sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O QUE AS MULHERES PENSAM, QUANDO SE MASTURBAM?



(Dean Yagle)



Masturbação. Há muito, deixou de ser “pecado” e, muito antes, deixou de ser “o vício” solitário, aquilo que podia prejudicar a saúde ou indicar desenvolvimento sexual precário.



(Manara - girlfinger)



Homens e mulheres se masturbam. Independentemente de idade ou de condição sexual. Nem vamos fundo nessa questão, porque não é objetivo, aqui, escrever nenhum tratado sobre onanismo (ah, Onã, você que não gozou na boceta da cunhada, sem querer virou o pai dos masturbadores... ) nem sobre sexualidade.



(Giovanna Casotto)
Seguinte: quase todos os homens (ou a maioria) são bichos visuais, ou seja, apreciamos o “ver”. Por isso, fazem sucesso as revistas de mulheres peladas; por isso, há tantas delas por todo lado e, agora, especialmente na internet. As mulheres sabem disso e nos extasiam, exibindo-se.







Mas, publiquem-se fotos de homens nus. Podem ser os mais belos, os mais desejados. Despertarão curiosidade, se forem famosos, por exemplo. Mas... nada mais do que isso. Revistas de homens pelados têm um público específico que quase nada tem a ver com mulheres, se vocês me compreendem. 








Os homens, quando nos masturbamos, pensamos em alguém, alguém próximo/a ou distante, mas em alguém. Ou olhamos uma foto. Ou assistimos a um filme. Enfim, é preciso ter em mente algo bem concreto, para que alcancemos um bom orgasmo, quando nos masturbamos.





(Paul Emile Becat)


E as mulheres?




Técnicas masturbatórias femininas, conhecemo-las aos montes, hoje, através de mil depoimentos, de mil filmes e fotos, de conversas e confissões. Dedos, consolos, vibradores, chuveirinhos, travesseiros, ursinhos... Sabemos tudo. 






Só não sabemos, exatamente, porque elas quase nunca falam sobre isto: sua mentes, sua imaginação. Em que pensam as mulheres, quando se masturbam?








O que imaginam? Quais os sonhos? Para onde vão seus pensamentos? O que povoa sua libido?





(Felicien Rops- Sainte Therèse)

Paus – grandes ou pequenos? Paus? Físicos bem definidos? Jovens efebos? Coxas? Bundas? Homens ou mulheres? Um homem ou mulher específicos ou seres genéricos, ideais, perfeitos? A lembrança de uma boa trepada ou a idealização de um sexo que nunca aconteceu? Um perfume perturbador? Um papo inteligente que não acabou na cama? Ou aquele ser que passou de repente ao lado, na rua ou no aeroporto? Uns olhos penetrantes? Ou apenas a lembrança do cheiro do sexo, apenas do sexo? 




(Franz von Bayros)

O que realmente cria a imaginação da mulher, enquanto toca a sua siririca, feliz e sonhadora, para chegar ao orgasmo?







Está aí um enigma. Alguém se habilita a decifrá-lo, como um novo Édipo?





(Gerda Wegener)



terça-feira, 26 de outubro de 2010

PORQUE MADONNA É MADONNA




I LIKE MY PUSSY















Tradução





Eu adoro minha boceta.



Às vezes eu olhava para ela no espelho quando eu estava despida e ficava admirada como ela poderia parecer sem nenhum pelo como quando eu era criança. Às vezes eu sentava na beirada da cama e abria minhas pernas. E olhava no espelho e admirava o que os outros viam. Às vezes eu enfiava os dedos na minha boceta e movimentava-os naquela humidade escura e sentia o que um pau ou uma língua podiam sentir quando eu me sentava sobre eles. Eu tirava o meu dedo e sempre o chupava e cheirava. É difícil descrever como aquilo cheirava para mim como uma criança recém-nascida e cheia de vida. Eu adoro minha boceta, ela é o mais completo resumo da minha vida. É o lugar onde aconteceram as coisas mais dolorosas. Mas ela me deu prazeres indescritíveis. Minha boceta é o templo da sabedoria.






sexta-feira, 22 de outubro de 2010

EXPRESSÕES DO GOZO, NA MULHER







Quando se aproxima aquele calor, quando todo o corpo parece ser apenas um único órgão, quando o coração bate mais rápido e o mundo roda, quando lagos represados viram rios, o que sentes? E como expressas esse sentimento tão profundo quanto o enigma da vida que ele tem em si?


