segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O PRAZER SOLITÁRIO




(Fameni Leporini)


Não sei se existe uma verdade sobre o ato de tocar-se e chegar ao orgasmo. Mas sei - e quase todo mundo concorda - que é bom, muito bom. Sem pecado, sem neuras, sem remorsos: masturbar-se é absolutamente normal. E não faz mal algum à saúde. O texto abaixo - editado, mas não modificado - encontrei num site cujo link se encontra abaixo. Divirta-se (com a leitura, não com a mão, ok? Pelo menos, não até o final do texto):


A VERDADE SOBRE A MASTURBAÇÃO


(André Collot)


Muitos mitos envolvem a masturbação, tanto a masculina quanto a feminina. Por esse ato ainda ser, até hoje, um tabu social e religioso, não verdades são passadas adiante, e muita gente acredita.


(A. desconhecido)

A maioria dos especialistas concorda que masturbação é uma coisa natural. Muitos estudos, inclusive, apontam que nós nos masturbamos já no útero. Imagens de ultrassom mostram fetos tocando o que seriam seus genitais, em um movimento que os cientistas consideram similar à masturbação.


(Michael Zichy)

E, apesar de os pesquisadores ainda não terem conseguido explicar a masturbação do ponto de vista evolutivo, ela deve ter alguma utilidade, pois até os animais a praticam. Quem nunca teve um cachorro pendurado em sua perna?


(Franz von Bayros)


Cães, gatos, elefantes, esquilos, tartarugas, cavalos, macacos… Muitos animais se masturbam. Mas de forma diferente do homem. Alguns não se masturbam até o orgasmo, enquanto esse parece ser o nosso objetivo na masturbação.


(Rajah)

Nos homens, estudos descobriram que a masturbação pode aumentar a contagem de esperma, ao se livrar de sêmen que perdeu a sua vitalidade e, portanto, aumentando as chances de que esperma jovem seja ejaculado durante a relação sexual.

(Cerâmica erótica pré-colombiana)

Além disso, especialistas concordam que a masturbação pode ser saudável. O ato pode ser uma maneira de conhecer seu corpo e sentir-se bem, sem correr riscos.


(Guido Crepax - histoire d'O)


Lendas urbanas:


•         Masturbação faz mal para a saúde?


(A. desconhecido)

Especialistas afirmam que, do ponto de vista médico, não existe qualquer problema na masturbação masculina ou feminina. A masturbação não causa mal nenhum, desde que não seja algo compulsivo. Se a pessoa interrompe sua vida social para se masturbar, ou só consegue pensar nisso, pode ser importante procurar um médico. Caso contrário, não há nada de errado em se masturbar.


•         Masturbação causa espinha, pelos nas mãos etc?

(Julie Delcourt)

Não existe nenhuma evidência científica de que masturbação cause espinha, ganho de peso, impotência sexual, faça crescer pelos nas mãos, cause infertilidade, entre muitos outros mitos que rolam por aí. Bote na cabeça de uma vez por todas: a masturbação não tem consequências físicas comprovadas. E, não, ninguém vai saber que você acabou de se masturbar através de algum sinal físico.


  •      Quantas vezes é normal se masturbar?




(A.desconhecido)

Não existe uma quantidade “normal”. Cada pessoa é única e tem que descobrir o que funciona melhor para ela. Vale a regra já mencionada: se estiver atrapalhando a sua vida, se você se sentir mal ou culpado, ou se a masturbação estiver ocupando lugar de relacionamentos sociais, pode ser o caso de procurar ajuda médica. De resto, masturbe-se o quanto você quiser.

•         Posso usar acessórios para me masturbar?


(A. desconhecido)

Poder, pode. Mas médicos e especialistas recomendam que você use somente mãos e dedos. Assim você se explora sem maiores riscos. As pessoas podem se ferir ao usar objetos durante a masturbação. É preciso ter muito cuidado.


•         Masturbação acaba com desejo sexual e com vontade de fazer sexo a dois?


(A. desconhecido)

De forma alguma. A masturbação não acaba com o desejo na hora do sexo com o parceiro ou parceira. Pelo contrário, a tendência é aumentar a libido com o tempo. Para os homens, pode ser difícil se masturbar e querer ter uma relação sexual minutos depois. Eles precisam esperar um pouco para ter outro orgasmo. Para as meninas, no entanto, não há limites. O organismo feminino não precisa do tempo de espera que o masculino exige. Isso por que mulheres não ejaculam. No geral, a masturbação não só não diminui o desejo, como pode aumentá-lo.


