segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ABALO SÍSMICO 1: TÁSSIA CAMARGO




Um religioso iraniano, Hojatoleslam Sedighi, disse que “Muitas mulheres que não se vestem de forma modesta levam os homens jovens ao mau caminho, corrompem a sua castidade e espalham o adultério pela sociedade. Isso, consequentemente, faz aumentar o número de terremotos”.



TÁSSIA CAMARGO





Nasceu Maria Aparecida Anastácio, em Guarulhos, São Paulo, em 29 de janeiro de 1961, adotou o nome artístico de Tássia Camargo, para atuar como atriz em diversos filmes, peças de teatro e telenovelas, a partir dos anos 80.






Participou da peça "Macunaíma", dirigida por Antunes Filho, em São Paulo e estreou na novela "Os Adolescentes" (1981), de Ivani Ribeiro. Mas foi, mesmo, descoberta pelo público e ganhou notoriedade com o papel da fogosa Nicinha, na minissérie "Rabo de Saia" (TV Globo, 1984), de Walter George Durst.







Cada vez que Nicinha/Tássia recebia seu homem (Ney Latorraca, um caixeiro-viajante, ou cometa, como se dizia na época, que tinha 3 famílias em lugares distintos) pulando em seu pescoço e enlaçando-o pela cintura com suas belas pernas, o Brasil tremia e tornava-se um pouco menos careta e um pouco mais sacana. Tanto incomodou, que não encontrei nenhuma imagem que documentasse esse gesto ousado.








Depois disso, sua carreira deslanchou, levando-a a vários papéis de sucesso na televisão, no cinema e no teatro. Foi capa da revista Playboy de junho de 1982, junho de 1985 e dezembro de 1989.







Mais recentemente, produziu a adaptação do filme O BAILE (de Ettore Scolla, de 1983) para o palco e a realidade brasileira, num belo e emocionante espetáculo teatral, em que também trabalhou como atriz. Mora, atualmente, no Rio de Janeiro.




Quantos graus na escala Richter você dá a TÁSSIA CAMARGO?



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

EROTISMO EM VERSO E IMAGEM



O POEMA É DE MANUEL BANDEIRA; 

 AS FOTOS , DE PERRY GALLAGHER.



NU






Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.


(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.








Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.


Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.







Teus seios exíguos
Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos -


Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!








Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.


Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto,
Baixo num mergulho
Perpendicular.








Baixo até o mais fundo
Do teu ser, lá onde
Me sorri tu'alma
Nua, nua, nua...








(Estrela da vida inteira. Rio: Record/Altaya, s/data. p. 243-244.)



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A OITAVA SINFONIA DE MAHLER



Enquanto dirige para casa, com as relíquias do irmão há muito tempo morto na Segunda Gerra Mundial, Sabbath, o titereiro lúbrico de Philip Roth, imagina sua mulher se masturbando, em casa. Uma página de delírio erótico de um dos maiores escritores do mundo, que termina com a sinfonia de Mahler. Leia e delicie-se. Ilustrações de Jean-Pierre Ceytaire.



De roupão, lendo aquela merda. Sabbath a imagina, o roupão meio aberto, segurando o livro com a mão direita enquanto se masturbava preguiçosamente com a esquerda. Ambidestra, mas por acaso se sente mais confortável se masturbando com a esquerda. Lendo e nem sequer consciente, por certo tempo, de que ia começar a gozar. Meio distraída pela leitura. Tende a gostar de uma peça de roupa entre a mão e a xoxota. Camisola, roupão – esta noite, a calcinha.




O tecido a deixa com tesão; por que motivo, é coisa de que ela não tem a menor ideia. Utiliza os três dedos: os dedos exteriores nos lábios, o dedo médio pressionando o botão. Movimento circular dos dedos e, logo, a pélvis também num movimento circular. O dedo médio no botão – não a ponta do dedo, a parte arredondada. Primeiro, uma pressão muito leve. Sabe automaticamente, é claro, onde se acha o botão.


