segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VOCÊ, MINHA AMIGA, JÁ USOU UM BABY DOLL?


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Este post é dedicado às mulheres que, digamos, um pouco mais velhas, já usaram, para dormir, o famoso BABY DOLL. E também aos homens que tiveram o prazer de ter uma companheira que se lhe apresentou, à cama, vestida com um BABY DOLL, antecipando, para ambos, os deliciosos prazeres de uma noite mais quente.



E de onde vem essa deliciosa peça do vestuário feminino?





(Carrol Baker no filme Boneca de Carne)

Em 1956, um filme chamado "Baby Doll" (no Brasil, "Boneca de Carne", direção de Elia Kazan e roteiro de Tennessee Williams) causou furor. A atriz - Carrol Baker - usava um "baby doll pijama", ou seja um "pijama para boneca", porque foi concebido, na Inglaterra, em 1756 (já é velhinho, portanto), como uma camisola para as crianças, acredito que ambos os sexos.




(Brooke Shields)
Adaptado para a mulher adulta, como uma camisola mais curta, ganha o baby doll, com o tempo, leveza e um toque de sedução e erotismo. O que justifica, com certeza, a aura de fetiche que possa envolvê-lo.





(Carrie Bradshaw)

Dizem os estilistas que a roupa "fala", ou seja, envia mensagens. Lembro-me de um episódio do seriado "Sex and the City" em que a personagem de Sarah Jessica Parker, Carrie, sai de uma sessão de fotos para encontrar o namorado, o misterioso Mr. Big (Chris Noth), usando o mesmo vestido das fotos e é literalmente "atacada" por ele. Ela, então, conclui que estava vestida de "quero dar pra você".





Portanto, as feministas que me perdoem, mas uma mulher que sai do banheiro, para dormir com seu homem, vestida com um baby doll, passa a clara mensagem: "hoje eu quero muito dar pra você".  Porque, realmente, é uma deliciosa camisola de "dormir", o BABY DOLL.










FELIZ 2013



Para encerrar o ano, quero desejar aos amigos dessa "LUA QUEBRADA" tudo aquilo que todos desejam a todos nesta data: felicidades, amor, dinheiro etc.

E quero encerrar o ano com um beijo. Podia ser um beijo entre dois homens ou entre duas mulheres ou entre quaisquer gêneros - que, aqui, preconceito não entra.


Mas, vou encerrar com um BEIJO que, para mim, seja o símbolo de um desejo antigo de todos nós, desejo nunca realizado - embora sempre renovado: O DESEJO DE PAZ!


Assim, meus amigos e minhas amigas: renovem-se as esperanças da humanidade, desejando que nos beijemos muito, muito, mas nunca mais para comemorar o fim de uma guerra.






FIM DE 2012/FELIZ 2013




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

AH, SIM: BOM NATAL!








UM PRESENTE DIFERENTE


UM DIPLOMA





Sim, um diploma!

Se você quer dar um presente diferente à sua amada, pode dar-lhe um diploma.

De quê?

Ora, um diploma de "a mais bela boceta"! 

E custa barato: apenas 5 euros.




Basta entrar neste site:


Clique em:

Personnaliser mon diplome. (Personalizar meu diploma)



(Foto s/indicação de autoria)


Escreva no lugar indicado o nome de sua amada e seu e-mail. Em seguida, use seu cartão de crédito para efetuar o pagamento e... pronto! Sua namorada receberá o seu diploma "DE LA PLUS BELLE CHATTE" (a mais bela boceta), com a chancela do Ministério da Juventude, da Educação e da Pesquisa... da França!






segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CIDA PEDROSA, UMA "SUICIDA" COM MUITO FOGO







Cida Pedrosa. Poeta e advogada. De Bodocó, Pernambuco, participa do grupo denominado "escritoras suicidas" (http://www.escritorassuicidas.com.br/).

Além da participação na antologia "Dedo de moça", desse grupo, tem publicado seus poemas e textos em várias antologias, desde 2005, e em edições próprias, como Restos do Fim (1982); O Cavaleiro da Epifania (1986);   Cântaro (2000); Gume(2005), todos em edição da autora e As Filhas de Lilith (Rio de Janeiro: Calibán Editora, 2009).

Tem textos traduzidos para o francês e o espanhol, e publicações espalhadas na internet e em jornais mundo afora.