•         Masturbação estimula o desejo sexual?

(A. desconhecido)

O ato de se masturbar pode sim ajudar na liberação de fantasias sexuais. A pessoa pode vivenciar as coisas que gosta em sua cabeça, e assim ir se descobrindo e não ficar reprimida na hora do sexo com um parceiro. Isso é bom para estimular o desejo. Quem se masturba conhece melhor o próprio corpo e os seus desejos, logo, é mais confiante sobre o sexo e fica mais relaxado e menos ansioso na hora da relação. Isso vale tanto para a mulher quanto para o homem.


•         É feio ou errado mulher se masturbar?

(A. desconhecido)

Claro que não. O preconceito das mulheres com a masturbação é o que leva muitas delas a crescer sem conhecer o próprio corpo e ter mais dificuldade para atingir o orgasmo. A mulher poderia orientar o parceiro se ela soubesse como alcançar seu prazer máximo. Especialistas recomendam: olhe-se, toque-se. Use um espelho para ver como é seu corpo, como ele funciona, como você reage aos estímulos, etc. Sem medo!


Masturbação e saúde: evidências científicas



 (Paul Avril)

Um estudo afirmou que é possível que ejaculações frequentes durante a vida adulta diminuam a chance de risco de câncer de próstata na “melhor idade”, mas até hoje não se achou uma comprovação disso.


(Betty Dodson)

Já outro apontou exatamente o contrário: que homens com vida sexual ativa entre seus 20 e 30 anos têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata no futuro. As chances de desenvolver a doença aumentam se a masturbação for um ato frequente.

(A. desconhecido)

  Ou seja, quem se masturba muito quando jovem, aos 50 ou 60 anos, tem mais chance de ter câncer de próstata. Os pesquisadores acreditam que isso tem a ver com os hormônios masculinos. Porém, como não é possível afirmar uma coisa ou outra com certeza, a relação entre masturbação e câncer de próstata permanece um mistério.

(Escultura grega - deus priapo)

Mas tem outro caso clínico no qual a masturbação tem um benefício real: no alívio para quem sofre da síndrome das pernas inquietas (SPI). Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que a masturbação alivia cerca de 7% a 10% das pessoas que sofrem da condição. Isso pode ser devido a liberação de dopamina após o orgasmo, que pode ser determinante no alívio dos sintomas da doença.

(A. desconhecido)


Fonte:









segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PELADOS, COM A MÃO NA BÍBLIA







Na capela de Whitetail,– uma comunidade nudista fundada em 1984, na cidade de Ivor no estado de Virginia, EUA -  roupas são um item opcional. Até o pastor celebra cultos completamente nu.






A ideia de mostrar o corpo, ainda mais em cultos religiosos, sofre ferrenha crítica e oposião de todos os naipes religiosos pentecostais (e também de todos os outros cristãos). No entanto, para desespero desses fundamentalistas, alguns grupos de crentes têm-se desgarrado do rebanho, para praticar a liberdade da nudez, até em cultos. Devem ser poucos, muito poucos, mas incomodam. E deixam no ar a dúvida: são naturistas cristãos ou cristãos naturistas? E mais: são grupos sérios, ou apenas mais um golpe de pastores interessados num determinado nicho de mercado?






Deixo a dúvida com os leitores e leitoras, com a publicação quase integral da reportagem (cortei um outro trecho, mas não mudei nada) que encontrei num site de crentes (o link está no final), com fotos da internet, não necessariamente de comunidades cristãs nuas. Falar de crente pelado já foi difícil, então imagine encontrar fotos desses denodados praticantes da velha doutrina de andar como adão e eva no paraíso, isso já seria demais para essa gente tão conservadora e tão inimiga de qualquer coisa que tenha o dedo de satanás.


EVANGÉLICOS PRATICAM NUDISMO
COMO FORMA DE COMUNHÃO COM DEUS






Como Adão e Eva no Paraíso: Integrantes de igrejas evangélicas descobrem que o naturismo também é uma forma de comunhão com Deus e vão à praia nus.


