sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O CASO ROSE LEONEL












Esta crônica fugirá um pouco às características das matérias desta “Lua”. Porque será meio furibunda (sem duplo sentido) e sem ilustrações. Vou falar de Rose Leonel.

Rose Leonel é uma jornalista de Maringá, PR. Tem 41 anos e desde 2006 luta por justiça, por um escândalo que correu o País via internet: ao romper um namoro de mais de três anos, seu ex postou na rede um conjunto fabuloso de fotos íntimas da moça. E isso teve repercussão até no exterior.

Bem, por que volto ao assunto? Por vários motivos.

Primeiro, e o mais importante de todos: o tal sujeito foi condenado, finalmente. Saiu a sentença há pouco, creio que em agosto. Não interessa se a condenação foi a esperada, se foi justa ou não. Importa é que ele foi condenado. E isso é fundamental.

E, por conta disso, entramos no segundo motivo: o direito à privacidade. Sem dúvida, temos todos tal direito e, muitas vezes, indivíduos inescrupulosos e idiotas (como o tal ex da Rose) acham que podem dispor da vida das pessoas e ficar impunes. Uma vitória do Direito e da democracia (sem entrarmos em discussões filosóficas do que sejam direito à privacidade e democracia).

Terceiro motivo: o machismo. Há homens – e esse tipo abunda por aí (mais uma vez, nada de trocadilhos infames!) – que não se conformam com um simples término de relacionamento. Acham que a mulher é sua propriedade, e que não podem dela ser desalojados. Isso é uma das coisas mais irritantes e imbecis do machismo. Sofra, cara, mas caia na real: vá chorar as mágoas na cama, que é lugar quente e deixe em paz a quem não lhe quer!

Quarto motivo: as mentes criminosas. Aliado ao machismo, há também os criminosos, muito piores do que os machistas imbecis: aqueles que matam, porque foram colocados para escanteio. A esses o desprezo total. E punição, punição bastante severa, para servir de exemplo a todo macho que se acha dono da vida e da morte de suas parceiras.

Quinto motivo: a repercussão. E aí vai uma crítica a toda a mídia. Quando estouram casos nebulosos e escandalosos, como o que viveu a jornalista de Maringá, as mídias correm atrás, tiram proveito, faturam com manchetes e reportagens. Depois, quando o caso chega ao fim, com a devida punição do criminoso, quase nada se publica. Acho que o mesmo destaque devia ser dado, para que – cumprindo um dever de cidadania que a mídia devia ter e não tem – o caso sirva de lição e desencoraje outros idiotas a fazerem o mesmo.

E, finalmente, o último motivo: o alerta. Hoje, com a facilidade de usar celulares e outras pequenas engenhocas, para fotografar e filmar, não caiam em tentação. Meninas (e meninos também), lembrem-se de que um celular pode ser perdido, que o parceiro ou parceira nem sempre é confiável e, mesmo que confiável no momento, as pessoas mudam: o amor de hoje pode se transforma em rancor e ódio amanhã, ou depois. Não se exponham!



Um comentário:

Anônimo disse...

se denota algum artifício o melhor é buscarmos a confiança do parceiro(a).pois quem tem segurança não perde o vão da confiança ; por isso é que devemos amar verdadeiramente nossas amadas ou o contrario o amor das nossas vidas!