Depois uma breve pausa, porque ela ainda está lendo. Não tem mais certeza de que quer continuar a ler. A pressão da parte arredondada dos dois dedos em torno do botão. À medida que vai ficando mais excitada, a parte arredondada do dedo se coloca diretamente sobre o botão, embora a sensação de algum modo se espalhe para os outros dedos. Por fim, põe o livro no chão. De forma intermitente, seus dedos se imobilizam enquanto sua pélvis executa o movimento. Depois voltam para o botão, girando e girando, a outra mão no peito, nos mamilos, apertando. Ela agora resolveu que não vai mais ler por um tempo. Baixa a mão direita do peito e esfrega tudo com força, usando as suas mãos, ainda por fora do tecido. Depois, três dedos, ali onde está o botão. Sempre sabe exatamente onde fica, o que é mais do que posso dizer a meu respeito.


Há quase cinquenta anos no ramo e até hoje a porra do troço está ali e depois aqui e depois sumiu e posso passar meio minuto procurando por todo lado antes que as mãos da mulher delicadamente me recoloquem na posição certa. “Aqui! Não, aqui! Bem aqui! Sim! Sim!”E agora ela estica bem as pernas, um gato se espreguiçando, e suas mãos apertam com força bem entre as coxas. Espremendo. Consegue um pré-gozo desse jeito, um forshpeis (*), apertando a xoxota inteira como toda a força, e agora resolveu: não quer mais parar. Às vezes ela faz isso através da roupa, até o final; esta noite, quer os seus dedos na parte interna dos lábios vaginais e empurra a calcinha para o lado. Agora, indo para cima e para baixo, direto para cima e direto para baixo, não mais um movimento circular. E mais rápido, se movendo muito mais rápido. Em seguida, usando a outra mão, ela introduz o dedo médio (é também um elegante dedo comprido) na xoxota. Mexe bem depressa com ele, até que sente as primeiras convulsões premonitórias.





Agora, mexe as pernas para cima, abre as pernas enquanto dobra os joelhos e junta os pés, de sorte que, quase embaixo de suas nádegas, os dedões ficam tocando um no outro. Se abre toda até em cima.






Agora, totalmente aberta. E o contato constante de dois dedos com o clitóris, e dedo médio e o anelar. Para cima e para baixo. Retesando-se. As nádegas agora para cima, se levantando em suas pernas dobradas. Agora ela reduz o ritmo um pouco. Estica as pernas a fim de desacelerar, levando tudo quase a uma pausa. Quase. E então dobra as pernas de novo para cima. Essa é a posição em que deseja gozar.





Aqui começam os balbucios. “Posso? Posso?”O tempo todo em que ela fica resolvendo quando, não para de murmurar em voz alta: “Posso? Posso? Posso gozar?”A quem ela pergunta? O homem imaginário. Homens. Todos eles, um deles, o líder, o mascarado, o menino, o preto, talvez perguntando a si mesma ou a seu pai, ou perguntando para ninguém. As palavras sozinhas são o bastante, o começo. “Posso? Posso gozar? Por favor, já posso?”




E agora ela mantém a pressão constante, agora um pouco mais forte, aumentando a pressão, a pressão constante, é bem aí, e agora ela sente, ela sente, agora ela precisa se soltar. – “Posso? Posso? Por favor!”– e ali estão os ruídos, senhoras e senhores, os ruídos que podiam perfeitamente servir como impressões digitais para individualizar o sexo inteiro para o FBI – ohh, hmmmmm, ahhh – porque agora ela começou, está gozando, e a pressão é mais forte mas não extremamente forte, não tão forte que machuque, dois dedos para cima e para baixo, uma pressão ampla, ela deseja uma pressão ampla porque quer gozar de novo, e agora a sensação vai se movendo para baixo, rumo à boceta, e ela coloca o dedo lá dentro, e agora reflete que gostaria de ter um pênis artificial ali, mas está com o seu dedo ali, e é ISSO!


E agora ela sobe e desce com o dedo como se alguém a estivesse fodendo e deliberadamente retesa a boceta a fim de intensificar a sensação, estreita bastante para proporcionar a si mesma uma sensação mais forte, sobe e desce, e o tempo todo mexendo com o clitóris. O que ela sente muda quando introduz o dedo na boceta – no botão é bem preciso, mas com o dedo enfiado na boceta a sensação fica distribuída e é isso que ele a quer: a distribuição da sensação. Embora não seja fácil coordenar fisicamente as duas mãos, com suprema concentração ela trabalha a fim de superar a dificuldade. E consegue. Ohhhh. Ohhhh. Ohhhhh.




