sexta-feira, 12 de março de 2010

ETERNO







Para que no me olvides,
disseste.
E enfiaste as unhas
em minhas costas.
Não gritei.
Não xinguei.
Apenas te olhei.
E, como se fosse possível
esquecer-te,
deixei,
com minha língua,
um gosto amargo
em tua boca.
E gozei.





(Isaias Edson Sidney)



2 comentários:

Escrevendo na Pele disse...

Impossível mesmo gritar e xingar depois de um poema desse. Sensível... sensual e eternamente belo. Que delícia! Tô enfeitiçada!

Almeida Lucius ™/ Ulisses Reis ® disse...

MUito lindo e leve, juntos imagem e texto muito belo, beijos !!!