Alguns exemplos da poesia de Cida Pedrosa, com ilustrações de Fameni Leporini (1885 - ?):


Milena






gosto quando milena fala
dos homens
que comeu durante a noite

é a única voz soante
nesta cantina de repartição

onde todos contam:
do filho drogado do preço do pão
do sapato carmim, exposto na vitrine
da rua sicrano de tal do bairro
de casa amarela
onde você pode comprar
e começar a pagar apenas em abril

sem a voz de milena
o café desce amargo



prazer







o diabo faz cócegas em meus pés
enquanto abro as pernas

e deus alisa meus cabelos
enquanto grito ao teu ouvido  



kelle





que seja feita
a vossa vontade
entre as pernas de kelle
e o silêncio da gruta

que venha ao nosso retiro
a cama desfeita
a diabrura dos dedos
o suor das roupas
e a boca de kelle

que nos dê hoje
o desejo e a festa
a boca e o pênis
o pão e a boceta
e a vontade de kelle

que seja feita a vontade de todos
na fogueira do corpo



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DO HELL ON HELLS OU O INFERNO DE SALTOS








Só as poderosas!
Só as fetichistas!
Só as garantidas!


(Foto de autoria não identificada)

Desde o coturno veneziano da Renascença – aqui nascia o sapato de plataforma – até o saltinho de cristal das putas Cinderelas de então, o salto alto é a delícia e o prazer de nós todos.

(Madonna - foto de Steven Meisel)

Elas nos pisam machucando com jeitinho, tanto para a agonia como para o êxtase, como nos sopra Ann Magnuson. Elas nos achacam com salto-agulha, elas nos ameaçam, o sapato como arma e símbolo de poder, o sapato mata.

(Foto de autoria não identificada)

Pode ser também uma linda bota à Valentina, aquela deusa que saiu da costela de Crepax!

(Valentina - Guido Crepax)

Os saltos que pisam os nossos telhados; e os saltos que deixam goteiras nas nossas existências.

(Foto de Helmut Newton)



(Catecismo de Devoções, Intimidades e Pornografias - Xico Sá)



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

KANAMARA MATSURI









Todo primeiro domingo de abril, na cidade de Kawasaki, no Japão, você - seja homem ou mulher, e até criança - pode:

  • passar a mão em um pênis;
  • lamber e chupar um pênis;
  • abraçar um pênis;
  • montar em um pênis;
  • dançar com um pênis;
  • brincar com um pênis...





Sim, pode isso e muito mais. As fotos seguintes o comprovam.






Porém, calma: os pênis são todos símbolos fálicos de uma festa muito popular: o Kanamara Matsuri, um festival de fertilidade que acontece há muitos anos.





Dizem que tudo começou na Era Edo (1604-1868), em que as prostitutas faziam orações, pedindo prosperidade nos negócios e proteção das doenças sexualmente transmissíveis. Com o tempo, a celebração passou a atrair também visitantes que rezavam por filhos saudáveis e harmonia no casamento.





Mas, há também a versão de que um demônio com dentes afiados teria se escondido na vagina de uma jovem e castrado dois homens durante a noite de núpcias. Então, um ferreiro teria construído um falo de aço para quebrar os dentes do demônio. Daí o nome - Kanamara Matsuri - que significa "falo de aço".





A festa ganhou contornos turísticos e ficou famosa há cerca de quarenta anos, quando uma boate gay doou um andor com um pênis gigante cor-de-rosa, que virou ícone do evento.




As formas dos órgãos sexuais masculino e feminino podem ser vistas por toda parte, em ilustrações, doces, lembrancinhas e esculturas. Três pênis gigantes chamam a atenção do público. Dois deles - um negro e outro rosa - são carregados pelas ruas em pequenos andores carregados por homens vestidos de mulheres, acompanhados de muita música e dança.





Kazujiro Kimura, chefe da comissão organizadora do evento, explicou à BBC Brasil que o deus do templo de Kawasaki garante fertilidade e harmonia aos casais. "Antigamente, as prostitutas vinham até aqui para pedir também por proteção contra doenças sexualmente transmissíveis", conta.





Por isso, o festival serve também para fazer campanhas de prevenção à Aids. "Começamos a distribuir panfletos e camisinhas há seis anos", lembra Izumi Tamaki, responsável pelo departamento de saúde da cidade.





