sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

JOIAS DO PRAZER






O mundo é um bazar. Tudo se vende, tudo se compra. É a famigerada sociedade de consumo.

Mas, como esse blog não é um lugar de reflexões econômicas e politicas, deixemos de lado as tergiversações filosóficas, e entremos no grande mercado do sexo. Na internet e fora dela.


Mas, também não falemos do comércio de carne humana, que é coisa de sociólogo e assunto para lá de complicado. Nosso tema é mais ameno e menos agressivo.




Já andei escrevendo por aqui sobre uma garota que vende ou vendia calcinhas usadas, lembra? Na verdade, o produto não era a calcinha, mas o seu cheiro. E também escrevi sobre as bonecas quase humanas, de silicone. Bonecas e bonecos. Afinal, há público (ou consumidor/a) para tudo.





Bem, já enrolei de mais. Vamos ao assunto de hoje: joias.




Fiquei pensando: até que o famigerado dia dos namorados (que ainda está longe, eu sei) pode ser ainda mais incrementado com algumas joias. Não brincos, anéis, pulseiras, essas coisas em que sempre se pensa quando se quer presentear o/a amado/a com uma joia.





Joias íntimas





Isso mesmo: joias eróticas. Que façam uma fogueira, na cama.



Então, fui pesquisar sobre isso. E não é que encontrei uma artista? Sim, uma verdadeira artista. De renome internacional. Que desenha, fabrica e comercializa joias íntimas. Há mais de quinze anos!




Trata-se de SYLVIE MONTHULÉ.



Seu atelier, ou empresa, chamada OSE CRÉATIONS, fica em Champigny, na França. O catálogo já tem mais de 500 produtos, para homens e mulheres. Dentre os quais, destacam-se, claro, as jóias íntimas. E bota “íntimas” nisso!




Vejamos se você é ousado/a o suficiente para presentear ou usar uma de suas criações maravilhosas. Que tal esta?






Sob este inocente tapa-sexo, esconde-se um prazer indescritível, segundo o catálogo da artista: um pênis de marfim, de 6,5 cm, que lhe trará gozos inusitados a cada passo, a cada movimento:











Ou, então, namorados: que tal estas maravilhas, para tornar ainda mais belo o que a natureza... bem, vocês sabem:








A joia a seguir é descrita como um pingente (não piercing) que acariciará o interior de suas coxas, tensionando intimamente seus lábios, a cada um de seus passos:





Há mais, muitas outras joias. Que os namorados poderão, claro, trocar, seja em seu dia ou nos respectivos aniversários. Para tornar o encontro amoroso, não só um prazer para os olhos, mas também para os ouvidos, se ambos estiverem usando tais joias. Porque há também para os homens. Maravilhas como:




Ou, ainda, coisas mais ousadas (até mesmo com penetração, mas deixo-as para sua imaginação), como esta:





Enfim, joias finamente acabadas, com materiais nobres, antialérgicos (conforme atesta seu catálogo), acessórios que vão muito além dos toscos brinquedinhos de lojas americanas de produtos sexuais, as famosas sex-shops. Coisa de europeu, coisa de francês! O preço? Bem, isso eu não revelo, mas você pode pequisar diretamente no site da Silvie Monthulé:



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

HILDA E EROS








Araras versáteis


Hilda Hilst



Araras versáteis. Prato de anêmonas.


O efebo passou entre as meninas trêfegas.


O rombudo bastão luzia na mornura das calças e do dia.


Ela abriu as coxas de esmalte, louça e umedecida laca


E vergastou a cona com minúsculo açoite.


O moço ajoelhou-se esfuçando-lhe os meios


E uma língua de agulha, de fogo, de molusco


Empapou-se de mel nos refolhos robustos.


Ela gritava um êxtase de gosmas e de lírios


Quando no instante alguém


Numa manobra ágil de jovem marinheiro


Arrancou do efebo as luzidias calças


Suspendeu-lhe o traseiro e aaaaaiiiii...


E gozaram os três entre os pios dos pássaros


Das araras versáteis e das meninas trêfegas.




(Paul Avril)



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ETIQUETA DO SEXO 1




Banho...




... e tosa:






REPITO: 

banho...








... e tosa:






(Fotos e ilustrações da internet, sem indicação de autoria)


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

QUEM TEM MEDO DO PONTO G?








Por aqui, o assunto não passou de pequenas notas nos jornais. Mas, na Europa, muitas pessoas têm discutido a mais nova bomba da sexologia:


O PONTO G NÃO EXISTE!

Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada na Inglaterra.