E depois fica ali deitada e arqueja por um tempo, e depois pega o livro do chão e recomeça a leitura e, no conjunto, há muito aqui a ser comparado com Bernstein regendo a oitava sinfonia de Mahler.”




(*) Em iídiche, forshpeis, aperitivo. (N.T.)

Philip Roth, O Teatro de Sabath; tadução de Rubens Figueiredo.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ZONAS ÚMIDAS








"Zonas úmidas". Esse o nome do romance da alemã CHARLOTTE ROCHE, de trinta e um anos, sucesso internacional com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Tem a pretensão de ser "erótico", de uma forma radical e, às vezes, desagradável. E realmente não é para todos os paladares. Pode assustar um pouco pessoas mais "sensíveis".


No entanto, é de um erotismo "adolescente" e transgressor raramente visto na literatura, por sua crueza. Narra a história de uma garota de dezoito anos, Helen Memel, estudante, que está internada num hospital para uma operação de... hemorroidas!





Sua obsessão é reunir de novo os pais separados, que praticamente a abandonaram nas mãos de médicos e enfermeiros. Sua estratégia é permanecer o mais tempo possível no hospital, na esperança de que eles - os pais - possam visitá-la ao mesmo tempo e, assim, se reconciliar. Para isso, vale até mesmo se mutilar... e sofrer, sofrer muito, muito além da solidão.

A história acompanha todos os pensamentos e as lembranças eróticas e pornográficas da garota. E sua fixação quase patológica com excreções corporais e com a falta total de higiene: come meleca do nariz, casca de feridas e experimenta quase tudo aquilo que o comum dos mortais considera nojento.

O que nos leva a pensar que ficar adulto é superar a fase da meleca.

O trecho abaixo pode ser um bom exemplo da visceralidade de ZONAS ÚMIDAS, um livro indigesto, sem dúvida.

As ilustrações são de MIRKA LUGOSI.


UM BOM PIRATA TAMBÉM ATACA

NO MAR VERMELHO







Já perdi sangue o suficiente por baixo. E estou muito ocupada com a ferida na bunda, e ainda por cima tenho de brecar o fluxo do sangue da menstruação. Se deixarmos de lado minha leve irritação logo antes daqueles dias, até que me dou bastante bem com meu sangramento mensal. Muitas vezes fico bastante excitada quando estou sangrando.


Uma das primeiras obscenidades que ouvi na infância, durante uma festa dos meus pais, e que só entendi depois de perguntar um bocado, foi: um bom pirata também ataca no mar Vermelho.







Antigamente era considerado nojento o homem transar com uma mulher menstruada. Faz muito tempo que isso deve ter acabado. Se transo com um garoto que gosta que eu esteja sangrando, fazemos uma baita lambança na cama.


Prefiro usar lençóis brancos nesses momentos, caso eu possa escolher. E troco de posição e de lugar tantas vezes quanto possível na cama, para que o sangue consiga se espalhar por toda a parte.

Nessas horas, quero transar bastante sentada ou agachada, para que a força da gravidade faça escorrer mais sangue da xoxota. Se eu ficar apenas deitada, seria mais fácil o sangue apenas se acumular.








Eu também adoro que me lambam quando estou sangrando. É um tipo de prova de coragem para ele. Quando ele terminou com a lambeção e olha para cima com a boca toda suja de sangue, eu o beijo e daí ambos ficamos parecendo com lobos que acabaram de destroçar uma corça.


Também gosto de sentir o gosto do sangue na boca quando continuamos a transa. Isso me excita muito, e em geral fico triste se minha menstruação acaba depois de dois ou três dias de lobo.


Mas também tenho sorte. Escuto outras garotas dizendo que sentem cólicas durante todos esses dias. Isso não é exatamente algo que estimule o sexo.









