sexta-feira, 29 de julho de 2011

COMIDA E SEXO, SEXO E COMIDA








No meu livro, LUA QUEBRADA, criei uma cena em que os dois protagonistas se esbaldam com um banquete sexual, envolvendo vários tipos de comidas e muito, muito sexo.







São uma combinação bastante sensual comida e sexo. Não à toa que usamos o verbo comer para o ato de fazer sexo. Mas, é preciso saber usar os alimentos e dosá-los muito bem com a sensualidade, o tesão e o ato sexual. E também uma dose de imaginação, para fugir de coisas óbvias, como a banana, por exemplo.






O cinema já explorou, muitas vezes, com sutileza, como no caso da Disney, com a Dama e o Vagabundo, ou com um pouco mais de ousadia, como em 9 ½ Semanas de Amor, essa combinação deliciosa. Mas, nenhum filme ousou mais, que o clássico do erotismo japonês, O IMPÉRIO DOS SENTIDOS, de que já falei aqui mesmo, neste blog. A cena mais emblemática e mais comentada foi a do ovo, em que o homem introduz um ovo cozido na vagina da mulher e ela o “põe”, como uma galinha, para ele em seguida degluti-lo. Uma cena sensacional!










Com a ajuda do site “Comida”, cujo endereço está ao final do artigo, apresento algumas dicas para levar para a cama não só o parceiro ou a parceira a ser comido ou comida, mas também a própria comida, com a ressalva de evitar a introdução de alimentos nos órgãos sexuais (a mucosa de nossos órgãos são sensíveis e pode haver reação alérgica):









Gelo: o contraste entre quente e frio é um fetiche comum, estimula as terminações nervosas. Passe-o devagar pelo corpo quente do parceiro, e provoque arrepios em locais estratégicos à sua escolha.











Frutas: frutas como a maçã e o figo despertam a libido, pelo formato da polpa fatiada ao meio; selecione as mais suculentas e use a imaginação (usar a barriga como bandeja é óbvio demais). Morangos e uvas são excitantes em certas brincadeiras.











Chantilly, leite condensado, mel e caldas: insubstituíveis no sexo oral, para lamber e chupar por todo o corpo, misturando tudo com o sabor da pele e dos fluidos corporais.








Halls: pode fazer a diferença no sexo oral, se o sabor for mentol extra forte, ao dar uma sensação de extremo frescor e, às vezes, uma ligeira dormência. Pode ser muito bom!









Chocolate: com formatos variados, em natura ou derretido, sem dúvida um prazer a ser descoberto em contato com a pele ou com os órgãos sexuais.










Gelatina e sorvete: use a imaginação e a língua, para degustá-los sobre a pele do outro, antes que derretam. Podem gerar brincadeiras deliciosas, pela sensação de quente e frio.











Vinho, champanhe e outras bebidas: Baco inventou o vinho e as bacanais: saber usá-los numa transa (sem se embebedar, claro) pode levar os amantes ao êxtase supremo.









Bem, não há limites na brincadeira de misturar sexo e comida. E bebidas, claro. Lembrando sempre que não existem alimentos que por si sós incrementem a libido, os tais afrodisíacos. 




O prazer e o tesão serão proporcionais à gula, ao companheirismo e à imaginação dos amantes em saber usar os alimentos para uma orgia a dois (numa transa romântica) ou com quantos parceiros quiser.










Ouse. Porque ousar é preciso, gozar não é preciso.






E use e abuse, que as calorias adquiridas serão tranquilamente queimadas com o melhor sexo possível, num banquete em cima de uma cama ou à beira de uma piscina.







(http://comida.ig.com.br/sexo+e+comida+caia+de+maneira+saudavel+nessa+tentacao/n1237535062847.html)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O MEDO DA CASTRAÇÃO: A VAGINA COM DENTES






Um dos maiores terrores do macho, no terreno do sexo, é o medo da castração. Os mitos relacionados a uma vagina com dentes percorrem o imaginário humano. Abaixo, um trecho do livro “A História da V.”, de Catherine Blackledge acerca dessas histórias tenebrosas. Os mitos referidos por ela podem esclarecer muitos aspectos da sexualidade humana.



