segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O SAGRADO E O PROFANO, PARA A SÉRIE "FOTOS POLÊMICAS"




As seitas e as religiões são, em geral, avessas ao sexo. Se não o condenam totalmente, muitas o consideram sujo. Admitem-no apenas para procriação. Marcam seus territórios como sagrados e toda invasão, principalmente por algo relacionado a sexo, é considerado blasfemo.

Em 2009, na Inglaterra, um fotógrafo - Andy Craddock - fez um ensaio com modelos nus em uma igreja do século XIII, na Cornualha, na paróquia de São Miguel. Houve, claro, repercussão negativa da Igreja, que resolveu processá-lo por considerar blasfêmia o uso de local sagrado para fotos sensuais. Não sei o que deu o processo, e isso não é importante aqui.

Porque há um fato interessante nessa história: o fotógrafo disse que viu um filme de ator famoso na Inglaterra, Rowan Atkinson, conhecido por sua personagem cômica Mr. Beans, onde, nessa mesma igreja - que o inspirou nas fotos - e em seus arredores, ocorriam crimes bárbaros. Ou seja, locação para assassinatos e barbárie, tudo bem, isso não incomoda o padre e os fiéis.


Mas, inocentes fotos de nudez são atentados à fé e consideradas obscenas e totalmente condenáveis, como profanação de "local sagrado". O sagrado, portanto, tem duas caras, duas moedas. Mais do que isso: a hipocrisia em relação ao sexo continua em vigor e a provocar polêmicas na religiões monoteístas.

Os deuses pagãos não tinham nenhum pudor, mas o deus único - um conceito discutível - não admite a sexualidade humana, condenada desde a lenda da criação, quando o primeiro casal se rebela ao conhecer e "comer" o "fruto proibido" que determina a própria existência da humanidade.

Enfim, as fotos são belas. Merecem ser apreciadas, a despeito de qualquer julgamento moral ou religioso. Por isso, são acolhidas - e bem acolhidas - por este blog e, espero, também por seus leitores sem preconceito.














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