Há vários poemas dela espalhados pela rede. Catei um, e escolhi-o pela forma desabrida de escrever, sem meios termos, um poema descarado e muito, muito bom.
Assim deve ser o escritor/poeta: sem medo das palavras. Elas estão lá, como diz o Drummond, em “formato de dicionário”. Basta pegá-las, usá-las e fazer delas um momento de beleza, de erotismo, de tesão.
Com vocês, Camila Sintra, com ilustração de Paul Émille Bécat:
Arrepios
o beijo nos lábios
arrepia o pescoço
a mão nas tetas
arrepia os mamilos
a língua no grelo
arrepia a espinha
o dedo no cu
arrepia o ventre
o pau na boceta
arrepia até a alma
e teu olhar no meu
arrepia-me como mais nada...





0 comentários:
Postar um comentário