Um paraíso ecológico, nenhuma roupa e... a Bíblia Sagrada. Pode parecer contraditório, mas naturismo também é coisa de crente. Isso mesmo: no Rio, até mesmo pastores evangélicos se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias frequentadas por nudistas. Membro de tradicional igreja evangélica há sete anos e naturista há 15, o comerciante Carlos Moreira, 44 anos, é um dos que defendem que não há barreiras entre a religião e o nu. “O pecado não está no corpo despido, mas, sim, na malícia das pessoas. Meu coração é puro”, argumenta.






A comunhão entre Deus e nudismo custou caro ao arquiteto curitibano Estevão Prestes, 31 anos. Evangélico há 14 anos e frequentador da Praia do Pinho (Santa Catarina) há três, ele foi expulso da Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual foi professor da escola dominical. “Quando meus hábitos foram descobertos, fui chamado pelos pastores a um conselho. Houve a leitura de acusação formal de comportamento imoral”, conta Estevão, que hoje é membro da Igreja Presbiteriana. “Não escondo que sou naturista, mas também não ando com crachá. Os que sabem, me aceitam”, garante.






Estevão gosta de orar sozinho na praia e de ler a Bíblia – nu, é claro: “A vivência naturista me aproxima da espiritualidade. Tenho momentos de comunhão com a natureza, com Deus e o com próximo”, justifica.






O nudismo evangélico é uma idéia é tão inovadora, que muitos preferem o anonimato, como a líder de instituição pentescostal há 15 anos, Márcia, 48 anos, que trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis. A pastora se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela, que visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio.







Márcia diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sensual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina a pastora, que lamenta o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Somos tolhidos de vermos o mundo como é. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista. Ela também compartilha a palavra de Deus com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.






Para a grande maioria dos pastores evangélicos, entretanto, a idéia é inaceitável. “Isso é um escândalo. É a falta do conhecimento da Palavra. Não tenho pessoas com esta conduta na minha igreja. Aqui, não há espaço”, avisa o pastor Manoel da Silva, da Igreja Batista em Renovação Espiritual Nova Jerusalém.







Conta a Bíblia Sagrada que, ao comerem o fruto proibido, Adão e Eva tiveram consciência do bem e do mal e cobriram os corpos nus com vergonha do Criador. Em tempos modernos, a passagem do livro Gênesis é usada por evangélicos para condenar ou defender a prática do naturismo. Com interpretações diferentes da escritura, muitos crentes se cobrem dos pés à cabeça ou tiram a roupa nas praias e áreas de nudismo.






“A nudez não era rejeitada até o Pecado. O naturismo leva as pessoas ao estágio original de inocência, a reviver a Criação”, justifica a pastora naturista Márcia. Coordenador da Igreja Sara Nossa Terra no Rio, o bispo Francisco Almeida tem outra visão. “O nu só foi possível enquanto não havia maldade no coração do homem. A partir do pecado, os patriarcas foram ensinados por Deus a se cobrir e a passar este princípio para as gerações”, considera.






 Não é só no Rio que os evangélicos estão deixando de lado as indumentárias mais do que comportadas. Considerada um paraíso naturista, a Praia de Tambaba, em João Pessoa, Paraíba, reúne entre seus frequentadores um grupo de pelo menos 15 cristãos, segundo o ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba, Nelci Rones Pereira de Sousa, 47 anos, nascido em família evangélica,  naturista há mais de 20 anos.






Já o aposentado Carlos Antonio Pereira de Moraes, 52 anos, deixou os cultos por se sentir "incomodado com o conservadorismo e o fanatismo": "Optei pelo naturismo e sou livre. Ser cristão é pregar o Evangelho onde for".









(Fotos da internet, sem indicação de autoria)


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O CLITÓRIS, ESSE (QUASE) DESCONHECIDO




(A. não identificado)


A sexualidade humana tem sombras ainda não muito bem esclarecidas pela ciência. Uma delas é a função do clitóris. E a discussão parece-nos permeada por aspectos às vezes mais ideológicos e políticos (no sentido de defesa de posições feministas ou não), do que racionais e puramente experimentais. Embora a maioria dos sexólogos e outros cientistas afirmem que sua função seja apenas a do prazer, vamos apimentar um pouco essa discussão, com a visão - digamos - mais feminista ou feminina, de Catherine Blackledge, autora de "A história da V - abrindo a caixa de pandora":


POR QUE O CLITÓRIS É ESSENCIAL


(A. não identificado)



O clitóris todo, desde sua majestosa coroa ultrassensível, através de seu glorioso corpo até a extremidade de seus elegantes ramos é um órgão que implora por mais apreciação e entendimento do que faz. Para mim, a função do clitóris é dupla, envolvendo o prazer sexual e a reprodução, dois papéis cruciais e inseparáveis um do outro - em ambos os sexos. [...]
Primeiro, o prazer sexual.


