segunda-feira, 28 de abril de 2014

LUGARES ESTRANHOS... PARA FAZER AMOR



Não sei se verdade ou mentira, invenção de ficcionista ou é aquele tipo de coisa que a gente lembra, mas não tem certeza: numa entrevista, creio (porque nem sei se foi numa entrevista), à pergunta sobre o lugar mais estranho em que fizera amor, a atriz (talvez pornô, talvez não), saiu-se com esta:

- Na cama.

Bem, transar, fazer amor, trepar, foder ou qualquer outro sinônimo que se dê ao ato sexual está intrinsecamente ligado à cama. Não, porém, para muitos. Que preferem lugares os mais estranhos e improváveis possíveis: bancos de carros ou de jardins, elevadores, mesas de cozinha ou de escritório, janelas, becos, banheiros de boates ou de avião... enfim, uma infinidade de lugares exóticos fazem parte da lista.

Sem falar, é claro, dos que gostam de risco, pródigos em criar situações que possam se tornar embaraçosas, como lugares públicos ou de passagem de pessoas. Tudo em nome do tesão ou da urgência de uma transa que, se não realizada ali e naquele momento, pode ocasionar... o quê? Acredito que nada. É só mesmo a satisfação de um desejo imediato e irrefreável, que só é inadiável porque o tesão toma conta da razão e faz que homens e mulheres se esqueçam de tudo, até de si mesmos, para um momento de intenso prazer.

Já não sei se foi a urgência ou a vontade de experimentar um local absurdamente diferente que levou o casal das fotos abaixo a erguer às alturas a sua paixão ou o seu tesão. Talvez a possibilidade de infinito, talvez a leve impressão de perigo, talvez o desafio da altura. Sei, apenas, que podemos dar asas à nossa imaginação e voar com eles por um êxtase que só a sensação de amplitude e vazio sob nossos corpos talvez possa nos dar, durante um ato tão deliciosamente corriqueiro e extremado como é o ato de fazer amor ou de trepar ou...










(Fotos da internet, sem indicação de autoria)



quinta-feira, 24 de abril de 2014

UM MILHÃO DE ACESSOS!





(Dita von Teese - foto s/indicação de autoria)



segunda-feira, 21 de abril de 2014

ATRAÇÃO, TESÃO E SACANAGENS DE... CARLOS ZÉFIRO - 3



Gamiani, ou duas noites de excesso, publicado em 1833, sob anonimato, tornou-se um clássico do erotismo. Só mais tarde, sua autoria foi reconhecida como de Alfred de Musset. É nessas águas que nosso "pornógrafo" navega em  busca de  inspiração, na aventura que reproduzo a seguir. Divirta-se.









































segunda-feira, 14 de abril de 2014

MITOLOGIA GREGA, APOLLINAIRE E SEXO ANAL: UMA MISTURA EXPLOSIVA!



(François Lemoyne - Hércules e Ônfale)


Os deuses gregos, todos sabemos, adoravam uma sacanagem, uma putaria, o que os tornava, claro, motivo de justificativa para as correspondentes sacanagens e putarias humanas. Espertos, os gregos.

E quando se trata de mitologia grega, as histórias têm sempre várias versões. Afinal, quem conta um conto... Enfim, vamos falar um pouquinho de Hércules, Hércules e Ônfale.


(Francesco Giovani Romanelli - Hercules Omphale)


Teria Hércules se arrependido amargamente de um assassínio e, para purgá-lo, foi  viver durante três anos como escravo, na Ásia. Por artes do destino, foi vendido à rainha Ônfale que era viúva e se apaixonou por ele e lhe concedeu a liberdade. Mas Hércules, que também a amava, preferiu permanecer submisso ao seu lado, submetendo-se a todos os caprichos da Rainha.


(Johann Heinrich Tischbein - Heracles et Omphale - 1754)


O lado "feminista" da lenda diz que Ônfale ordenava que seu "escravo" se vestisse de mulher e, pegando no fuso e na roca, se sentasse humildemente a seus pés, a fiar lã, enquanto ela, com porte altivo e guerreiro, vestia-se da pele do leão de Nemés, e empunhava a clave do herói, mostrando, simbolicamente, o poder da mulher sobre o homem, ou também a força da sedução e da astúcia sobre a força bruta.


(Bartholamäus Spranger - Hercules Omphale - 1585)


O lado "machista" da lenda resgata-o Apollinaire, em As Onze Mil Varas, num soneto de versos dissilábicos e, portanto, conciso, em que a rainha... bem, melhor ler o poema (primeiro, em francês; depois, uma tradução literal e,  em seguida, a tradução de José Paulo Paes, essa uma recriação poética):


HERCULE ET ONPHALE



(Dubigeon)

Le cul
D'Omphale
Vaincu
S'affale.

- Sens-tu
Mon phalle
Aigu?
- Quel mâle!...

Le chien
Me crève!...
Quel rêve!...

...Tiens bien!
Hercule
L'encule.


Tradução mais ou menos literal


HÉRCULES E ÔNFALE



(Dubigeon)


O cu
de Ônfale
vencido
se abaixa.

- Sente
meu falo
penetrante?
- Que macho!

O danado
Me fura!...
Que sonho!...

... Vai firme!
Hércules
Enraba-a.


Tradução de José Paulo Paes


HÉRCULES E ÔNFALE



(Dubigeon)


O cu
Onfálico
(Vão cu!)
Cai rápido.

- Vês tu
Quão fálico?
- Taful!
Priápico!

Que sonho
Medonho!...
Segura!...

E a fura
O hercúleo
Acúleo.


(Autor não identificado)


Registre-se que muitos pintores trataram desse tema, desde a Renascença, sendo um dos mais famosos quadros o de François Lemoyne (que encima este post). Nele, o pintor ressalta a troca de adornos: o semideus, coberto por um drapeau de motivos dourados, executa uma tarefa feminina, segurando um fuso e uma roca, enquanto a rainha se cobre com uma pele de leão, mas deixa visível o seio. O pôr-do-sol ao fundo permite antever a noite de amor que se aproxima. Talvez a noite de amor do poema de Apollinaire.



(Autor não identificado)


Note-se que todos os pintores explicitam a clava - símbolo de poder masculino -   nas mãos de Ônfale, com exceção de Tishbein, que a substitui pela manta de pele de leão erguida de forma bastante provocativa.



(Autor não identificado)




segunda-feira, 7 de abril de 2014

ATRAÇÃO, TESÃO E SACANAGENS DE... CARLOS ZÉFIRO -2



A obra fala por si: reproduzo, aqui, uma das histórias de Carlos Zéfiro de forma integral. E escolhi a história do Tarzã, porque essa personagem preencheu minhas fantasias infantis, não da forma erótica que se nos apresenta o desenhista (que o pensamento de um homem-macaco erotizado só veio no adulto "tarado", claro). Não há julgamento estético ou moral, em relação ao trabalho de Zéfiro, apenas fruição ou, melhor, regozijo por lembranças antigas ou por descobertas de algo tão "pecaminoso" dos anos 50, 60...







































(Obs.: nem me dei o trabalho de indicar o link do site do qual copiei o "catecismo", já que ele está reproduzido à exaustão em cada página, poluindo um pouco o visual do desenho de Zéfiro, o que é uma pena).