segunda-feira, 1 de julho de 2013

PARAFILIAS E FETICHISMOS




(Lobel Riche)


Eu não entendo e nunca vou entender direito por que as religiões (todas elas) preocupam-se tanto com o sexo, no mau sentido, é claro. Para condenar. Para reprimir. Para frustrar e neurotizar as pessoas.



(Foto da internet, s/indicação de autoria)



Os deuses primevos, ditos pagãos (principalmente), das primeiras civilizações humanas eram bem menos repressores que os deuses das religiões modernas. Não se preocupavam tanto com o que os seres humanos faziam entre quatro paredes (ou mesmo fora delas) em relação ao sexo e havia, mesmo, até deuses bastante permissivos, como Priapo, por exemplo, um deus grego dedicado ao membro masculino e, por extensão, à fertilidade.


(Evocation to Priapus)


Aliás, ligados à fertilidade (ou seja, ao amor sexual, ao sexo, enfim), muitos desses deuses liberais, permissivos e, muitas vezes, até bem libertinos, tiverem seus seguidores, e altares, e templos.


(Afresco de Pompeia mistura Mercúrio e Priapo numa só figura)


Baco inventou o vinho e as orgias. Vênus nascia nua das águas. E o Olimpo não era mais do que um lugar de muitas aventuras sexuais e sacanagens das boas. Nem preciso contar, que todos conhecem as aventuras sexuais dos deuses gregos e romanos.


(Paul Avril)


Os gregos praticavam a homossexualidade sem nenhum constrangimento, uma homossexualidade erudita e filosófica no conteúdo, e muita sacanagem nos ginásios (lugares onde todos ficavam nus gymnós = nu, em grego). Os romanos, mais espertos, eliminaram a filosofia e ficaram só com a sacanagem, principalmente em suas famosas termas.


(Paul Avril)


A repressão dos deuses modernos, para mim, é incompreensível. O que têm padres, pastores, aiatolás e assemelhados contra o sexo? Não sei. Está aí, para mim, um mistério.


(Paul Avril)


Enfim, o sexo reprimido, em minha opinião, é que é o sexo “pervertido”. E sobre essas “perversões” é que pretendo falar um pouco por aqui, pois é um assunto que sempre me fascinou.


(Katharina Kranichfeld) 

Embora, pessoalmente, não me lembre de cultivar nenhum fetiche (e minha timidez me impediria de confessá-lo), acho engraçado o fetichismo e acho intrigantes algumas práticas sexuais “pervertidas” ou diferentes, como zoofilia, de que já tratei.

(Julie Delcourt)

Vou tentar levantar (sem trocadilho) algumas dessas práticas, apenas para satisfazer a curiosidade de algum eventual leitor e, por que não? – também a minha curiosidade em saber se conseguirei tratar desses temas sem nenhum moralismo.

(Michael Manning - chain reaction)

Então, aguarde o próximo post, sobre alguma parafilia ou fetiche.


(Michael Manning - feline)


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