sexta-feira, 2 de abril de 2010

XANINHAS COLORIDAS







A moda atual é raspar tudo. Nada de pelos. Radical.



Que nem todas seguem, claro. Há resistências às peladinhas em todo o mundo. E creio, até, que as peludinhas são maioria.



Então, encontrei na boa e velha rede, este anúncio:



Com COLOR BETTY, dê cor à sua intimidade!


Use a imaginação e experimente colorir seus pelos íntimos com o kit de pintura COLOR BETTY!




COLLOR BETTY é um kit de pintura especialmente criado para os pelos pubianos e fabricado à base de ingrediente naturais, como extratos de flores, de camomila, de alecrim, de aloe-vera, de casca de cereja.





Está disponível em 5 cores fantasia, para satisfazer todos os desejos e 4 cores mais clássicas.



Cores fantasia: rosa, vermelho, azul, verde, laranja.

Cores clássicas: loiro, castanho, ruivo, preto.






Bem, a imaginação rolou solta, claro. Como todo mundo agora, fiquei imaginando xoxotas de várias cores: rosa-choque, vermelhas, verdes...

E também fiquei imaginando como seria usar esse tal kit de pintura. Então, encontrei uma moça que tem um blog com este nome: Le celibat ne passera pas par moi. Algo como : «nunca serei celibatária » (?).

Ela experimentou o tal kit e deixou o seu depoimento. Eis, mais ou menos resumidamente, o que Anaïs Valente (esse o nome da francesinha, já nos seus quaretinha, mas ainda francesinha, tá ?) disse em seu blog (http://le-celibat-ne-passera-pas-par-moi.skynetblogs.be/post/6714191/jai-teste-la--colo-pour-foufoune-) :




« Quando Stef do Moulin Rose me propôs testar « Color Betty », aliás, a « tintura para xaninha », eu não hesitei, eu disse siiiiiiim ! Eu já experimentara viver nua , eu já experimentara o lenço higiênico para debaixo do braço, eu estava pronta pra testar a cor para xaninha.

Vocês me conhecem. Não ia usar uma cor comum. Imediatamente optei por um rosa fúcsia.






Recebi, há algumas semanas, meu pequeno kit de colorir. Olhava pra ele toda manhã, desconfiada. Adiei por diversas a operação tintura. Seria um acontecimento para minha xaninha e para mim mesma mudar assim de cor. Não é uma decisão insignificante. Isso pode mudar uma vida.

Então, numa bela manhã tomo a decisão.

Ligo o a todo vapor o aquecimento no meu pequeno banheiro : não vá apanhar uma broncopneumonia.






Em seguida abro o kit Color Betty e estudo o material. E haja material. Luvas. Uma espátula. Uma escova tipo escova de rímel, porém mais macia. Três pequenos frascos. Um recipiente para as misturas. E uma bula em sessenta e duas línguas (o mundo inteiro pinta a xaninha !) Bula que li, li e reli mais e mais. Nada de estresse, apenas cuidadosa.



Começa, então, a operação desbastar. Porque a bula diz, é preciso delimitar a zona a ser pintada. E para evitar de ter uma zona inteiramente tingida e outra não não tingida, é preciso aparar. Aparemos, aparemos.






Uma vez efetuada a tosquia para obter um pequeno ticket de metrô ou algo desse tipo, porque eu não sou lá muito competente nesse domínio todo particular de tosquia de xaninha, é preciso descolorir o que restou com o produto mágico especial.








Héeeee, sim, eu tinha imaginado, o pelo castanho não se torna fúcsia pela ação do espírito santo (espírito santo que, pelo que eu sei, deve ignorar tudo desse tipo de operação, my god my god my god). Não se transforma uma pentelheira negra em pentelheira ruiva com uma tintura : é preciso descolorir? Vamos descolorir. A receita diz : « a fim de evitar irritação, proteja as zonas sensíveis com vaselina ».










Primeira questão : o que são as zonas sensíveis ? Bem, isso é bem claro, e eu não vou lhes fazer um desenho.



Segunda questão : onde está a vaselina ? Eu olho meu material, nada de vaselina. A vaselina não faz parte. E eu não tenho vaselina. Eu me lanço ao Nívea, e a sorte está lançada. Enfim, eu espero.





A operação de descoloração dura 30 minutos, durante os quais eu tirito de frio na borda de minha banheira. Como eu tinha medo de irritar as zonas sensíveis, espalhei mal o produto, o que faz com que depois de enxaguar, eu estou descolorida como uma zebra. Ou um leopardo. Sim, mais um leopardo. Mas eu tenho preguiça de recomeçar a operação (coisa que tinha de ter feito, visto que eu tenho bastante produto para descolorir e recolorir todo o meu prédio, ou quase – não são sovinas em termos de quantidade, as Color Betty).







Em seguida vem a fase mais divertida. A tintura. Da minha xaninha transformada em leopardo. Em fúcsia. Sobretudo, não pensar no que estou em vias de fazer. Não pensar. Não pensar em nada. E espalhar a tintura, evitando as zonas sensíveis, a gente conhece o refrão. Depois esperar trinta minutos. Tiritando de frio na beirada da banheira, a gente conhece o refrão (bis). Depois enxaguar. E admirar. Ah, para ser fúcsia é fúcsia. É divertido, é diferente, é sexy. Enfim, quando está uniforme. Quando parece leopardo, é mais divertido do que sexy. Tudo por minha culpa, eu tinha que descolorir tudo tudo tudo.



E eu me angustio com o poderá acontecer nas semanas próximas, o bombeiro que, forçado a me lavar e a me despir, descobrirá este... tufo... fúcsia, com ar gozador, embaixo de minhas roupas largas...


Enfim...



Esta tarde, mesma, eu recebi um e-mail de um paquera. Ele me convidou pra sair. Bem, vejamos. Ir a um primeiro encontro com a xaninha rosa fúcsia... Sei, não!



Conclusão da experiência : eu tentarei de novo no momento propício, agora que eu conheço o processo de cor, mas sem dúvida não mais com a fúcsia, que me fez pensar muito no mercúrio cromo. Talvez o azul, na versão Schtroumpf(3).




Ou o violeta. As versões clássicas são perfeitas para cobrir... os primeiros pelos brancos (sim, os sinais da idade aparecem lá em baixo também).




Quando você fizer sua tintura, lembre-se de que é melhor:


- pintar no outono,
- prever a vaselina,


- usar o tom de loiro,

- descolorir corretamente,

- não se mexer enquanto o produto seca (senão fica uma pentelheira fúcsia, engraçada, mas nada sexy)

- ter um homem que tenha senso de humor e que ame a pantera cor de rosa...








Observações finais :


1. Moulin Rose, loja de presentes voltados para, digamos, incrementar romances : 







2. Usei o termo « xaninha », que é gracioso, para traduzir o mimoso « foufoune », que a autora usou.



3. Schtroumpf é um desenho animado belga, com criaturinhas azuis que vivem num país de cogumelos, ou algo assim.








2 comentários:

Claudio Elias Do Nascimento disse...

Jesus Cristo Esta Voltando!!!

Anônimo disse...

QUE DELICIA QUERO COMER TODAS������