Eu só fico com um mau humor inacreditável um pouco antes da menstruação e me torno extremamente agressiva com pessoas que não têm nada a ver com a situação. Depois disso o sangue jorra e nada dói. Nada de cólicas.



[...]



Também não me importo muito com higiene no tema menstruação. Isso é totalmente supervalorizado. Absorventes internos são caros e supérfluos. Quando estou menstruada, eu mesma faço meus absorventes internos de papel higiênico, enquanto estou sentada no vaso. Tenho o maior orgulho disso.









Desenvolvi uma técnica especial de enrolar e dobrar para que eles permaneçam lá dentro durante bastante tempo e consigam segurar o sangue. Meus absorventes de papel higiênico, devo admitir, entopem a xoxota e barram o sangue, em vez de o absorver como os produtos convencionais. Perguntei ao meu ginecologista, dr. Bröckert, se faz mal para a xoxota o sangue ficar preso lá durante muito tempo, escorrendo na hora de eu me sentar no banheiro. Ele disse achar que o sangue tem alguma função purificadora é uma crença muito difundida. Do ponto de vista médico, minha barragem de sangue é inofensiva.


Fui algumas vezes ao ginecologista porque o absorvente tinha se perdido dentro de mim. Eu estava convicta de ter colocado um, mas não consegui encontrá-lo na hora de tirar. Essa é uma outra pequena desvantagem de meus absorventes feitos em casa: falta o fiozinho azul-claro para puxar para fora.








Meus dedos são mais para curtos, e quando procuro alguma coisa na minha xoxota, não tenho muito sucesso. Já passei por uma situação dessas algumas vezes na casa do papai. E daí tive que usar o espeto de churrasco todo bacana dele para procurar.



Muitas vezes havia pedaços de carne esturricada e gordura ainda presos no espeto. Eu não queria me comprometer limpando o espeto antes de enfiá-lo dentro de mim. Então me deitei na posição ginecológica e tentei achar dentro da minha xoxota, da melhor maneira possível, o tampão de papel higiênico.








Com todos os restos do churrasco. Algumas das vezes não encontrei nada. Da mesma maneira como não limpei o espeto antes de enfiá-lo em mim, também não o limpo quando ele retorna à mesa de churrasco do papai depois da minha intervenção ginecológica. Sempre estou com um sorriso de lado durante os churrascos com os amigos da família.



Gosto de perguntar pra todo mundo se está gostoso, e aceno para o meu pai churrasqueiro, que devolve o cumprimento com seu espeto. Esse é o meu terceiro hobby: espalhar bactérias.







Quando eu não tenho sucesso com o espeto de churrasco e fico com medo de o tampão de papel higiênico ensanguentado embolorar dentro de mim e eu morrer de um horroroso choque bacteriológico, vou a ginecologista.


Ele chama isso de problema do triângulo das Bermudas. Às vezes consegue me ajudar, mas é mais frequente que ele também não ache nada. E tem dedos bastante logos e uma porção de reluzentes espetos médicos de churrasco. Mesmo assim, não encontra o tampão.







- Você tem certeza que introduziu o absorvente?

Fofo. Ele sempre diz "introduzir". Eu digo "enfiar".

- Certeza absoluta - respondo.

Ele me acha um completo enigma. Mas minha xoxota também é um enigma para mim. O tampão vai sumir sei lá onde. Tomara que eu fique velha o suficiente para decifrar esse mistério. O dr. Bröckert ainda faz um ultrassom para se certificar de que não há nada escondido bem lá no fundo.





Muitas vezes tenho preguiça demais para montar novos absorventes. Por isso não jogo fora o tampão velho, que custou tanto para ser dobrado, a cada vez que vou ao banheiro. Eu o tiro com o dedo depois de ter sentado. E o coloco no chão. Quanto mais sujo, melhor.



Se eu puder contribuir com uma pequena mancha de sangue no meio de todas aquelas manchas no chão, melhor ainda. E quando eu tiver terminado seja lá o que fui fazer no banheiro, tiro o tampão do chão e o enfio novamente. Gosto do cheiro de sangue velho, quando ele escorre da xoxota. Gosto também de trufas. Já me contaram algumas histórias de horror sobre o que acontece quando a gente não troca o absorvente com frequência. O resultado são as piores infecções, com choques que podem matar as mulheres. Desde que fiquei menstruada, ou seja, há seis anos, ajo assim com minha xoxota e minhas bactérias, e não sou uma preocupação para o meu ginecologista.