Enfim, uma "festa da fertilidade", nas melhores tradições dos povos mais antigos, que cultuavam o pênis como símbolo e esperança de boas colheitas, que atrai visitantes e estimula o turismo da região. 




E o pênis reina absoluto, podendo ser acariciado, abraçado, lambido e comido em forma de pirulitos e doces, apreciado por homens e mulheres de todas as idades.






(Fotos da internet, sem indicação de autoria)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

DIA INTERNACIONAL DO MÚSICO





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ROSA NEGRA, de Cruz e Sousa








Nervosa Flor, carnívora, suprema,
Flor dos sonhos da Morte, Flor sombria,
Nos labirintos da tu’alma fria
Deixa que eu sofra, me debata e gema.

Do Dante o atroz, o tenebroso lema
Do Inferno a porta em trágica ironia,
Eu vejo, com terrível agonia,
Sobre o teu coração, torvo problema.

Flor do delírio, flor do sangue estuoso
Que explode, porejando, caudaloso,
Das volúpias da carne nos gemidos.

Rosa negra da treva, Flor do nada,
Dá-me essa boca acídula, rasgada,
Que vale mais que os corações proibidos!




 

(Ilustração: fotos da internet, sem identificação de autoria)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

FOTOS POLÊMICAS: PELOS PUBIANOS






Na primeira vez, em 1995, virou polêmica e, discussões à parte sobre o bom gosto da foto, ela fez arrepiar a careca dos conservadores. Já a segunda vez, repetindo a mesma pose, passou meio batido. Quase ninguém comentou. Mas os pelos pubianos de Adriane Galisteu ganharam fama.



Se virou polêmica no final do século passado, imaginem uma estrela famosa - mesmo que pin-up, mesmo que já conhecida por fotos ousadas - deixando-se fotografar aparando os famosos pelos.

Pois, é: isso aconteceu com Bettie Page, nos anos cinquenta, quando a moral conservadora estadunidense impunha regras rígicas de comportamento sexual e o maccartismo caçava suas bruxas políticas usando e abusando do argumento moralista. 

Enfim, sem muita conversa, apenas admirem a coragem desta mulher que inspirou - ou não - a nossa garota lá de cima:



Vamos acrescentar um post script a essa história: apesar das fotos, das poses, nem a Bettie Page nem a Adriane Galisteu cortaram de verdade suas pelagens. Apenas apararam os excessos. Pelo menos, não é possível encontrar fotos de nenhuma das duas com a boceta raspada.






segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A PRIMEIRA VEZ... DE ANASTASIA STEELE, por E L James







- Por favor, Ana, deixe eu fazer amor com você.

- Sim - sussurro, porque é por isso que estou aqui.

O sorriso dele é triunfante quando ele me solta, me dá a mão e conduz pelo apartamento.

Seu quarto é enorme. As janelas até o teto dão para os arranha-céus iluminados de Seatle. As paredes são brancas, e os móveis, azul-claros. A cama imensa é ultramoderna, feita de uma madeira cinzenta e rústica como galhos secos, tem quatro colunas mas é sem dossel. Na parede acima, há uma paisagem marinha impressionante.

Estou tremendo como vara verde. Pronto. Finalmente, depois desse tempo todo, vou fazer isso, com ninguém menos que Christian Grey. Minha respiração está curta, e não consigo tirar os olhos dele. Ele tira o relógio e o coloca em cima de uma cômoda que combina com a cama, tira o paletó, colocando-o numa cadeira. Está com aquela camisa de linho branco e a calça jeans. É lindo de morrer. Tem o cabelo cor de cobre escuro todo despenteado, a camisa para fora da calça, os olhos cinzentos atrevidos e deslumbrantes. Ele descalça o All Star, se abaixa e tira as meias, uma de cada vez. Os pés de Christian Grey... uau... por que essa atração por pés? Ele se vira para mim com o olhar meigo.

-Presumo que você não tome pílula.

O quê? Merda.

- Achei que não tomasse.

Ele abre a primeira gaveta da cômoda, tira um pacote de camisinhas e me lança um olhar intenso.

-Esteja preparada - murmura. - Quer que eu feche as cortinas?

-Tanto faz - respondo. - Achei que você não deixasse ninguém dormir na sua cama.

- Quem disse que a gente vai dormir? - retruca ele.

- Ah. - Minha nossa.