Bem, se ele existe ou não, acho que será um bom propósito de uma uma saudável vida sexual não deixar de procurá-lo! Não acham?

Em todo caso, para meter (epa!) a colher nessa encrenca, convoquei a já nossa conhecida Agnés Giard, do blog LES 400 CULS, para dar sua opinião. Que, como poderão observar, é um tanto irada.



Sabendo que os pesquisadores que negam a existência do ponto G são ingleses e que nossa articulista é francesa, pode-se pensar que estamos diante de mais uma pinimba da tradicional briga entre as duas nações. Que não se entendem desde o tempo de Joana D’Arc. Ou talvez desde muito antes.

Será que estamos diante de mais uma guerra entre os frios ingleses e o esquentado mau humor francês? Agora, na guerra do ponto G?


(Carla Bruni - foto de a. não identificado)

O que será que pensa a Carla Bruni disso tudo? Jogará mais lenha nessa fogueira? Convocará o maridão para provar que não só existe o ponto G, mas também o A... o B... o alfabeto inteiro? Afinal, ela conhece bem os homens – tanto de um lado quanto do outro do canal da Mancha... (Cala-te, boca!)

Enfim, leiam o artigo. E tirem suas conclusões.

PONTO G: 

O ESTUDO IDIOTA DO ANO


Não gozem mais! Vossos orgasmos resultam de autossugestão.” Após interrogar 1804 mulheres, dois pesquisadores concluem que o ponto G não existe. Ou melhor, que ele existe somente “na cabeça”. Pois vejamos.



Em 4 de janeiro de 2010, como se fosse preciso começar o ano com um estudo que não serve para nada, uma equipe do King’s College de Londres, formada por Tim Spector (professor de epidemiologia genética) e Andrea Burri (psicóloga bernense) publicou o resultado da “maior pesquisa jamais realizada sobre o ponto G” (sic), com as conclusões seguintes: “o ponto G é uma premissa totalmente subjetiva”.

(Apollonia Saint-Clair)


Subentende-se: as mulheres que pretendem ter um teriam é muita imaginação. Andrea Burri até mesmo acusa os sexólogos de terem inventado essa zona erógena, tornando assim loucas de preocupação as infelizes que não têm conseguido encontrar seu ponto G. “É totalmente irresponsável proclamar a existência de uma entidade sobre a qual não existe nenhuma prova e, fazendo isto, pressionar as mulheres que se sentem diminuídas pelo fato de não estarem conforme a regra.”










Para a realização desse estudo, 1804 mulheres com idades entre 23 e 83 anos preencheram questionários. Trata-se unicamente de gêmeas (curiosamente, heterossexuais). Partindo do princípio de que as gêmeas têm o mesmo DNA, os dois pesquisadores se esforçaram por mostrar que não seria normal que certas mulheres tenham um ponto G e não sua irmã... Sob o ponto de vista genético, é “impossível” (explicaram eles) que uma gêmea apresente uma característica fisiológica e a outra, não. “Se o ponto G existisse, ambas as gêmeas teriam um, não é?” “Falso”, rebatem outros médicos: “As gêmeas geralmente não tem o mesmo parceiro sexual”. 

(Apollonia Saint-Clair)
A sexóloga Beverly Whipple, que popularizou a existência do ponto G em 1981, tem especialmente negado a pesquisa: “Não se nasce com um ponto G, a gente o encontra”. Assim como o orgasmo, o prazer proporcionado pelo ponto G é fruto de treino, de uma progressiva domesticação do corpo e, sobretudo... da sorte. Você pode encontrá-lo a partir de uma penetração manual ou peniana. Você pode encontrá-lo por você mesma ao se tocar. Você pode aumentar seu poder e tocá-lo como um instrumento... É como uma loteria. Nem todas as mulheres o têm. Algumas o “encontram” numa idade avançada, de modo surpreendente. Outras têm a oportunidade acertar em cheio muito rápido.





A existência aleatória do ponto é comparável, de uma certa maneira, à estimulação dos seios: alguns homens (e mulheres) não sentem nada quando se lhes acariciam os mamilos. Outros “treinam” suas tetas até toná-las verdadeiras receptoras-emissoras. Outros têm, naturalmente, os seios tão sensíveis que pulam ao menor roçar e não suportam que se lhes toquem. O corpo humano é tão mutável que é preciso muitas vezes uma carícia inédita, um(a) novo(a) parceiro(a), uma mudança de regime alimentar ou uma gravidez, para colocar de repente sob tensão partes do corpo que até aquele momento não pareciam mais do que mediocremente inervadas... Cada centímetro de pele esconde tesouros de sensações. Para quê, nessas condições, se lançar a um estudo assim absurdo como esse, que consiste em dizer que uma determinada parte do corpo não é erógena, enquanto todas as demais o são, potencialmente?


