sexta-feira, 25 de março de 2011

NUDEZ: EM PÚBLICO, AINDA PODE SER CHOCANTE




NUDEZ PÚBLICA: ATENTADO AO PUDOR?




O homem caminha pelas ruas. Todos o olham. Espantam-se. Riem. Viram o rosto. Desce as escadas do metrô. Forma-se um pequeno cortejo atrás. Passa a catraca. A plataforma cheia ressoa um murmúrio. Ele está nu. Entra no metrô.





Não se senta. Um vazio em torno dele. Todos o olham. E ele é preso na estação seguinte. Atentado violento ao pudor.



Pudor. A palavra chave da nudez em público. E não me refiro nem a campos ou praias de nudismo, nem a manifestações políticas ou fotos do Spencer Tunik. Eis outro tabu.



E outro fetiche.





Sonho, às vezes, que ando nu pelas ruas. Não sei o que isso significa. O mais provável é que não signifique nada. Sonhos são apenas sonhos, nada mais. Apesar do Freud. E quem já não terá sonhado que está nu no meio de uma porção de pessoas?







Pudor. A civilização criou o pudor. Mas nenhuma nudez deve ser castigada. Ou melhor, estar nu não é crime. Crime é o que se faz com a nudez. No entanto, qualquer país dito civilizado reprime a nudez pública, às vezes na base da porrada.





Fetiche. Andar nu pelas ruas, no meio da multidão. Ou ver alguém completamente pelado ou pelada numa praça, numa rua, num bar, no ponto de ônibus.



Para descobrir que um homem ou uma mulher nus são apenas um homem ou uma mulher nus. Nada mais. A coisa só se complica quando “o rei está nu”. Ou os políticos. Mas isso já é outra história...






Sem nenhuma sociologia, filosofia ou psicologia, espero que tenham se divertido com as cenas que ilustram esse pequeno texto sobre nudez pública, como a garota da foto aí de baixo parece se divertir, não sei bem por quê.






(Fotos da internet, sem indicação de autoria)



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