segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

PARAFILIAS E FETICHISMOS: PONYGIRL




                          (Autor não identificado)


Como todo fetiche, é para quem gosta e quando há consenso entre as partes e respeito aos limites de segurança.


Pony-girl (garota-pônei, numa tradução literal, ou melhor, mulher-égua): mulher, geralmente submissa, que se veste de égua e age como tal, o que implica usar roupas de couro ou látex e todos os demais apetrechos utilizados na arte de cavalgar.





Inclui-se entre os fetiches de BDSM - bondage, dominação e sado-masoquismo. No caso, a pony-girl assume a posição de escrava, uma escrava muito especial.


Encontrei uma narrativa - não sei se é verdadeira ou ficção - que dá uma ideia bastante precisa dessa prática sadomasoquista, excluídos alguns evidentes exageros da autora (que se assina apenas Miriam). Eis alguns trechos:






A PONYGIRL






Acordamos ao alvorecer, já com um dos donos a nos olhar atentamente. Em breve chegaram os outros e começaram a conversar. Perguntaram a meu marido quais seriam as atividades do dia. Ele disse que naquele dia as éguas iriam ser treinadas nos passos especiais que tem de saber se quiserem disputar campeonatos de ponys e participar de desfiles. [...]Chamando os moços da estrebaria ordenou que nos colocassem perto da sala dos arreios e entraram todos nela. Voltaram com os apetrechos e começaram a colocar nas éguas. Mandou que colocassem plugs maiores em todas, apertassem bem as barrigueiras, e colocassem penachos maiores na cabeça das éguas. Determinou que todas as botas tivessem salto baixo com solado grosso. Mandou também que colocassem as luvas que seguram os braços das éguas nas costas [...]  A finalidade destas luvas é fazer com que a égua aprenda a correr e fazer tudo o que tem de fazer sem o auxilio do balanços dos braços. 





[...] Todo mundo sabe que qualquer fetiche erótico tem por finalidade excitar quem pratica e quem assiste, e uma das coisas que mais desperta a libido de homens e mulheres é ver os seios das ponys balançando violentamente em todos os sentidos, portanto o ato de prender os braços tem a finalidade de impedir que a pony prenda o seio durante a corrida ou a demonstração dos passos. Depois de prontas, os meninos nos puxaram para a raia improvisada. 





Ele explicou para os outros [...] que havia três maneiras de treinar uma égua. Pelo comando da voz, ordenando simplesmente: ande, pare, corra, passo alto, trote, galope etc. Pelo comando de sons, que podem ser apitos, sons da boca, palmas, qualquer som enfim. E pelo uso do chicote. É convenção que o chicote sendo aplicado em determinada parte do corpo da égua, representa uma ordem a ser cumprida. Por exemplo, uma batida na coxa direita, pouco acima do joelho significa que a égua deve trotar. Mais acima um pouco, no meio da coxa significa que deve galopar. Uma chibatada no seio direito, quer dizer joelhos altos e assim por diante. 




[...] hoje vamos treinar só com o comando de voz. Mandou que me colocassem no meio da pista e ordenou: “andando levantando bem os joelhos, até o peito, até que eles encostem nos seios [...] e se não conseguir, cada passo que não encostar leva uma chicotada nas nádegas". [...]  “Ande”, e comecei a andar levantando o máximo que podia, e o chicote estalou em minha bunda, levantei o esquerdo e o chicote estalou de novo no mesmo lugar, no terceiro passo eu senti o bico do seio encostar-se a minha coxa. Daí em diante peguei o jeito, só que os plugs estavam incomodando demais. O plug anal forçava a parede do reto ao contrário do vaginal, conforme a perna que eu levantava. Eu sentia que um ia para um lado enquanto o outro ia para o outro lado, causando muito desconforto. 






Na terceira volta pela raia, meu ânus e minha vagina já estavam se acostumando com eles, e comecei a sentir uma leve excitação tomando conta de mim. Comecei a gostar do roçar de um plug no outro através da membrana interna tanto da vagina quanto do reto, e a sensação foi aumentando, e a cada chicotada que eu levava, mais aumentava meu grau de excitação. 






Quando estávamos quase na chegada, ele me acertou o bico do seio esquerdo, que tinha sido o menos visado, e o orgasmo veio profundo e gostoso. Não pude deixar de emitir um som de satisfação e gozo, para logo em seguida levar violenta chicotada na barriga e outra nas nádegas, e mais outra na coxa direita, ao mesmo tempo em que o ouvia dizer: “vejam vocês, a égua pode gozar quantas vezes quiser, mas não pode demonstrar nenhuma expressão facial, de prazer, de dor, de desconforto ou de qualquer outro sentimento, pois animal não modifica a cara”. Aprendi rapidamente a gozar sem demonstrar nada. 







[...] faltava muita coisa nas éguas, como por exemplo, as argolas nos bicos dos seios, as argolas de nariz, e que ia providenciar uma data e alguém que colocasse piercings, para fazer a primeira furação do seio de uma de nós para que eles aprendessem a técnica, e as seguintes eles mesmos fariam. [Meu marido] decidiu que a primeira a ser furada seria eu, e que se desse tempo seria dentro de 15 dias. Estremeci ao pensar na ideia, mas ao mesmo tempo senti um tremor de tesão percorrer meu corpo. As argolas são parte importante dos arreios das ponys, pois é nelas que ficam presos os sinos que fazem barulho quando a pony anda ou corre, pois um simples balançar do seio os faz tocar. Disse que os meus iria mandar fazer de ouro e ia mandar fazer quatro pares de diversos tamanhos e pesos, e que todos providenciassem os de suas éguas.









(Fotos da internet; autoria não identificada)








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