O ponto G designa uma zona erógena sob a face anterior da vagina, situada aproximadamente de um a quatro centímetros da entrada, na qual a estimulação pode provocar uma grande excitação. “Descoberto” pelo doutor Gräfenberg, em 1950, o “ponto Gräfenberb” não tem nada a ver com um “ponto”: trata-se, na realidade, de uma zona sensível correspondente, segundo algumas pesquisas recentes, à parte imersa do clitóris. O clitóris não se reduz, na verdade, à pequena protuberância que encima a vulva. 


O clitóris tem semelhança com o pênis e se enraíza profundamente ao longo da parede da vagina, separado da superfície por uma membrana com a consistência próxima de um corpo cavernoso. Essa membrana atenua as sensações, à maneira de um tampão. Isso explica por que uma mulher tem muito menos sensações dentro da vagina do que no clitóris. Mas a membrana fica relativamente fina na entrada da vagina: quando é tocada, pode-se estimular o clitóris através dela. Eis, então, no que consiste o ponto G: tratar-se-ia de uma parte onde a parede vaginal, menos espessa, permite estimular o clitóris que se encontra por dentro.


O problema com esta zona é que é preciso encontrá-la e, às vezes, até mesmo “ativá-la”. Mas, não é esse o problema com todo o nosso corpo, em geral? Devemos educá-lo. Para apreciar o vinho, muitos treinam suas papilas a detectar cada aroma. Para diferenciar e memorizar os perfumes, outros participam de concursos de incensos. Aguça-se o odor, como se aguçam outras sensações... venham elas das mucosas ou não. E isso, provavelmente, é o ponto fraco desse estudo britânico. 


Ao negar a existência do ponto G, os cientistas afirmam que eles libertam as mulheres (e os homens) de carregar um grande peso. Eles se enganam de objetivo. Aqueles que se queixam da obrigação do prazer ficariam bem mais aliviados ao perceber que não existe apenas um, mas centenas de pontos G, de sensores e de receptores capazes de transformar os sons, as carícias, os odores, as palavras, as cores ou os sinais químicos em outros tantos estímulos afrodisíacos. Por que circunscrever as zonas erógenas, reduzi-las a alguns dados médicos (corpúsculos de Krause, glândulas de Skene ou sabe-se lá), com esta horrível mania de “objetividade”?




Existem mulheres que gozam quando se estimula o interior da vagina. Por que desacreditar essas mulheres, afirmando que elas são vitimas de uma pretensa propaganda conduzida por um lobby de sexólogos? Elas não esperaram 1950 e Gräfenberg para gozar assim. Elas, muitas vezes, jamais ouviram falar do ponto G. Elas gozavam. Gratuitamente negativo, o estudo do Kings College de Londres não tem nenhum propósito se não negar a evidência. E fazendo isso, fazer regredir o modo de pensar de nossa época. 



“Digam não ao prazer. Já que ele não se explica, é porque ele não existe”. Assim se poderiam resumir as conclusões desse estudo idiota. Idiota e desesperador. Andrea Murri e Tim Spetor fariam melhor se buscassem compreender por que algumas parte do corpo proporcionam prazer. Coisa que a genética não explica. Tudo o que eles conseguiram demonstrar até aqui foi sua impotência em compreender. Somente sua impotência, posso dizer.




Nota complementar: eu não critico a pesquisa científica. Ao contrário: parece-me extremamente importante saber mais sobre o corpo humano e seu funcionamento. Critico a metodologia de alguns pesquisadores. Em vez de se ater à simples constatação segundo a qual o ponto G não era um elemento genético (ainda que a forma que eles o demonstram me parece um pouco simplória), Tim Spector e Andrea Murri deduziram de seu estudo que o ponto G não existe no plano material. Ora, recentes estudos parecem, ao contrário, provar que se trata sim de algo real. Eu tratarei disso num próximo artigo. A esperar, portanto.



Agnés Giard





(Tradução: Isaias Edson Sidney)




Confira-se o original em:





terça-feira, 12 de janeiro de 2010

POESIA ERÓTICA... SEMPRE ELA!



AFTERGLOW 


de Isaias Edson Sidney






Sabe aquele instante
depois do gozo, quando
estás entre a vigília e o sono,
nem dormida, nem acordada,
no lusco-fusco da consciência?
Pois, é aí, meu amor, que eu
tenho o maior tesão por ti:
é quando, então, entre tuas
coxas nuas me ajoelho, e
colho e sugo o sumo
da tua vulva-lua ainda
úmida o sêmen que,
com tanto júbilo acolheste.
Sou, nesse momento,
o mais feliz dos homens,
meu amor semiadormecido.












