segunda-feira, 31 de março de 2014

FERNANDO BOTERO: SENSUALIDADE E EROTISMO FORA DO PADRÃO (ATUAL)



                           
Nas obras satíricas de Fernando Botero, políticos, militares e religiosos, músicos e a realeza são retratados com figuras rotundas e sem movimento, assumindo a característica de vida humana estática. De natureza humorística à primeira vista, as pinturas de Botero são geralmente um comentário social com toques políticos.

Nascido em Medellin, Colômbia, Botero mudou-se para Bogotá em 1951 e realizou sua primeira mostra internacional no Leo Matiz Gal. Partindo para Madrid em 1952, estudou na Academia de San Fernando. De 1953 a 1955, aprendeu a técnica de afrescos e história da arte em Florença, que tem influenciado suas pinturas. De volta à Colômbia, expôs na Biblioteca Nacional, em Bogotá, e começou a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional; naquele mesmo ano, passou algum tempo no México, estudando os murais políticos de Rivera e Orozco, cuja influência é evidente em sua perspectiva política.

A visita de Botero aos Estados Unidos em fins da década de 1950 motivaria, dez anos mais tarde, sua volta a Nova Iorque e o trabalho nessa cidade. Embora o expressionismo abstrato lhe interessasse, buscou inspiração no renascentismo italiano. Começou a experimentar a criação do volume em suas pinturas, expandindo as figuras e comprimindo o espaço em torno delas, uma qualidade que continua explorando ao pintar retratos de grupos imaginários ou paródias sobre o trabalho de mestres famosos.

Com um grande número de exposições na Europa e nas Américas do Norte e do Sul, Botero recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Primeiro Intercol, no Museu de Arte Moderna de Bogotá, e figura no acervo dos principais museus em todo o mundo. Desde o início da década de 1970, Botero divide seu tempo entre Paris, Madrid e Medellin.

Um Botero sensual, mas sem perder o estilo de sempre - crítico e irônico - vai deleitá-lo com a sequência abaixo. Um quase kama-sutra "gordinho" e sensual, para despertar emoções escondidas e raramente reveladas.
















Um comentário:

Anônimo disse...

isso é pra quebrar preconceitos?