(Hanz Kovacq)

A excitação sexual da mulher, como a do homem, pode ser provocada por uma variedade infinita de estímulos. A visão ou o cheiro de um parceiro em particular, a lembrança de encontro erótico, todos os tipos de toques, diretamente na genitália ou em qualquer outra parte do corpo, sabores e sons, tudo isso pode disparar a inundação do clitóris por sangue, o que prenuncia o início da excitação genital.



(Fameni Leporini)


Ademais, a maneira pela qual o clitóris da mulher, ou tecido de corpos cavernosos, se ingurgita de sangue e entra em ereção reflete o mecanismo que ocorre no homem (razão pela qual o Viagra também funciona em mulheres). Quando uma mulher não está excitada, as células musculares de seu tecido clitoridiano ficam contraídas e o sangue entra e sai livremente de seus vasos sanguíneos (sinusoides). Entretanto, basta apenas um sinal, um mensageiro químico sob forma de um ou dois neurotransmissores liberados pelos nervos da mulher em resposta à excitação sexual, para que se relaxem. Com o relaxamento da musculatura lisa, os vasos se dilatam e expandem, e o sangue fica preso nas cavidades sinusoidais entre as células lisas. O resultado é uma ereção - um clitóris cheio de sangue, ingurgitado e deliciosamente sensível.


 [...]

(Jeff Faeber - Ms Stripey socks)


A fim de aumentar a sensibilidade erótica e atuar como um disparador da excitação e do orgasmo, a genitália feminina externa, exatamente como a genitália externa no homem, possui uma infinidade de receptores sensoriais múltiplos e ricamente dotados de nervos sensitivos. Atribui-se apenas à coroa clitoridiana uma concentração de fibras nervosas maior que qualquer outra parte do corpo humano.


(Milo Manara)


O clitóris e os lábios, em especial, estão repletos de células sensoriais especializadas chamadas corpúsculos de Meissner e de Pacini. O papel dos corpúsculos de Pacini, encontrados também na camada subcutânea das unhas, dos seios e da bexiga, é o de detectar modificações de pressão. Os corpúsculos de Pacini podem responder muito rapidamente, o que os torna muito bem sintonizados com sensações de vibração ou de variação.

[...]


(Milo Manara)



Os corpúsculos de Meissner são muito menores e se concentram próximos da superfície da pele. Seu papel é de responder aos mais leves dos toques e, o que não causa surpresa, também se encontram nas palmas das mãos e nas solas dos pés, bem como na língua e nos mamilos. Essas células sensoriais são especializadas em captar vibrações de baixa frequência e têm uma estrutura ovoide dentro do qual as terminações nervosas se ramificam e orientam paralelamente à superfície da pele. Outras estruturas nervosas clitoridianas incluem os bulbos terminais de Krause e os corpúsculos de Ruffini. Trabalhando de maneira coordenada, essa enorme quantidade de células sensoriais contribui para um sistema genital externo extremamente sensível, afinado para responder instantaneamente ao toque, à vibração e à pressão, venham elas sob forma de beijos, de carícias ou de toques.



(Milo Manara)

[...] o clitóris feminino é essencial para assegurar uma reprodução bem sucedida. Qual é a minha proposta? Bem, consideremos o papel do clitóris do homem, ou corpos cavernosos. Sem um clitóris incrivelmente sensível, o pênis de um homem nunca conseguiria ficar, e permanecer, duro a ponto de conseguir uma penetração segura, não lesiva na vagina de uma mulher. De maneira idêntica, o clitóris de uma mulher prepara a genitália para aceitar, e manter, o pênis dentro de si, em segurança. Ou seja, os clitóris de ambos os sexos preparam seus genitais para façanha surpreendente de transferir e aceitar gametas sem que ocorra violência física ou infecção. Pois a relação sexual - o ato íntimo de envolver um órgão dentro de outro - é, fundamentalmente, um negócio potencialmente muito arriscado e perigoso. [...] Sexo sem excitação, sem o envolvimento íntimo do clitóris, deixa uma ferida (literalmente) entre as pernas da mulher e uma porta aberta a infecções frequentes, doenças, e também morte.