Ele vem devagarinho na minha direção. Seguro, sensual, olhos em brasa, e meu coração começa a palpitar. O sangue lateja em minhas veias. O desejo, palpável e quente, se concentra em minhas entranhas. Ele está em pé na minha frente, olhando nos meus olhos. É absurdamente sexy.

- Vamos tirar essa jaqueta, vamos? - diz baixinho e segura as lapelas para despir delicadamente meus ombros da jaqueta, que coloca na cadeira.

-Tem alguma ideia de quanto a desejo, Ana Steele? - murmura.

Engasgo. Não consigo tirar os olhos dele. Ele estica o braço e corros os dedos devagarinho pelo meu rosto até o queixo.

A musculatura da minha parte mais íntima e escondida se comprime da maneira mais deliciosa. A dor é tão gostosa e tão aguda que quero fechar os olhos, mas estou hipnotizada pelo seu olhar ardente. Inclinando-se, ele me beija. Seus lábios são exigentes, firmes e lentos, moldando os meus. Começa a desabotoar minha blusa enquanto vai me dando beijinhos levíssimos pela mandíbula, pelo queixo, terminando nas comissuras da minha boca. Devagarinho, tira minha blusa e a deixa cair no chão. Recua e me olha. Estou com o sutiã de renda azul-clara que me cai uma como uma luva. Graças a Deus.

- Ah, Ana - suspira ele. - Você tem uma pele lindíssima, alva e impecável. Quero beijar cada centímetro dela.

Fico rubra. Nossa... Por que ele disse que não fazia amor? Eu farei o que ele quiser. Ele pega a presilha do meu cabelo, solta-a e arqueja quando meu cabelo cai ao redor de meus ombros.

- Gosto de morenas - murmura, com as duas mãos no meu cabelo, uma de cada lado da minha cabeça.





Seu beijo é obstinado, sua língua e seus lábios adulando os meus. Gemo, e minha língua encontra timidamente a dele. Ele me envolve nos braços e me arrasta para junto de si, apertando-me. Mantém uma das mãos no meu cabelo, enquanto a outra desce pela minha coluna até a cintura e depois a bunda. Para ali e aperta delicadamente minhas nádegas, mantendo-me colada a ele, e sinto sua ereção, que ele languidamente pressiona no meu corpo.

Suspiro de novo em sua boca. Mal consig conter os sentimentos - ou seriam os hormônios? - que me percorrem desenfreados. Quero-o desesperadamente. Segurando seus braços, sinto seu bíceps. Ele é surpreendentemente forte... musculoso. Timidamente, levo as mãos aos seu rosto e afago seu cabelo. É muito macio, desalinhado. Puxo delicadamente, e ele geme. Vai me conduzindo devagarinho para a cama, até eu senti-la atrás dos joelhos. Acho que vai me forçar a deitar, mas não força. Ele me solta, e de repente se ajoelha. Agarra meus quadris com as duas mãos, passa a língua em volta do meu umbigo e vai me mordiscando até um dos lados da cintura, atravessando depois minha barriga par o outro lado.

- Ah - gemo.

Vê-lo ajoelhado na minha frente, sentir sua boca em mim é algo muito inesperado e sensual. Mantenho as mãos em seu cabelo, puxando-o delicadamente ao tentar aquietar minha respiração bastante ruidosa. Ele ergue os olhos para mim através de cílios longuíssimos, o olhar ardente turvo. Então, desabotoa minha calça jeans, puxa sem pressa o zíper. Sem tirar os olhos de mim, passa as mãos por baixo do cós, roçando de leve minha pele e alcançando minha bunda. As mãos vão deslizando devagarinho por ali rumo à parte de trás das minhas coxas, descendo a calça jeans com elas. Não consigo desviar o olhar. Ele para e molha os lábios, sem interromper o contato visual. Inclina-se para a frente, roçando o nariz na minha coxa até chegar no vértice entre minhas pernas. Eu o sinto. Ali.





- Você é muito cheirosa - murmura ele, e fecha os olhos com uma expressão de puro prazer, e eu praticamente me contorço. Ele puxa o edredom da cama, e gentilmente me empurra até que eu caia no colchão.

