sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FIAMMETA CÉLESTINE





EU, NAU DOS INSENSATOS




(Foto: Andres Serrano)


Eu, nau dos insensatos,
em canto de sereias ,
deixo-me levar.


Eu, nau em vau,
atada ao cais,
deixo-me cativa.


Em noites de alcova,
casta e virgem,
desavergonhada e puta,
mito e mistério,
atualizo o sagrado e o profano.


Louca e sensata,
santa e vadia,
trágica e cômica,
passiva e rebelde.
Sim, Fênix,
fogo de antíteses,
me incendeio e ressurjo,
da pira que arde,
no templo-tempo da paixão.



(Foto da internet - sem indicação de autoria)




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EROTISMO E HUMOR - 1








Quase todo mundo gosta de uma piada “suja”, isto é, de conteúdo sexual, sacana, em geral politicamente incorreta, aquela que faz corar as mulheres (que também apreciam um bom chiste, mas não gostam de grosserias).


E piada de conteúdo sexual é assim: quanto maior o mau gosto, mais provoca o riso.






No entanto, observo que seria preciso uma pessoa extremamente “estranha”, para se excitar com uma piada de conteúdo sexual. O humor não é erótico, mesmo quando aparece na forma de desenho. Pelo menos, é o que eu acho. E gostaria de levar você, leitor ou leitora dessa “Lua Quebrada”, a verificar essa premissa comigo. Compare as ilustrações abaixo, e tire suas conclusões:


Neste desenho de Peter Fendi, a felação é erótica, excitante:









Mas, o mesmo ato tem intenções hilárias no grotesco do pastiche, o que tira toda e qualquer ideia de excitamento. Fica só o riso, ou não:




(Autor não identificado)



O pau enorme, no desenho de Serpiere, para a Druuna, traz uma alta carga erótica:





(Serpieri - Druuna)


Já o mesmo pau, na charge abaixo, é só motivo de pilhéria, pelo pensamento do susto da mulher, que se diz experiente com todo tipo de jovem “tímido”:






(Autor não identificado)



Posições sexuais dão sempre motivo para ótimas ilustrações. É o que faz, com a perícia da época, Johan Nepomuk Geiger, buscando o prazer dos olhos, apenas o prazer:







Já a charge seguinte nada tem de erótica, pois a intenção é só a pilhéria, nada mais que a pilhéria, com a posição sexual e com uma penetração exagerada:






(Autor não identificado)



As mesmas posições sexuais, a penetração por trás, é erótica no traço de Antoine Borel...









E apenas hilária, nesta charge:






(Guy Wilga Lerat)


Enfim, ainda que tenha conteúdo sexual, aquilo que é desenhado para provocar o riso não tem carga erótica capaz de nos excitar, de nos provocar arrepios. 



Será que você, leitor ou leitora dessas linhas, concorda comigo?









sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PROVA DE VIRGINDADE




(André Lambert)

Esta “LUA” resolveu investigar um pouco mais o “tabu da virgindade” (título, aliás, de um livro de Freud) e encontrou o delicioso artigo abaixo, de Luís da Câmara Cascudo, nosso grande folclorista.

Leia, divirta-se e tire suas conclusões...



EXIBIÇÃO DA PROVA DE VIRGINDADE


Luís da Câmara Cascudo








Minha avó materna, Dona Maria Ursulina da Camara Fernandes Pimenta (1835-1929), referindo-se a uma moça desenvolta e airada no seu tempo, disse, distraída e precisa: "Aquela não mostra os panos!..."




Eu já estava, há muitos anos, pesquisando etnografia e terminava o curso jurídico. Perguntei a razão da frase. Vovó atrapalhou-se e foi com muita insistência minha que atendeu explicar. Outrora, mesmo no tempo da Guerra do Paraguai, uma hégira nos serões do Brasil, era costume a exibição dos panos íntimos da desposada, mas a mãe ou a sogra ia provar a virgindade da filha ou da nora recém-casada, mostrando as nódoas de sangue na cambraia doméstica. Os membros da família, tios, avós, tinham o direito de ver o documento da violação legal do hímen. Quando tal exibição nao ocorria, era natural a suposição de que a noiva tivera matrimônio com marido não paciente na ocultação de pecado anterior da nubente. "Aquela que não mostra os panos..." não poderá documentar sua donzelice. Mesmo casada, ficava com fama de "mulher-solteira".