Quando gozas, que cara fazes?

Assim, de pura alegria, talvez:








Ou aquela alegria safada de quem sabe brincar, porque, madura, é brinquedo o sexo quanto é brinquedo o teu orgasmo sadio...








Pode o gozo vir em pororoca amazônica, arrostando florestas e ultrapassando barreiras, a ponto de transtornar tuas feições, assim:








Ou, ao contrário,vir devagar, saboroso, sereno na espera de uma onda que – tu sabes – em mar calmo, vai e vem, vai e vem:








Pode o teu gozo cair como um raio, de repente, no meio da tempestade do sexo há tanto esperado e desejado, louco assim:









Ou vir de onde menos tu esperas, ou de quem menos tu esperavas, para deixar-te assim, no espanto do gozo ou no gozo do espanto:








Mas, não: estás toda na expectativa, te entregaste toda ao prazer e, então, ele vem como esperado, como desejado e tu... bem, tu gozas assim, sem pruridos de modéstia:






Ou, ainda, o represado grito a dizer ao mundo que és, sim, mulher e que sabes gozar, com teu corpo e com tua garganta:








Maduro o teu corpo, maduro o teu gozo, quando te acode o orgasmo sereno e belo, assim:







Atormentado, a exaurir forças, a pedir que até mesmo sofras um pouco, pode ser este o teu orgasmo, mulher:







Podes, sim, gozar de extremadas maneiras ou com serenidade angelical; podes, sim, te contorceres nas ondas tsunâmicas ou te alegrares em riso de prazer: não terás, mulher, ninguém que melhor soubesse retratar-te em instantânea fotografia, ou em calculadas pinceladas, do que Bernini, no frio mármore, a desenhar em linhas definitivas o cálido prazer de Teresa – esse, talvez, o orgasmo maior:









terça-feira, 19 de outubro de 2010

POESIA ERÓTICA



Despedida









depois do amor, ainda nua,

lânguida, abotoas o sutiã:


então eu sei que a lua

já cede lugar à manhã









(Isaias Edson Sidney)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA DO PROFESSOR


Todas as alunas...




... e todos os alunos...







... sejam bem comportados!




terça-feira, 12 de outubro de 2010

DIA DA CRIANÇA





sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SER OU NÃO SER







Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre


Em nosso espírito sofrer pedras e setas


Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,


Ou insurgir-nos contra um mar de provações


E em luta pôr-lhes fim? Morrer... dormir: não mais.


Dizer que rematamos com um sono a angústia


E as mil pelejas naturais – herança do homem:


Morrer para dormir... é uma consumação


Que bem merece e desejamos com fervor.


Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:


Pois quando livres do tumulto da existência,


No repouso da morte o sonho que tenhamos


Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita


Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.





(William Shakespeare – tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos; fotos de Jaak Bellen)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

GEORGES BRASSENS – A RELIGIOSA




(A. não identificado)



Georges Brassens (1921-1981), cantor e compositor popular francês, tem belas canções, consideradas muitas delas verdadeiros clássicos do cancioneiro mundial. Lembro LES COPINS D’ABORD (os amigos, primeiro), relacionada como uma das cem mais belas canções francesas. 


(A. não identificado)



A RELIGIOSA (de 1969) tem a seguinte estrofe, livremente traduzida abaixo, que eu aproveito como uma primeira homenagem à... bem, o mês é outubro, não? Deixa a homenagem pra lá e curta o pequeno e delicioso poema que é esta estrofe: 



La religieuse



(Félicien Rops)




"Il paraît que, dessous son gros habit de bure,
Elle porte coquettement des bas de soie,
Festons, frivolités, fanfreluches, guipures,
Enfin tout ce qu'il faut pour que le diable y soit.
Et les enfants de chœur ont des pensées impures...."




(La Religieuse - Georges Brassens)



Tradução: 


A religiosa




(Patrick Salète)




Parece que, debaixo de seu grosso hábito de burel,


Ela veste dengosamente meias de seda,


Bordados, enfeites, berloques, rendas,


Enfim tudo aquilo que é preciso para que o diabo faça a festa.

E os coroinhas têm pensamentos impuros...”







(Foto da internet, s/indicação de autoria)