ABRINDO A CAIXA DE PANDORA





Uma mandíbula esfomeada. Uma goela gulosa. Um abismo denteado, voraz, faminto. Vagina dentata – a vagina com dentes – uma antiga imagem ansiosa que percorre o folclore, mitologia, a literatura, as artes e o mundo onírico da humanidade. Para muita gente, o mais poderoso de todos os mitos e superstições a respeito da vagina, a vagina dentata talvez seja o mais comum. Sua presença ao redor do globo é estonteante. Despedaçando e grunhindo, emasculando e mutilando homens, encontra-se o mito da vagina dentata da América do Norte à América do Sul, através da África, e também na Índia e na Europa. A onipotência desse motivo da vagina devoradora também sobreviveu por milênios, e muitos mitos da criação de muitas culturas estão impregnados de imagens castradoras e mortais. Dizia-se que as primeiras mulheres dos índios do Chaco tinham dentes em suas vaginas, com as quais comiam, e os homens não podiam se aproximar delas até que Caroucho, o herói do Chaco, quebrou seus dentes.





Os ianomâmis, da América do Sul, dizem que um dos primeiros seres sobre a terra era uma mulher cuja vagina se tornou uma boca denteada e cortou fora o pênis de seu parceiro. Na Polinésia, Hine-nui-te-po, a deusa do mundo subterrâneo e a primeira mulher sobre a terra, de cujo útero tombaram todos os demais, usa sua vagina para assassinar Maui, o herói polinésio. Maui rasteja até a vagina de Hine-nui-te-po com a esperança de retornar para seu útero, e dessa forma enganar a morte e atingir a imortalidade. Ao invés disso, ele é partido em dois pelas bordas pétreas de sua vagina decepante produtora de relâmpagos e faíscas e, devido à sua derrota para a deusa vagina, todos os outros homens devem morrer.




A psicologia sugere que o folclore sexual está repleto de histórias de dentes vaginais cortantes devido ao medo que os homens têm do escuro, do desconhecido, do espaço misterioso invisível que há no interior da vagina. Outros veem as imagens da vagina dentata como a corporalização da angústia masculina diante do vórtice insaciável da energia sexual feminina. Nas próprias histórias, nem sempre se explicam a origem dos dentes genitais afiados e os motivos por trás desse comportamento, por vezes mortal. Em algumas delas, a culpa é atribuída tanto a fontes materiais como espirituais. Um mito dos índios norte-americanos conta como um peixe carnívoro habita a vagina da Mãe Terrível. Na Idade Média, as autoridades cristãs apontavam a lua e a magia ao tentar encontrar uma explicação para o assim chamado fato de feiticeiras roubarem os pênis dos homens com seus dentes vaginais.


A seguinte fábula dos mehinau, uma tribo habitante da floresta tropical do Brasil, sugere um papel masculino na dentição vaginal.

Nos tempos antigos, havia um homem furioso que sempre criticava os demais. Uma tarde, uma mulher pegou várias conchas – que se pareciam a dentes – e colocou-as em seus pequenos lábios. Mais tarde, quando escureceu, o homem quis ter uma relação sexual. “Ó, ela linda”, ele pensou. A mulher fingia dormir. “Vamos ter uma relação sexual”, ele disse. Mas, ó, seu pênis era muito grande. Ele enfiou... enfiou tudo... Tsiuu! A vagina cortou seu pênis fora, e ele morreu bem ali, na rede.

Esta história, como muitas outras, culmina na castração e na morte do homem.




Em algumas lendas folclóricas, principalmente nas dos navajos e apaches, vaginas denteadas mortais vão mais além, e são descritas como órgãos separados, que saem por aí de maneira independente e dando mordias ao caminhar. [...] Os apaches jicarilhas do Novo México, por exemplo, contam de um tempo no qual apenas quatro mulheres no mundo possuíam vaginas. Essas mulheres, conhecidas como “meninas-vagina” tinham a forma de mulher, mas eram essencialmente vaginas. Eram também filhas de um monstro assassino chamado Monstro Chutador.



Imagine a cena. De acordo com a lenda, a casa em que as quatro meninas-vagina moravam estava cheia de outras vaginas, todas penduradas nas paredes. E, o que é bem compreensível, os comentários sobre as meninas-vagina e sua casa trouxeram muitos homens para dentro da casa, para nunca mais voltar. Diz a história que isso continuou, e homem após homem desparecia, aparentemente engolidos pelas vaginas penduradas nas paredes da casa das quatro meninas-vagina. Entra em cena o Matador-de-Inimigos, o maravilhoso herói-menino.