Na sua autobiografia, Freud alude à infinita hipocrisia com que todos escondem quanto se refira à sexualidade, como se dela não participassem. Nos estudos de etnografia e registros do folclore essa seção é tabu respeitado e ambivalente na atração e repugnância de sua pesquisa e fixação.






Estudante de medicina, convivi em Natal com os velhos médicos parteiros e deles ouvi muita anedota curiosa sobre o pudor que enrolava ciumentamente a vida sexual dos cônjuges consulentes. Quando lhes perguntava por que não escreviam sobre aquele precioso material, limitavam-se a sorrir ou abanar a mão num gesto de afastamento da tentação. Era assunto proibido. Ninguém mais os consultaria depois de divulgada tal observação. Segredo profissional.






Um estudioso honesto e de meticulosidade comprovada, Sr. Manuel Rodrigues de Melo, revelara observação feita no sertão do Seridó: "Com o casamento, o lençol da noiva era furado no centro para facilitar a cópula, resguardando, naturalmente, o corpo dos olhares do noivo. Na manhã seguinte ao casamento os lençóis eram estendidos à admiração do público, como prova da virgindade da noiva e virilidade do noivo". Ora, a exigência do pudor físico outrora atingia minúcias inauditas. Rara seria a mulher casada que se despisse diante do marido. Para muitos homens a nudez feminina era vista na intimidade mercenária das cidades, fora uma revelação perturbadora. Nem a mulher se despia nem eles o faziam, igualmente. O corpo era vedado ao olhar conjugal, para que não excitasse demasiado, privando o homem do emprego de maior energia nos trabalhos da rotina cotidiana. A cópula debilita como uma grande sangria na veia, diziam os antigos. Ficava-se com o corpo aberto, enfraquecido pela descarga seminal. Cangaceiros, caçadores, viajantes não praticavam o coito em véspera de ação profissional.








Meu pai, em 1885, no lugar Quixabá, sete léguas ao norte da cidade de Sousa, Paraíba, viu um pequeno avental de linho, bordado de retrós preto e vermelho reproduzindo o órgão feminino, e com cordões para ser atado à cinta. Meu pai deparou aquele folium vitis matuto enxugando ao sol numa dependência da casa onde se hospedara. Empregavam o avental na própria junção carnal. Afirmou-me ser de uso comum naquele tempo. Meu pai confirmava a normalidade do uso do lençol furado para casados de pouco tempo, primeiros meses de união íntima. O lençol era bordado com lavores em relevo e peça valiosa do enxoval.




O Sr. Álvaro José de Melo, alagoano d Sant'Antônio Grande, ouviu do seu tipo, Ernesto Marinho de Melo, que na mesma cidade de Alagoas Velha (hoje Deodoro), havia antigamente a mesma tradição do lençol furado, enfeitado ricamente e também a exibição da camisa ou panos íntimos da recém-casada no dia seguinte ao matrimônio. Expunham à janela ou dobrada na meia-porta, bem visível a parte manchada, e o pai da noiva ficava sentado, esperando os transeuntes que, deparando a prova da virgindade, saudavam-no afetuosamente: "Meus parabéns!" E o velho respondia amável: “Muito obrigado”. Assim dezenas de vezes. Quando não havia tal documento visível, os comentários eram desfavoráveis e cruéis à honestidade da nova senhora. Ela não mostrara os panos. Minha avó dissera, evidentemente, um fato indiscutível e que desaparecera na citação comum e popular, perdida à memória do uso e mesmo uma alusão à sua passada vulgaridade.








Com tais rigores de evitação, seria um índice de espantosa força a tradição de alguém expor aos parentes a camisa ou o lençol da noiva, ainda manchado das provas da virgindade desfeita na noite anterior. Para essa amostra pública o pudor era não praticá-la, porque implicava confissão expressa de desonestidade indiscutível.




Meu pai, informador maravilhoso do sertão e agreste do seu tempo (1863-1935), evocava que, em certas ocasiões, indo os noivos residir em casa separada daquela em que a festa se fazia durante toda a noite, os parentes e familiares que estavam dançando e bebendo eram avisados da situação regular dos recém-casados por um foguete ou disparo de espingarda. O estampido tranquilizava a todos e as alegrias recrudesciam, mais intensas, sonoras e prolongadas. Não havendo o sinal esperado, ficavam aguardando o desfecho melancólico, a entrega da noiva, humilhada, ao sogro confuso pelo seu pouco cuidado com a filha, impaciente de amor sem casamento.