ZONAS ÚMIDAS, tradução de Cláudia Abeling.







terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SAINDO DO ARMÁRIO






Homossexualidade.

Mesmo nos tempos de "paradas do orgulho gay", de celebridades fazendo revelações íntimas, de debates sobre "casamento gay", de casais de jovens e não tão jovens se assumindo em público, a homossexualidade ainda causa... preconceitos!





Mas, não é sobre homofobia e preconceitos que quero falar. Isso é por demais asqueroso, para merecer entrar nas crônicas desta "Lua", cuja filosofia é pregar o erotismo livre e respeitar aquilo que cada um é.





Quero falar da homossexualidade feminina. Das lésbicas. Das sapatonas e sandalinhas. De mulheres que "saem do armário". E isso é meio estranho, porque, se do lado masculino, o ato de se declarar gay é quase sempre algo meio traumático, causador de espantos da família, dos amigos, colegas e conhecidos que se fingiam de mortos quando o garoto já há muito revelava suas tendências, as moças, por seu lado, não provocam nenhuma reação ao andar de mãos dadas com as "amigas", nem mesmo comentários maldosos, já que as mulheres "são assim"... convivem mais intimamente umas com as outras.






O lesbianismo desenvolve-se meio camufladamente. E, quando revelado e escancarado, se causa reações (e sempre causa!), é seguido de comentários ou pensamentos como: "eu sempre desconfiei", "eu sempre soube", "essas duas nunca me enganaram"... E o preconceito segue ali, remoendo as consciências, sob a falsa aparência de conformidade.





Então, quase nunca vemos algo como "fulana saiu do armário", como no caso de muitos homens (célebres ou não) que escondem o máximo que podem sua vida íntima, até que um dia... explodem! E todos dizem "oh! ele é mesmo gay".

Garotas não "saem do armário", escorregam lentamente dele...







Mas não foi o que aconteceu, no caso seguinte. E passo a resumir uma matéria que encontrei no site indicado no final do post.



Em discurso emocionante, 
adolescente sai do armário






Uma escola estadunidense propôs o tema "Quebrar o silêncio... a respeito das coisas que contam!", por ocasião das comemorações dos movimentos cívicos. Então, Kayla, do ensino médio, resolveu escancarar sua homessexualidade, num discurso em frente a todos os seus colegas de escola. Isso aconteceu na Califórina, há pouco mais de um ano. Um trecho de seu discurso, no qual Kayla volta ao dia em que percebeu sua primeira atração por uma garota, a agonia que ela sentiu quando tomou consciência de sua homossexualidade e os riscos que existem, ainda hoje, quando alguém - principalmente uma mulher - decide "sair do armário":





"Eu estou aterrorizada com a ideia de falar a vocês. Eu tenho medo de perder meus amigos e aqueles que eu amo. Eu tenho medo de ter uma má reputação nesta escola, eu tenho medo pela maneira com a qual as pessoas poderão me olhar. Este discurso vai mudar minha vida para sempre, mas eu espero que minhas palavras possam mudar ainda mais coisas. É tempo de parar de ter medo. Eu quero poder ficar apaixonada, caminhar com ela na rua de mãos dadas".





Ainda em seu discurso, Kayla disse aos colegas que rezou muito a Deus para que deixasse de ser lésbica, lutou contra sua natureza e saiu com meninos, mas que no fim encontrou adolescentes "que eram felizes - uma coisa que eu não pensava possível. Eu estava em um lugar onde eu sabia que seria aceita, onde eu poderia aceitar a mim mesma. Eu estava livre".













http://somosglbt.blogspot.com/2011/01/em-discurso-emocionante-adolescente-sai.html


(Ilustrações de Suzanne Ballivet, 
para uma das edições de 
Les Chansons de Billitis, 
de Pierre Loÿs)