Enganando o Monstro Chutador, Matador-de-Inimigos entrou na casa e as quatro meninas-vagina se aproximaram dele, loucas para manter relações sexuais. Mas ele perguntou: “Para onde foram todos os homens chutados para dentro deste lugar” “Nós os comemos”, elas disseram, “porque gostamos de fazer isso”, e tentaram abraçá-lo. Mas ele as manteve à distância e gritou: “Fiquem longe. Isso não é jeito de usar a vagina”. E ele lhes contou: “Primeiro eu devo lhes dar um remédio, feito de bagas azedas, que vocês nunca provaram; depois eu faço o que vocês querem”. Ao que ele lhes deu para comer quatro tipos de bagas azedas. “A vagina”, ele disse, “ficará sempre doce se vocês fizerem isto”. As bagas fizeram suas bocas enrugar, a tal ponto que não conseguiam mais mastigar, apenas engolir. Elas gostaram muito... Quando o Matador-de-Inimigos viera, elas tinham fortes dentes com os quais comiam suas vítimas. Mas esse remédio destruiu completamente seus dentes.





É horrível, mas é a remoção dos dentes vaginais (que simbolizam o aspecto devorador da sexualidade feminina) por bravos heróis masculinos que é um elemento central de muitas histórias da vagina dentata. Tenazes, lascas de pedra, pedaço de corda, o remédio de bagas do Matador-de-Inimigos, pinças de ferro, pedras e paus compridos ou grossos como pênis, tudo isso é usado como instrumento excisório na tentativa de domar a vagina denteada e criar uma mulher obediente. É revelador que, em alguns casos. Só depois que se extraíram os dentes de uma mulher – ou seja, que ela foi domada pela destruição de seu espírito e de sua insaciável e ameaçadora sexualidade – é que um homem se casará com ela. Nesse sentido, a extração dos dentes vaginais é uma metáfora de como os homens gostariam de transformar as mulheres em seres dóceis e submissos, remodeladas de forma definida por eles. Nessas histórias, ao invés de serem submetidas pela vergonha, empregam-se meios físicos para domar sua sexualidade. A seguinte descrição de extração dental vem da Índia:





Havia uma filha de Rakshasa (demônio) que tinha dentes na vagina. Quando ela via um homem, transformava-se numa linda moça, seduzia-o, cortava fora seu pênis, comia-o e dava o resto do corpo para seus tigres. Uma vez, ela encontrou sete irmãos na floresta e casou-se com o mais velho para, dessa forma, poder dormir com todos eles. Após algum tempo ela levou o mais velho dos rapazes até onde viviam os tigres, fez com que se deitasse com ela, cortou fora seu pênis, comeu-o e deu seu corpo para os tigres. Da mesma forma, ela matou seis dos irmãos até que sobrou o mais novo. Quando sua vez chegou, seu deus protetor mandou-lhe um sonho. “Se você for com a moça”, disse o deu, “pegue um tubo de ferro, enfie-o na vagina e quebre seus dentes.” O rapaz assim fez...




A fabricação de armas fálicas rígidas que jamais ficarão flácidas diante da genitália feminina também é um tema comum nesses mitos da vagina dentata. É provável que isso tenha relação com temores masculinos da natureza sexual aparentemente insaciável das mulheres, de sua capacidade de ter orgasmo sobre orgasmo com seus genitais, enquanto que os homens só conseguem ter um antes de amolecer. Tenho certeza que a escolha de dentes afiados, devoradores, como arma de escolha feminina não é mera coincidência – eles são o nítido contraste dos medos masculinos de um pênis mole e impotente. 






A criação de um instrumento alternativo constitui o núcleo de outra história de sete irmãos e seus esforços para remover os dentes vaginais de uma mulher. Essa vem dos mitos pré-colombianos dos índios norte-americanos, e está representada explicitamente numa cerâmica dos pueblos do século XI. Essa tigela dos mimbres se refere ao mito dos esforços finais dos irmãos para extrair os dentes vaginais de uma mulher com um pênis falso de carvalho e nogueira. Encontram-se representações de despedaçamento de dentes nos rituais de algumas culturas. No folclore navajo e apache o Monstro Matador mata com um porrete a Vagina Cheia, uma das mais perigosas de sua espécie, que se acasala com cactos. Hoje os pueblos e outros nativos norte-americanos usam um falo entalhado em madeira para romper simbolicamente os dentes da vagina de uma mulher.