O lençol furado e os aventais bordados denunciavam o tabu do contato epidérmico, materializando formas de impedir ou evitar a atordoante nudez feminina. A mesma proibição, formal e categórica, não permitindo banhos conjuntos, de homens e mulheres, para gregos e romanos, vive entre ameríndios e africanos, orientais e ocidentais, de maneira positiva e total. O negro e o indígena nem mesmo atravessam as águas dos banhos femininos. Acreditam as mais humildes e pobres meretrizes que esse banho irresponsável, provocando a imagem confusa e reprovada da promiscuidade, inferior e bestial. Deverá interferir a lembrança do banho sagrado, ritual lavador de mazelas morais, ao lado da defesa convencional ou instintiva, do pejo e da vergonha.








(Ilustrações: autor não identificado)



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A PRIMEIRA VEZ... DE FANNY HILL



(Fanny Hill por Paul Émile Bécat, o aprendizado do prazer)



Fanny Hill. 

Personagem do romance erótico de John Cleland (1710-1789). 

Garota do interior, órfã, vai para Londres em busca da sobrevivência. Levada para um bordel, ainda virgem, começa a ser preparada para a chamada “vida fácil” por uma colega de quarto. Foge, ao apaixonar-se, violentamente, por um jovem frequentador da casa, ao encontrá-lo numa manhã, bêbado e dormindo no sofá da sala. Vai com ele para uma estalagem, como sua amante, e entrega-lhe a virgindade.



(Paul Émille Bécat; aprendizado: Fanny observa, no bordel, a "colega" em ação)


Há uma série de fetiches na descrição: a do hímen poderoso, tão poderoso que podia até mesmo impedir as estocadas iniciais do macho; a do homem belo, jovem, viril, extremamente viril, com uma “arma” imensa; a dor do rompimento e o sangramento; a submissão sexual da mulher... Mas, o fetiche maior é mesmo a decantada primeira vez.

O romance é estruturado em forma de cartas que a jovem escreve a uma senhora desconhecida. Por isso, a narrativa em primeira pessoa. Divirtam-se com as metáforas típicas da época do autor, quando, pelo menos na literatura, a perda da virgindade era um grande acontecimento:


(Fanny Hill, autor não identificado)



“Charles mal passou a tranca na porta e, correndo, tomou-me em seus braços, erguendo-me do chão, com os lábios colados aos meus, e me carregou, trêmula, arfante, desmanchando-me em doces lágrimas e ternos desejos, para a cama, onde a sua impaciência não lhe permitiu despir-me mais do que soltar o lenço e o vestido e desamarrar-me o espartilho.


(Paul Émille Bécat)


Meu busto estava agora nu e, expandindo-se nas mais calorosas palpitações, apresentou à sua vista e ao seu toque a protuberância firme, rígida de um par de seios jovens, como eram de se esperar em uma moça que ainda não completara dezesseis anos, recém-saída do campo e que nunca passara pelas mãos de ninguém; mas até mesmo sua altivez, sua alvura, suas formas, sua agradável resistência ao toque não conseguiam impedir as suas mãos de buscar outras paragens. Mas sim, deixando-as correr livres, logo minhas anáguas e minha camisola foram tiradas, e o centro mais forte de atração para aquelas mãos se expôs à sua terna invasão. Meus temores, no entanto, fizeram-me, mecanicamente, fechar as pernas, mas o simples toque das suas mãos, insinuando-se entre elas, separou-as, abrindo caminho para o ataque principal.





(Paul Avril)



Enquanto isso, eu estava completamente exposta ao exame dos seus olhos e das suas mãos, quieta e sem opor resistência, o que o confirmou na opinião, que ele mantinha com tanta firmeza, de que eu não era noviça naquele assunto, uma vez que ele me tirara de um bordel comum; nem eu disse nada para convencê-lo da minha virgindade; se o tivesse feito, antes ele teria acreditado que eu o tomava por algum trouxa, capaz de engolir tamanha improbabilidade quanto essa de ser eu ainda senhora daquele acalentado tesouro, daquela mina escondida, tão procurada pelos homens, mas que eles só buscam cavar para destruir.





(Paul Émille Bécat)



Estando ele agora excitado demais para tolerar demoras, desabotoou-se e, tirando para fora o instrumento de ataque amoroso, arremeteu-o de imediato, como se fosse encontrar uma abertura já pronta. E então! Então, pela primeira vez, senti aquela cartilagem intumescida, dura feito ferro, malhando contra as partes tenras, mas imagine a surpresa dele ao descobrir, após vários arremessos vigorosos, que me machucaram extremamente, não estar conseguindo o menor avanço.