(Ilustrações: desenhos sem indicação de autoria)



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MUITO ALÉM DO KAMA SUTRA





Quem nunca se imaginou fazendo estripulias na cama? Aquelas posições complicadas e... quase impossíveis? Um verdadeiro atletismo sexual? Então, recorre-se ao Kamasutra.



(Kamasutra gay)

O velho e conhecido guia sexual – que tem preenchido a imaginação de milhões de pessoas – tem seu ponto alto na descrição e sugestão de posições amorosas. Além de toda uma série de cuidados e delicadezas trocadas entre os amantes, o preparo físico para o amor, através de posições as mais estranhas, não parece preocupar o autores desse manual.





Afinal, deve ser fácil, para qualquer um, dependurar-se num trapézio e fazer amor ao mesmo tempo em que diz palavras sussurradas ao ouvido do parceiro, enquanto lhe derrama pelo corpo lavandas e perfumes, ou consome algum fruto afrodisíaco, como semente de papoula adoçado com leite de elefanta. Se é que leite de elefanta seja doce.




(A. não identificado)


Bem, de qualquer modo, muitos amantes se preocupam em, pelo menos alguma vez na vida, apimentar o ato amoroso tentando posições diferentes, que lhes tragam algum prazer extra. Como o Kamasutra já está mais do que conhecido (não exatamente praticado na mesma proporção), pesquisei por aí e achei algumas posições meio esdrúxulas.






Que tal experimentá-las? O êxito será proporcional ao risco ou vice-versa.

Que tal esta, em que os parceiros podem fazer amor e, ao mesmo tempo, executar uma dança ao som de seu hit preferido, como Madonna ou Lady Gaga? A sugestão é do pintor alemão Peter Fendi (1796-1842):






Ou, ainda, algo mais acrobático (esse Fendi – não confundir com uma famosa fashion house – tem mesmo imaginação):




Talvez tenha sido gozação do alemão, mas ele foi ainda mais criativo, ao imaginar esta cena:



Não sabe tocar trombeta (sem duplo sentido, claro)? Então, vamos a algumas posições mais “fáceis”, que também não estão no Kamasutra.



(Rowlandson)


Os pintores, desenhistas e ilustradores antigos forçaram a barra, muitas vezes, soltando a imaginação e criando situações inusitadas, provocativas, que deviam incendiar a imaginação de nossos antepassados dos séculos XVI ao XIX, quando somente através da pintura ou do papel é que se podia divulgar o erotismo.



(Rowlandson)


Veja, por exemplo, esta ilustração, que um autor desconhecido fez para a obra “Ma Conversion, ou Le Libertin de Qualité” (1784), atribuída ao escritor francês Mirabeau:







Outro pintor, o francês Achille Deveria (1800-1857), também investiu seu traço nesta posição. E, ao que parece, deve ser tentada à meia-noite. Ou ao meio-dia? Bem, a hora não importa: mais vale a imaginação e algo mais, creio eu.





Não deve ser difícil reproduzi-la na vida real, já que o casal abaixo o conseguiu. Ou, não? Com muita imaginação e, claro, braço forte, pernas rijas e muita disposição, provavelmente depois de muitos exercícios de yoga, já que é uma das posições dessa prática ou muita malhação. Será que vale a pena? Enfim:





Aliás, disposição é o que não falta para este outro casal com complexo de Santos Dummont. Será ela uma aeromoça? Será ele um comandante da TAM? E você, embarcaria neste aviãozinho?



Para encerrar essa breve relação de posições inusitadas, apresentamos um verdadeiro “tour de force”, tanto para ele quanto para ela, Isto, no entanto, é possível? Alguém se arriscaria? E qual seria o prazer de conseguir tal façanha?







Enquanto você contempla a “maravilha” abaixo e tenta imaginar o truque para executá-la (uns trezentos viagras, talvez... uns dez anos de malabarismo, num circo...), vou já para uma academia de ginástica, ou melhor, para uma academia de letras (melhor preparar a língua, que é menos complicado). 





Observação: o autor deste blog não se responsabiliza por qualquer dano amoroso, físico ou psicológico ocorrido a partir de tentativas de reproduzir as posições mostradas: elas não são “sugestões”, servem apenas para incendiar sua imaginação. E mais uma coisa: o velho Kamasutra parece continuar imbatível.