sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FIAMMETA CÉLESTINE





EU, NAU DOS INSENSATOS




(Foto: Andres Serrano)


Eu, nau dos insensatos,
em canto de sereias ,
deixo-me levar.


Eu, nau em vau,
atada ao cais,
deixo-me cativa.


Em noites de alcova,
casta e virgem,
desavergonhada e puta,
mito e mistério,
atualizo o sagrado e o profano.


Louca e sensata,
santa e vadia,
trágica e cômica,
passiva e rebelde.
Sim, Fênix,
fogo de antíteses,
me incendeio e ressurjo,
da pira que arde,
no templo-tempo da paixão.



(Foto da internet - sem indicação de autoria)




Um comentário:

LEO disse...

Boa semana pra vc!
Bjsss molhados
LEO


Eu que não me sento
No trono de um apartamento, com a boca escancarada
Cheia de dentes (na frente do meu Lap)
Esperando a morte dos blogues chegar...
E você???

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