(Paul Émille Bécat)



Queixei-me, mas queixei-me suavemente de que não conseguia aguentar... Deveras! Estava me machucando. Ainda assim, ele nada mais pensou do que, sendo eu tão jovem, o volume de sua máquina (pois poucos homens podiam rivalizar em tamanho com ele) criava toda a dificuldade e que possivelmente eu ainda não tinha sido desfrutada por ninguém tão avantajado naquelas partes quanto ele; pois ainda não lhe tinha sequer passado pela cabeça que minha virgem flor ainda não havia sido colhida, e ele teria achado uma perda de tempo e de palavras haver-me questionado a respeito.



Ele tenta novamente: a entrada continuava fechada; a penetração não acontecia; porém machucava-me ainda mais, enquanto o meu extremo amor me fazia suportar a extrema dor quase sem um gemido: aos poucos, após tentativas repetidas e inúteis, ele se deitou, ofegante, ao meu lado, beijou as lágrimas que caíam de mim e perguntou-me ternamente o que significavam tantas queixas, e se eu não havia aguentado a coisa melhor com outros do que com ele. Respondi, com simplicidade convincente, que ele era o primeiro homem a me cobrir dessa forma. A verdade é poderosa, e não é sempre que descremos no que ansiosamente desejamos.






(Michael Zichy)



Charles, já predisposto pela evidência dos seus sentidos a achar que minha pretensão à virgindade não era inteiramente apócrifa, cobre-me de beijos, pede-me, em nome do amor, que tenha um pouco de paciência, que ele terá tanto cuidado para não me machucar quanto teria consigo mesmo.


Ai de mim! Bastou-me saber da sua satisfação, para submeter-me alegremente a ele, não importa a dor que, eu previa, aquilo iria me causar.





(Paul Avril)



Ele retoma o ataque com mais jeito: primeiro, põe sob o meu corpo um dos travesseiros, para dar ao alvo da sua arma uma elevação mais favorável, e outro sob a minha cabeça, para meu conforto; depois, abrindo minhas coxas e colocando-se erguido entre elas, apoiou-as em seus quadris; em seguida, ajustando a ponta da sua máquina na fenda, em que buscava entrada, esta era tão pequena que ele mal podia ter certeza de estar apontando no lugar certo. Ele olha, sente e se mostra satisfeito; então, arremessando-se com fúria, sua rigidez prodigiosa, abrindo caminho feito um formão, rompe a união daquelas partes, permitindo a entrada apenas da cabeça, ao que ele, sentindo-se inteiramente aninhado entre os lábios, aumenta a sua vantagem e, dando sequência ao golpe, em linha reta, aprofunda à força a sua penetração, mas causando-me dor tão intolerável, devido à separação dos lábios daquela passagem macia por um corpo tão espesso e rígido, que não sei como não gritei; não querendo alarmar a casa, contive a respiração, enfiei na boca as minhas anáguas (que estavam viradas sobre o meu rosto) e as mordi durante a agonia. Aos poucos, a textura macia daquele aparelho abrindo caminho para uma ruptura e uma laceração tão violentas, ele perfurou alguma coisa mais dentro de mim: e agora, agressivo, já não mais senhor de si mesmo, mas arrastado pela fúria e impetuosidade daquele membro, que agora se esforçava com uma espécie de ferocidade nativa, ele irrompe, arrastando tudo pelo caminho, e uma estocada veemente e impiedosa o arremessa, empapado e impregnado de sangue virginal, completamente dentro de mim. Então! Então, toda a minha firmeza me abandonou; gritei e desmaiei, tão aguda foi a dor, e (conforme ele me contou mais tarde), ao retirá-lo, quando a descarga já tinha-se acabado, minha coxas ficaram instantaneamente cobertas por uma torrente de sangue que fluiu da passagem machucada, lacerada.”






(Paul Émille Bécat)



(Fanny Hill – Memórias de uma mulher de prazer
tradução de Eduardo Francisco Alves)




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

LA LEVRETTE



(Franz Von Bayros)


O título dessa matéria é, mesmo, metido à besta: la levrette (galgo, em francês). Ou, se você preferir, dog style (em inglês). No vernáculo, costumamos dizer apenas “de quatro”.




