segunda-feira, 24 de junho de 2013

MANUEL BANDEIRA ERÓTICO OU APÓCRIFO?





Às vezes, um grande poeta, desse medalhões acadêmicos ou quase lá, que frequentam os livros didáticos, cometem alguma boa poesia erótica. Ficam na moita, no entanto. Uns poucos amigos os leem e os textos, engavetados, só se publicam postumamente. E acabam gerando confusão, porque nem sempre é possível avalizar a autoria.




Vejam o caso do poema abaixo. A maioria das pessoas atribui os versos a Manuel Bandeira, embora fuja um pouco de seu estilo. Mas, já encontrei quem jurasse serem da lavra de Drummond (também não é bem o estilo do mineiro).



Como ficamos?

Em caso de dúvida, àquele que gritar mais. Então, a Bandeira o que é ou pode ser (ou não) de Bandeira!

Afinal, quem se importa muito, se os versos são bons e as ilustrações - de RAJAH -, também são muito boas?

A CÓPULA




Depois de lhe beijar meticulosamente
O cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
O moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
Colhões e membro, um membro enorme e turgescente.




Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alterou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente




Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
Arde em cio e tesão na amorosa gangorra





E titilando-a nos mamilos e no rabo
(Que depois irá ter sua ração de porra),
Lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.







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