sexta-feira, 29 de abril de 2011

COM QUANTOS HOMENS VOCÊ JÁ DORMIU?






Aos leitores (homens) desse blog: a quem você faria essa pergunta que, além de indiscreta, pode tornar-se motivo para uma grande encrenca?



Pois, é: vamos tentar desvendá-la, à pergunta.

Ela diz-se chamar Ayana. Profissão: prostituta. Ou garota de programa, na forma atual de denominar as profissionais do sexo, sejam elas realmente “garotas” ou já bem passadas.


(A. não identificado)

Eu disse que ela é prostituta, mas também essa informação pode não ser verdadeira. Pode ser apenas uma garota com muita imaginação ou um anjo, como soem ser as... prostitutas. Não sei. Mas, como o assunto é interessante, aceitemos sua declaração como verdadeira e como possíveis verdades suas crônicas, seus relatos e confidências no blog “Minhas confissões mais íntimas” (http://minhasconfissoesmaisintimas.wordpress.com).








A tal pergunta, que muitos homens fazem a garotas de programa, tem uma curiosidade que não sei se é morbida ou se provoca mais tesão, como se fosse mais prazeroso percorrer uma estrada que muita gente já percorreu.








Com quantos caras você já saiu?



Uma pergunta idiota, claro, já que pode ser respondida de tantas maneiras e com tantos números mentirosos, que é impossível saber qual a resposta verdadeira. Mas, nossa cronista de hoje parece ter encontrado, afinal, uma resposta convincente, inteligente e divertida.



Bem, vamos lá. Com vocês, Ayana e suas... 




EXPERIÊNCIAS SEXUAIS EM NÚMEROS






Após anos em contato com o íntimo masculino, percebi que suas mentes compreendem melhor a realidade a partir de dados estatísticos (daí o predomínio de homens na área de exatas). Não querendo desdenhar desse método de informação – ainda mais numa época em que ando acompanhando as pesquisas eleitorais – apenas acho que é inapropriado empregá-lo em qualquer amostra de estudo, como por exemplo, para quantificar a “quilometragem” de uma garota de programa. Tudo bem que essa metodologia poderia revelar detalhes interessantes de uma garota, mas o problema maior passa pela dificuldade do levantamento de dados.









Parece ser de interesse de meus clientes saber com quantos homens eu já saí, a quantidade de pênis que já passaram pela minha boca, o número de vezes que me penetraram por atrás. Na real, a resposta é muito simples: “e eu lá vou ficar registrando as vezes que meteram o pinto em mim?”. É comum ver esses jovenzinhos quantificando sua vida sexual para depois serem reconhecidos entre si como os machos reprodutores. Mas em geral as moças não têm essa preocupação, ainda que, no início da minha adolescência, eu costumava anotar no meu diário como haviam sido todas as minhas aventuras sexuais. Consultando-o, daria para ter uma noção exata da abundância de relações que tive no período em que ainda não me embriagava tanto.





Pode até ser importante para um jogador de futebol contar o número de gols marcados durante a sua carreira, mas para uma prostituta não é muito conveniente registrar a quantidade de programas (a menos que estes sejam com jogadores de futebol). Quando esses recenseadores começam a me questionar, geralmente declaro uma jornada de trabalho bem menor do que minha média diária. Dessa forma, eu busco deixar implícita a ideia de que sou uma profissional mais seletiva, quase exclusiva. Não ficaria muito surpresa se muitos homens acreditassem nessa minha balela, principalmente aqueles que só me procuraram uma vez (já nos encontros subsequentes começo a ficar um pouquinho mais sincera).




- Quantos programas você já fez nessa semana?
- Por enquanto foram treze e meio.
- Como assim meio programa?
- Foi porque o cliente passou metade do programa perguntando sobre minha vida como prostituta, daí o tempo acabou e o sexo ficou pela metade.


Olhei para o relógio e depois para o cliente. Abri um sorriso e fui retirando minha blusinha lentamente. Ele entendeu o meu recado e foi logo me agarrando. Naquela mesma hora, sua curiosidade numérica foi reduzida a zero; todos os questionamentos foram anulados. O tempo sempre interfere no cálculo das ciências exatas.








(Ilustrações: Antoine Borel, 1743 – 1810, feitas para o livro L’Aretin François, de François-Félix Nogaret)


 

3 comentários:

LEO disse...

não acho uma boa pergunta, mesmo porq a resposta pode ser:
Não é da sua conta!
Boa semana
Beijosss molhados proce!
Leo.Seximaginarium
visite www.sexicine.blogspot.com
rapidinhas quentes!

amante disse...

Seu espaço é muito bom e com muita cultura, parabéns. Adorei e de hoje em diante passo a segui-la.
Beijoo

ayana disse...

Oi Isaías!
Foi uma surpresa muito legal você fazer referência a um post que eu escrevi. Uns tempos atrás, eu tinha lido seus últimos posts, mas só hoje descobri esse daqui. Eu adorei e fiquei bem feliz =)
Muito obrigada!
Beijinhos e até mais!

PS: Eu posso ser uma prostituta e ao mesmo tempo uma garota com muita imaginação ^^