(Felicien Rops)


Sim, estamos falando da posição sexual em que a mulher fica de quatro, para a penetração. Há feministas por aí que dizem ser essa posição ignominiosa para a mulher. Não imagino por quê.





(George Gross)


Todos os animais (com exceção, parece, do bonobo – um macaco metido que só ele!) transam assim. E foi assim que o homo sapiens aprendeu a fazer sexo. Quando a genitália feminina ainda era mais voltada para trás do que para a frente.


(Giulio Pipi)


Evoluímos, ou melhor, modificamos (porque o conceito de “evolução” não implica melhoria, mas apenas mudança) nossa maneira de praticar o ato sexual. Mas nada, absolutamente nada, indica ou reforça a ideia de que a posição “de quatro” seja degradante, já que é tão prazerosa para ambos.





(Autor não identificado)



Degradante são outras atitudes, não as que assumimos, de comum acordo, entre quatro paredes, com nossos parceiros e parceiras. Mas, em vez de ficar aqui falando das maravilhas dessa posição, transcrevo abaixo uma crônica que encontrei de um blog português, que eu aproveitei para ilustrar com desenhos de vários artistas de todas as épocas. Porque é assim que eles registraram com humor, irreverência ou paixão o amor entre dois humanos.





Elogio da Canzana



(Paul Avril)




Venho aqui meus amigos falar-vos daquela posição que os animais fazem! Sim essa mesma! Aquela que é o supra-sumo de todas as posições sexuais! Já devem ter adivinhado. Falo-vos da penetração por trás estando a mulher de quatro. Vulgo canzana. Ou em inglês doggy style (estilo do cãozinho) ou em francês 15 ans (um prémio para quem perceber esta).




(Peter Fendi)



O que tem então esta posição de tão especial? Tudo! É no mínimo fabulosa! É que vai buscar dentro de nós aquela faceta selvagem e animalesca que todos temos durante o sexo! Verifiquemos então todas as vantagens que esta obra de arte do sexo traz durante o acto:




(Gerda Wegener)



- A vista: (pelo menos da perspectiva masculina) Querem melhor vista que aquela que um homem tem da mulher e do acto em si? Do melhor.


(Rowlandson)



- As mulheres ficam mais bonitas: É verdade! Durante a canzana qualquer gaja fica bonita e boa! Aqueles defeitos que todas tentam esconder desaparecem durante a canzana. As peles esticam, a celulite e as estrias desaparecem. A barriga, se tiverem não se vê e o rabo fica perfeito! Se forem feias também resulta desde que não se virem para trás nem haja espelhos.




(Achille Deveria)


- Puxar o cabelo: querem melhor do que ter um bom cabelo comprido para puxar? Em duas voltas enrola-se o cabelo na mão et voilá, um puxãozito. Do melhor. Se formos imaginativos podemos até imaginar que o cabelo é uma rédea e em vez de uma canzana fazemos uma cavalana…




(Javier Gil)


- Confortável para a mulher: podemos sempre pôr umas almofadinhas por debaixo da cabecinha dela para ela relaxar enquanto fazemos o que nos apetece.




(Johnn Nepomuk Geiger)



- Palmadas: o cu fica mesmo a jeito! Podemos avermelhar um pouco as nalgas porque ficam sempre mais bonitas quando estão coradas!






(Serpieri - Druuna)


- Podemos ver o futebol: juntamos assim duas coisas agradáveis e podemos vibrar com as melhores jogadas da nossa equipa enquanto partimos a bilha à gaja. Alem disso, sempre podem pousar a cerveja e os amendoins no rabo dela. (Desde que não a abanem muito). Para não dizerem que sou machista, se (e só se) tiverem duas televisões podem pôr numa a dar a novela e noutra o futebol!





(Michael Zichy)


- O homem fica mais perto do coração da mulher: digam lá se o formato do rabo da mulher durante a canzana não parece um coração? Por isso é que posso afirmar sem medos que ando constantemente à procura do coração das mulheres.


(Janitoro Flunacy)



Mas é ou não é uma posição admirável?








(http://contra-tudo-e-contra-todos.blogspot.com/2007/11/elogio-da-canzana.html)




P.S. : 

1. E eu, minhas amigas e amigos dessa Lua Quebrada, acrescento: tão admirável essa posição, que existe até uma rua com seu nome (onde? não tenho a mais mínima ideia...):






2. E mais: até um vinho, discretamente, homenageia o prazer duplo - sexo e e um bom château: