sábado, 21 de março de 2009

PARAFILIAS E FETICHISMOS: AINDA A ZOOFILIA





(Javier Gil)




Não me conformei, claro, com uma visão superficial desse aspecto perturbador da sexualidade humana. Fui atrás, pesquisei, li muita coisa estranha. E quanto mais me aprofundei no tema, menos o compreendi. Fica, aqui, a minha estupefação.



(Katharina Kranichfeld)

Já é meio folclórico o fato de homens terem sexo com animais em fazendas, sítios e interiores (ou, talvez, até mesmo em cidades), durante uma fase da vida. Ou durante mais tempo, por motivos que nem nossa imaginação consegue alcançar.



                                                                                                                         (Katharina Kranichfeld)



Edward Albee, o genial dramaturgo americano, escreveu uma peça em que o triângulo amoroso envolve uma cabra. Ganhou, no Brasil, direção de Jô Soares, com o título de “A Cabra ou Quem é Sylvia?” Fez sucesso na Broadway e tem feito sucesso por aqui. Por quê?

Não sei. Só sei que a zoofilia ao mesmo tempo repugna e atrai.




  
(Katharina Kranichfeld)


Encontrei, por exemplo, sites na rede que descrevem minuciosamente como fazer sexo com cães, aparentemente os preferidos, principalmente das mulheres. Não há nenhum julgamento moral ou objeção de cunho religioso, filosófico ou doutrinal em nenhuma dessas descrições, mesmo para os que comentam os longos artigos “técnicos”. Claro, quem procura esse tipo de coisa parece achar normal que uma mulher tenha relações sexuais com seu cão ou com outros animais, como cavalos.




(Katharina Kranichfeld)


Já falei anteriormente sobre ética: parece-me que a subjugação sexual de uma raça por outra (do homem sobre o animal) deveria constituir um problema, mas os defensores da zoofilia falam abertamente em que o animal (no caso, o cão que, como disse, parece ser o preferido, por sua proximidade e docilidade) precisa ser levado ao ato, como se o animal desse o seu consentimento. Algo muito duvidoso: como saber que um animal “consente”, se o bicho é treinado, condicionado a fazer aquilo que o dono manda?



(Katharina Kranichfeld)


Se ética é algo meio nebuloso, complexo, sujeito a digressões e interpretações de ordem social, temporal ou cultural, há, porém, um lado objetivo, sem meios tons, o aspecto científico relacionado à saúde. O contato, principalmente íntimo, entre animais e seres humanos leva à troca de bactérias e de doenças entre as raças, tanto podendo o ser humano contaminar o animal como o animal contaminar o ser humano.




(Katharina Kranichfeld)


E aí, não há como defender que não há nenhum risco. Isso é inerente à natureza. Temos fisiologias e defesas orgânicas diferentes. O simples fato de que não pode ocorrer concepção entre raças tão distintas já nos deveria dar uma pista de que não é muito natural o contato sexual entre elas. Mesmo entre os animais, é extremamente raro o acasalamento entre espécies distintas. Só o homem rompe, de forma consciente, tais barreiras. E arrisca sua saúde, em troca de um prazer difícil de entender, para quem nunca o experimentou.




(Katharina Kranichfeld)



Não, não vou sair por aqui a atirar pedras e condenar moralmente o ato sexual entre seres humanos e animais. Mas não posso deixar de manifestar o meu extremo estranhamento com isso. Principalmente sob o aspecto sanitário e os riscos que tal prática envolve para a saúde de ambos.


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