sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EROTISMO JOCOSO EM LIMERICKS







Limericks?



Sim, isto mesmo: limericks!



São poemas populares, de uma só estrofe, com cinco versos e rimas no esquema aabba, escritos no gênero burlesco, geralmente satírico e muitas vezes erótico.



Seu sucesso é garantido quando uma boa risada é ouvida ao final da declamação. No entanto, há Limericks de toda espécie. Via de regra, é uma estrofe isolada, mas pode ser apresentado como uma sequência, formando uma só ideia.



Na literatura britânica, foi lançado por Edward Lear em 1846, em "The Book of Nonsense" (O Livro de Bobagens), não obstante já surgissem os primeiros versos deste tipo em 1820, cuja origem é desconhecida. Acabou se tornando um estilo de poema muito apreciado. No começo do séc. XX, ficou tão popular nos países de língua inglesa, que muitas revistas e até lojas do comércio faziam concursos de Limericks. Associa-se erroneamente o Limerick com a Irlanda, porque lá existe uma cidade homônima, na província de Munser, com 60.000 habitantes.







Cabe ressaltar, no entanto, que o Limerick é, na sua origem, altamente jocoso e transgressor, até mesmo obsceno, em termos de conteúdo.

Do site “Contos e Encontros” descobrimos a história do Limerick e do blog Ponto Rouge reproduzimos os poemas abaixo, de conteúdo erótico ou safado, é claro (não há informação de autoria).





Certa moça de Moçambique
Não trepava: tinha chilique.
Até que um negrão
C'um pau de garanhão,
Curou de vez seu tremelique.







Um romano chamado Brutus
Fodia uma puta, abruptus.
Mas antes do jato,
Sofreu um infarto.
Morreu num coitus interruptus.








Sempre virgem: Aparecida
Jurou ser casta toda a vida.
Mas quando o capeta
Lhe assanha a buceta,
C'uma vela está bem servida.







El Presidente, ofegante,
tentava meter na amante,
jovem jornalista,
boa de entrevista:
"Querido, o poder é broxante?"







Uma mulher chamada Duda
Tem a chavasca tão peluda,
Que um mau fodedor,
Enroscou o picador -
Perdeu seus colhões na barbuda.



(Tradução: Luiz Roberto Guedes)






Era um rapaz desastrado,
não tinha nenhum cuidado.
Quis pintar o sete,
pintou canivete.
A moça tinha namorado.

(Tradução: Paulo Camelo)






Uma linda nativa do Nilo
Foi fodida por um crocodilo.
Ficou-se sem saber
Se ela teve prazer
Pois ele a engoliu depois daquilo.







Uma raça notável, os lapões
Eles cultivam raras diversões
Fodem o dia inteiro
Do modo costumeiro
E a noite guardam para perversões.




(Tradução: José Paulo Paes)




Fontes:

Contos e Encontros: http://msalun.sites.uol.com.br/







Ilustrações: Rowlandson, Thomas (1756-1827)