sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AZUL




Desfruto-te nua
quanto me desejas.
Do teu sexo o aroma em minha boca
à saga de romances medievais
transmuta-me em pelo;
dos teus beijos ao gozo
somam-se viagens
de delírios e sonhos;
azul o teu porte quando me reténs
entre cruzadas pernas e braços;
azul o teu gozo
quando em tua boca escorro;
azul o teu olhar
mesmo em negror de orgasmos
oferecido;
és, amada, o grito que sufocaste
em minha garganta
e o pejo de te ofereceres inteira
quando, enfim, o teu azul alcanço.



(Isaias Edson Sidney)




(Mulher azul - Yvone de Marko)

Um comentário:

Escrevendo na Pele disse...

De quatro aqui com esse poema, delícia suprema no jogo das palavras! Ô Calorão!