sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O QUE É FEIO? O QUE É BONITO?








Nas ruas, nos supermercados, no transporte público... enfim, na vida real, dê uma olhadinha ao redor. Como são as pessoas de seu dia a dia?








Você encontra por aí, nesses lugares, mulheres com corpos esculturais e rostos perfeitos? Ou homens de largo peitoral, barriga de tanquinho e coxas maravilhosas?






Acostumamo-nos a ver, no cinema, na televisão, nas revistas, nos outdoors, seres extraordinários, ou seja, aqueles que a mídia ou os publicitários ou sei lá quem definiram como sendo “belos”.







No entanto, esses seres extraordinários ou considerados belos espécimes da raça humana são absoluta exceção no mundo real. Talvez um por cento da população – ou até menos – pudesse se enquadrar nesse padrão de “beleza”.






E mesmo os que se enquadram, assim são considerados muitas vezes à custa de dietas especiais, quilos e quilos de cremes, plásticas, malhação... e até do famoso fotoshop, que elimina todos os “defeitos” de seus corpos lisos e maravilhosos.









Aí, fico pensando: o que é, realmente, a beleza? Por que consumimos com olhos famintos o ideal praticamente impossível para as pessoas comuns e olhamos para nós mesmos e para os que nos cercam com a desconfiança de que não podem todos se expor, porque são “feios”, porque são “comuns”?






Não sei responder. Mas o que sei é que: primeiro, a tal “beleza” é apenas um conceito relativo, já que convivemos com o comum, amamos o comum, casamo-nos ou nos amigamos com o comum e é com o comum que vamos para a cama; segundo, deixemos de preconceito, portanto: não há ninguém que seja “feio” o bastante que não possa se mostrar, ou, pelo menos, olhemos de vez em quando para o tal “comum” com olhos menos preconceituosos.








Se a natureza nos fez assim, assim somos e assim podemos nos mostrar, sem que venham nos criticar, porque não temos os mesmos “predicados” impostos por um conceito de “beleza” abstrata e inatingível.








Vivam, pois, todos os corpos imperfeitos! Viva a nudez rude, sem mistérios, sem retoques, sem truques, sem sacrifícios, do homem comum e da mulher comum que frequentam nosso dia a dia!





Nenhum comentário: