sexta-feira, 22 de outubro de 2010

EXPRESSÕES DO GOZO, NA MULHER







Quando se aproxima aquele calor, quando todo o corpo parece ser apenas um único órgão, quando o coração bate mais rápido e o mundo roda, quando lagos represados viram rios, o que sentes? E como expressas esse sentimento tão profundo quanto o enigma da vida que ele tem em si?


Quando gozas, que cara fazes?

Assim, de pura alegria, talvez:








Ou aquela alegria safada de quem sabe brincar, porque, madura, é brinquedo o sexo quanto é brinquedo o teu orgasmo sadio...








Pode o gozo vir em pororoca amazônica, arrostando florestas e ultrapassando barreiras, a ponto de transtornar tuas feições, assim:








Ou, ao contrário,vir devagar, saboroso, sereno na espera de uma onda que – tu sabes – em mar calmo, vai e vem, vai e vem:








Pode o teu gozo cair como um raio, de repente, no meio da tempestade do sexo há tanto esperado e desejado, louco assim:









Ou vir de onde menos tu esperas, ou de quem menos tu esperavas, para deixar-te assim, no espanto do gozo ou no gozo do espanto:








Mas, não: estás toda na expectativa, te entregaste toda ao prazer e, então, ele vem como esperado, como desejado e tu... bem, tu gozas assim, sem pruridos de modéstia:






Ou, ainda, o represado grito a dizer ao mundo que és, sim, mulher e que sabes gozar, com teu corpo e com tua garganta:








Maduro o teu corpo, maduro o teu gozo, quando te acode o orgasmo sereno e belo, assim:







Atormentado, a exaurir forças, a pedir que até mesmo sofras um pouco, pode ser este o teu orgasmo, mulher:







Podes, sim, gozar de extremadas maneiras ou com serenidade angelical; podes, sim, te contorceres nas ondas tsunâmicas ou te alegrares em riso de prazer: não terás, mulher, ninguém que melhor soubesse retratar-te em instantânea fotografia, ou em calculadas pinceladas, do que Bernini, no frio mármore, a desenhar em linhas definitivas o cálido prazer de Teresa – esse, talvez, o orgasmo maior:









Um comentário:

Ana Átman disse...

O meu vem aos gritos. Não sei de onde isso vem, se é de dor ou libertação mas é o momento em que eu posso tudo e me permito.