em um só corpo, passando por inúmeras variáveis, uma vez que tanto a sexualidade quanto a psique humanas são extremamente complexas.








Fontes:



  
Referências:

AZEVEDO, Wilma. Sodomasoquismo Sem Medo. São Paulo: Iglu, 1998.Sexualidade & Vida.


Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10. Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre, Artes Médicas, 1993


Fotos da internet, sem indicação de autoria.


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