Ainda ajoelhado, segura meu pé e desamarra meu All Star, tirando o tênis e a meia. Me apoio nos cotovelos para ver o que ele está fazendo. Estou arfando... de desejo. Christian levanta meu calcanhar e corre o polegar pela sola do meu pé. Quase chega a doer, mas sinto o eco do movimento nas minhas entranhas. Suspiro. Sem desviar os olhos dos meus, ele passa a língua, depois os dentes, pela sola de meu pé. Merda. Gemo... como posso sentir isso ali? Torno a me deitar, gemendo. Ouço sua risadinha.

- Ah, Ana, o que eu faço com você? - sussurra.

Tira meu outro tênis e minha outra meia, depois se levanta e arranca totalmente minha calça jeans. Estou deitada na cama dele só de sutiã e calcinha, e ele está me olhando.

- Você é muito bonita, Anastasia Steele. Mal posso esperar para estar dentro de você.

Puta merda. As palavras dele. Ele é tão sedutor. Fico sem fôlego.

- Mostre para mim como você se dá prazer.

O quê? Franzo o cenho.

- Não seja tímida, Ana, mostre para mim - murmura ele.
- Não sei o que você quer dizer.

Minha voz está rouca. Mal a reconheço, tão cheia de desejo.

- Como você se faz gozar? Quero ver.

Balanço a cabeça.

- Eu não faço - murmuro.

Ele ergue as sobrancelhas, espantado por um instante, com o olhar sombrio e balança a cabeça, incrédulo.

- Bem, vamos ver o que podemos fazer a esse respeito.

Sua voz é macia, provocante, uma ameaça sensual deliciosa. Ele desabotoa sua calça jeans e despe-a devagar, os olhos nos meus o tempo todo. Inclina-se sobre mim, e, me segurando pelos tornozelos, afasta minha pernas com gesto rápido e sobe na cama. Ele paira  em cima de mim. Eu me retorço de desejo.

- Fique quieta - ordena ele, então se abaixa e me beija, subindo pela parte interna da coxa, prosseguindo por sobre o fino tecido rendado da calcinha.




Ah... não consigo ficar parada. Como posso não me mexer? Contorço-me embaixo dele.

- Vamos ter que trabalhar para manter você imóvel, baby.

Ele beija minha barriga, e enfia a língua em meu umbigo. Continua subindo, beijando meu rosto. MInha pele arde. Estou afogueada, com muito calor, muito frio, agarrada ao lençol embaixo de mim. Ele se deita ao meu lado, e sua mão passeia pelo meu quadril, passando pela cintura e subindo até meu seio. Ele me olha, a expressão enigmática, e delicadamente envolve meu seio com a mão.

- Cabe na minha mão perfeitamente, Anastasia - murmura, puxando o bojo do sutiã para baixo com o indicador e liberando meu seio, que, no entanto, continua levantado pela armação e pelo tecido do bojo. Seu dedo passa para o outro seio e repete a operação. Meus seios se intumescem, e meus mamilos endurecem sob seu olhar contínuo. Estou atada pelo meu próprio sutiã.

- Muito bom - sussurra ele em tom de aprovação, e meus mamilos ficam mais duros ainda.

Ele chupa delicadamente um enquanto sua mão vai para o outro seio e ele rodeia com o polegar o bico do mamilo, alongando-o. Gemo, uma sensação doce percorre minhas entranhas. Estou toda molhada. Ah, por favor, imploro internamente, agarrando-me com mais força ao lençol. Seus lábios se fecham em volta de meu outro mamilo, e, quando ele puxa, quase tenho espasmos.

- Vamos ver se podemos fazer você gozar assim - sussurra ele, sem interromper o assalto lento e sensual. Meus mamilos suportam o delicioso impacto de seus dedos e seus lábios hábeis, que acendem cada uma de minhas terminações nervosas e fazem meu corpo inteiro cantar com uma doce agonia. Ele simplesmente não para.





- Oh... por favor... - imploro, e inclino a cabeça para trás, a boca aberta enquanto gemo, esticando as pernas. Minha nossa, o que está acontecendo comigo?

- Deixe-se levar, baby - murmura ele.

Seus dentes estão cerrados em volta do meu mamilo, e ele puxa, forte, com o polegar e o indicador, e eu desmancho na sua mão, o corpo estremecendo em espasmos e explodindo em mil pedaços. Ele me beija, a língua enfiada na minha boca, absorvendo meus gritos.

Nossa. Isso foi extraordinário. Agora sei por que todo o alvoroço em torno desse assunto. Ele me olha, um sorriso satisfeito nos lábios, enquanto sei que, nos meus, só há gratidão e assombro.

