segunda-feira, 22 de julho de 2013

PARAFILIAS E FETICHISMOS: CROSSDESSING OU EONISMO



Uma parafilia meio besta, essa. E até certo ponto, bastante inocente. Trata-se da mania de se vestir com as roupas do outro sexo, embora seja mais comum que homens se vistam de mulher.





Não, não se trata de mero travestismo, nem de homossexualismo. O crossdressing (como disse, são homens que se vestem de mulher) produzem-se, ou seja, travam uma verdadeira batalha para se transformarem em mulher, mas sem perder suas características de heterossexuais. Não o fazem em busca de prazer exatamente sexual, mas outro de tipo de prazer, mais sutil, se é que me entendem, de realizar a fantasia de “estar” mulher da forma mais perfeita possível.





Dizem eles que amam o universo feminino, por isso usam suas roupas para se identificar com esse mundo misterioso de pós, de calcinhas e sutiãs, de glamour. É claro que pode haver opções sexuais variadas entre eles, como em qualquer outro conjunto de homens, mas a finalidade confessa é entrar no universo feminino, senti-lo profundamente.





Muitos dos praticantes confessam que começaram a sentir essa atração desde criança, a partir de inocentes brincadeiras maternas de vestir o menino com as roupas da irmã. O que não quer dizer que todo moleque que alguma vez já se vestiu assim se tornou crossdressing.




Há ainda mais uma curiosidade: denominam-se também eonistas, nome derivado de cavaleiro francês da época da Revolução chamado Chevalier d’Éon, nascido Charles Geneviève Louis Auguste André Timothee Deon de Beaumont (1729-1810). A história desse cavaleiro é bastante complicada: como gostava de vestir-se de mulher, hábito adquirido nas tais brincadeiras infantis, e como era franzino, pés e mãos pequenos, cintura delicada, olhos azuis e cabelos longos e macios, foi convocado pelo rei Luís XV a infiltrar-se na corte russa, vestido de mulher, como embaixador/embaixatriz e agente secreto/a, para uma tentativa de reconciliação com aquele País. Sua vida é cheia de idas e vindas, de muitas reviravoltas (consultem o oráculo, o Google!). O que parece certo é que obteve sucesso em sua empreitada e tornou-se amante de várias damas ilustres da época.





Bem, eonismo ou crossdressing, está aí uma coisa com que muitas mulheres convivem: aceitar que seus maridos usem roupas femininas e até compitam com elas em certos salões exclusivos de clubes elegantes (e caros) de crossdressers. Caros, porque a tal “montagem” da persona feminina é complexa e exige muita grana para roupas, maquiagens e outros apetrechos que transformem marmanjões em peruas de grande glamour e elegância, se isso é possível (e parece que é).







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