(A História da V – Abrindo a caixa de pandora; tradução de J. M. Bertolote)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

GRITOS E SUSSURROS





O que incomoda mais, vindo do apartamento vizinho, no meio da noite?


1. o som de uma batedeira de bolo;

2. música alta de uma festa;
3. latido de cachorro;
4. briga, com palavrões;
5. casal fazendo sexo.



Se fizéssemos uma enquete, é provável que a quinta alternativa ficasse em último lugar.

No entanto, não é o que pensa determinado vizinho de um casal de moradores de um prédio da cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, conforme reportagem que leio em O Estado de São Paulo de 13 de junho de 2011:




“Incomodado com os sons emitidos por seus vizinhos de porta – uma professora e um aposentado, com idade entre 45 e 50 anos – um morador passou a registrar queixas no livro do condomínio.”


Até aí, nada de mais. Acontece que esses sons eram do casal fazendo sexo. E o tal vizinho fez o registro no livro do condomínio – acessível a todos – usando termos considerados ofensivos, o que levou o casal a mudar-se para o Rio de Janeiro, por causa da exposição pública, e a entrar na Justiça, pedindo indenização por invasão de privacidade e de intimidade.





O fato ficaria por isso mesmo, não fosse a condenação – que achei justíssima e, acima de tudo, exemplar – do tal vizinho rancoroso ou, talvez, invejoso da performance da professora e do aposentado. Ele deve pagar ao casal amoroso, um total de dez mil e duzentos reais de multa, além das custas judiciais.


Fiquei pensando: se fossem outros os ruídos, como os listados acima, ou até mesmo se fossem os ruídos de uma oração coletiva, como acontece, por exemplo, com templos evangélicos por aí, a berrar sua crença aos quatro ventos, como se o deus deles fosse surdo, será que haveria tanta intolerância?





Além disso, os sons do sexo, gritos e sussurros, às vezes mais gritos do que sussurros, não duram mais do que uns instantes, quase sempre no momento do orgasmo. Que eu saiba, só atores de filmes pornográficos ficam fazendo sexo por intermináveis minutos. Mortais comuns, principalmente tratando-se de pessoas, digamos, mais velhas, como o nosso aposentado e sua mulher, não se esgoelam durante o sexo por mais do que um tempo bastante exíguo.


Então, por que a intolerância para algo que vem sendo feito desde que a primeira ameba macho encontrou a primeira ameba fêmea, nos primórdios da história do homem? Se todos os seres vivos fazem sexo, por que ainda não nos acostumamos com isso? Por que todo esse preconceito?





Por isso, rolei de rir com a condenação do tal vizinho idiota e preconceituoso: afinal, casais barulhentos no sexo deviam ser música aos nossos ouvidos, incentivo à nossa libido e diversão aos nossos sentidos. Não motivo de reclamações preconceituosas e idiotas.




Faça amor, não faça fofoca, devia ser, a partir de agora, o lema do tal prédio em Nova Friburgo.


E fora com o vizinho (provavelmente) broxa e (com certeza ) invejoso!







(Ilustrações de Agostino Carracci (Bolonha, 16 de Agosto de 1557 — Parma, 22 de Março de 1602), pintor e gravador italiano. Era irmão de Annibale Carracci e primo de Lodovico Carracci. Foi, junto com seus irmãos, fundador da Accademia degli Incamminati, que levou mais tarde à Escola de Bolonha).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ALAIR GOMES: O CORPO MASCULINO COMO FINA ARTE






Alair de Oliveira Gomes nasceu em Valença, RJ, em 1921. Formou-se em engenharia civil e eletrônica, mas tinha alma de artista. Desejou ser escritor, mas foi a fotografia que o consagrou.








Dedicou-se, principalmente, às fotos de corpos masculinos seminus, tiradas nos anos 70 e 80, com carga homoerótica. Hervé Chandès, diretor da Fundação Cartier para a Arte Contemporânea, afirmou, em 1991: “Em nus masculinos, não há nada hoje comparável no mundo da fotografia ao trabalho deste brasileiro”.








Ensinou filosofia da ciência na Universidade de Yale (Estados Unidos) e foi autodidata também em física,matemática, biologia e neuropsicologia. A partir de 1962, foi Professor Assistente 20 horas do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou longas viagens para a Europa, Oriente e Estados Unidos, onde foi bolsista da Guggenheim Foundation por um ano. No campo da crítica literária, fundou a revista Magog, em 1946, junto com o poeta Marcos Konder Reis e outros.









