segunda-feira, 16 de março de 2009

PARAFILIAS E FETICHISMOS: ZOOFILIA










Quais os limites da sexualidade?

Costumo dizer, de acordo com minhas crenças ateístas, que o homem não é o anjo decaído que nos querem fazer crer os deístas, mas um animal evoluído, segundo as concepções do evolucionismo.

Assim, guardamos ainda em nossa carga genética muito do bicho que fomos. As taras humanas são incontáveis, por conta dessa nossa herança.

O verniz civilizatório que adquirimos lentamente em busca de uma vida mais harmoniosa e mais, digamos, “humana”, desaparece em atos de vandalismo, pedofilia, estupro, zoofilia e tantos mais.

Essa madrugada, fiquei assistindo, num dos canais pagos, a um filme perturbador, por justamente tocar num assunto meio tabu: a zoofilia.

O enredo é simples: uma mulher aí de seus quase trinta anos confessa ao namorado, num momento de extrema honestidade, que um dia fez sexo oral no seu cachorro. A revelação azeda, é claro, a sua relação com o noivo e faz que ela não mais fale sempre a verdade a seus novos parceiros.

A confissão é constrangedora. A situação toda é complexa. E eu fiquei me perguntando se, nesse caso, podemos considerar que o cão foi vítima de assédio sexual e se é ético um ser humano, dito racional, abusar de um animal, um ser não racional.

Considerar o ato apenas como nojento e condenável me parece ficar numa posição moralista que nos impede de nos ver a nós mesmos como o tal animal mais ou menos evoluído a que aludi acima.

De qualquer modo, atos considerados selvagens expõem a fragilidade desse nosso verniz civilizacional e coloca para o homo sapiens a discussão de quais são os seus limites, na cama e vida.



Um comentário:

Every Stilly disse...

De certo modo ou no modo certo.Tudo na natureza tem uma função ou funções específicas.Particularmente não concordo nem com o sexo anal.Porque o anus expele muitos germes.Logo sua função é expelir dejetos.
Não precisa ficar no papai e mamãe!
Sexo oral é ótimo,desde que se tenha todo cuidado e prevenção.
Com animais,agente se degrada e se equipara a iguinorância daquele ser irracional que não tem escolha.No fim homem ou mulher que se aproveitam ou aproveitam-se de tais criaturas estão na realidade sendo usados sem saberem...