(Milo Manara)



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O PÊNIS HUMANO, A ANATOMIA DA DESCONFIANÇA: TEORIA DO DESALOJAMENTO







A "teoria do desalojamento", que justifica o formato especial do pênis humano,  ou pelo menos da anatomia de sua glande, levanta uma possibilidade ainda mais estranha. Passo a palavra ao nosso autor, Jesse Bering (de Devassos por natureza):








"Gallup e Burch também nos deixam com uma questão hipotética muito intrigante em seu artigo.



'É POSSÍVEL (SALVO POR INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL)' - PERGUNTAM ELES, 'QUE UMA MULHER ENGRAVIDE DE UM HOMEM COM QUEM NUNCA FEZ SEXO? 


PENSAMOS QUE A RESPOSTA É SIM'.


É uma ideia difícil de entender, mas basicamente Gallup e Burch dizem que a teoria do desalojamento prevê que algo como o exemplo seguinte seria possível (observe que fiz alterações a partir do artigo original para seu prazer de leitura; observe também como a situação é especialmente relevante para homens não circuncidados):





Se 'Josh' fosse fazer sexo com 'Kate', que recentemente fez sexo com 'Mike', no processo de Josh empurrar seu pênis para a frente e para trás na vagina, parte do sêmen de Mike seria impelido para baixo do frênulo de Josh, se acumularia atrás de sua aresta coronal e seria desalojado da área mais próxima ao colo do útero. Depois que Josh ejacula e substitui o sêmen de outro macho pelo seu, quando ele se retira da vagina, parte do sêmen de Mike ainda estará presente na haste de seu pênis e atrás de sua aresta coronal. Quando sua ereção cede, a glande se recolhe sob o prepúcio, levantando a possibilidade de que parte do sêmen de Mike tenha sido capturada sob o prepúcio e atrás da aresta coronal nesse processo.





Se Josh fosse então fazer sexo com 'Amy', várias horas depois, é possível que parte do sêmen desalojado de Mike ainda estivesse presente sob seu prepúcio, podendo assim ser inadvertidamente transmitido a Amy, que por sua vez poderia então ser fecundada pelo esperma de Mike."





É claro que o nosso autor está falando sob hipótese, embora a hipótese seja perfeitamente lógica e coerente, o que reforça a prática de que, no lugar de "um uísque antes e um cigarro depois", tão enraizada no imaginário masculino, que já foi até nome de filme, adote-se o lema bem mais saudável de "um bom banho antes e um bom banho depois".






Para concluir esse assunto, o nosso Autor entrevistou um dos articulistas da hipótese acima, o Gallup, sobre um problema crucial para o pênis e a teoria do desalojamento, ou seja, sobre a existência do prepúcio. Eis o que ele respondeu:







"O tamanho do prepúcio é uma das característica mais variáveis do pênis humano. Quando a maioria dos homens não circuncidados obtém uma ereção, ela empurra o prepúcio para trás sobre a glande e para baixo sobre a base do pênis, permitindo à aresta coronal fazer seu trabalho e recolher o sêmen dos machos rivais do colo do útero da mulher. Como a circuncisão reduz o diâmetro da haste imediatamente atrás da glande e acentua a aresta coronal, especulamos que a prática da circuncisão pode ter modificado inadvertidamente o pênis de maneiras que lhes permitem funcionar como um dispositivo mais eficiente de desalojamento de sêmen. Especulação de poltrona? Não. Seria possível testar a ideia comparando a incidência de não paternidade entre homens circuncidados e intactos. Minha previsão seria de que entre homens circuncidados a incidência de cornos deve ser menor."






Bem, tudo é muito estranho, realmente. Porque terminamos essa história com o reforço da ideia de que, em termos de evolução, os pênis humanos são, mesmo, muito desconfiados. Só discordo do tal do Gallup sobre a existência menor de cornos entre circuncidados, já que não se trata, exatamente de menos "traição", mas menos "filhos de outro".







Machista, muito machista essa história, não?




(Ilustrações: fotos e desenhos da internet, sem indicação de autoria)