As fotos de rapazes nas praias do Rio, especialmente as produzidas entre os anos 70 e 80, são hoje o trabalho mais conhecido de Gomes. A maioria dessas imagens foi obtida secretamente, a partir de seu apartamento, situado no sexto andar de um prédio da Rua Prudente de Moraes, em Ipanema, e cujos fundos propiciavam uma vista para a praia. Apenas uma minoria das fotos era posada, a pedido do artista.









Realizou sua primeira mostra individual na Galeria Cândido Mendes, em Ipanema (1984). Produziu cerca de cento e setenta mil (170.000) negativos e dezesseis mil (16.000) ampliações da década de 1960 até o fim de sua vida.






Morreu em 1992, assassinado pelo namorado, um segurança de uma loja de discos em Ipanema.








Deixo, aqui, através das fotos de Alair Gomes, o meu protesto contra a onda de homofobia que parece crescer à medida que as minorias sexuais começam a ver reconhecidos os seus direitos.






Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alair_Gomes



sexta-feira, 1 de julho de 2011

O QUE O TEMPO FAZ COM NOSSA LIBIDO



(Alfred Kubin)



Dizia o meu saudoso amigo, Vitório Pereira Resende, que o tempo é um gerador de monstros. Talvez não chegue a tanto, talvez os monstros estejam apenas em nossa cabeça.

O fato é que, ao falar de Catherine Deneuve, a grande estrela do cinema, num post anterior, aqui mesmo nesta Lua Quebrada, minha imaginação voou longe, a buscar lembranças antigas e, especialmente, algumas mulheres que povoaram sonhos adolescentes em anos passados.

Como sobreviveram elas ao tempo? E à nossa libido?

Bem, muitas já morreram. Outras ainda estão aí, dignamente maduras, bem maduras. Se eram belas quando jovens, ainda são belas na velhice (nada dessa bobagem de terceira idade; ou, pior ainda, melhor idade: esses eufemismos idiotas do politicamente correto; e esse blog se recusa a ser politicamente correto!).

Lembrei-me de muitas, mas apresento às minhas amigas e amigos apenas umas poucas. Que a imaginação ou curiosidade de cada busque outras divas, outras mulheres que povoaram sonhos, sonhos de homens e de mulheres também, por que nâo?



1. Brigitte Bardot


Nasceu em 1934, em Paris. Todos conhecem sua trajetória de beleza, fama e escândalos. Ei-la maravilhosa no auge da carreira:








E, agora, aos 77 anos, reclusa com seus bichos, com suas manias, com suas dificuldades decorrentes do tempo:









2. Sophia Loren


A atriz italiana de grandes filmes nasceu também em 1934, em Roma. Aqui está ela num filme b, ainda muito jovem, numa das poucas cenas de nudez:








E hoje, também aos 77 anos, ainda bela e cheia de vida:








3. Jane Birkin



A atriz e cantora nascida em Londres, em 1946, escandalizou o mundo ao celebrar o ato sexual na canção de Serge Gainsbourg, “Je t’aime mois non plus”. Aí está ela, exuberantemente bela:








E hoje, há poucos meses, aos 65 anos, ao participar do festival de Cannes, ainda bela, simpática e, possivelmente, feliz:








4. Bo Derek


A mulher esculpida para despertar a libido dos homens do mundo inteiro, nasceu em 1956 e era assim que apresentava sua plástica em filmes de que nem nos lembramos mais, só nos lembramos dela:







E, agora, é essa simpática senhora de 59 anos:









5. Norma Bengell


Nascida no Rio de Janeiro, em 1935, protagonizou a primeira cena de nu frontal do cinema brasileiro, no filme OS CAFAJESTES (1962), provocando escândalo e muita falação. Ei-la na cena famosa... :







... e no cartaz do filme:








Agora, aos 76 anos, com a saúde debilitada e há muito tempo fora da mídia, passa os dias numa cadeira de rodas. O tempo mudou sua beleza, mas não a tirou:








Claro que há muitas estrelas que fulgiram no firmamento de nossa imaginação (e nas telas do cinema). Só citei algumas. Agora, cada um procure a sua preferida. E, por favor, não se decepcione com o tempo: para essas estrelas, ele não gerou monstros, não, meu querido amigo Vitório.