- Você é muito sensível - suspira ele. - Vai ter que aprender a controlar isso, e agora vai ser muito mais divertido ensinar.

Ele volta a me beijar.

Minha respiração ainda está entrecortada enquanto me recupero do orgasmo. Suas mãos descem pela minha cintura até os quadris, e aí ele me envolve intimamente com a mão em concha... Meu Deus. Seu dedo escorrega pela renda fina e me rodeia devagarinho - ali. Por um instante, ele fecha os olhos, e sua respiração falha.

- Você está deliciosamente molhada. Nossa, eu quero você.

Ele enfia o dedo dentro de mim, e solto um grito quando enfia de novo e de novo. Manipula meu clitóris, e dou outro grito. Ele movimenta o dedo dentro de mim com mais força ainda. Gemo.

De repente, ele se senta na cama, arranca minha calcinha e a joga no chão. Tira a cueca, e a ereção se revela, livre. Puta merda... Ele estica o braço e pega um envelopinho de papel laminado, e aí se mete entre as minha pernas, afastando-as bem. Se ajoelha e coloca uma camisinha em sua extensão avantajada. Ah não... Será que vai... ? Como?





- Não se preocupe - suspira ele, os olhos nos meus. - Você também dilata.

Debruça-se, apoiando as mãos em ambos os lados da minha cabeça, de modo a pairar sobre mim, olhando-me nos olhos, a mandíbula cerrada, os olhos ardentes. Só agora percebo que ainda está de camisa.

- Quer mesmo fazer isso? - pergunta suavemente.

- Por favor - imploro.

- Levante as pernas - ordena com delicadeza, e obedeço de imediato. - Agora vou começar a foder com você, Srta. Steele - murmura ele, ao posicionar a cabeça de seu pau na entrada do meu sexo. - Com força - murmura, e me penetra.




- Aai! - grito ao sentir um estanho beliscão lá dentro de mim quando ele tira minha virgindade.

Ele fica imóvel, me encarando, os olhos brilhando em êxtase com a vitória. Sua boca está entreaberta, e sua respiração é áspera. Ele geme.

- Você é tão apertada. Está tudo bem?

Faço que sim, olhos arregalados, segurando os antebraços dele. Sinto-me muito plena. Ele continua parado, deixando que eu me acostume à sensação avassaladora e intrusiva de tê-lo dentro de mim.

- Vou me mexer agora, baby - sussurra ele pouco depois, a voz tensa.

Oh.

Ele se movimenta para trás extremamente devagar. Fecha os olhos e geme, torna a me penetrar. Grito de novo, e ele para.

- Mais? - murmura, a voz rouca.

- Sim - suspiro.

Ele faz de novo, e torna a parar. Gemo, o corpo aceitando-o... Ah, eu quero isso.

- De novo? - sussurra ele.

- Sim. - É uma súplica.




E ele se mexe, mas dessa vez não para. Apoia-se nos cotovelos e posso sentir o seu peso em cima de mim, apertando-me. No início, os movimentos são lentos, metendo e depois se tirando de dentro de mim. E, à medida que me acostumo com a sensação estranha, mexo os quadris timidamente ao encontro dos dele. Ele acelera o ritmo. Eu gemo, e ele continua o vaivém, mais depressa, implacável, num ritmo incessante, e eu acompanho, respondendo aos seus estímulos. Ele pega minha cabeça nas mãos e me beija com força, os dentes de novo puxando meu lábio inferior. Ele se agita ligeiramente, e sinto algo crescendo dentro de mim, como antes. Começo a enrijecer à medida que ele se mexe. Meu corpo estremece, arqueia, coberto de suor. Meu Deus... Eu não sabia que a sensação seria essa... não sabia que podia ser tão gostoso. Meus pensamentos estão se dispersando... só existe essa sensação... só ele... só eu... ah, por favor... enrijeço.

- Goze para mim, Ana - murmura ele sem fôlego, e obedeço, explodindo em volta dele ao chegar ao clímax e me dividir em um milhão de pedaços embaixo dele. E, quando goza, ele chama meu nome, e impelindo com força, depois se imobilizando ao se esvaziar em mim.





(CINQUENTA TONS DE CINZA, de E L James; tradução de Adalgisa Campos da Silva)


(Ilustrações de J. DE CHANTEAU)