segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O PÊNIS HUMANO, A ANATOMIA DA DESCONFIANÇA: TEORIA DO DESALOJAMENTO







A "teoria do desalojamento", que justifica o formato especial do pênis humano,  ou pelo menos da anatomia de sua glande, levanta uma possibilidade ainda mais estranha. Passo a palavra ao nosso autor, Jesse Bering (de Devassos por natureza):








"Gallup e Burch também nos deixam com uma questão hipotética muito intrigante em seu artigo.



'É POSSÍVEL (SALVO POR INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL)' - PERGUNTAM ELES, 'QUE UMA MULHER ENGRAVIDE DE UM HOMEM COM QUEM NUNCA FEZ SEXO? 


PENSAMOS QUE A RESPOSTA É SIM'.


É uma ideia difícil de entender, mas basicamente Gallup e Burch dizem que a teoria do desalojamento prevê que algo como o exemplo seguinte seria possível (observe que fiz alterações a partir do artigo original para seu prazer de leitura; observe também como a situação é especialmente relevante para homens não circuncidados):





Se 'Josh' fosse fazer sexo com 'Kate', que recentemente fez sexo com 'Mike', no processo de Josh empurrar seu pênis para a frente e para trás na vagina, parte do sêmen de Mike seria impelido para baixo do frênulo de Josh, se acumularia atrás de sua aresta coronal e seria desalojado da área mais próxima ao colo do útero. Depois que Josh ejacula e substitui o sêmen de outro macho pelo seu, quando ele se retira da vagina, parte do sêmen de Mike ainda estará presente na haste de seu pênis e atrás de sua aresta coronal. Quando sua ereção cede, a glande se recolhe sob o prepúcio, levantando a possibilidade de que parte do sêmen de Mike tenha sido capturada sob o prepúcio e atrás da aresta coronal nesse processo.





Se Josh fosse então fazer sexo com 'Amy', várias horas depois, é possível que parte do sêmen desalojado de Mike ainda estivesse presente sob seu prepúcio, podendo assim ser inadvertidamente transmitido a Amy, que por sua vez poderia então ser fecundada pelo esperma de Mike."





É claro que o nosso autor está falando sob hipótese, embora a hipótese seja perfeitamente lógica e coerente, o que reforça a prática de que, no lugar de "um uísque antes e um cigarro depois", tão enraizada no imaginário masculino, que já foi até nome de filme, adote-se o lema bem mais saudável de "um bom banho antes e um bom banho depois".






Para concluir esse assunto, o nosso Autor entrevistou um dos articulistas da hipótese acima, o Gallup, sobre um problema crucial para o pênis e a teoria do desalojamento, ou seja, sobre a existência do prepúcio. Eis o que ele respondeu:







"O tamanho do prepúcio é uma das característica mais variáveis do pênis humano. Quando a maioria dos homens não circuncidados obtém uma ereção, ela empurra o prepúcio para trás sobre a glande e para baixo sobre a base do pênis, permitindo à aresta coronal fazer seu trabalho e recolher o sêmen dos machos rivais do colo do útero da mulher. Como a circuncisão reduz o diâmetro da haste imediatamente atrás da glande e acentua a aresta coronal, especulamos que a prática da circuncisão pode ter modificado inadvertidamente o pênis de maneiras que lhes permitem funcionar como um dispositivo mais eficiente de desalojamento de sêmen. Especulação de poltrona? Não. Seria possível testar a ideia comparando a incidência de não paternidade entre homens circuncidados e intactos. Minha previsão seria de que entre homens circuncidados a incidência de cornos deve ser menor."






Bem, tudo é muito estranho, realmente. Porque terminamos essa história com o reforço da ideia de que, em termos de evolução, os pênis humanos são, mesmo, muito desconfiados. Só discordo do tal do Gallup sobre a existência menor de cornos entre circuncidados, já que não se trata, exatamente de menos "traição", mas menos "filhos de outro".







Machista, muito machista essa história, não?




(Ilustrações: fotos e desenhos da internet, sem indicação de autoria)





Nenhum comentário: