sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O EROTISMO ESTÁ NO AR...






Aliás, não apenas no ar, mas principalmente... na Internet. Sabemos todos que milhões e milhões de páginas contendo material de conteúdo sexual pululam diante de nós a um simples toque no mouse. Pornografia (o que é pornografia?) é uma preocupação constante nas mentes conservadoras.


Claro, há coisas pesadas ou interditas navegando por aí, como a tenebrosa onda de pedolatria, que se crê mais intensa hoje, mas que sempre rondou a humanidade: acho que falta um estudo mais aprofundado e mais sério sobre isso ou, se há, não conheço.

No entanto, pior que a pornografia, em minha opinião, é a violência, seja ela de conteúdo social ou sexual – toda violência deve ser combatida.

Mas, não é sobre isso que quero falar, hoje. Quero falar de coisas mais amenas ou mais divertidas.

Postei aqui, há alguns dias, algo sobre bonecas reais, feitas de silicone, que parecem tão verdadeiras quanto um silicone possa assemelhar-se à textura da pele humana. Mas os punheteiros de plantão não contam só com esse tipo mais sofisticado de masturbação (porque, afinal, fazer sexo com uma boneca não passa de masturbação! Ou não?), que custa caro, mais de 6 mil dólares.




Hoje, encontrei num site português (a velha terrinha é mais moderna do que a gente pensa!) de produtos eróticos, nada mais, nada menos do que 115 tipos do que eles chamam de masturbadores masculinos: 46 em forma de lanterna (marca Fleshlight), 35 com vibradores e 35 sem vibração, de modelos diversos.

Imitam, esses “masturbadores”, a vagina, o ânus ou a boca. Tem, cada um deles, sua finalidade, sua textura, seus encantos, enfim.




O engraçado, nessa história, é que instrumentos do prazer solitário sempre estiveram mais ligados ao universo feminino: os famosos vibradores, que se tornaram uma febre no começo do século passado. Tinham até recomendação médica. E essa é uma história meio nebulosa da medicina: no século XIX, o orgamo feminino era considerado necessário para manter a saúde da mulher, seja a saúde física ou mental. Assim, surgiram as massagens vaginais, ou seja, massagens masturbatórias, que eram feitas por parteiras ou, principalmente, por médicos! Sim, os médicos eram chamados para aliviar solteiras e viúvas de seus males com um longo e cansativo manuseio de suas partes íntimas, até o orgasmo liberador. Muitos médicos se queixavam do tempo perdido nessas práticas demoradas. Até que, no início do século XX surgiu um novo eletrodoméstico que não podia faltar em praticamente nenhum lar da América: o vibrador. Um alívio para os médicos!




Fiquei pensando: é claro que a sexualidade humana é infinita, ou seja, os homens (e as mulheres) sempre buscam práticas sexuais alternativas. Desde o Kama Sutra, e muito antes dele, a sexualidade ocupou tempo e criatividade das pessoas. E movimentou fortunas. Sempre. Mas só agora, ou há muito pouco tempo, com o surgimento de materiais cada vez mais sofisticados, é que têm surgido coisas tão estranhas quanto masturbadores masculinos, fabricados industrialmente, vendidos a preço de ouro em estabelecimentos que pagam impostos e funcionam como verdadeiros centros de prazer.

E o prazer, neste caso, está muito mais com os vendedores que embolsam fortunas, do que para o triste macho solitário do século XX, punheteiro por necessidade ou por opção, que precisa de instrumentos de silicone para substituir – com que qualidade? – os famosos cinco dedos e alguma dose de imaginação.

Enfim... cada um é cada um.

P.S.: o site português:


http://www.sempudor.com/






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